segunda-feira, 19 de julho de 2010
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Estado da Nação
À medida que a crise cavalga proporções preocupantes, e que fica à vista que teremos que mudar de vida, fica também claro que Portugal não se preparou para a Europa.
Não sabemos quais as nossas vocações. Tanto apostamos em produzir automóveis (a gasóleo) como em dizer que a Agro-Industria tem futuro. Não temos um modelo de Turismo consistente. Fazemos auto-estradas mas sem saber o que escoar. Fica claro que por veze so motor do crescimento m omentâneo é a própria auto-estrada em si e as casas que nascem em seu redor. Nada mais.
Somos um País com um potencial invejável em várias áreas. Na agricultura e na pecuária, por exemplo, possuimos vocação para produzirmos produtos agrícolas de qualidade incomparável e cuja exportação será sempre garantida. Bons vinhos, bons azeites, boa carne, queijos incríveis, fruta doce e verdadeira, hortícolas, várias espécies de animais cujo sabor resulta da qualidade do nosso ambiente, ainda pouco "fosfatado" quando comparado com outros. Há neste âmbito um conjunto de produtos por explorar em larga escala e que constituem riquezas, como o nosso mel ou as cortiças, cujo futuro é risonho. Não vale a pena é andar a tentar copiar modelos de fora, onde os de fora serão sempre melhores.
Tomara as ricas Alemanhas e outros terem este potencial agro-pecuário que temos! Estão eles condenados a comprar quase tudo a Países como nós, cujo principal problema é não termos percebido isso, e andarmos sistematicamente a convidar "reconchudos" e "engravatados" economistas para programas de TV virem dizer, até à exaustão, que precisamos de "custers" disto e "flexibilização" daquilo e que Portugal tem "constragimentos ambientais"...enfim, uns idiotas (sempre no bom sentido, claro!).
Por falar em "clusters" tecnológicos, acho muito bem tudo isso, mas sem cairmos num País actual em que prestamos serviços uns aos outros para produzir...nada! Uns vendem internet, outros fazem estradas, outros barragens. Para quê? Se não houver designios e estratégias, de nada servem essas actividades!
O ambiente, o ordenamento do território de base ambiental, a geração de mais-valias produtivas para as quais possamos não ter concorrência generalizada (agro-pecuária biológica e silcultura de ponta, universo das energias renováveis, turismo sustentável e alternativo ligado às Aldeias e à Natureza) são hoje, no novo paradigma que se levanta, as bases para um novo projecto de País, com os pés assentes na terra. Por outro lado, uma aposta pontual em actividades industriais que juntem criatividade, cultura e história, como algumas loiças, mobiliário, conservas, joalheria, calçados e alguns tecidos e tapetes,etc.
Por fim a redução de despesa pública, salvaguardando o tecido empresarial público bem como a saúde, a educação e a segurança social, revendo as empresas muncipais e institutos públicos e cortando na Defesa e em todas as mordomias. Equiparar a electricidade e a água ao preço real e admitir tarifas sociais específicas e direccionadas. Combater o desperdício de energia, permitir o auto-abastecimento alimentar e as deslocações urbanas sustentáveis, cortando em novas estradas e apostando no transporte público, no andar a pé e na bicicleta. Saber poupar, portanto! Algo que os habituais economistas não sabem. Depois do Programa de TV acabar e de terem defendido o corte na despesa e a poupança, levantam-se na cadeira e dirigem-se para o seu BMW preto 2.0 com ar condicionado que está à sua espera no parque de estacionamento.
Não haverá talvez volta a dar.
terça-feira, 13 de julho de 2010
Queriam "Gato por Lebre", era?
Estava à vista de todos que um terreno no Parque Mayer não valia o mesmo que o terreno na antiga Feira Popular em Entrecampos.
O Parque Mayer vale muito menos. Vale menos porque tem um conjunto de condicionantes (Capitólio, Jardim Botânico, Frentes Urbanas envolventes, etc) que lhe retiram índice urbanizável.
Por outro lado, os terrenos de Entrecampos estão claramente referenciados (bem patente na proposta de revisão de PDM de Gabriela Seara / Carmona Rodrigues) como áreas destinadas a "Densidade Selectiva". Ou seja, áreas de muito forte aptidão à construção.
Entrecampos eram terrenos municipais. Parque Mayer da Bragaparques. Solução? Troca-se uma coisa pela outra! Mas antes chama-se alguém que possa, para o terreno do Parque Mayer, "bater claras em castelo". Frank Guerry, com um projecto fantasioso, propõe índices de construção no Parque Mayer inacreditáveis, só exequíveis numa "República das Bananas", em que aliás a CML se havia à data transformado.
Felizmente, não sem esforço, tudo é ainda evitado. Os terrenos de Entrecampos são Municipais. Com o Plano de Pormenor do Parque Mayer proposto, a CML até poderá, se pretender, efectivar a expropriação para avançar com a requalificação, caso o proprietário não queira dialogar com a administração.
Ganhámos todos!
Tribunal anula troca dos terrenos do Parque Mayer e da Feira Popular - Local - PUBLICO.PT
O Parque Mayer vale muito menos. Vale menos porque tem um conjunto de condicionantes (Capitólio, Jardim Botânico, Frentes Urbanas envolventes, etc) que lhe retiram índice urbanizável.
Por outro lado, os terrenos de Entrecampos estão claramente referenciados (bem patente na proposta de revisão de PDM de Gabriela Seara / Carmona Rodrigues) como áreas destinadas a "Densidade Selectiva". Ou seja, áreas de muito forte aptidão à construção.
Entrecampos eram terrenos municipais. Parque Mayer da Bragaparques. Solução? Troca-se uma coisa pela outra! Mas antes chama-se alguém que possa, para o terreno do Parque Mayer, "bater claras em castelo". Frank Guerry, com um projecto fantasioso, propõe índices de construção no Parque Mayer inacreditáveis, só exequíveis numa "República das Bananas", em que aliás a CML se havia à data transformado.
Felizmente, não sem esforço, tudo é ainda evitado. Os terrenos de Entrecampos são Municipais. Com o Plano de Pormenor do Parque Mayer proposto, a CML até poderá, se pretender, efectivar a expropriação para avançar com a requalificação, caso o proprietário não queira dialogar com a administração.
Ganhámos todos!
Tribunal anula troca dos terrenos do Parque Mayer e da Feira Popular - Local - PUBLICO.PT
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Da Mata e Del Bosque
Ontem boas notícias para Vicente Del Bosque.
Hoje foi o dia de Vicente da Mata.
Dois campeões!
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Depois do Cargueiro à vela...
Vêr foto AQUI
Bem, o carro eléctrico, no modelo limitado actual, nunca me fascinou pela tecnologia, embora ache útil a aposta, quando comparado com o veículo a petróleo.
Mas duas experiências do mesmo género considero muito interessantes, até prova em contrário.
Uma foi o lançamento de um cargueiro à vela (na Alemanha, claro) há 2 anos e outra este avião a energia solar com autonomia razoável. Vou manter-me atento.
quarta-feira, 7 de julho de 2010
O Serviço Nacional de Saúde
Quando somos forçados a ir a um Hospital, a umas urgências, e temos a possibilidade de escolha entre público e privado, já não tenho mais ilusões:
Comecei no privado: sala de espera XPTO, TV com canal próprio de programas, informações modernas em rodapé, cadeiras modernas, ambiente louje. Problema: falta de médicos! No momento do atendimento, o (único) médico especialista para o assunto atendia noutra ala do Hospital! Procedimento? Anular a urgência e marcar uma consulta de especialidade (!) e esperar (noutra sala de espera XPTO) que o médico pudesse atender, sem previsões de tempo. Desisti nessa altura e parti para o público.
No hospital público, o atendimento foi, mais uma vez fenomenal (para que é que insisto em ir a outro sítio??). 2 minutos para triagem e 10 minutos para consulta. Em mais 50 minutos tudo se resolveu no que respeita aos vários exames complementares que havia a fazer. As salas de espera não eram tão XPTO, apesar de limpas e cómodas e o pessoal sempre prestável.
Tenho tido e tenho sabido de inúmeros casos semelhantes ao meu. Um serviço público de saúde eficiente, de confiança, sério. Haverá que melhorá-lo, todos os sabemos, mas numa altura em que tanto se fala em baixar a despesa pública à custa do SNS e da sua qualidade e de "abrir" a saúde aos privados, não deixo de pensar com preocupação perante algo que está estruturado e preparado para funcionar bem e quando comparado com tantos maus exemplos no privado.
Dos Hospitais privados, quando se trata de emergências e de prestar serviço público? Não, obrigado!
Comecei no privado: sala de espera XPTO, TV com canal próprio de programas, informações modernas em rodapé, cadeiras modernas, ambiente louje. Problema: falta de médicos! No momento do atendimento, o (único) médico especialista para o assunto atendia noutra ala do Hospital! Procedimento? Anular a urgência e marcar uma consulta de especialidade (!) e esperar (noutra sala de espera XPTO) que o médico pudesse atender, sem previsões de tempo. Desisti nessa altura e parti para o público.
No hospital público, o atendimento foi, mais uma vez fenomenal (para que é que insisto em ir a outro sítio??). 2 minutos para triagem e 10 minutos para consulta. Em mais 50 minutos tudo se resolveu no que respeita aos vários exames complementares que havia a fazer. As salas de espera não eram tão XPTO, apesar de limpas e cómodas e o pessoal sempre prestável.
Tenho tido e tenho sabido de inúmeros casos semelhantes ao meu. Um serviço público de saúde eficiente, de confiança, sério. Haverá que melhorá-lo, todos os sabemos, mas numa altura em que tanto se fala em baixar a despesa pública à custa do SNS e da sua qualidade e de "abrir" a saúde aos privados, não deixo de pensar com preocupação perante algo que está estruturado e preparado para funcionar bem e quando comparado com tantos maus exemplos no privado.
Dos Hospitais privados, quando se trata de emergências e de prestar serviço público? Não, obrigado!
terça-feira, 6 de julho de 2010
Sobre o Seminário "Urbanismo em Tempos de Mudança"
Acerca deste evento, que aponta um novo "paradigma territorial", fico a pensar em que é que alguns destes oradores, amplos defensores "na crista da onda" do actual paradigma territorial, que durante anos zelaram para este paradigma gerasse exactamente este planeamento (a falta dele) que temos, com as insuficiências que vemos, virem agora falar sobre alterações ao paradigma?
De que alterações irão então falar?
Que o carro eléctrico vai aparecer e é "ecológico" e vai resolver o concestionamento?
Que devemos andar de transporte público..."sempre que possivel"?
Que os edifícios são muito gastadores e têm que ser mais eficientes, mesmo que se mantenha a ideia de mais construção e em qualquer lado, em vez de reabilitar?
Que há que aproveitar os "clusters" empresarias para gerar mais valias (na moda, na fotografia, nas artes, nas indústrias criativas,...?)
Que os espaços verdes são mesmo muito importantes para a qualidade de vida urbana (jardins floridos e relvados regados a aspersor, com formas muito variadas e modernaças?
Aposto que disto vão falar.
Mas do que não vão falar é que o Modelo Territorial ainda em voga é EXACTAMENTE o mesmo que se defendia à 20 anos, "apimentado" agora com umas ideias ecológicas que nos permitam ser "muito ambientais", muito recicladores, muito modernos, mas sem impedir que possamos continuar a construir onde quisermos, a andar de carro para todo o lado, a ir a centros comerciais e a Business Centers espalhados um pouco pelo território, envolvendo estes investimentos em espaços verdes "de recreio e lazer", tratando os esgotos e o (muito) lixo que anda à volta deste modelo comportamental.
Não tenho dúvidas que o Paradigma Territorial, Ambiental, Social e Económico que se levanta exige cortar com o modelo actual e fazer com que o planeamento seja efectivo, e que, não só respeite as mais-valias ambientais, como as potencie no sentido de gerar um urbanismo integrado e de proximidade, que poupe energia e recursos no seu edificado, que gere emprego qualificado e sustentável, que torne as deslocações quotidianas mais sustentáveis e independentes de fontes energéticas, no fundo, que seja mais resiliente.
Tudo o resto, mesmo que melhorzinho, não chega e é acessório.
"Departamento de Arquitectura
Universidade Autónoma de Lisboa
Seminário DA/UAL 2010
——
URBANISMO EM TEMPOS DE MUDANÇA
Novos paradigmas sociais, económicos e territoriais
8 de Julho | Lisboa
URBANISMO EM TEMPOS DE MUDANÇA
A crise económica que teve início em 2008 no Ocidente destaca-se das demais não somente pela sua dimensão, mas também pela sua natureza: contrariamente às precedentes, resulta não tanto da sobrevalorização de activos bolsistas como sobretudo do sobreaquecimento dos mercados hipotecários.
Por consequência, os sectores do imobiliário e construção civil vêem-se, depois de décadas de certa bonança, relativamente carentes de financiamento. O urbanismo, por seu turno, enfrenta além deste desafio económico uma nova realidade demográfica e territorial, vendo-se a braços com amplas malhas urbanas sub-povoadas à espera de um novo sentido útil.
O seminário Urbanismo em Tempo de Mudança pretende criar uma oportunidade para o público interessado escutar as perspectivas de vários especialistas que, seguindo trajectórias variadas naquela disciplina, têm para oferecer opiniões solidamente abalizadas sobre o status quo e o futuro próximo do planeamento das portuguesas.
Pela coordenação, Pedro Bingre do Amaral
LOCAL
Auditório da UAL
Boqueirão dos Ferreiros 11 , 1200-186 Lisboa
-Entrada livre-
PROGRAMA
10h00 Recepção
10h30 Eng.º Fernando Santo: Ordenamento, urbanismo e habitação
Professor do ISEG | Vogal do Conselho de Administração da Empresa Pública de
Urbanização de Lisboa | Bastonário da Ordem dos Engenheiros de 2004 a 2010
11h00 Eng.º Fonseca Ferreira: O urbanismo à escala da região
Professor Associado da Universidade Atlântica | Vereador do Município de Palmela |
Presidente da CCDR de Lisboa e Vale do Tejo de 1998 a 2009
11h30 Eng.º Ricardo Veludo: Economia imobiliária em transição
Docente da Universidade Católica e da Escola Superior de Actividades Imobiliárias |
Consultor na área do Planeamento e Urbanismo
12h00 Debate
13h00 Almoço
14h30 Arq.ª Helena Roseta: Planeamento emergente
Vereadora do Município de Lisboa | Bastonária da Ordem dos Arquitecto de 2001 a 2007
15h00 Prof. Paulo Correia: Urbanismo e Política de Solos
Professor Associado do Instituto Superior Técnico | Membro do "Editorial Board"
da revista "Planning Theory and Practice", Routledge & Royal Town Planning Institute, Londres
15h30 Prof. Sidónio Pardal Ordenamento dos espaços rústicos
Professor Associado do Instituto Superior de Agronomia | Arquitecto Paisagista
16h00 Debate
17h00 Encerramento"
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