"Nicole Minetti, que tratou os dentes do primeiro-ministro, foi eleita para o conselho regional no escrutínio de 28 e 29"
quarta-feira, 31 de março de 2010
O Orçamento da CML
Sobre o chumbo do OM2010 da CML, veja-se esta extraordinária notícia do PUBLICO em:
http://jornal.publico.pt/noticia/31-03-2010/orcamento-2010-de-antonio-costa-chumbado--pela-oposicao-19101846.htm
Estive lá e as coisas não se passaram assim!
Esta jornalista, Ana Henriques, continua absolutamente regular na sua habilidade em distorcer os factos, empolar o acessório e esquecer o essencial.
Até arrepia..
No essencial, resumem-se bem as virtudes do orçamento a uma intervenção no mínimo histórica de António Costa ontem, que conto que seja divulgada online e que aqui darei feed-back.
A CML tem agora um orçamento de 700 milhões de despesa em vez dos 600 milhões que ontem se propunha aprovar.
No tempo do PSD/CDS, eram 800 milhões!
http://jornal.publico.pt/noticia/31-03-2010/orcamento-2010-de-antonio-costa-chumbado--pela-oposicao-19101846.htm
Estive lá e as coisas não se passaram assim!
Esta jornalista, Ana Henriques, continua absolutamente regular na sua habilidade em distorcer os factos, empolar o acessório e esquecer o essencial.
Até arrepia..
No essencial, resumem-se bem as virtudes do orçamento a uma intervenção no mínimo histórica de António Costa ontem, que conto que seja divulgada online e que aqui darei feed-back.
A CML tem agora um orçamento de 700 milhões de despesa em vez dos 600 milhões que ontem se propunha aprovar.
No tempo do PSD/CDS, eram 800 milhões!
segunda-feira, 29 de março de 2010
O asfaltador de passeios
Créditos da foto: http://www.nossoskimbos.net/CalcadaPortuguesa/index.htm
Apesar de comungar da maioria das ideias de Manuel João Ramos (MJR) para o espaço público, na medida em que ele defende o peão e não o automóvel, não consigo deixar de reparar que está aqui uma pessoa quase imune à crítica.
Alguém que diz o que lhe vai na alma e quase nunca é criticado por isso!
Tem imunidade?
Depois da rápida passagem como vereador da CML e de algumas / muitas propostas em sequência, todas mais ou menos semelhantes, sobre ruas com muitos carros e passeios muito estreitos que ele gostaria de vêr (e eu também) como ruas com menos carros e passeios mais largos, tendo como ex-libris aquela história das "almofadas de Berlim" (na verdade nesse dia não descansei enquanto não comi uma bola de berlim, com creme!).
Depois foi-se embora e foi uma pena.
Há semanas MJR elegeu as ciclovias em Lisboa como uma das coisas mais negativas que estavam a ser feitas...
Agora resolveu preconizar a substituição das calçadas...por asfalto!:
O problema das calçadas, usadas de forma indiscriminada, é contraproducente.
Mas a sua substituição deve ser pensada com cautelas redobradas e nem é preciso explicar porquê!
MJR sugere asfalto nos passeios, porque desconhece como nasceu a calçada à portuguesa: é que o equilibrio entre a pedra branca e preta foi a forma intuitiva de adaptar um pavimento à luz e à temperatuda do nosso País, e de Lisboa em particular.
O asfalto sim, seria a catástrofe nos nossos Verões, resolvido o problema da superfície, estava criado um enorme problema térmico com consequências nefastas a vários níveis.
Não se resolvem problemas criando outros ainda maiores.
domingo, 28 de março de 2010
O Desempenho Energético mede-se com objectivos e não com adjectivos
Créditos da foto: vermelhofaial.blogspot.com/2007/03/contadores
Parabéns a esta proposta do Partido Socialista em monitorizar os gastos energéticos do Estado!
http://www.publico.pt/Economia/energia-socialistas-querem-tornar-transparente-consumo-do-estado_1429841
"O texto da proposta recomenda ao Governo que - em acordo com a Associação Nacional de Municípios e com os Governos Regionais dos Açores e da Madeira - aprove legislação que obrigue à divulgação na Internet, para além dos consumos, planos de poupança energética definidos por ministério, por região autónoma e por município.
Há quem ache que dizer que devemos poupar mais, racionalizar mais é, por si só, suficiente. Mas não é.
Por isso esta proposta é excelente!
Assino por baixo.
Parabéns a esta proposta do Partido Socialista em monitorizar os gastos energéticos do Estado!
http://www.publico.pt/Economia/energia-socialistas-querem-tornar-transparente-consumo-do-estado_1429841
"O texto da proposta recomenda ao Governo que - em acordo com a Associação Nacional de Municípios e com os Governos Regionais dos Açores e da Madeira - aprove legislação que obrigue à divulgação na Internet, para além dos consumos, planos de poupança energética definidos por ministério, por região autónoma e por município.
Há quem ache que dizer que devemos poupar mais, racionalizar mais é, por si só, suficiente. Mas não é.
Por isso esta proposta é excelente!
Assino por baixo.
sexta-feira, 26 de março de 2010
Corrupção 5.000EUR - Ricardo Sá Fernandes 10.000EUR (Resultado Final)
Créditos da foto: www.magazine.com.pt/.../article.php?id=143
"O tribunal deu ainda provimento ao pedido de indemnização civil, condenando o réu a entregar 10 mil euros ao empresário
(...)
"Fui (Ricardo Sá Fernandes) condenado num valor que corresponde quase ao triplo do montante a que o senhor Névoa foi condenado pela prática do crime de corrupção. Tudo isto seria ridículo ou cómico não fosse revelar igualmente a degradação moral a que chegámos" (...)"
in http://jornal.publico.pt/noticia/26-03-2010/ricardo-sa-fernandes-condenado-por-difamacao-a-nevoa-19069573.htm
____________________________________
Isto é surreal! Não dá mesmo para acreditar...
"O tribunal deu ainda provimento ao pedido de indemnização civil, condenando o réu a entregar 10 mil euros ao empresário
(...)
"Fui (Ricardo Sá Fernandes) condenado num valor que corresponde quase ao triplo do montante a que o senhor Névoa foi condenado pela prática do crime de corrupção. Tudo isto seria ridículo ou cómico não fosse revelar igualmente a degradação moral a que chegámos" (...)"
in http://jornal.publico.pt/noticia/26-03-2010/ricardo-sa-fernandes-condenado-por-difamacao-a-nevoa-19069573.htm
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Isto é surreal! Não dá mesmo para acreditar...
quinta-feira, 25 de março de 2010
Os Cidadãos e a Participação Pública
Créditos da foto: lisboacustozero.blogs.sapo.pt/10460.html
Tenho assistido em Lisboa com muito interesse ao aparecimento de alguns movimentos de cidadãos que, aqui e ali, contestam algumas intervenções, quase sempre no espaço público e nos espaços verdes.
Ao contrário de um passado ainda recente, em que Lisboa investia tudo em asfalto, túneis, betão e florezinhas coloridas na Avenida da Liberdade, temos agora, finalmente, a aposta na requalificação de variados espaços verdes da cidade. O actual orçamento municipal espelha isso nas muitas rúbricas dedicadas ao investimento numa quantidade notável de praças, miradouros e jardins de referência, até hoje decadentes ou em abandono crescente.
Algumas das obras já concluidas deixam patente a lógica escolhida: dar vida e dignidade a estes espaços, respeitando seu o carácter.
Eis que, e ao contrário do que acontecia no passado, a intervenção de requalificação de alguns jardins tem maior oposição agora de alguns do que teve toda a última década de abandono descarado destes espaços, fazendo-me perguntar onde estariam alguns destes movimentos nessa altura e o que os motiva agora.
Com uma energia nunca vista em casos semelhantes, onde ao contrário dos choupos meio-podres do Principe Real, se cortaram sim dezenas de árvores de grande porte e em perfeitas condições na R. Joaquim António de Aguiar para fazer-se um túnel, sem reposição das mesmas, alguns cidadãos listam agora uma quantidade enorme de queixas, que começa com a própria contestação ao acto de requalificação destes jardins (!) e termina com suspeições sobre a evolução técnica da pavimentação proposta, à lista de espécies, passando um atestado de incompetência aos técnicos responsáveis que considero revoltante e insuportável.
Ainda bem que não sou eu o técnico projectista destas intervenções e ter que assistir, dentro da hierarquia, a este espectáculo de suposições e atestados de incompetência!
Isto tudo para dizer que, da falta de participação pública que muito prejudicou o País, passou-se de imediato para uma escalada descontrolada, em que a cidadania activa ficou pelo caminho, dando lugar sim a cruzadas muitas vezes apenas político-partidárias, em que a legitimidade dos actos de políticos eleitos são contenstados perante as crenças e os anseios de algumas pessoas organizadas.
Continuo à espera que cidadãos venham exigir a plantação das árvores derrubadas pela construção da Radial de Benfica ou do Túnel do Marquês ou de tantas obras viárias inúteis que se fizeram em Lisboa.
Mas não. É um estranho caso este em que a revolta acontece sobre os choupos do Principe Real, primeiro "históricos", depois "classificados", seguidamente "centenários" e por fim apenas de "grande porte" e com 28 anos, foram derrubados sem o aviso prévio que, obviamente, mereciam e deveriam ter tido.
Há hoje cidadãos que consideram legítimas as opiniões que contestem as intervenções em curso em Lisboa, catalogando de "fretes" as que as apoiam, independemente do grau de qualificação de quem as emite.
Neste sentido, faltando sustentação na argumentação, há cidadãos que se limitam a dizer que "não querem assim", mas incapazes de dizer como queriam que se fizesse, catalogando de "oportunistas" e "coniventes com o poder" os que, ao contrário deles, assumem tomar posições pró-activas na gestão de dinheiros públicos em pról dos anseios das populações.
Pelo caminho dizem que ouviram, que viram, que alguém disse, alguém viu, alguém ouviu dizer, que esta decisão foi assim ou não foi assado porque o "político A" ou "B" impôs, deliberou, obrigou. E conseguem uma notável projecção mediática, saindo quase diariamente na imprensa, num tempo em que os jornais, rádios e a TV quase só publicam o que levante polémica e não a necessária clarificação e objectividade, mas que não trás consigo audiências.
O caminho da cidadania activa não é linear, porque a própria acção dos partidos se confunde localmente com movimentos de cidadãos. Há pois que gerar mais e melhores regras, que objectivem a participação, que legitimem os tempos e as formas de actuação e que definam os actores, distinguindo uns de outros.
Cidadania é responsabilidade e não irresponsabilidade.
Cidadania é actuar para melhorar e não gerir agendas mediáticas.
Cidadania é poder intervir no tempo devido e no campo de actuação determinado pela Lei, tendo informação e agindo com transparência, legitimidade e já agora capacidade técnica.
Esta definição de regras tem que passar necessariamente também por regulamentos municipais que definam claramente as regras de participação. É urgente.
Por fim, um desejo quase em forma de apelo, a que o acompanhamento dos processos passe a ser pautado pela focalização na Unidade. E a Unidade de análise do espaço público em Lisboa ou em qualquer outro local não é "a árvore", mas sim a Unidade ecológica e funcional no seu todo. É muito mais que árvores, uma a uma. É das unidades da Estrutura Ecológica que falo, as mesmas que podem contribuir, ou não, para o funcionamento ecológico da Cidade e para o seu desempenho energético e ambiental.
É a esse nível que os cidadãos informados devem focar a sua atenção. Assim o queiram, claro!
Tenho assistido em Lisboa com muito interesse ao aparecimento de alguns movimentos de cidadãos que, aqui e ali, contestam algumas intervenções, quase sempre no espaço público e nos espaços verdes.
Ao contrário de um passado ainda recente, em que Lisboa investia tudo em asfalto, túneis, betão e florezinhas coloridas na Avenida da Liberdade, temos agora, finalmente, a aposta na requalificação de variados espaços verdes da cidade. O actual orçamento municipal espelha isso nas muitas rúbricas dedicadas ao investimento numa quantidade notável de praças, miradouros e jardins de referência, até hoje decadentes ou em abandono crescente.
Algumas das obras já concluidas deixam patente a lógica escolhida: dar vida e dignidade a estes espaços, respeitando seu o carácter.
Eis que, e ao contrário do que acontecia no passado, a intervenção de requalificação de alguns jardins tem maior oposição agora de alguns do que teve toda a última década de abandono descarado destes espaços, fazendo-me perguntar onde estariam alguns destes movimentos nessa altura e o que os motiva agora.
Com uma energia nunca vista em casos semelhantes, onde ao contrário dos choupos meio-podres do Principe Real, se cortaram sim dezenas de árvores de grande porte e em perfeitas condições na R. Joaquim António de Aguiar para fazer-se um túnel, sem reposição das mesmas, alguns cidadãos listam agora uma quantidade enorme de queixas, que começa com a própria contestação ao acto de requalificação destes jardins (!) e termina com suspeições sobre a evolução técnica da pavimentação proposta, à lista de espécies, passando um atestado de incompetência aos técnicos responsáveis que considero revoltante e insuportável.
Ainda bem que não sou eu o técnico projectista destas intervenções e ter que assistir, dentro da hierarquia, a este espectáculo de suposições e atestados de incompetência!
Isto tudo para dizer que, da falta de participação pública que muito prejudicou o País, passou-se de imediato para uma escalada descontrolada, em que a cidadania activa ficou pelo caminho, dando lugar sim a cruzadas muitas vezes apenas político-partidárias, em que a legitimidade dos actos de políticos eleitos são contenstados perante as crenças e os anseios de algumas pessoas organizadas.
Continuo à espera que cidadãos venham exigir a plantação das árvores derrubadas pela construção da Radial de Benfica ou do Túnel do Marquês ou de tantas obras viárias inúteis que se fizeram em Lisboa.
Mas não. É um estranho caso este em que a revolta acontece sobre os choupos do Principe Real, primeiro "históricos", depois "classificados", seguidamente "centenários" e por fim apenas de "grande porte" e com 28 anos, foram derrubados sem o aviso prévio que, obviamente, mereciam e deveriam ter tido.
Há hoje cidadãos que consideram legítimas as opiniões que contestem as intervenções em curso em Lisboa, catalogando de "fretes" as que as apoiam, independemente do grau de qualificação de quem as emite.
Neste sentido, faltando sustentação na argumentação, há cidadãos que se limitam a dizer que "não querem assim", mas incapazes de dizer como queriam que se fizesse, catalogando de "oportunistas" e "coniventes com o poder" os que, ao contrário deles, assumem tomar posições pró-activas na gestão de dinheiros públicos em pról dos anseios das populações.
Pelo caminho dizem que ouviram, que viram, que alguém disse, alguém viu, alguém ouviu dizer, que esta decisão foi assim ou não foi assado porque o "político A" ou "B" impôs, deliberou, obrigou. E conseguem uma notável projecção mediática, saindo quase diariamente na imprensa, num tempo em que os jornais, rádios e a TV quase só publicam o que levante polémica e não a necessária clarificação e objectividade, mas que não trás consigo audiências.
O caminho da cidadania activa não é linear, porque a própria acção dos partidos se confunde localmente com movimentos de cidadãos. Há pois que gerar mais e melhores regras, que objectivem a participação, que legitimem os tempos e as formas de actuação e que definam os actores, distinguindo uns de outros.
Cidadania é responsabilidade e não irresponsabilidade.
Cidadania é actuar para melhorar e não gerir agendas mediáticas.
Cidadania é poder intervir no tempo devido e no campo de actuação determinado pela Lei, tendo informação e agindo com transparência, legitimidade e já agora capacidade técnica.
Esta definição de regras tem que passar necessariamente também por regulamentos municipais que definam claramente as regras de participação. É urgente.
Por fim, um desejo quase em forma de apelo, a que o acompanhamento dos processos passe a ser pautado pela focalização na Unidade. E a Unidade de análise do espaço público em Lisboa ou em qualquer outro local não é "a árvore", mas sim a Unidade ecológica e funcional no seu todo. É muito mais que árvores, uma a uma. É das unidades da Estrutura Ecológica que falo, as mesmas que podem contribuir, ou não, para o funcionamento ecológico da Cidade e para o seu desempenho energético e ambiental.
É a esse nível que os cidadãos informados devem focar a sua atenção. Assim o queiram, claro!
Publicada por
Duarte d´Araújo Mata
à(s)
05:35
1 comentários
Etiquetas:
Ambiente,
Espaços Verdes,
Media,
Ordenamento do Território,
Política Geral,
Projectos
quarta-feira, 24 de março de 2010
Sócrates no WC
Créditos da foto: morganho.blogspot.com/2008_12_01_archive.html
Todos nós vamos ao WC!
Todos nós desapertamos cinto, o botão, ou os botões, o fecho se o houver, sentamo-nos na sanita e fazemos força. Força! Força! Força!
Pronto. Já sabemos o que terá vindo.
A seguir levantamos-nos e pegamos numa folha de papel higiénico.
Depois, é puxar o autocolismo.
Apertar botões, fechos, cinto, lavar mãos cuidadosamente com sabão e sair do WC.
Esta é uma história que todos sabemos que existe. Todos a conhecemos!
De qualquer forma é irrelevante para avaliarmos qualquer pessoa que conheçamos.
Ou não?
A verdade é que gravar a história que acima descrevi, desde que envolvendo Sócrates, daria a muitos dos nossos políticos, especialmente alguns que estão na comissão de inquérito ao negócio da PT/TVI, argumentos mais que suficientes para querem ouvir o som da bragilha, do cinto a cair no chão, dos sons do autocolismo, do lavar de mãos...
Vejam bem em:
http://networkedblogs.com/1CjWe
Tudo interessa a esta gente, ávida de vêr cá fora qualquer transcrição telefónica sobre qualquer assunto, esteja ou não relacionada com os factos que se querem apurar.
Sócrates no WC, apesar de poder ser um momento íntimo, é para alguns políticos e jornalistas um facto muito relevante e motivo para ser revelado integralmente e serem apuradas as devidas responsabilidades.
Eu, por mim, não quero saber nada sobre uma ida ao WC de quem quer que seja. Nem quero imaginar o que lá se passa, não me diz respeito, não é interessante e não é revelador de nada.
Querer tornar público tudo o que tenha a vêr com Sócrates, só por ter a vêr com ele, é sim revelador da "Política" em que estamos metidos.
E assim afastamo-nos do essencial, num momento em que se gastam milhões com barragens inúteis enquanto se pretende privatizar tudo o que dá lucro no Estado para equilibrar as contas.
Isto dá-me a volta à barriga, vou ao WC!
Com licença, se não se importam vou fechar a porta, não quero ser incomodado.
Todos nós vamos ao WC!
Todos nós desapertamos cinto, o botão, ou os botões, o fecho se o houver, sentamo-nos na sanita e fazemos força. Força! Força! Força!
Pronto. Já sabemos o que terá vindo.
A seguir levantamos-nos e pegamos numa folha de papel higiénico.
Depois, é puxar o autocolismo.
Apertar botões, fechos, cinto, lavar mãos cuidadosamente com sabão e sair do WC.
Esta é uma história que todos sabemos que existe. Todos a conhecemos!
De qualquer forma é irrelevante para avaliarmos qualquer pessoa que conheçamos.
Ou não?
A verdade é que gravar a história que acima descrevi, desde que envolvendo Sócrates, daria a muitos dos nossos políticos, especialmente alguns que estão na comissão de inquérito ao negócio da PT/TVI, argumentos mais que suficientes para querem ouvir o som da bragilha, do cinto a cair no chão, dos sons do autocolismo, do lavar de mãos...
Vejam bem em:
http://networkedblogs.com/1CjWe
Tudo interessa a esta gente, ávida de vêr cá fora qualquer transcrição telefónica sobre qualquer assunto, esteja ou não relacionada com os factos que se querem apurar.
Sócrates no WC, apesar de poder ser um momento íntimo, é para alguns políticos e jornalistas um facto muito relevante e motivo para ser revelado integralmente e serem apuradas as devidas responsabilidades.
Eu, por mim, não quero saber nada sobre uma ida ao WC de quem quer que seja. Nem quero imaginar o que lá se passa, não me diz respeito, não é interessante e não é revelador de nada.
Querer tornar público tudo o que tenha a vêr com Sócrates, só por ter a vêr com ele, é sim revelador da "Política" em que estamos metidos.
E assim afastamo-nos do essencial, num momento em que se gastam milhões com barragens inúteis enquanto se pretende privatizar tudo o que dá lucro no Estado para equilibrar as contas.
Isto dá-me a volta à barriga, vou ao WC!
Com licença, se não se importam vou fechar a porta, não quero ser incomodado.
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