terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Descrição objectiva, realista e crua sobre um curso de uma ribeira regularizada

"(...) Quando viu que a chuva torrencial não parava, Micaela foi para a varanda, nas traseiras, ver se a ribeira enchia. Achou estranho o que viu. A ribeira estava de repente a ficar com menos água. Foi então que ouviu um estrondo enorme, do lado da porta principal. A onda gigante vinha pela estrada. "Era uma vaga mais alta do que eu, trazia um carro com ela. O carro embateu naquele muro e ficou ali, a andar à roda".

Micaela gritou pelo marido, que estava em frente, na oficina de automóveis de que é proprietário: "Ai que ficamos sem casa!" Dinarte chegou a tempo de tentar fechar os portões. "Ficámos aqui com as vassouras, a enxotar, a enxotar", diz Micaela. A água, numa decisão rápida e inesperada, virou então à direita, colada à parede da casa, derrubando muros e terras. Descarnou os pilares do edifício, galgou os quintais, encosta abaixo, até se juntar de novo à ribeira que corre no fundo. (...)"
 
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A nossa Justiça!

Afinal a justiça funciona.
Para quê tanto alarido?
Um colectivo de juízes e tudo!.....
 
"O tribunal absolveu ontem o jovem acusado de roubar um saco de amêndoas (no valor de dois euros), ainda que este tenha admitido o furto. O Ministério Público (MP) acusou o jovem "Ganita" de agressão a uma funcionária, facto não provado em julgamento. O arguido furtou, sim - concluiu o tribunal -, o artigo, mas o supermercado nunca apresentou queixa. "É pena que o MP e o tribunal tenham gasto tanto dinheiro com isto", sublinhou a defesa, que, na semana passada, questionou o facto de este caso ter mobilizado um colectivo de juízes."
 

domingo, 21 de fevereiro de 2010

É quando não chove que os culpados se distinguem

Créditos da Imagem:
http://www.ionline.pt/ifotogaleria/47717-30979-madeira-centro-comercial-destruido-possibilidade-mortos-no-estacionamento-


Quando escrevo estas linhas, o balanço provisório da catástrofe Madeirense vai em 40 mortos confirmados.
Há inúmeros desaparecidos pelo que se teme que este número possa crescer.

Os tempos agora são de enterrar os mortos e tratar dos vivos. Mãos à obra e todos unidos.
Mas quando vejo as imagens na televisão, não posso deixar de me revoltar. Uma revolta que abafo na hora nesta hora de enterrar os mortos, mas que é preciso tratar dela quando tudo serenar.
É a revolta de quem vê as ribeiras a transbordarem os leitos e levarem vidas humanas e bens materiais.
É a revolta de quem ouve Joe Berardo e o Presidente da Câmara do Funchal em uníssono dizerem que vir acusar os poderes Madeirenses de má gestão urbanística é de gente "sem formação nesta área"!

Nem seria preciso ter grande formação para saber perceber os erros, ao ver leitos de cheia outra vez a céu aberto, ver casas a ruir com a força das águas, ver estradas em zona proibida a desaparecer. Há caves de centros comerciais submersas.

No momento em que isto acontece, Autarcas de várias Câmaras Municipais da Área Metropolitana de Lisboa disparam contra a CCDR-LVT pelo PROTAML (Plano Regional de Ordenamento da Área Metropolitana de Lisboa) vir propôr "corredores vitais" em áreas já com "compromissos urbanísticos".
É por falta de corredores vitais que uma cheia excepcional faz mais ou menos estragos.
Aos técnicos e autarcas que querem construir em corredores vitais, há que fazê-los olhar agora nos olhos da Sociedade (e da Justiça) para quando as desgraças acontecerem sabermos logo com quem devemos ir falar.

É quando não chove que os culpados se distinguem.

Nota Final: a chuvada da Madeira foi excepcional e imprevisível, apesar de ter havido um aviso de alerta vermelho através das imagens de radar. Terá sido a chuvada dos 100 anos.
Haveria sempre estragos avultados provocados por esta ocorrência.
O que está em causa não é a força dos fenómenos naturais, contra os quais não podemos fazer nada, mas sim a dimensão dos prejuízos humanos e materiais que só acontece pela gestão humana do território.
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Duarte d´Araújo Mata

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Bicicletas IKEA!

Grande iniciativa no IKEA na Dinamarca.
Bicicletas gratuitas para transporte de volumes.
Na loja de Alfragide é impressionante o congestionamento no acesso e saída de veículos aos fins de semana, que levou já a ampliação do parque de estacionamento.
Era uma excelente ideia melhorar o acesso da Loja IKEA de ALFRAGIDE a Algés e para norte Á zona de Benfica, a meu vêr através da requalificação de toda a Ribeira de Algés, que é linha de menor declive em toda a área.

http://www.copenhagenize.com/2008/06/ikea-idea-with-velorbis-bikes.html

Vou de imediato sugerir isso mesmo ao IKEA através de um e-mail.
O retorno seria enorme para a empresa que goza, apesar de tudo, de uma imagem ambientalmente amigável




Bicicletas de Lisboa já marcam pontos na Dinamarca



http://www.copenhagenize.com/2010/02/bicycles-and-poetry-in-lisbon.html

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Mega-Asneira = Alqueva: A saga contínua!

Agora, depois da mega-barragem, dos mega-custos de construção, da mega-destruição de biodiversidade, da mega-porcaria que é a qualidade daquelas águas, agora vamos continuar a suportar este mega-disparate com os nossos impostos para o custo da água...!
 

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Sabões de Azeite

A minha amiga Sara Domingos criou estes fantásticos sabões de azeite, na Baixa de Lisboa!

www.saradomingos.blogspot.com

 
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