Créditos da Foto: Aqui
Mais um dia que o ano passado. Trabalhamos de 1 de Janeiro a 13 de Maio para pagar impostos.
Na verdade, para pagarmos o tipo de vida que temos.
Um País que quer ter um Hospital em cada Concelho, urgências abertas a noite toda em qualquer lado do País, Auto-Estradas de borla, Espaços verdes inuteis nos taludes das estradas, regados com água potável, um País que ilumina todos os cruzamentos, todas as ruas na potência máxima de um desperdício, um País que não cultiva a terra e manda vir tudo o que comemos de camião da Europa. Um País que se demite de ter estratégia de solos e manda as autarquias marcarem as suas próprias Reservas Ecológicas Nacionais!
E logo hoje, depois de uma semana em que nos embebedaram com eventos e consagrações, uma chuvada torrencial de medidas de austeridade foram despejadas rua baixo, com a oposição distraída envolta em cachecóis encarnados, de vela na mão ou no shopping em dia de tolerância de ponto.
"Anunciaram um pacote de medidas para aumento dos impostos, eu preferia ver um pacote de medidas de contenção mais séria na despesa" diz hoje ao PUBLICO o Presidente do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), João Duque.
Pois eu também!
Aumentar impostos é realmente a única arma dos Governos para equilibrar contas. Durante anos e anos empresas municipais, Institutos públicos da mais diversa ordem ampliaram e duplicaram toda uma gama de despesas públicas, em muitos casos (não em todos!) duplicam mesmo as tarefas que eram realizadas em serviços municipais. Não se corta na despesa porque temos uma Economia assente em prestação de serviços, uns aos outros, sem produção própria. Todos sabem que se fecharem a torneira do crédito internacional, acabou tudo. Resta-lhes subir impostos, porque pôr o País a produzir ninguém sabe.
Quando digo ninguém ,digo mesmo ninguém.
quinta-feira, 13 de maio de 2010
segunda-feira, 10 de maio de 2010
domingo, 9 de maio de 2010
O futebol são 11 contra 10 e mais uma bola...
Créditos da foto: http://diadehoje.files.wordpress.com/2008/02/aguia-e-o-pardal.jpg
"Benfica passou um terço do campeonato a jogar contra 10"
http://desporto.publico.pt/noticia.aspx?id=1436276sexta-feira, 7 de maio de 2010
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Este não precisa do 13º mês para viver...
Créditos da foto:
"Se o país está a ter dificuldades em endividar-se no estrangeiro, porque é que o povo não contribui, comprando dívida pública? Se sabemos que temos um índice de poupança das famílias extremamente reduzido, metade do espanhol, então teremos que ensinar as pessoas a fazê-lo, e a forma mais prática é dizer que vão, obrigatoriamente, receber uma parte do seu subsídio de férias ou Natal em títulos da dívida pública."
Quanto ganhará este Sr. gestor para vir ensinar os outros a poupar?
Isto faz-me sempre lembrar quando eu imaginava que um director de uma empresa tinha rendimentos mensais altos, sei lá, tipo 25.000EUR...sou mesmo ingénuo!
domingo, 2 de maio de 2010
sábado, 1 de maio de 2010
E uma greve no dia 13 de Maio?

Créditos da Foto: www.publico.pt (Bartoon de 01 de Maio de 2010)
Não podia estar mais de acordo com o teor, sempre certeiro, da crítica de Bartoon.
Esta semana suportei 3 greves de transportes, o País debate-se com problemas de liquidez, avançam-se cortes nas prestações sociais, corta-se investimento público, aguardam-se mais e mais preocupações.
Eis que, e enquanto o Benfica não ganha o campeonato ou a Selecção não começa a ocupar a mente e as capas dos jornais, o Governo avança com uma tolerância de ponto a propósito da visita Papal.
Uma medida que considero excessiva no contexto de Estado Laico e que, ao contrário do nosso Bartoon, não colhe uma única crítica ou reparo da Sociedade, porque se trata disso mesmo...de não ir trabalhar!
E para isso os Sindicatos, o PCP, o BE, não dizem nada? Seria um bom exemplo de preocupação pela produtividade Nacional vir criticar o Governo por ter avançado com esta medida, sugerindo deixar a opção de ter o dia 13 livre ao critério de cada um. Considero que qualquer pessoa tem o direito de querer ir vêr o Papa a Fátima.
Todos os anos milhares de pessoas usam das suas férias para ir a Fátima ou ir vêr o Papa. É um direito, é uma opção.
Fomos todos incluídos nessas férias religiosas este ano?
Agora já somos um País Católico? Somos, se é para não ir trabalhar...
Nestas pequenas coisas salta-me à vista o povo que somos.
E como diria o outro: "Peço desculpa pela frontalidade!"
Não podia estar mais de acordo com o teor, sempre certeiro, da crítica de Bartoon.
Esta semana suportei 3 greves de transportes, o País debate-se com problemas de liquidez, avançam-se cortes nas prestações sociais, corta-se investimento público, aguardam-se mais e mais preocupações.
Eis que, e enquanto o Benfica não ganha o campeonato ou a Selecção não começa a ocupar a mente e as capas dos jornais, o Governo avança com uma tolerância de ponto a propósito da visita Papal.
Uma medida que considero excessiva no contexto de Estado Laico e que, ao contrário do nosso Bartoon, não colhe uma única crítica ou reparo da Sociedade, porque se trata disso mesmo...de não ir trabalhar!
E para isso os Sindicatos, o PCP, o BE, não dizem nada? Seria um bom exemplo de preocupação pela produtividade Nacional vir criticar o Governo por ter avançado com esta medida, sugerindo deixar a opção de ter o dia 13 livre ao critério de cada um. Considero que qualquer pessoa tem o direito de querer ir vêr o Papa a Fátima.
Todos os anos milhares de pessoas usam das suas férias para ir a Fátima ou ir vêr o Papa. É um direito, é uma opção.
Fomos todos incluídos nessas férias religiosas este ano?
Agora já somos um País Católico? Somos, se é para não ir trabalhar...
Nestas pequenas coisas salta-me à vista o povo que somos.
E como diria o outro: "Peço desculpa pela frontalidade!"
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