segunda-feira, 12 de março de 2012
O festival dos AVACs, a propósito da renovação do Parque Escolar
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Um Provedor de Justiça para o direito a estacionar muitos carros no espaço público
"O Provedor de Justiça, Alfredo José de Sousa, considerou nesta segunda-feira que a EMEL (Empresa Pública Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa) está a cobrar "taxas abusivas" aos residentes na atribuição do segundo e terceiro dístico de estacionamento."
O 1º parágrafo da notícia do "Público" é, só por si, de arrepiar!
Um Provedor de Justiça vem defender que uma pessoa deve poder estacionar quantos veículos tenha no espaço público a preços módicos!
Que justiça é esta que defende o estacionamento na via pública, e nada diz sobre a falta de qualidade do espaço público para os peões em virtude do próprio espaço abusivamente ocupado pelas viaturas?
Quem é este Sr. para falar em "direito a estacionar" automóveis no espaço público que é de todos?
Como é possível suportar tamanha ingerência nas políticas municipais de gestão do espaço público?
Que dirá o Presidente da Câmara de Londres, Paris, Berlim ou Copenhaga a lêr uma notícia destas?
Alguém falou em emigrar recentemente?...
Deixo o resto do artigo, se ainda houver coragem para o continuar a lêr...
"Numa nota da Provedoria da Justiça, pode ler-se que o provedor recomendou à Câmara de Lisboa a "revisão dos regulamentos municipais de estacionamento, na parte em que agravam as despesas com a aquisição do dístico de residente quando, para um mesmo fogo, são declarados vários automóveis".
No seu entender, "os habitantes da cidade de Lisboa têm direito a estacionar as viaturas de que são proprietários nas zonas de estacionamento tarifado à superfície e nas zonas de acesso condicionado, dentro do perímetro demarcado da sua residência".
Por isso, "o provedor de Justiça considera que as explicações prestadas pelo município de Lisboa não oferecem uma razão válida que justifique o agravamento" das taxas em caso de "pluralidade de automóveis por fogo habitacional -- por não ser tomado em linha de conta o número de membros do agregado familiar", indica a nota.
A Lusa tentou obter uma reacção da EMEL, mas até ao momento não foi possível."
in PUBLICO
http://www.publico.pt/Local/emel-cobra-taxas-abusivas-ao-2-e-3-disticos-de-estacionamento-diz-provedor-de-justica-1529344#
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Homenagem a Gonçalo Ribeiro Telles (1ª parte)
sábado, 9 de julho de 2011
"Governo admite alargar competências das autarquias"
"(...) Paulo Júlio considerou como “potenciais transferências” competências na saúde, no ambiente e no ordenamento do território, já que, defendeu, “se as políticas forem de maior proximidade, elas podem ser mais eficazes”. "
Não podia discordar mais desta medida!
O Ordenamento do Território deve caminhar no sentido inverso, ou seja, numa lógica multi-municipal e, até, Regional. Esta transferência de competências para os municípios só significa a desresponsabilização do Estado pelo bem de todos e sobretudo a (já esperada) incapacidade de um Governo Liberal entender que Ordenar o Território é uma ferramenta eficaz para redução de despesas e apenas tentar colocar as culpas sobre o funcionamento processual...
O mal maior é que esta medida nem sequer começou agora...
Deixar para a esfera das autarquias cada vez mais competências em matéria de ordenamento significa acentuar o conflito de interesses entre as receitas urbanísticas do curto-prazo e a protecção dos valores ambientais cujo valor é mais difuso e mais dificil de contabilizar.
A esmagadora maioria das autarquias decidirá sempre em favor daquilo que pensa ser "dinamismo económico", "oportunidades", "flexibilidade" e outros chavões na moda, podendo sempre argumentar em torno das receitas taxas urbanísticas...
O Ambiente, esse virá "embrulhado" em detalhados estudos de impacte ambiental, cuidadosas medidas minimizadoras recheadas de pormenores e detalhes e de avaliações ambientais estratégicas a reboque dos empreendimentos e do objectivo final!
Terrivelmente "genial" esta ideia de dar mais competências às autarquias em matéria de ordenamento do território...
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Porque é que o PAN não é, pelo menos para já, um Partido Ecologista
IMAGEM Lameiros: AQUI
Já aqui dei conta de que "os Verdes" não são e não servem como bandeira da ecologia política. Considero até que, o facto de nunca terem ido a votos sozinhos, fizeram um mau serviço à Ecologia Política em Portugal: desacreditaram-na, tornaram-na pequena e sectária, numa espécie de "satélite" que congrega apenas as sensibilidades do Ambiente, exactamente o problema que a Ecologia Política nunca pode fazer, já que ela própria deve e pode constituir doutrina política.
Falei no post anterior porque é que o MPT, ao migrar em definitivo para a direita do espectro político, não pode representar a ecologia política.
Agora apareceu o PAN, o Partido dos Animais e da Natureza.
Inicialmente dos animais, e depois também da Natureza, o PAN escolheu como centro do seu Programa a protecção animal. E só depois as pessoas...
A provar isso mesmo basta ler o Programa Político e contar as medidas de bem-estar animal (36) e as medidas de protecção social: apenas...7!
Sou a favor da protecção animal, e concordo com muitas das medidas anúnciadas pelo PAN, e até acrescento a colocação em causa de boa parte do triste espectáculo que nos é oferecido pelos animais em jaulas nos Zoos das nossas Cidades...curiosamente o PAN, nas suas 36 medidas, nada disse sobre isso! Os Zoos, em plano Século XXI, permitem aprisionar todo o tipo de animais selvagens e torná-los figurantes, normalmente com ar triste e muito abatido, para os urbanos verem!
Numa época de internet, plasmas, 3D, i-phones e visitas virtuais, os Zoos, mesmo para os defensores dos animais são, pelos vistos, aceitáveis? Regista-se!
(nota intercalar, para o papel excelente dos Zoos na recuperação de animais doentes ou feridos ou para auxiliar a salvaguarda das espécies em perigo de extinção. Para mim, o único critério admissível para um Zoo moderno.)
Mas os partidos ecologistas devem apresentar-se, acima de tudo, com uma preocupação Humanista. A espécie humana não está ao mesmo nível dos animais e as Paisagens que temos e que queremos ecológicas e em equilíbrio ecológico, só o podem fazer se estiverem assentes numa lógica agro-pecuária. A humanização das Paisagens, entendida infelizmente como a degradação das mesmas pela urbanização, sobre-exploração ou contaminação, deve ser sim entendida como o equilíbrio entre o Homem e o Meio.
Como se mantêm os nossos lameiros se não existirem animais? Cresce o mato? Corta-se com maquinaria a gasóleo?
E os montados? Servem só para a cortiça? E as bolotas não podem servir para o gado que pasta ao ar livre, de forma sustentável e que mantém um ecossistema único?
E o papel das raças autóctones de gado no moldar e conservar de forma eficiente as nossas Paisagens?
E o papel da actividade cinegética, quando devidamente regulamentada e, infelizmente, diria no contexto actual, mais "domesticada", na regulação das cadeias alimentares e da Biodiversidade?
Temos um problema hoje de excesso de carne, de uma alimentação excessivamente proteica, desequilibrada, do "bife com batatas" dia sim, dia não, do colestrol e da gordura. Mas, assim como um dono de um animal de estimação não pode ser confundido com alguém que permite que o seu animal suje a via pública, comer carne não pode significar apoiar os aviários industriais, o transporte de animais sem respeito, os antibióticos e rações sintéticas, as descargas sem lei.
O respeito pelos animais deve fazer-se dentro do contexto do respeito pela Paisagem, como Unidade macro de equilíbrio ecológico.
Só defender os animais e acrescentar depois "e da Natureza" é um passo em falso, e a meu ver não responde às questões que a Ecologia Política pode dar perante os problemas do dia-a-dia dos cidadãos, do País e rumo a um futuro melhor.
E tenho pena de, num mesmo post, ter que referir e logo três partidos, ditos "verdes" e não conseguir concordar com nenhum deles!
Nota: Lendo o Programa do PAN, medida a medida, muitas são as concordâncias.
Quem sabe se esta sensibilidade, que pela primeira vez se apresenta a eleições, é compatível com desafios de compromisso num âmbito de um campo ideológico ecologista.
domingo, 27 de março de 2011
Fui aprender a poupar, aqui mesmo ao lado

Regressado do Velo-City 2011, em Sevilha.
Uma cidade que. em 4 anos (!) construiu 120km de infra-estrutura ciclável e que passou de 0.2% de utilização para 6.8% quotidiana. Yes, they can!
Mais do que o exemplo de Sevilha, que apesar do aumento significativo de bicicletas mantém o seu carácter rodoviário e uma má qualidade genérica do espaço público extra bairro histórico, ficou na mente os vários exemplos partilhados por muitas cidades que puxam os seus Países para cima, fazendo poupanças extraordinárias...em estradas e espaços viários!
Mais espaço público e menos carros é mais rapidez e eficiência na mobilidade.
Mais espaço público em vez de só carros é mais gente a comprar local e a revitalizar as ruas.
Mais espaço público em vez de tantos carros é mais empresas e pessoas a voltarem aos centros, é mais eficiência no planeamento, é menos subúrbios sombrios, é mais eficiência no aproveitamento de redes de infra-estruturas existentes e menos dinheiro gasto a construir novos arruamentos, novas redes de águas e drenagem, é menos despesas de manutenção.
Yes, they can! Em Espanha mais de 11.000 pessoas já trabalha diariamente em sistemas de bicicletas de uso partilhado, esperando-se que o número alcance as 78.000 até 2020.
Não haja dúvidas: equilibrar o orçamento só se faz com Cidades equilibradas, não necessariamente em cortar um pouco em tudo para que tudo fique na mesma.
Senão, podem mudar de Governos as vezes que quiserem que isto não mudará.
Eu disso não tenho dúvidas...
terça-feira, 22 de março de 2011
Não cortar as 2 pernas, nem tirar as 2 rodas, senão...
"Estudo do Economista Álvaro Santos Pereira,
Professor da Simon Fraser University, no Canadá. *
Portugal tem hoje 349 Institutos Públicos, dos quais 111 não pertencem ao sector da Educação. Se descontarmos também os sectores da Saúde e da Segurança Social, restam ainda 45 Institutos com as mais diversas funções. Há ainda a contabilizar perto de 600 organismos públicos, incluindo Direcções Gerais e Regionais, Observatórios, Fundos diversos, Governos Civis, etc.) cujas despesas podiam e deviam ser reduzidas, ou em alternativa – que parece ser mais sensato – os mesmos serem pura e simplesmente extintos. Para se ter uma noção do despesismo do Estado, atentemos apenas nos supra-citados Institutos, com funções diversas, muitos dos quais nem se percebe bem para o que servem. Veja-se então as transferências feitas em 2010 pelo governo socialista de Sócrates para estes organismos:
- Se se reduzissem em 20% as despesas com este – e apenas estes – organismos, as poupanças rondariam os 1000 milhões de €, e, evitava-se a subida do IVA. - Se fossem feitas fusões, extinções ou reduções mais drásticas a poupança seria da ordem dos 4000 milhões de €, e não seriam necessários cortes nos salários. - Se para além disso mais em outros tantos Institutos se procedesse de igual forma, o PEC 3 não teria sequer razão de existir." - - - - - - - - - - - - - - - - Não posso deixar de criticar o "menu" de cortes que aqui são propostos! É o perigo de deixar os economisrtas gerir o País (sózinhos): Corta-se a direito! 20% aqui, funde-se ali e já está, poupa-se logo "xx" milhões! Está resolvido, que simples! O problema está em que há sitios em que se deve cortar 20%, outros deve-se extinguir mas há outros em que é inevitável aumentar. Ninguém tem dúvidas que há "gorduras" no Estado. Mas não podemos deixar que o contexto de dificuldades permita uma "agenda" de cortes cegos. Faz lembrar o poster do BE em que, muito bem, se percebe que se cortarmos 20% de uma bicicleta, no caso as 2 rodas, os 80% que restam pura e simplesmente não funcionam. Será que é isso que alguns pretendem? | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
domingo, 20 de março de 2011
Playtimes - Jacques Tati, em Lisboa

Quando vejo o que fizeram na Avenida Fontes Pereira de Melo, entre o Marquês de Pombal e o Saldanha, como este edifício o demonstra (será em Lisboa? Será noutro sítio qualquer?), para não chorar de tristeza lembro-me sempre de Playtimes - Jacques Tati (1967) onde uma feroz e hilariante crítica ao Modernismo saiu de um dos melhores filmes que alguma vez vi.
terça-feira, 15 de março de 2011
Então, estavam aí caladinhos era?
"Projecto nuclear português pode ser reapresentado em futuro Governo"
in http://www.publico.pt/Mundo/projecto-nuclear-portugues-pode-ser-reapresentado_1484747#
"O projecto de construção de uma central nuclear em Portugal, apresentado pelo empresário Patrick Monteiro de Barros ao Governo de José Sócrates em 2005, poderá ser recolocado sobre a mesa num futuro próximo, apesar do acidente da central de Fukushima, no Japão."
IMAGEM AQUI
sábado, 12 de março de 2011
Sim, o Nuclear não é mesmo uma solução energética viável II
Japão: acidente nuclear é o pior desde Chernobil
NOTÍCIA AQUIA explosão foi classificada pela Agência Segurança Nuclear e Industrial japonesa como um acidente nuclear de nível 4 – numa escala de 1 a 7. O acidente de Three Mile Island em 1979, nos Estados Unidos, teve nível 5 e a catástrofe de Chernobil, em 1986, na ex-URSS, chegou ao nível 7.
O Governo japonês afirma que a acidente está controlado.
O acidente deu-se às 15h36 (6h36, hora de Lisboa), fez quatro feridos leves e lançou o pânico de que um incidente parecido com o de Chernobil se repetisse no Japão.
Mas um porta-voz do Governo garantiu que as radiações estavam a baixar e que a explosão não tinha afectado o núcleo do reactor. “A segurança dos nossos concidadãos é a prioridade que guia as nossas acções”, declarou o primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, ao final da tarde.
A central fica na costa Leste do país, 250 quilómetros a nordeste de Tóquio. O sismo causou uma avaria no sistema de refrigeração na central e um corte de electricidade impediu a recuperação deste sistema, permitindo que os bastões de combustível continuassem a aquecer, aumentando a pressão interna no reactor.
A empresa japonesa Tokyo Electrical Power Co, que gere as instalações, tentou reduzir alguma desta pressão libertando vapor radioactivo. Mas não foi o suficiente para impedir a explosão que destruiu o tecto do edifício do reactor principal. A televisão japonesa NHK anunciava ontem que o nível da radioactividade fora da central era oito vezes superior ao normal.
domingo, 6 de março de 2011
Pão e água

"A Associação Portuguesa de Nutricionistas (APN) alerta que as frutas e legumes podem ser os primeiros excluídos da dieta dos portugueses."
NOTÍCIA AQUI
IMAGEM AQUI
A brincar, sobre este assunto:
Dirá o optimista:
- "a continuarem assim as coisas ficaremos a pão e água."
Responde o pessimista:
- "se os houver"
Agora num registo sério:
É fundamental que sejam implementadas as condições para que possamos cultivar a terra e produzir alimentos.
Nas Áreas Metropolitanas esse assunto ganha especial dimensão, dado que milhões de pessoas dependem de abastecimento por transporte do exterior.
Nota: Passei ainda hoje pela extensa área de solos agrícolas absolutamente excepcionais em matéria de fertilidade e que coroam a parte norte do Concelho de Oeiras e onde nascem edifícios de escritórios, estradas, candeeiros e campos de golfe, no que considero ser um dos exemplos mais escandalosos em Portugal da falta de visão estratégica, da ausência de planeamento e da falta de decência de um Estado inteiro, sempre apto a promover um discurso de sustentabilidade mas muito rápido a agir no sentido contrário.
FOTO AÉREA GOOGLE MAPS
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Uma explosão social mais do que anunciada
A propósito da anunciada escalada do preço dos alimentos em Portugal:
"Algumas famílias com rendimentos agrícolas tenderão a beneficiar e é, assim, bastante provável que o emprego agrícola comece de novo a aumentar",
Álvaro Santos Pereira, Economista, in PÚBLICO
Numa altura em que tanto se diz (e com razão) que não há visão estratégica para o País (nem do Governo, mas nem da oposição, diga-se), sugiro desde logo que se foque a atenção numa solução ecológica que permite a adopção de algumas de políticas consequentes, que tirem o País da Crise. Chega de andar sem rumo! Chega de andar com "à tona de água" a tentar não morrer afogado, com os olhos no preço do petróleo, nos juros da dívida!
Ter visão estratégica para sair da crise passa por ter visão ecológica (digo eu...)
Não basta defender a aposta na "Inovação e nas indústrias criativas"! Sempre as indústrias criativas, a moda e o design...e que tal a agricultura, e que tal a agro-industria, e que tal a silvicultura sustentável, e as indústrias do mar?
Sair da crise implicará necessariamente, no contexto de crise global e de incerteza, apostar na produção de produtos nacionais, designadamente voltar a apostar na agricultura, na pesca e na agro-indústria e em muitas das nossas valências a que, com base na energia barata, nos demos ao luxo de desprezar.
Implica, portanto, a meu ver, um conjunto de políticas activas que definam ordenamento do território em pról da salvaguarda dos recursos naturais e do desenvolvimento sustentável.
Defender a agricultura, defender ter terra para produzir, é hoje uma necessidade!
Mas vemos o contrário em tempos de crise! Vemos aplicar, por exemplo, como medida de combate à crise os PIN+ para todos os projectos acima de 10 milhões de euros (qualquer projecto minimamente estruturado tem orçamento acima de 10 milhões...).
Já agora, onde estava a esquerda "ambiental" quando esta medida foi lançada? E a direita, tradicionalmente menos "ambiental" no discurso mas, se calhar na prática historicamente bem mais acertiva, onde estava?
Ninguém disse nada...um vazio total!!
Então, é mantendo o mesmo paradigma de passar por cima dos recursos naturais que vamos desenvolver o País? E depois comemos o quê?
Importa-se de fora? Os preços vão subir, e agora como é que vai ser? Comemos cimento porque não temos terrenos férteis para produzir?
Não teria sido melhor ter salvaguardado os poucos solos com elevada aptidão para cereais, uma boa parte deles no Concelho de Oeiras? Ainda sobram alguns, apesar de tudo o que foi feito, vamos deixar que o "mercado" decida?
E porque é que numa altura destas não há ideias ecológicas para relançar o País? Porque é que em todos os canais de TV, Rádio, Jornais, os comentadores comentam, mas comentam sempre do mesmo ponto de vista, baseados nas mesmas variáveis, nas mesmas ideologias? Não têm já uma ideia concreta para sair da crise, só se fala se o Governo cai ou não, até quando se aguenta os juros, se vem o FMI, que é preciso reformar o mercado laboral, reformar o tecido empresarial...
E é mesmo preciso reformar, mas em que sentido? Reformar é sinónimo de "simplificar" os procedimentos e a burocracia, ou seja, por outras palavras, acabar com o ordenamento do território activo e permitir o casuístico, conforme as "oportunidades", desperdiçando as mais-valias e hipotecando o futuro, em troca do investimento fácil e indiscriminado em qualquer lado?
Como é possivel que se faça um PROT da AML totalmente assente na expansão urbana concelho a concelho, a viver de vias-rápidas que ainda falta concluir e que nem sequer uma Estrutura Ecológica sem construção consegue na Planta de ordenamento (quando digo sem construção é mesmo sem construção, não é com índices elevadíssimos de edificabilidade!)
A aplicação de um conjunto de políticas ecológicas transversais, por estes dias, seria encontrar um verdadeiro rumo para o País.
E a agricultura, como diz Álvaro Santos Pereira, pode e deve ter mesmo um papel central. E espero que tenha depressa e sem termos que passar por convulsões sociais violentas.
A agricultura é um emprego com saída e pode receber desde já milhares de pessoas. Revitalizar a vida na aldeia, revitalizar as pequenas comunidades é um desígnio fascinante e uma oportunidade de ouro. Revitalizar com pés e cabeça, estruturando esta actividade, não se quer um regresso à pobreza e ao atraso.
Quer-se andar para a frente, para o futuro.
E já agora a agricultura urbana, para satisfazer a alimentação no imediato. esta é uma medida com um carácter urgente!
Portugal pode ter futuro, assim consiga libertar-se do betão e do alcatrão como falsos motores do "crescimento".
E que tal, para variar, um pouco de Visão Ecológica nesta altura como Estratégia para o País sair da crise?
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Fechar algumas linhas férreas não deixa de ser a coerência absoluta

Agora, ninguém anda nalgumas linhas férras. Pudera! Meia dúzia de comboios velhos e barulhentos por dia, a serpentear a 40km/h por traçados antigos e aldeias desertas.
Mas devia ser o início de um novo ciclo de aposta numa rede ferroviária nacional moderna e competitiva que ligue cidades e capitais de distrito. Uma aposta numa nova ferrovia, moderna, útil e competitiva, que ligue directamente cidades e que permita chegar a todas as Capitais de Distrito. É um novo futuro que se exige.
*Lamento o tom diria "paternalista" de alguns (urbanos) ecologistas a defender a manutenção de certas linhas férreas que já ninguém usa, com traçados sinuosos, velocidades comerciais mínimas e horários pouco mais que escassos.
Defender a manutenção do que existe é defender o tradicional e o bucólico, mas para os outros.
domingo, 21 de novembro de 2010
Pelas ECOPISTAS de Portugal
O Património ferroviário desactivado é absolutamente valioso e com um potencial imenso do ponto de vista turistico.
Tendo participado nos Estudos das ligações Chaves - Vila Real (70km) e Sever do Vouga - Vouzela, rapidamente compreendi que os traçados ferroviários em presença não correspondem (na sua maioria das vezes), nem de perto nem de longe, às exigências de funcionamento que uma ligação em comboio exige nos dias de hoje.
É que os percursos sinuosos e os múltiplos apeadeiros, na maioria em ex-aldeias (hoje lugares semi-desertos de gente), constituiria motivos para a sua não utilização.
É pois mais que certo a sua transformação em Ecopistas, caminhos culturais para circulação de bicicleta ou a pé, com potencialidades turisticas enormes!
A infra-estrutura está lá e a atracção que pode proporcionar nos dias de hoje significa grandes oportunidades ao mundo rural para gerar actividade económica e emprego.
O grande erro foi acabar com as ligações de comboio a cidades como Viseu, Chaves ou Bragança, sem se ter proporcionado a alternativa ferroviária ajustada aos dias de hoje.
De Chaves a Vila Real, passando por Vidago, Pedras Salgadas e Vila Pouca de Aguiar o comboio foi-se (e bem!), mas outra linha deveria ter vindo. Mas não veio.
Veio sim a A24. Esse é que o erro. Um grande erro! Ter vindo a Auto-Estrada mas não o comboio. Porquê?
Conheci parte da Ecopista de Évora, ramal de Mora, entre Évora e Arraiolos (21km)
Poucos utilizadores. Muito poucos.
A infra-estrutura é razoável, nada de especial.
Não o teria projectado, assim tão minimalista, nem deixaria de reforçar o pavimento nalguns troços em que, pura e simplesmente, não se precaveu a transformação da estrutura de balastro permeável num pavimento mais impermeável. Em saibro, o pavimento por vezes a degradar-se não esconde com problemas de drenagem e crescimento de arbustos que extravasam os taludes para o espaço canal.
Estações e apeadeiros abandonados, a cair, com graffitis e sujos. Não estão aproveitados!
Paineis de informação escassos e no Concelho de Arraiolos, nem mapa têm!
Não há uma única torneira para se beber água.
Mas faz-se, sem interrupções. E isso é o que mais importa nestas coisas. As melhorias que venham depois!
Faltará garantias que as dezenas de caçadores armados não nos confundam com coelhos. Impressionante, a cada quilómetro um agrupamento pronto a disparar, é um risco para o viajante ciclista em época de caça. Este é o País em que se pode caçar em todo o lado, como se sabe.
Faltará sem dúvida dinamizar-se o aproveitamento turistico das estações e outro património ferroviário, se possivel para equipamentos de dormida e comida.
Há um vasto património para ser aproveitado. A REFER já fez a sua parte na reactivação de algumas destas linhas e o projecto, a nível nacional, não envergonha ninguém, mesmo comparando com Espanha.
Resta agora mais informação e mais envolvimento no aproveitamento destas estruturas pelas autarquias e agentes económicos locais.
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
TGV para Madrid? Rapidamente e em força
A propósito da "simpática" e quase certa "descomprometida" disponibilidade da Siemens para "financiar" o TGV
"Siemens disponível para financiar o Governo português na construção do TGV" 
A minha opinião quanto ao TGV, independemente destes financiamentos propostos, é esta:
1) Para Madrid, o TGV deveria ser já, rapidamente e em força, para reduzir o tráfego aéreo Lisboa-Madrid que gera dezenas de vôos diários e 4 milhões de passageiros por ano, acabando por ser uma fatia considerável dos o próprio aeroporto de Lisboa. Aproveitando-se os 80% a fundo perdido da União Europeia ao abrigo das Redes Transeuropeias (RTE) na qual o eixo Lisboa-Madrid fazem parte, seria quase escandalosos não os aproveitar. As alternativas ferroviárias são 10h de comboio a custos nunca inferiores a 80EUR ida e volta. Para mim TGV Lisboa-Madrid, ainda para mais em tempos de crises, deveria ser um projecto incontornável.
Para Bagão Félix a questão é mais simples: TGV não, porque é mais barato ir de Low Cost...É mais barato enquanto o tráfego aéreo não pagar o real preço do seu impacte ambiental. Pagando o verdadeiro preço e sendo o Jet-Fuel um recurso mais raro, a questão mudará de figura.
O TGV pode, por isso, ser um investimento muito rentável no médio-prazo, para cenários realistas dos custos do tráfego aéreo.
O investimento previsto, incluindo a 3ª travessia é estimado em 2.400 Milhões de euros.
2) TGV para o Porto parece-me, por outro lado, totalmente dispensável para já. Habitual "fã" do Alfa-Pendular, que dura pouco mais de 3,5h de distância e pratica em vários troços 220km/h, para quê gastar 3.800 Milhões de euros!? Para poupar uns minutos?
E o TGV vai parar entre Lisboa e o Porto ou vai directo? Se parar terá eficiência temporal? E se não parar terá eficiência financeira?
Se por causa da crise se corta em todas as despesas, mesmo aquelas que possam ter cabimento e poder gerar mais-valias (neste caso económicas, sociais e ainda ambientais, já que é comboio em vez de avião), então não haverá saída para a crise!
IMAGEM AQUI
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Sustentabilidade dos Espaços Verdes Urbanos
Neste clima de restrições orçamentais em variadas áreas, bem como cortes nos salários e regalias laborais e sociais, alguém ainda admite que se projectem espaços verdes sem ter como um dos factores centrais na concepção, a preocupação por fazer uma obra pouco dispendiosa e com os menores custos de manutenção possivel?
Publiquei este ARTIGO sobre o tema, que continuará a ser um assunto que continuarei cada vez mais a aprofundar e desenvolver.
domingo, 30 de maio de 2010
Colombia pode eleger Presidente "Verde" hoje!

Foto Aqui:
Seria um dado histórico!
Um Partido Verde (Verde, mas com ideais próprios, coragem, enfim, independente...) tem um candidato que concorre para ganhar umas eleições presidenciais. Ninguém esquece o trabalho revolucionário de Antanas Mockus como Presidente da Câmara de Bogotá.
Faço figas para que ganhe, claro. Não será fácil...
http://edition.cnn.com/2010/WORLD/americas/05/30/colombia.elections/index.html
segunda-feira, 17 de maio de 2010
"O preço da água ao consumidor vai ter que subir"
Foto: Kit para poupança de água - link
Nestes momentos é que se separa quem é ecologista sempre de quem o é às vezes, consoante a ecologia é a muleta de combate político ou a base de uma política, responsável e consequente:
http://www.esquerda.net/content/view/16455/27/
Os preços da água e da electricidade terão que subir, apenas para reflectir o seu preço real. Evita-se o subsídio ao desperdício com o dinheiro dos contribuintes.
Diz-se "pagamos a água barata": Não, pagamos a água, barata na factura, o resto nos impostos! O preço, pagamo-lo sempre. E assim pagamos a água em desperdício, porque o que é barato é para gastar, já se sabe...
Água, gás e electricidade devem reflectir o seu preço real.
Eu, que procuro poupar, quero ser beneficiado. E não quero subsidiar o desperdício do meu vizinho.
Ah, depois podemos ter tarifas sociais para quem precisa, essas sim pagas com o dinheiro de todos nós.
Tarifas sociais cuidadosamente adequadas a gastos adequados às necessidades, claro está, não ao desperdício.
Parabéns ao Francisco Ferreira por ter defendido publicamente esta ideia. Não se esperava outra coisa. Mas foi importante e corajoso.
sábado, 1 de maio de 2010
E uma greve no dia 13 de Maio?

Não podia estar mais de acordo com o teor, sempre certeiro, da crítica de Bartoon.
Esta semana suportei 3 greves de transportes, o País debate-se com problemas de liquidez, avançam-se cortes nas prestações sociais, corta-se investimento público, aguardam-se mais e mais preocupações.
Eis que, e enquanto o Benfica não ganha o campeonato ou a Selecção não começa a ocupar a mente e as capas dos jornais, o Governo avança com uma tolerância de ponto a propósito da visita Papal.
Uma medida que considero excessiva no contexto de Estado Laico e que, ao contrário do nosso Bartoon, não colhe uma única crítica ou reparo da Sociedade, porque se trata disso mesmo...de não ir trabalhar!
E para isso os Sindicatos, o PCP, o BE, não dizem nada? Seria um bom exemplo de preocupação pela produtividade Nacional vir criticar o Governo por ter avançado com esta medida, sugerindo deixar a opção de ter o dia 13 livre ao critério de cada um. Considero que qualquer pessoa tem o direito de querer ir vêr o Papa a Fátima.
Todos os anos milhares de pessoas usam das suas férias para ir a Fátima ou ir vêr o Papa. É um direito, é uma opção.
Fomos todos incluídos nessas férias religiosas este ano?
Agora já somos um País Católico? Somos, se é para não ir trabalhar...
Nestas pequenas coisas salta-me à vista o povo que somos.
E como diria o outro: "Peço desculpa pela frontalidade!"






