segunda-feira, 26 de julho de 2010

AR CONDICIONADO NATURAL

FOTO AQUI
A praia da Adraga (Sintra) pareceu-me ontem, aos meus olhos, como sendo na Costa Vicentina. Só quando pomos o pé na rua e sentimos o fresco percebemos que afinal estamos algures... na Costa Norte Galega ou nas Asturias! A diferença térmica para Lisboa devem ter sido pelo menos 15ºC!! Pelo menos!
Por ali, não é preciso ar condicionado nem nos dias mais quentes!
 
PS: na viagem para a Adraga, dei de caras com um rescaldo de (mais) um incêndio na zona do Guincho. O fogo, partindo da Estrada Nacional próximo da Malveira, desceu quase até ao Abano! Fez-me logo lembrar os suspeitos (...) fogos, ali mesmo ao lado, há cerca de 15-20 anos, os tais que deram hoje lugar hoje a extensos condomínios de moradias sobre o Abano ("Mar do Guincho, a vida em estado puro" (!!) diz hoje o cartaz promocional...).
Estado puro era o Parque Natural naquela zona, com os seus insubstituiveis pinheiros, quase rasteiros, por acção do vento. Isso sim. E isso nunca mais teremos.
E já está outra vez arder ali mesmo ao lado!!...

sexta-feira, 23 de julho de 2010

CRISE E STRESS BANCÁRIO! "Lucro do BES deve crescer 8% para 265 milhões"

Coitados, que stress... 

http://economico.sapo.pt/noticias/lucro-do-bes-deve-crescer-8-para-265-milhoes_95293.html

"O lucro líquido do BES terá aumentado 8% no primeiro semestre, face ao mesmo período do ano passado, segundo uma 'poll' da Reuters.

De acordo com a média da 'poll' de cinco analistas, o lucro líquido do BES, o segundo maior banco privado de Portugal em activos e o maior em 'market cap', terá crescido para 264,8 milhões de euros, entre Janeiro e Junho de 2010, contra 246,2 milhões registados no mesmo período de 2009.
   
"O que está a suportar a subida do net profit é o crescimento dos ganhos de 'trading', que beneficiam de um efeito base já que, no ano passado, registaram níveis anormalmente baixos, tanto no 'trading' de acções como nos instrumentos de crédito", referiu o analista do CaixaBI, André Rodrigues, à Reuters.
   
O perito salientou ainda que "os ganhos de trading estão agora a voltar a valores mais próximos do que é o seu (BES) comportamento médio". "Para além disso, é ainda de destacar a diminuição das imparidades para crédito", acrescentou.
   
Os analistas realçaram também que a actividade internacional deverá continuar a suportar os resultados do BES, numa altura em que a economia portuguesa continua com um fraco crescimento, após ter registado uma contracção de 2,7%  em 2009.

"Na frente internacional, os níveis de actividade deverão manter-se sólidos, particularmente em Angola e no Brasil", salientaram os analistas do BPI.
   
Segundo as estimativas dos analistas, a margem financeira - diferença entre os juros cobrados no crédito e os juros pagos nos depósitos - terá descido 21%  para uma média de 515,7 milhões no semestre, face aos 650,2 milhões do primeiro semestre de 2009.

Os analistas têm as atenções centradas nos riscos regulatórios devido à retirada dos estímulos e facilidades de liquidez do Banco Central Europeu (BCE), bem como no impacto do desempenho do fundo de pensões nos rácios de capital do banco"

 

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Estado da Nação

À medida que a crise cavalga proporções preocupantes, e que fica à vista que teremos que mudar de vida, fica também claro que Portugal não se preparou para a Europa.
Não sabemos quais as nossas vocações. Tanto apostamos em produzir automóveis (a gasóleo) como em dizer que a Agro-Industria tem futuro. Não temos um modelo de Turismo consistente. Fazemos auto-estradas mas sem saber o que escoar. Fica claro que por veze so motor do crescimento m omentâneo é a própria auto-estrada em si e as casas que nascem em seu redor. Nada mais.
 
Somos um País com um potencial invejável em várias áreas. Na agricultura e na pecuária, por exemplo, possuimos vocação para produzirmos produtos agrícolas de qualidade incomparável e cuja exportação será sempre garantida. Bons vinhos, bons azeites, boa carne, queijos incríveis, fruta doce e verdadeira, hortícolas, várias espécies de animais cujo sabor resulta da qualidade do nosso ambiente, ainda pouco "fosfatado" quando comparado com outros. Há neste âmbito um conjunto de produtos por explorar em larga escala e que constituem riquezas, como o nosso mel ou as cortiças, cujo futuro é risonho. Não vale a pena é andar a tentar copiar modelos de fora, onde os de fora serão sempre melhores.
Tomara as ricas Alemanhas e outros terem este potencial agro-pecuário que temos! Estão eles condenados a comprar quase tudo a Países como nós, cujo principal problema é não termos percebido isso, e andarmos sistematicamente a convidar "reconchudos" e "engravatados" economistas para programas de TV virem dizer, até à exaustão, que precisamos de "custers" disto e "flexibilização" daquilo e que Portugal tem "constragimentos ambientais"...enfim, uns idiotas (sempre no bom sentido, claro!).
 
Por falar em "clusters" tecnológicos, acho muito bem tudo isso, mas sem cairmos num País actual em que prestamos serviços uns aos outros para produzir...nada! Uns vendem internet, outros fazem estradas, outros barragens. Para quê? Se não houver designios e estratégias, de nada servem essas actividades!
 
O ambiente, o ordenamento do território de base ambiental, a geração de mais-valias produtivas para as quais possamos não ter concorrência generalizada (agro-pecuária biológica e silcultura de ponta, universo das energias renováveis, turismo sustentável e alternativo ligado às Aldeias e à Natureza) são hoje, no novo paradigma que se levanta, as bases para um novo projecto de País, com os pés assentes na terra. Por outro lado, uma aposta pontual em actividades industriais que juntem criatividade, cultura e história, como algumas loiças, mobiliário, conservas, joalheria, calçados e alguns tecidos e tapetes,etc. 
 
Por fim a redução de despesa pública, salvaguardando o tecido empresarial público bem como a saúde, a educação e a segurança social, revendo as empresas muncipais e institutos públicos e cortando na Defesa e em todas as mordomias. Equiparar a electricidade e a água ao preço real e admitir tarifas sociais específicas e direccionadas. Combater o desperdício de energia, permitir o auto-abastecimento alimentar e as deslocações urbanas sustentáveis, cortando em novas estradas e apostando no transporte público, no andar a pé e na bicicleta. Saber poupar, portanto! Algo que os habituais economistas não sabem. Depois do Programa de TV acabar e de terem defendido o corte na despesa e a poupança, levantam-se na cadeira e dirigem-se para o seu BMW preto 2.0 com ar condicionado que está à sua espera no parque de estacionamento.
Não haverá talvez volta a dar.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Queriam "Gato por Lebre", era?

Estava à vista de todos que um terreno no Parque Mayer não valia o mesmo que o terreno na antiga Feira Popular em Entrecampos.
O Parque Mayer vale muito menos. Vale menos porque tem um conjunto de condicionantes (Capitólio, Jardim Botânico, Frentes Urbanas envolventes, etc) que lhe retiram índice urbanizável.
Por outro lado, os terrenos de Entrecampos estão claramente referenciados (bem patente na proposta de revisão de PDM de Gabriela Seara / Carmona Rodrigues) como áreas destinadas a "Densidade Selectiva". Ou seja, áreas de muito forte aptidão à construção.
Entrecampos eram terrenos municipais. Parque Mayer da Bragaparques. Solução? Troca-se uma coisa pela outra! Mas antes chama-se alguém que possa, para o terreno do Parque Mayer, "bater claras em castelo". Frank Guerry, com um projecto fantasioso, propõe índices de construção no Parque Mayer inacreditáveis, só exequíveis numa "República das Bananas", em que aliás a CML se havia à data transformado.
Felizmente, não sem esforço, tudo é ainda evitado. Os terrenos de Entrecampos são Municipais. Com o Plano de Pormenor do Parque Mayer proposto, a CML até poderá, se pretender, efectivar a expropriação para avançar com a requalificação, caso o proprietário não queira dialogar com a administração.
Ganhámos todos!

Tribunal anula troca dos terrenos do Parque Mayer e da Feira Popular - Local - PUBLICO.PT
 
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