quinta-feira, 5 de agosto de 2010

BPN: Pouca Vergonha!

O BPN custou mais de 4 mil milhões de euros dos contribuintes em injecção de capital.
Vende-se agora aos privados, após estabilização financeira, por... apenas 180 milhões de euros!!!
 
Mas o que vem a ser isto afinal??
 
 

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Google (Street View) impedida de trabalhar

A Comissão de Protecção de Dados proibiu a Google de trabalhar!.
 
Para mim, considero que as justificações da Comissão são próprias de organismos burocratizados, lentos e sem frande responsabilização dos seus actos.
Para bem de todos, até agora a Google não acatou qualquer decisão desta Comissão e avançou.
 Espero que o faça porque a ferramenta "Street View" é das mais úteis que conheço, para o meu trabalho de arquitecto paisagista e para muitas outras profissões que trabalham no espaço público. Para além de ser um mecanismo de participação pública muito eficaz. E ecológico. Poupam-se deslocações, muitas deslocações.
 

terça-feira, 3 de agosto de 2010

O procurador-geral “tem os poderes da rainha de Inglaterra"

Uma entrevista de Pinto Monteiro ao "Público" que é, no mínimo, esclarecedora do funcionamento e credibilidade (descredibilidade) da nossa justiça.

O sistema está feito exactamente para não funcionar. Quem roubar por esticão num autocarro, apanha prisão. Quem fizer tráfico de influências, corrupção, branquamento de capitais, é porque está suficientemente dentro do sistema para, no fim de tudo, poder não apanhar nada.

Depois do caso de tentativa de corrpução (provada) a um vereador da Câmara de Lisboa, José Sá Fernandes, com tudo gravado e claro como água, ter acabado no próprio vereador a ter que pagar uma indemnização ao corruptor, já não acredito em mais nada!

 

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O procurador-geral da República admitiu que nunca conheceu um despacho igual ao redigido pelos procuradores responsáveis pelo processo Freeport. Em entrevista ao "Diário de Notícias", Pinto Monteiro afirma que "não há nenhuma explicação credível para não ter sido ouvido quem quer que seja" durante os seis anos em que o caso se "arrastou".

Numa entrevista por escrito publicada hoje no diário, Pinto Monteiro afirma que "na longa vida de magistrado, nunca conheceu um despacho igual, nem tem memória de alguém lho referir", quando questionado se considerou normal que tenham sido redigidas 27 perguntas ao primeiro-ministro no âmbito do processo e que estas tenham ficado sem resposta, já que José Sócrates nunca chegou a ser ouvido.

O procurador-geral sustenta que "não há nenhuma explicação credível para não ter sido ouvido quem quer que seja, a não ser que não existissem razões para isso ou os responsáveis pela investigação (por qualquer motivo desconhecido) não o quisessem fazer".

Pinto Monteiro defende que é "fundamental esclarecer tudo o que se tem passado desde a origem do processo". Mais, o magistrado considera "absolutamente necessário" que o poder político "decida se pretende um Ministério Público autónomo" ou "o actual simulacro da hierarquia" em que o procurador-geral "tem os poderes da rainha de Inglaterra".

Defensor da definição de um modelo de justiça no país – "se um sistema em que o sindicato quer substituir as instituições ou um Ministério Público responsável" –, critica o Sindicato dos Magistrados do Ministério Público por ser "um mero lobby de interesses pessoais que pretende actuar como um pequeno partido político".


segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Faz hoje 10 anos

Foto AQUI

Faz hoje exactamente 10 anos que partia para o meu 1º Inter-Rail.
Comemoro a data, curiosamente, com uma viagem de comboio (em Portugal).

Uma experiência interessante e enriquecedora, por vezes fisicamente muito custosa, de 30 dias pela Europa, recebendo informação nova às toneladas e descobrindo muito.
Um itinerário porventura demasiado ambicioso para apenas 30 dias. Gastei ao todo cerca de 200 contos (1000 EUROS).
O investimento está mais que pago num retorno imenso.

O percurso mais ou menos este:
Lisboa - Hendaye (viagem "dramática" num comboio  dos anos 70 aos "trambolhões",Português de Angola, a desafiar a imensidão da Península desde as 18.00h às 09.00h do dia seguinte).
Hendaye - Paris (TGV, uma reviravolta brusca para um mundo civilizado)
Paris - Bruxelas
Bruxelas - Amesterdão / Roterdão / outras
Roterdão - Munster (agradável surpresa a Alemanha em geral, e esta pequena cidade em particular)
Munster - Hannover (EXPO 2000)
Hannover - Berlim (2ª visita a uma cidade inesquecível)
Berlim - Viena
Viena - Praga (muito bom)
Viena - Cracóvia
Cracóvia - Budapeste
Budapeste - Lubliana / Alpes (Eslovénia, um País a repetir)
Lubliana - Veneza
Veneza - Paris (a viagem via Barcelona estava esgotada...)
Paris - Hendaye
Hendaye - Lisboa (golpe final no cansaço, onde após algumas viagens em bons e confortáveis comboios, fui obrigado a lembrar-me de que estava a chegar a Portugal (aos trambolhões)

Já repeti a experiência depois, dispensando contudo o atravessar a península.
Daqui a uns anos, e sabendo que o Inter-Rail não tem limite de idade, conto repetir a experiência, agora em família!

sexta-feira, 30 de julho de 2010

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Contra a Privatização dos Transportes Públicos

Foto AQUI
 
Como utilizador diário dos transportes públicos, tenho a convicção de que a sua privatização será um erro histórico.
O exemplo da concessão da FERTAGUS é disso exemplo, a avaliar por informação que recebi hoje no âmbito da "Jornada de Esclarecimento contra a Privatização dos Transportes Públicos da Região de Lisboa", da responsabilidade de trabalhadores e utentes das linhas suburbanas de Lisboa.
 
Consta então que o Estado pagou 45,9 milhões nos últimos 5 anos pela concessão à Fertagus, sendo que as linhas, comboios e obras são suportados...pelo Estado?
 
Imagine-se abrir um restaurante que é propriedade do Estado e receber depois os alimentos por conta do Estado e ainda ter as reparações suportadas pelo mesmo Estado?
Depreendo que teremos lucro.
Exacto: 5 milhões de euros de lucro num ano para a Fertagus! Nem podia ser de outra forma...
 
Desde que anunciadas as medidas do PEC, a privatização das linhas ferroviárias suburbanas de Lisboa me mereceu a maior das preocupações. Para ser justo na análise precisava de saber quanto custam hoje as linhas da Grande Lisboa. Ir-se-á poupar algo com a privatização, tendo em conta os custos actuais?
Temo que acabe por custar mais, se o Estado pagar uma renda, pagar ainda os comboios e as linhas...(e as obras)...
 
Outro exemplo que fiquei a conhecer: a CP Carga, actualmente com 90% do tráfego nacional, prestes a ser vendida à DB (Alemã) que detém já 75% do mercado Europeu! Os Alemães preparam bem o escoamento dos seus produtos, certo? E a DB, empresa Estatal, claro! Será que quando tiverem o monopólio, será acessível exportarmos os nossos produtos para a Alemanha?
 
Quando corre que a insegurança aumenta na Linha de Cascais, problema que como se sabe tem solução, pergunta-se se no momento da privatização, a questão "segurança" não será uma bandeira para a privatização. O concessionário resolverá facilmente o problema, como se sabe. Porque não o Estado?
 
Mas podiamos pensar que a privatização ds CP Lisboa seria feita em troca de um caderno de encargos exigente, que implicava obras por parte do concessionário (remodelação de linhas, sinalização e estações), a aquisição de novas composições, e que tudo isso seria mais eficiente feito por privados, sob concurso público e rigorosa fiscalização. Talvez pudessemos discutir isso. Mas não, ESSAS OBRAS avançam já, enquanto o dinheiro ainda é público...Assim não dá mesmo!!!
 
 
 
 


 
 
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