terça-feira, 6 de julho de 2010

Sobre o Seminário "Urbanismo em Tempos de Mudança"

Acerca deste evento, que aponta um novo "paradigma territorial", fico a pensar em que é que alguns destes oradores, amplos defensores "na crista da onda" do actual paradigma territorial, que durante anos zelaram para este paradigma gerasse exactamente este planeamento (a falta dele) que temos, com as insuficiências que vemos, virem agora falar sobre alterações ao paradigma?
 
De que alterações irão então falar?
 
Que o carro eléctrico vai aparecer e é "ecológico" e vai resolver o concestionamento?
Que devemos andar de transporte público..."sempre que possivel"?
Que os edifícios são muito gastadores e têm que ser mais eficientes, mesmo que se mantenha a ideia de mais construção e em qualquer lado, em vez de reabilitar?
Que há que aproveitar os "clusters" empresarias para gerar mais valias (na moda, na fotografia, nas artes, nas indústrias criativas,...?)
Que os espaços verdes são mesmo muito importantes para a qualidade de vida urbana (jardins floridos e relvados regados a aspersor, com formas muito variadas e modernaças?
 
Aposto que disto vão falar.
 
Mas do que não vão falar é que o Modelo Territorial ainda em voga é EXACTAMENTE o mesmo que se defendia à 20 anos, "apimentado" agora com umas ideias ecológicas que nos permitam ser "muito ambientais", muito recicladores, muito modernos, mas sem impedir que possamos continuar a construir onde quisermos, a andar de carro para todo o lado, a ir a centros comerciais e a Business Centers espalhados um pouco pelo território, envolvendo estes investimentos em espaços verdes "de recreio e lazer", tratando os esgotos e o (muito) lixo que anda à volta deste modelo comportamental.
 
Não tenho dúvidas que o Paradigma Territorial, Ambiental, Social e Económico que se levanta exige cortar com o modelo actual e fazer com que o planeamento seja efectivo, e que, não só respeite as mais-valias ambientais, como as potencie no sentido de gerar um urbanismo integrado e de proximidade, que poupe energia e recursos no seu edificado, que gere emprego qualificado e sustentável, que torne as deslocações quotidianas mais sustentáveis e independentes de fontes energéticas, no fundo, que seja mais resiliente.
 
Tudo o resto, mesmo que melhorzinho, não chega e é acessório.
 


"Departamento de Arquitectura
Universidade Autónoma de Lisboa

Seminário DA/UAL 2010
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URBANISMO EM TEMPOS DE MUDANÇA
Novos paradigmas sociais, económicos e territoriais

8 de Julho | Lisboa


URBANISMO EM TEMPOS DE MUDANÇA
A crise económica que teve início em 2008 no Ocidente destaca-se das demais não somente pela sua dimensão, mas também pela sua natureza: contrariamente às precedentes, resulta não tanto da sobrevalorização de activos bolsistas como sobretudo do sobreaquecimento dos mercados hipotecários.
Por consequência, os sectores do imobiliário e construção civil vêem-se, depois de décadas de certa bonança, relativamente carentes de financiamento. O urbanismo, por seu turno, enfrenta além deste desafio económico uma nova realidade demográfica e territorial, vendo-se a braços com amplas malhas urbanas sub-povoadas à espera de um novo sentido útil.
 O seminário Urbanismo em Tempo de Mudança pretende criar uma oportunidade para o público interessado escutar as perspectivas de vários especialistas que, seguindo trajectórias variadas naquela disciplina, têm para oferecer opiniões solidamente abalizadas sobre o status quo e o futuro próximo do planeamento das portuguesas.
Pela coordenação, Pedro Bingre do Amaral


LOCAL
Auditório da UAL
Boqueirão dos Ferreiros 11 , 1200-186 Lisboa
-Entrada livre-

PROGRAMA

10h00 Recepção

10h30 Eng.º Fernando Santo: Ordenamento, urbanismo e habitação
           Professor do ISEG | Vogal do Conselho de Administração da Empresa Pública de
           Urbanização de Lisboa | Bastonário da Ordem dos  Engenheiros de 2004 a 2010

11h00 Eng.º Fonseca Ferreira: O urbanismo à escala da região
           Professor Associado da Universidade Atlântica | Vereador do Município de Palmela |
           Presidente da CCDR de Lisboa e Vale do Tejo de 1998 a 2009

11h30 Eng.º Ricardo Veludo: Economia imobiliária em transição
           Docente da Universidade Católica e da Escola Superior de Actividades Imobiliárias |
           Consultor na área do Planeamento e Urbanismo

12h00 Debate

13h00 Almoço

14h30 Arq.ª Helena Roseta: Planeamento emergente
           Vereadora do Município de Lisboa | Bastonária da Ordem dos Arquitecto de 2001 a 2007

15h00 Prof. Paulo Correia: Urbanismo e Política de Solos
           Professor Associado do Instituto Superior Técnico | Membro do "Editorial Board"
           da revista "Planning Theory and Practice", Routledge & Royal Town Planning Institute, Londres

15h30 Prof. Sidónio Pardal Ordenamento dos espaços rústicos
          Professor Associado do Instituto Superior de Agronomia | Arquitecto Paisagista

16h00 Debate

17h00 Encerramento"



segunda-feira, 28 de junho de 2010

Porque o Nuclear é MESMO uma perversão!

Foto AQUI
 
"(...)primeiro reduz-se a procura, depois constroem-se redes inteligentes e infra-estruturas. Caso contrário, criamos excedentes de energia que nos levarão a uma descida do preço, que nos levará depois a uma subida do consumo, e por aí fora. Isto aconteceu durante décadas. Aconteceu na Suécia, quando construíram as centrais nucleares. Os preços da electricidade eram baixos, o que incentivou o consumo. Muitos edifícios passaram a ser aquecidos com electricidade [com um forte impacto ambiental]. A lógica é construir mais centrais e isso sai caro. É preferível uma política de longo prazo, trabalhando primeiro do lado da procura e depois da oferta. Temo que a CE tenha de ser recordada quanto a isto (...)

Randall Bowie, consultor sénior do grupo dinamarquês Rockwool International ao "PUBLICO"

sábado, 26 de junho de 2010

Público - Câmara de Lisboa discute tarifas distintas para estacionar em diferentes zonas da cidade

Finalmente, políticas de gestão do preço do estacionamento ao serviço da mobilidade geral da cidade! Com o preço igual a estacionar no Rossio ou em Benfica, como se poderia gerir o tráfego?
Fernando Nunes da Silva já o defende há anos. E sempre defendeu igualmente a gestão da oferta do estacionamento como outro instrumento ainda não utilizado para gerir a mobilidade.
E ainda faltam os parques dissuasores. Só depois as portagens à entrada da Cidade poderão ser equacionadas. Como há muito defendo, as portagens à entrada da cidade não são o essencial e podem ser um elemento "centrifugador" do uso da Cidade. Vamos então por partes. Comece-se pelo preço e depois pela oferta. Depois veremos o que se deverá seguir.

Público - Câmara de Lisboa discute tarifas distintas para estacionar em diferentes zonas da cidade

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Atrapalhado com a bicicleta?

Imagem retirada AQUI
 

Benfica em Bicicleta

Workshop de Condução e Oficina Aberta

 

Próxima sessão: 4 de Julho, das 10h às 17h.

Restantes sessões: 1 de Agosto; 5 de Setembro; 3 de Outubro; 7 de Novembro;

Local: Cooperativa POST (antiga Fábrica Simões), Av. Gomes Pereira nº 11, Lisboa

Coordenador / Responsável: Ricardo Sobral

 

Dirigido a pessoas a partir dos 10 anos de idade, que já tenham competências básicas de controlo da bicicleta (equilíbrio, saber pedalar)

 

Inscrições GRATUITAS em: benficaembicicleta@gmail.com

 

Workshop de Condução da Bicicleta na Cidade

O objectivo deste programa é promover na população local os conhecimentos básicos de modo a tornar o uso da bicicleta uma opção viável de transporte nas pequenas deslocações quotidianas. Através de aulas teóricas e práticas de iniciação à condução de bicicleta no trânsito, pretende-se dotar os participantes com conhecimentos que lhes permitam usar a bicicleta e a circular na estrada em segurança e com confiança. Pretende-se igualmente motivar as pessoas para esta opção. Ensinar noções básicas sobre as regras do Código da Estrada, nomeadamente os artigos aplicáveis às bicicletas. Noções sobre a bicicleta, segurança pessoal na condução do veículo e desenvolver competências de operação e condução.

 

Sessão Teórica

Duração – 60 minutos

 

Programa: Vantagens de usar a bicicleta como meio de transporte, equipamento e acessórios necessários incluindo noções de segurança pessoal e da bicicleta: seguros, cadeados, etc. Regras de circulação em estrada e principais sinais de trânsito. Regras de trânsito específicas para os ciclistas, direitos e responsabilidades dos utilizadores de bicicleta. Noções teóricas de condução defensiva e das causas mais comuns da sinistralidade rodoviária com ciclistas.

 

Sessão Prática (Nível 1 e 2)

Duração – 120 minutos.

 

As bicicletas deverão ser trazidas pelos participantes. Caso não tenha uma, por favor  indique-o durante a inscrição.

 

Programa:

Check-up às bicicletas – Noções básicas de mecânica, verificação e ajuste da bicicleta de forma a garantir a segurança e conforto do ciclista. Duração – 30 minutos.

 

NÍVEL 1

Destreza e controlo da bicicleta – Exercícios, jogos e testes de avaliação e desenvolvimento das competências de controlo da bicicleta, essenciais para a segurança, conforto e confiança do ciclista na condução da bicicleta em estrada. Duração – 90 minutos.

 

NÍVEL 2

Introdução à condução em estrada – Exercícios de circulação e manobras na via pública, incluindo ciclovias. Posicionamento na estrada. Observação e comunicação com os restantes utilizadores da via (automobilistas, peões, etc.). Duração – 90 minutos.

 

Oficina Aberta

Com a ajuda de mecânicos, pretende-se estimular e incentivar os participantes a arranjar os problemas mais simples das suas bicicletas tornando-os, assim, mais autónomos em caso de necessidade de resolução de um problema mecânico numa qualquer situação do dia-a-dia. Trocar pneus, remendar furos, afinar travões e mudanças e, acima de tudo, saber identificar os problemas de forma a evitar usar a bicicleta de forma inapropriada e potencialmente insegura.

 

Duração – 120 minutos.

 

As oficinas abertas serão realizadas com recurso a bicicletas trazidas pelos participantes ou, em alternativa, fornecidas pelo POST.



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Utilize a bicicleta na cidade. Saiba como:
http://bicicletanacidade.blogspot.com/

domingo, 20 de junho de 2010

Que vergonha de Presidente!




sexta-feira, 18 de junho de 2010

"Este desastre nunca deveria ter acontecido"

Foto e artigo AQUI
 
Epá, não tem problema, vá lá, vá, podia acontecer a qualquer um!
Todos cometemos erros, ou não?
Vá, upa, upa, limpem lá as lágrimitas e alegria nessas caras, também é só meio oceano que fica destruído, para quê tanto choro?
 
 

 

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Um justo "Príncipe"

Notícia AQUI
Imagem AQUI

Amin Maalouf foi hoje distinguido com o Prémio Princípe das Astúrias de Letras.
Do que li não consigo esquecer SAMARCANDA e as CRUZADAS VISTAS PELOS ÁRABES, pela riqueza dos conteúdos mas pela escrita.

Um grande escritor com uma grande obra!
Um justo "Príncipe" das Astúrias!
 
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