Mostrar mensagens com a etiqueta Sustentabilidade. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Sustentabilidade. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 12 de março de 2012

O festival dos AVACs, a propósito da renovação do Parque Escolar

Imagem de referência como conceito formal actual de arquitectura contemporânea, AQUI


Muito interessante e incisivo o artigo de Daniel Oliveira no Expresso denominado "A mentira de Nuno Crato sobre a auditoria à Parque Escolar".


Vou resumir o comentário político ao facto de ser a favor que se invista no Ensino Público, ao facto de que o Parque Escolar (propriamente dito, não a empresa) sofriam e ainda sofrem das consequências de um abandono de décadas e ao facto de lamentar que não tenham sido feitos os concursos públicos que, entre outras coisas, permitiam um acesso mais democrático à obra pública, mas também tinham como resultado maior concorrência e maior retorno financeiro resultado dessa mesma concorrência.

Vou-me focar num detalhe (ou talvez não) que o artigo revela:
Vejamos esta frase: "a mudança de legislação, por imposição comunitária, em matéria energética e ambiental, representaram um sobrecusto entre 15% a 25% no total das empreitadas. E a um esforço energético duas a três vezes superior ao anterior, o que é preocupante e, contra o qual, a Parque Escolar já terá feito várias propostas."

Vale a pena determo-nos nesta questão: as exigências energéticas obrigam a uma deturpação do devem ser os objectivos ambientais: primeiro apostar-se na inércia térmica, depois nas energias renováveis.
O que aconteceu nas escolas foi pura e simplesmente inverter a questão e apostar em potentes sistemas de ar condicionado, com subidas astronómicas de consumo energético.
Um "tiro no pé", pelos vistos até questionado (e ainda bem) pela própria Parque Escolar, mas não por muitos dos arquitectos que, podendo interpretar a lei, preteriram de apostar na inércia térmica e na eficiência energética, em nome de "obras de arte" de betão armado e vãos envidraçados altamente consumidores de energia.
A maioria dos edifícios que vi são "caixotes" brancos com envidraçados, sem telhado e sem mecanismos de

Gostava de ver uma auditoria a esta questão, que mais do que uma questão política, é um aspecto eminentemente técnico mas que espelha muito do que o nosso País tem sido em matéria urbanistica.
Esta auditoria é importante porque com a subida dos preços da energia, muitas escolas ponderam não ligar o ar condicionado no Verão, por falta de verba.
Ora, cabia ao arquitecto, mesmo que obrigado a munir o edifício dos fantásticos sistemas de ar condicionado, garantir a resiliência do edifício, ou seja, o seu funcionamento em caso de ausência de funcionamento do AVAC.
Esta auditoria devia identificar e responsabilizar quem podia e não propôs, ou quem propôs e não foi aceite e porquê e quanto custa estas decisões. E não vale dizer "desenhei aquilo porque assim como assim a legislação obrigava ao AVAC".
Não serve de desculpa, antes pelo contrário.

No meio de tanta legislação, uma coisa é certa: o arquitecto tem muita manobra para aumentar a resiliência do edificado.
E tem que a explorar ao limite. Não é deve, tem mesmo.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Campanha da cortiça "sniff the cork"

sábado, 8 de outubro de 2011

Cargo Bikes

Ou muito me engano, ou ainda vamos ouvir falar muito disto nos próximos tempos!

sábado, 30 de julho de 2011

Freiburg, Germany: A model sustainable city


in http://www.grist.org/slideshow/2011-07-29-freiburg-a-model-city-in-germany/3

Se puder, visitarei este Cidade. Está marcada!
O último grande projecto em Freiburg é a reconversão da antiga Base Militar Francesa "Vauban" num Eco-Bairro. Vale a pena espreitar aqui.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

"Estacionamento em Lisboa: o pau e a cenoura"





Daniel Oliveira: Antes pelo contrário


05/07/2011 in EXPRESSO




O aumento das tarifas de estacionamento em Lisboa gerou grande indignação. Compreendo mas discordo. Porque este aumento foi feito exactamente como tem de ser: mais caro no centro, mais barato na periferia. Mais barato onde há mais espaço, mais residentes e menos transportes públicos; mais caro onde o trânsito é maior, onde há mais gente a trabalhar e mais transportes públicos. A mobilidade é um direito. Mas andar de carro no centro das cidades e estacionar nas artérias principais é um luxo. E basta conhecer várias cidades europeias para o saber.
Circulam em Lisboa cerca de 700 mil carros por dia. Não há espaço para todos estacionarem. Tão simples como isto. E a verdade é que os carros estacionados por todo o lado estão a destruir a qualidade de vida dos cidadãos. A cidade não pode continuar a ser colonizada por carros, usurpando todo o espaço público que deveria estar reservado a jardins, passeios, esplanadas.
Os cidadãos têm direito a bons transportes públicos, a preços económicos, confortáveis e pontuais. Não têm direito a ir de casa ao trabalho e do trabalho a casa no seu próprio carro e a ocupar os centros das cidades com o seu automóvel. Isso é um luxo. E os luxos pagam-se. E pagam-se caro. Na verdade, acho que o estacionamento no centro de Lisboa, para não moradores, continua a ser demasiado barato (e a fiscalização devia ser bem mais severa). Vão de carro pelas grandes artérias das principais cidades europeias. Tentem estacionar por lá e verão que vos passa logo a vontade.
Dito isto, esperava duas coisas da mesma autarquia que tomou esta decisão: que se tivesse manifestado ruidosamente contra o anúncio da privatização de rotas da Carris, Metropolitano de Lisboa e CP e contra o aumento previsto para as tarifas dos transportes públicos; e que se comprometesse destinar os rendimentos do estacionamento para o financiamento dos transportes coletivos, como acontece em algumas cidades europeias. Para exigir civismo é preciso dar alternativas. E para mudar comportamentos não basta punir ou cobrar. É preciso dar incentivos. A Câmara de Lisboa mostrou o pau. Falta mostrar a cenoura. A reação de quem viveu a anos a ocupar de borla um espaço que é de todos com o que apenas a si pertence criou esta ideia de que o estacionamento gratuito é um direito. Não é. E ainda virá o dia em que, como acontece em Londres, se paga para trazer um carro para a cidade e que esse dinheiro serve para financiar o transporte coletivo. Talvez aí se perceba que o transporte público, esse sim, é que é que é para todos. E talvez então o aumento das suas tarifas cause a revolta que merecia.




sexta-feira, 24 de junho de 2011

Quando a circulação automóvel fala mais alto, a cabeça é que paga!

IMAGEM AQUI

Vejo muita gente e muitos blogs "contra o automóvel" com discursos muito meritórios e empenhados na defesa do espaço pedonal.
Olham para uma qualquer rua e só vêm problemas e defeitos. Nada contra a crítica.
Mas pior, nunca há melhorias, mesmo quando existem...


Dizer mal em blogs é menos difícil do que corrigir comportamentos crónicos!

É que na prática temos que distinguir o bom do óptimo e saber procurar concensos, senão a crítica em "todas as direcções" não leva a nada. É pura perda de tempo e dinheiro!

O Blog "A nossa Terrinha" terá que descer literalmente " à terra" se não se quiser esgotar com críticas demolidoras inconsequentes. Solução não as avança, não diz quanto custam. Nem imaginam o que custa lutar contra o automóvel. Pensam que é simples?

Não acreditam? Ora vejam:
Só para terem uma noção, ponham os olhos nas reacções da Assembleia Municipal de Lisboa ao evento que devolveu a Avenida da Liberdade aos peões por 1 dia e que teve mais de meio milhão de pessoas a circular alegremente por onde, lembra-nos a história, foi o Passeio Público, e por onde se fazem inúmeras manifestações, que igualmente "cortam" o tráfego.

Vejam quem vota a favor do que aqui se diz...

O "Sr. Automóvel" é isto mesmo! Vejam as votações em sintonia para três moções diferentes, que une o PPM aos "Verdes", une o PSD ao BE.
Cada um tem os seus motivos para votar contra, mas o espaço automóvel livre para circular de carro é o motivo sempre presente!
Uns sugerem que fosse na Bela-Vista, outros lamentam que esta avenida "de passagem" fique interdita, outros lamentam que seja um supermercado a financiar a acção.
Mas, apesar de meio milhão de pessoas a pé, todos lamentam a tal "falta de mobilidade"!

Blog "A Nossa Terrinha": Sejam benvindos à "nossa" terrinha!

Se quiserem concentrar esforços e contribuir para a mudança a favor do peão, não mudem a essência dos vossos posts nem as críticas.
Mudem sim os objectivos porque o alvo não é, infelizmente, quem pensam...


(Nota: os negritos e sublinhados abaixo são da minha responsabilidade)



Moção do PPM: FECHO AVª DA LIBERDADE - MEGAPIQUENIQUE

A Avª da Liberdade é umas das artérias mais importantes da cidade de Lisboa, fundamental para a circulação de automóveis, transportes públicos e pessoas. Uma das Avenidas com mais turismo da cidade.

Considerando que:
1 - A realização do mega Piquenique Continente, nesta Avenida, foi autorizado pela Câmara Municipal de Lisboa.
2 – Desde dia 15 de Junho que só se circula pelas faixas laterais, causando enormes problemas de trânsito, prejudicando milhares de lisboetas.
3 - Foi vedado o corredor central aos Taxistas e só autorizado aos transportes da carris, causando um enorme transtorno a esta classe de trabalhadores.
4 – A realização deste evento na Avenida da Liberdade, por mais contrapartidas que ofereça não justifica os transtornos causados, pois Lisboa tem ao dispor outros locais mais apropriados para este tipo de acções.
5 – A Câmara Municipal de Lisboa, mais uma vez secundariza os interesses da cidade em prol de um impulso publicitário a uma marca.

Vem por isso o Grupo Municipal do PPM propor que a Assembleia Municipal, na sua reunião ordinária de 21 de Junho de 2011, delibere, criticar totalmente, junto do executivo camarário, o local onde foi realizado o Mega Piquenique Continente, prejudicando e desrespeitando, assim milhares de pessoas.


E a votação foi:

Moção nº 3 - Aprovada por Maioria na Sessão Ordinária da Assembleia Municipal de Lisboa
realizada em 21 de Junho de 2011, com a seguinte votação:

Votos a Favor: PSD / PCP / CDS-PP / BE/ PPM /PEV
Votos Contra: PS / 3 IND
Abstenções: MPT/ 3 IND




Moção do BE: Contra privatização do Espaço Público em Lisboa
com "Mega Pic Nic" do Continente




Considerando que:

1. A Câmara Municipal de Lisboa decidiu arbitrariamente cortar o trânsito na Avenida da Liberdade durante 4 dias para a realização de "Um Mega-Picnic", um evento comercial que transforma uma das principais artérias da cidade num centro comercial a céu aberto
do Grupo Continente.
2. Não é aceitável que, sob um pretexto que ainda está por provar de que este evento promoveria a produção nacional -, se venha agrilhoar qualquer espaço público da cidade em geral e muito menos uma das suas principais artérias, a Avenida da Liberdade,
limitando o acesso ao espaço em causa e dificultando a mobilidade
de milhares de cidadãos ao local e zonas limítrofes
.
3. Esta iniciativa de privatização do espaço público é um atentado ao
interesse público de livre usufruto de uma zona nobre da cidade de
Lisboa

4. Infelizmente, esta situação não constitui nenhum precedente porque
ela encadeia-se já numa prática política frequente do executivo
liderado por António Costa, tal como já sucedeu com o Jardim
da Estrela, a Praça das Flores, alem da Praça do Comércio e do
largo Rossio a serem também cedidos a outras marcas para fins
meramente comerciais.
5. A gestão da Câmara Municipal de Lisboa no que toca a ocupação
do espaço público por iniciativas privadas revela uma falta de
respeito para com os cidadãos que são o seu dono e principal
utente.
6. A ideia de que as instituições podem decidir a ocupação do espaço
público por operadores privados sem ter em conta as expectativas,
a opinião e os direitos dos cidadãos é um atropelo à gestão
democrática do espaço público.
7. O que esta iniciativa demonstra é que o presidente da CML, Dr.
António Costa tem negligenciado por completo o princípio da
auscultação e da participação dos cidadãos que devem ser o traço
principal da governação municipal moderna.
8.É imperativo que a autarquia inverta esta prática autoritária
de decisão, e promover o debate com todos, de modo a que a
realização de iniciativas com vantagens mútuas e justificadas na
base do interesse público e colectivo seja o princípio norteador da
governação da cidade.

O Grupo Municipal do Bloco de Esquerda propõe à Assembleia
Municipal de Lisboa, reunida no dia 21 de Junho de 2011,
delibere:

Repudiar a politica de privatização do espaço público, nomeadamente,
as suas zonas mais nobres e censurar a Câmara Municipal de Lisboa
pela reincidência nesta estratégia política.


E a votação foi:


Moção nº 7 - Aprovada por Maioria na Sessão Ordinária da Assembleia Municipal de
Lisboa realizada em 21 de Junho de 2011, com a seguinte votação:

Votos a Favor: PSD / PCP / CDS-PP / BE/ PPM / PEV/ 2 IND
Votos Contra: PS/ 3 IND
Abstenções: MPT/ 1 IND



MOÇÃO CDS/PP "Mega Piquenique na Avenida da Liberdade"

Realizou-se no passado Sábado, uma acção de marketing organizada pelos Hipermercados Continente (Grupo Sonae), Câmara Municipal de Lisboa e a Confederação de Agricultores de Portugal (CAP), intitulada "Mega Pic-Nic".
O evento consistiu numa mega-horta, com amostras de produtos hortícolas e de animais, todos eles portugueses, bem como espaços de lazer e um concerto.

A cedência da Avenida da Liberdade, uma das zonas mais nobres da Cidade, é um desrespeito do Município pela História e pela Cultura, fazendo de uma artéria que é espaço público uma cedência a privados para uma acção de marketing.
O trânsito esteve condicionado durante 5 dias, provocando o caos a todos aqueles que utilizam esta passagem.
Aos moradores, os lugares de estacionamento foram sonegados sem aviso e apresentação de alternativas; aos comerciantes tornou-se quase impossível efectuar receitas nestes dias dadas as dificuldades de acesso a muitos dos estabelecimentos.
O Município defende a importância do evento com as contrapartidas do Continente ao
Município, através do arranjo dos espaços verdes da Avenida da Liberdade, espaço esse já em manutenção através de concurso promovido pela Câmara Municipal, e da criação de uma horta comunitária em Campolide.
A opção mediática de ocupar a Avenida da Liberdade é irresponsável e inaceitável, ainda mais tendo em conta que o Município votou o Parque da Bela Vista a um espaço de espectáculos, fechado ao público e que já foi palco não só de eventos musicais mas também de um piquenique organizado pelo Modelo, também pertencente ao Grupo Sonae.
A acrescentar a este desrespeito pelo Património, a organização montou um mega-palco junto ao Monumento de Homenagem à Restauração da Independência Portuguesa, na Praça dos Restauradores, violando a legislação de protecção do património classificado.

Face ao exposto, a Assembleia Municipal de Lisboa, reunida a 21 de Junho de 2011,
delibera:
1. Protestar contra a iniciativa da Câmara Municipal, de utilização da Avenida
da Liberdade, área em vias de classificação pelo IGESPAR, para acções de
marketing que não dignificam o seu património cultural e histórico, que
procedem a constrangimentos graves na mobilidade e que desrespeitam
moradores e comerciantes desta zona de Lisboa;

2. Exigir que a Câmara Municipal de Lisboa informe esta Assembleia do valor real
das contrapartidas, em que moldes foram negociadas e a estimativa de valores
de receitas para o Município taxas e licenças, em particular as respeitantes à
ocupação de via pública, publicidade e de ruído.


E a votação foi:


Moção nº 9 - Aprovada por Maioria na Sessão Ordinária da Assembleia Municipal de
Lisboa realizada em 21 de Junho de 2011, com a seguinte votação:
Votos a Favor: PSD / PCP / CDS-PP / BE/ PPM / MPT / PEV / 2 IND
Votos Contra: PS / 3 IND
Abstenções: 1 IND


Pronto, e a vida é assim!...

terça-feira, 19 de abril de 2011

Era uma vez uma Avenida que perdeu 2 faixas de rodagem


Once upon a time...


Era uma vez uma Avenida que, até 2009, tinha 4 faixas de rodagem, muito estacionamento e muito, mas muito pouco espaço pedonal. (foto aqui). A Avenida, de tão larga que era, permitia velocidades de via rápida e os peões atravessam enormes passadeiras que, de tão largas tão largas que eram, mais pareciam pontes de aventura sobre rios caudalosos...





Então, em 2009 a Câmara Municipal local achou que talvez fosse demasiado espaço para tanto carro e tão pouco para peões, árvores e ciclistas e decidiu intervir, reduzindo faixas de rodagem, plantando árvores, fazendo os autocarros estacionar na via e requalificando e disciplinando o estacionamento.



Mas, eis que o problema do estacionamento, muito apregoado em falta no local, e a fluidez de tráfego, esse conceito tão decisivo no nosso País de rotunda e que tanto alcatrão move (o dia-a-dia de tantos e tantos cidadãos que precisavam daquela pequena via rápida como alternativa à 2ª circular), eis que preocupou tanta e tanta gente que, logo se insurgiu contra a obra e pôs mesmo "mãos-à-obra", que em ano eleitoral não havia tempo a perder...


Havia até uns que, até eram a favor de tudo o que estava a ser feito, mas mesmo esses eram a favor de tudo o que era feito, desabafavam que eram contra a forma como estava a ser feito...


Eis que a obra se fez, com algumas peripécias e entrevistas de quem programou o caos e a desordem, agora que os carros iriam fazer filas intermináveis, de horas e horas...


Juntamente com a obra, entrou em funcionamento o sistema de tarifação do estacionamento à superfície, incluindo a criação de zonas de estacionamento só para residentes...




E, eis que, a fluidez do tráfego se resolveu pelas vias rápidas existentes em toda a envolvente!

E o estacionamento em falta, afinal, se tratava de quem, querendo ir ao Centro Comercial ou ao futebol, achava que seria mais simples e mais barato parquear por aqui...


Como por magia, os moradores estacionam dentro do bairro e na avenida os lugares se encontram afinal...vazios!?


Mas, surpresa! Mesmo ao lado destes lugares vazios, onde em tempos houve um campo de jogos e as crianças brincavam e jogavam à bola, a Junta de Freguesia proporciona agora um Parque de Estacionamento privativo (não tarifado!...), que faz lembrar o que foram muitas e muitas Praças da nossa Cidade, algumas emblemáticas, como a Praça do Comércio!

E de repente, a Avenida de 4 faixas, agora só de 2 faixas, flui normalmente, há estacionamento disponível para quem precise, as árvores ainda pequenas crescem e a ciclovia lá vai, aos poucos, servindo curiosos e novos utilizadores, ligando já Benfica até ao Parque das Nações.

E como acabará esta História da Avenida do Colégio Militar?

quinta-feira, 31 de março de 2011

A satisfação de um projecto que funcionou!



Os tempos são para fazer projectos como este em S.João da Rebelva, Carcavelos, no Concelho de Cascais.
Lembro-me de ter avançado com esta ideia um pouco a medo... A aceitação das pessoas e dos políticos foi total, desde a 1ª hora.

Com este exemplo que a reportagem demonstra, fica o repto a todos os meus colegas arquitectos paisagistas: façam projectos que sirvam as pessoas, ecológicos, baratos e funcionais.
Não há outro caminho!
Chega de estereótipos, de projectos que só se lêem em planta. Chega de soluções dispendiosas na construção e de manutenções incomportáveis.
Os espaços verdes sustentáveis são uma saída para a crise!

terça-feira, 15 de março de 2011

Então, estavam aí caladinhos era?

"Pedro Sampaio Nunes diz que centrais no Japão resistiram bem ao sismo"


"Projecto nuclear português pode ser reapresentado em futuro Governo"

in http://www.publico.pt/Mundo/projecto-nuclear-portugues-pode-ser-reapresentado_1484747#

"O projecto de construção de uma central nuclear em Portugal, apresentado pelo empresário Patrick Monteiro de Barros ao Governo de José Sócrates em 2005, poderá ser recolocado sobre a mesa num futuro próximo, apesar do acidente da central de Fukushima, no Japão."

IMAGEM AQUI

sábado, 12 de março de 2011

Sim, o Nuclear não é mesmo uma solução energética viável II

Japão: acidente nuclear é o pior desde Chernobil

NOTÍCIA AQUI

A explosão foi classificada pela Agência Segurança Nuclear e Industrial japonesa como um acidente nuclear de nível 4 – numa escala de 1 a 7. O acidente de Three Mile Island em 1979, nos Estados Unidos, teve nível 5 e a catástrofe de Chernobil, em 1986, na ex-URSS, chegou ao nível 7.
O Governo japonês afirma que a acidente está controlado.
O acidente deu-se às 15h36 (6h36, hora de Lisboa), fez quatro feridos leves e lançou o pânico de que um incidente parecido com o de Chernobil se repetisse no Japão.
Mas um porta-voz do Governo garantiu que as radiações estavam a baixar e que a explosão não tinha afectado o núcleo do reactor. “A segurança dos nossos concidadãos é a prioridade que guia as nossas acções”, declarou o primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, ao final da tarde.
A central fica na costa Leste do país, 250 quilómetros a nordeste de Tóquio. O sismo causou uma avaria no sistema de refrigeração na central e um corte de electricidade impediu a recuperação deste sistema, permitindo que os bastões de combustível continuassem a aquecer, aumentando a pressão interna no reactor.
A empresa japonesa Tokyo Electrical Power Co, que gere as instalações, tentou reduzir alguma desta pressão libertando vapor radioactivo. Mas não foi o suficiente para impedir a explosão que destruiu o tecto do edifício do reactor principal. A televisão japonesa NHK anunciava ontem que o nível da radioactividade fora da central era oito vezes superior ao normal.

domingo, 6 de março de 2011

Pão e água


"A Associação Portuguesa de Nutricionistas (APN) alerta que as frutas e legumes podem ser os primeiros excluídos da dieta dos portugueses."

NOTÍCIA AQUI

IMAGEM AQUI


A brincar, sobre este assunto:

Dirá o optimista:
- "a continuarem assim as coisas ficaremos a pão e água."
Responde o pessimista:
- "se os houver"


Agora num registo sério:
É fundamental que sejam implementadas as condições para que possamos cultivar a terra e produzir alimentos.
Nas Áreas Metropolitanas esse assunto ganha especial dimensão, dado que milhões de pessoas dependem de abastecimento por transporte do exterior.

Nota: Passei ainda hoje pela extensa área de solos agrícolas absolutamente excepcionais em matéria de fertilidade e que coroam a parte norte do Concelho de Oeiras e onde nascem edifícios de escritórios, estradas, candeeiros e campos de golfe, no que considero ser um dos exemplos mais escandalosos em Portugal da falta de visão estratégica, da ausência de planeamento e da falta de decência de um Estado inteiro, sempre apto a promover um discurso de sustentabilidade mas muito rápido a agir no sentido contrário.

FOTO AÉREA GOOGLE MAPS

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Uma explosão social mais do que anunciada

IMAGEM AQUI

A propósito da anunciada escalada do preço dos alimentos em Portugal:

"Algumas famílias com rendimentos agrícolas tenderão a beneficiar e é, assim, bastante provável que o emprego agrícola comece de novo a aumentar",
Álvaro Santos Pereira, Economista, in PÚBLICO


Numa altura em que tanto se diz (e com razão) que não há visão estratégica para o País (nem do Governo, mas nem da oposição, diga-se), sugiro desde logo que se foque a atenção numa solução ecológica que permite a adopção de algumas de políticas consequentes, que tirem o País da Crise. Chega de andar sem rumo! Chega de andar com "à tona de água" a tentar não morrer afogado, com os olhos no preço do petróleo, nos juros da dívida!

Ter visão estratégica para sair da crise passa por ter visão ecológica (digo eu...)
Não basta defender a aposta na "Inovação e nas indústrias criativas"! Sempre as indústrias criativas, a moda e o design...e que tal a agricultura, e que tal a agro-industria, e que tal a silvicultura sustentável, e as indústrias do mar?

Sair da crise implicará necessariamente, no contexto de crise global e de incerteza, apostar na produção de produtos nacionais, designadamente voltar a apostar na agricultura, na pesca e na agro-indústria e em muitas das nossas valências a que, com base na energia barata, nos demos ao luxo de desprezar.
Implica, portanto, a meu ver, um conjunto de políticas activas que definam ordenamento do território em pról da salvaguarda dos recursos naturais e do desenvolvimento sustentável.
Defender a agricultura, defender ter terra para produzir, é hoje uma necessidade!

Mas vemos o contrário em tempos de crise! Vemos aplicar, por exemplo, como medida de combate à crise os PIN+ para todos os projectos acima de 10 milhões de euros (qualquer projecto minimamente estruturado tem orçamento acima de 10 milhões...).
Já agora, onde estava a esquerda "ambiental" quando esta medida foi lançada? E a direita, tradicionalmente menos "ambiental" no discurso mas, se calhar na prática historicamente bem mais acertiva, onde estava?
Ninguém disse nada...um vazio total!!

Então, é mantendo o mesmo paradigma de passar por cima dos recursos naturais que vamos desenvolver o País? E depois comemos o quê?
Importa-se de fora? Os preços vão subir, e agora como é que vai ser? Comemos cimento porque não temos terrenos férteis para produzir?
Não teria sido melhor ter salvaguardado os poucos solos com elevada aptidão para cereais, uma boa parte deles no Concelho de Oeiras? Ainda sobram alguns, apesar de tudo o que foi feito, vamos deixar que o "mercado" decida?

E porque é que numa altura destas não há ideias ecológicas para relançar o País? Porque é que em todos os canais de TV, Rádio, Jornais, os comentadores comentam, mas comentam sempre do mesmo ponto de vista, baseados nas mesmas variáveis, nas mesmas ideologias? Não têm já uma ideia concreta para sair da crise, só se fala se o Governo cai ou não, até quando se aguenta os juros, se vem o FMI, que é preciso reformar o mercado laboral, reformar o tecido empresarial...

E é mesmo preciso reformar, mas em que sentido? Reformar é sinónimo de "simplificar" os procedimentos e a burocracia, ou seja, por outras palavras, acabar com o ordenamento do território activo e permitir o casuístico, conforme as "oportunidades", desperdiçando as mais-valias e hipotecando o futuro, em troca do investimento fácil e indiscriminado em qualquer lado?
Como é possivel que se faça um PROT da AML totalmente assente na expansão urbana concelho a concelho, a viver de vias-rápidas que ainda falta concluir e que nem sequer uma Estrutura Ecológica sem construção consegue na Planta de ordenamento (quando digo sem construção é mesmo sem construção, não é com índices elevadíssimos de edificabilidade!)

A aplicação de um conjunto de políticas ecológicas transversais, por estes dias, seria encontrar um verdadeiro rumo para o País.
E a agricultura, como diz Álvaro Santos Pereira, pode e deve ter mesmo um papel central. E espero que tenha depressa e sem termos que passar por convulsões sociais violentas.

A agricultura é um emprego com saída e pode receber desde já milhares de pessoas. Revitalizar a vida na aldeia, revitalizar as pequenas comunidades é um desígnio fascinante e uma oportunidade de ouro. Revitalizar com pés e cabeça, estruturando esta actividade, não se quer um regresso à pobreza e ao atraso.
Quer-se andar para a frente, para o futuro.
E já agora a agricultura urbana, para satisfazer a alimentação no imediato. esta é uma medida com um carácter urgente!

Portugal pode ter futuro, assim consiga libertar-se do betão e do alcatrão como falsos motores do "crescimento".

E que tal, para variar, um pouco de Visão Ecológica nesta altura como Estratégia para o País sair da crise?

sábado, 27 de novembro de 2010

Do projecto à realidade: Parque Hortícola inaugurado em Carcavelos

Hoje foi um grande dia para mim como arquitecto paisagista.
Pude assistir à inauguração do Parque Hortícola chamado de "Horta Comunitária do Bairro de S. João" na Rebelva, Carcavelos, concelho de Cascais.

Englobado na requalificação dos espaços exteriores daquele Bairro, cujo projecto que tive o privilegio de coordenar, surgiu a meio do processo a ideia de tornar uma parte da área em espaço agrícola. Impulsionado pela Junta de Freguesia de Carcavelos e mais tarde pela Agenda Local 21 de Cascais, o projecto arranca hoje com a totalidade dos talhões entregues aos "hortelãos" e com uma lista de espera de mais de 50 pessoas só naquele bairro.
A Agenda Local 21 vai dar formação às pessoas e destacou técnicos para acompanharem estes projectos.

Carlos Carreiras, Vice-Presidente da CM Cascais inaugurou a obra chamando a atenção no seu discurso para a importância destes espaços em meio urbano nos tempos que correm, lembrando justamente Ribeiro Telles e toda a sua vida de dedicação a esta (e outras causas) ecológicas. E tem toda a razão. Os espaços verdes têm que deixar de ser sumidouros de recursos financeiros, áreas tantas vezes inúteis, "regalos" para a vista de uns, uma dor de cabeça para quem os tem que manter ou pagar que seja mantido. E com falta de orçamento, teremos mesmo que nos virar para esta tipologia.

Mas não apenas as Hortas Urbanas tem defendido Ribeiro Telles. Se ouvíssemos tudo o que Ribeiro Telles defende e tem defendido para o território, naturalmente que hoje a nossa capacidade de choque perante a crise seria seguramente diferente.
Afastámo-nos da terra, vivemos de sonhos e a crédito, vivemos de sonhos artificiais, assentes numa sociedade esbanjadora de recursos e de energia.
Construímos demais, construimos mal, hipotecámo-nos a comprar casas caras e em cima de leitos de cheia e solos agrícolas, pagámos uma impressionante rede de estradas que faz funcionar tudo isto e hoje em crise voltamos a olhar para o nosso mundo, mas de outra maneira.
Talvez a crise tenha vindo para nos ajudar. Para nos ajudar a pensar e a gerir melhor o nosso dinheiro.

Ontem ouvi o Prof. Augusto Mateus alertar nesta conferência para estas questões, para a necessidade da saída da crise passar por exemplo para o regresso à rua como local de comércio, pelo que pude comentar informalmente com o Professor no final que, para mim, há economistas que cada vez mais me parecem ecologistas. Será assim? A economia hoje em dia, em tempos de crise, aproxima-se do pensamento ambiental, da poupança de recursos?
Na mesa da conferência as tradicionais garrafas de água foram substituídas por jarros de água da torneira...

Mas voltando ao tema: Hoje, em que um projecto sustentável acaba como projecto e uma nova vida deste espaço começa, resta-me ter confiança no futuro e deixar os parabéns aos técnicos e também aos políticos que permitiram que tudo isto acontecesse.
Sim, alguém fez uma coisa certa. Um político, seja de que partido for, fez e com notório orgulho, uma coisa certa.
É de apoiar e é de divulgar, para que amanhã haja mais e melhor.
Parabéns!

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Sustentabilidade dos Espaços Verdes Urbanos

Foto AQUI

Neste clima de restrições orçamentais em variadas áreas, bem como cortes nos salários e regalias laborais e sociais, alguém ainda admite que se projectem espaços verdes sem ter como um dos factores centrais na concepção, a preocupação por fazer uma obra pouco dispendiosa e com os menores custos de manutenção possivel?

Publiquei este ARTIGO sobre o tema, que continuará a ser um assunto que continuarei cada vez mais a aprofundar e desenvolver.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Viva o Gordo!

Máquinas automáticas de venda de alimentos nas escolas?
Que alimentos?
Não se espantem do resultado:
Com a despesa pública a apertar, com esta alimentação e com os pais a levarem as crianças até "dentro da escola", de carro, como se vai aguentar o SNS?

Já o filme "Super Size Me" em 2004 denunciava isto nos EUA...


ARTIGO AQUI

IMAGEM AQUI

segunda-feira, 17 de maio de 2010

"O preço da água ao consumidor vai ter que subir"


Foto: Kit para poupança de água - link


Nestes momentos é que se separa quem é ecologista sempre de quem o é às vezes, consoante a ecologia é a muleta de combate político ou a base de uma política, responsável e consequente:

http://www.esquerda.net/content/view/16455/27/


Os preços da água e da electricidade terão que subir, apenas para reflectir o seu preço real. Evita-se o subsídio ao desperdício com o dinheiro dos contribuintes.
Diz-se "pagamos a água barata": Não, pagamos a água, barata na factura, o resto nos impostos! O preço, pagamo-lo sempre. E assim pagamos a água em desperdício, porque o que é barato é para gastar, já se sabe...

Água, gás e electricidade devem reflectir o seu preço real.
Eu, que procuro poupar, quero ser beneficiado. E não quero subsidiar o desperdício do meu vizinho.

Ah, depois podemos ter tarifas sociais para quem precisa, essas sim pagas com o dinheiro de todos nós.
Tarifas sociais cuidadosamente adequadas a gastos adequados às necessidades, claro está, não ao desperdício.

Parabéns ao Francisco Ferreira por ter defendido publicamente esta ideia. Não se esperava outra coisa. Mas foi importante e corajoso.

terça-feira, 27 de abril de 2010

"Vá pelos seus meios"




As Transportadoras fazem pedido inédito: vá para o trabalho pelos seus meios!


Pois eu fui...a pedalar!

segunda-feira, 26 de abril de 2010

"Ditadura do Automóvel" - ao vivo e a cores

Créditos da foto: http://acargadabrigadaligeira.blogspot.com/2009/11/lisboa-tem-muito-transito.html

Um Bom Post do Miguel Carvalho no "Blog Menos um Carro", lembrando e bem que estes dias de greve de transportes são um "case-study" para que possamos perceber como seria a vida sem transportes públicos. Um caos!

Sugeri até como comentário que se pudesse vir a criar um "Dia só com carros" em que, pessoas como eu, que andam de transportes públicos diariamente, teriamos que fazer um grande esforço (inverso ao da maioria dos automobilistas quando, coitados, têm que ir de transportes públicos por uma vez...), e levar o "carrito" a passo de caracol pelas ruas engarrafadas...

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Os comboios e os transportes públicos também não são de borla, pois não?

"Governo aprova portagens nas SCUT a partir de 1 de Julho"


Medida que me parece na generalidade correcta. Pode haver excepções.
Mas assim liberta-se verbas para investir noutras áreas.

Porque não em melhores comboios para muitas destas áreas abrangidas pelas SCUT?
Ou mesmo, em...comboios?

http://economia.publico.pt/Noticia/governo-aprova-portagens-nas-scut-a-partir-de-1-de-julho_1433501

terça-feira, 2 de março de 2010

Tudo são alterações climáticas

No mundo actual há uma tendência para ver todos os fenomenos extremos e todas as suas consequências como resultado das alterações climáticas.
Porque chove pouco ou porque chove muito, as causas são de imediato centradas não no conhecimento e interpretação do fenómeno em si mesmo mas sim na associação à dimensão os estragos e da destruição.

Uma chuvada cai numa bacia hidrográfica ordenada com poucas consequências visíveis? Não foi grave.
A mesma chuvada, a mesma quantidade de água provoca gravíssimos estragos numa bacia desordernada? Fenómeno "extremo", são as evidências das alterações climáticas!

As declarações de investigador António Baptista, descritas no artigo do Publico de ontem "Tempestade na Madeira é "mais um sinal de um mundo que está em mudança" em http://www.publico.clix.pt/Sociedade/tempestade-na-madeira-e-mais-um-sinal-de-um-mundo-que-esta-em-mudanca_1424912, é para mim mais um sinal de desnorte sobre o que realmente aconteceu.

Temos 2 lados desta questão:

1º os que acham que foi uma chuvada excepcional e que independemente do ordenamento do território os estragos seriam sempre garantidos:
2º os que acham que, apesar da excepcional ocorrência meteorológica, os erros urbanisticos gritantes é que tornam os resultados dramáticos.
Temos depois ainda esta outra opinião, que se junta ao 1º grupo, procurando nas alterações climáticas e no aquecimento global a confirmação para tudo o que acontece.

Os creacionistas acreditavam que se colocassemos sementes de trigo num sotão fechado, daí nasceriam ratos, por geração espontânea.

Este investigador, em vez de lêr as evidências e ponderar os factos, procura vincular a sua tese a partir de quaisquer acontecimentos que tenham a destruição como resultado visível.

O temporal de 1803 e de 1976 são também o resultado das alterações climáticas?

Nota: poderemos estudar e até chegar à conclusão que este evento foi mais extremo, mas os dados reais em cima da mesa mostram sim acção humana na alteração das condições físicas do território para lidar com estes fenómenos. E isso sim neste momento é que é gritante.

--
Duarte d´Araújo Mata
 
Site Meter