quarta-feira, 20 de outubro de 2010

"A Rua da Estrada"

Há livros assim: Gosta-se logo e devora-se com avidez!
 
"A Rua da Estrada" de Álvaro Domingues é uma obra que veio preencher os meus anseios antigos sobre um assunto que precisava de ser tratado. Kevin Linch já o abordou, numa abordagem macro que marcou o pensamento Pós-Modernista, dissecando o mundo suburbano, a sua falta de referência e coerência urbana. A
ntónio Barreto por diversas vezes já abordou, de uma perspectiva sociológica, este fenómeno da ilegibilidade urbana, dos "Túneis do Grilo" que por aí existem e que toda a gente sabe onde ficam, menos ele.
 
Álvaro Domingues consegue-o de uma maneira única, já que se foca exclusivamente a dissecar o fenómeno de "urbanização" e transformação em redor da Estrada, trazendo para o palco todas as simbologias, algumas de outros tempos, alinhadas ao longo da Estrada (ex-rua), com todas as manifestações simbólicas do "progresso" e do paradigma "modernista / motorizado", numa misturada hilariante.
Sim, Álvaro Domingues usa a ironia para melhor transmitir a mensagem. Ao estilo "Gato Fedorento", somos confrontados com uma realidade triste, sobre a qual, sem rodeios, o riso é por vezes o melhor remédio. Talvez mesmo o único. E eficaz!
O assunto é sério, e embora às gargalhadas, ninguém se poderá queixar de não ter percebido a mensagem.
A Rua da Estrada é um livro a não perder!
 

sábado, 16 de outubro de 2010

Bicycle Rush Hour Utrecht (Netherlands) III

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Metro Sul do Tejo - INACREDITÁVEL

ARTIGO E FOTO EM http://www.publico.pt/Local/metro-sul-do-tejo-precisa-de-sete-milhoes-do-estado-para-funcionar_1460753

LIÇÃO BÁSICA: Se não houver MESMO dinheiro, cortem nas estradas, NUNCA no transporte público.
 
Cada vez que se fizer mais 1km que seja de novoas estradas na Área Metropolitana de Lisboa, lembrem-se desta notícia.
 
Só o PROTAML propõe, para se fechar "a malha" (!!), qualquer coisa como novos 100Km de estradas. INACREDITÁVEL!

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Sustentabilidade dos Espaços Verdes Urbanos

Foto AQUI

Neste clima de restrições orçamentais em variadas áreas, bem como cortes nos salários e regalias laborais e sociais, alguém ainda admite que se projectem espaços verdes sem ter como um dos factores centrais na concepção, a preocupação por fazer uma obra pouco dispendiosa e com os menores custos de manutenção possivel?

Publiquei este ARTIGO sobre o tema, que continuará a ser um assunto que continuarei cada vez mais a aprofundar e desenvolver.

sábado, 9 de outubro de 2010

Tempestade 09.10.2010

Impressiona sempre a força do mar...
Vê-lo subir mais alto que o Forte de S. Julião da Barra, vê-lo tapar todo o extenso areal da Praia de Carcavelos e galgar zonas pedonais e áreas de plantação mete respeito.
Dá-me ideia que, de ano para ano, o mar está a vir a estas áreas com mais facilidade.

Faltará areia nas praias da Linha de Cascais?
Sim!
As Barragens nos rios e a Marina de Cascais, em conjunto, parecem-me dar argumentos mais que convincentes para esta causa.

No entanto, dos poucos documentos que vi explicarem esta matéria, a causa são...as Alterações Climáticas?
Será mesmo?
Neste caso, parece-me que é uma explicação demasiado abstracta. Aliás, as Alterações Climáticas dão para tudo e no fundo, assim ninguém é realmente culpado. Nem se fala mais da Marina nem do Plano das Barragens, algumas muito pouco necessárias.

Somos, portanto, "Nós Todos" os culpados.



terça-feira, 5 de outubro de 2010

Viva o Gordo!

Máquinas automáticas de venda de alimentos nas escolas?
Que alimentos?
Não se espantem do resultado:
Com a despesa pública a apertar, com esta alimentação e com os pais a levarem as crianças até "dentro da escola", de carro, como se vai aguentar o SNS?

Já o filme "Super Size Me" em 2004 denunciava isto nos EUA...


ARTIGO AQUI

IMAGEM AQUI

domingo, 3 de outubro de 2010

Faixa Ciclável em Cascais - uma boa solução

Esta é uma boa solução:

Cascais - a Avenida que deixa o centro histórico a caminho de Cascais - Poente (Guia).
Avenida de 50km/h, com algum declive.

O ciclista que sobe apresentará dificuldades, terá uma velocidade muito baixa quando comparada com os automóveis.
A segregação em faixa bicicleta, eficaz se não houver estacionamento ilegal, resolve esta questão.

Para baixo, a bicicleta apresenta velocidades próximas dos automóveis. Dispensa-se a segregação.

Pintaria a faixa de branco e com 25cm de espessura. De resto, nada a dizer!


 
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