terça-feira, 30 de novembro de 2010

Ainda a "famosa" Pista Ciclável do Aeroporto II

Foto AQUI
 
"Mecenato da ANA garante 200 mil euros ao Teatro S. João"
 
"O Teatro Nacional S. João (TNSJ) e a ANA-Aeroportos firmaram ontem, na presença dos ministros da Cultura e das Obras Públicas, um protocolo que institui esta empresa como mecenas do teatro portuense até final de 2012. O TNSJ receberá um total de 200 mil euros, divididos em três tranches, durante o período de vigência deste acordo."
 
NOTÍCIA AQUI
 
 
A propósito deste meu POST, referi que havia mais do que razões para que uma empresa pública de gestão de aeroportos financiasse um percurso ciclável de ligação, no caso concreto das suas instalações ao Parque das Nações. Em Lisboa, cerca de 12.000 pessoas trabalham na área do aeroporto e Lisboa é "campeã" dos "short-brakes", ou seja, viagens de negócios muito curtas para congressos ou reuniões.
É perfeitamente viável que a comunidade trabalhadora no aeroporto se possa deslocar de bicicleta nesta área plana da cidade, para mais porque ao contrário de outros, o aeroporto de Lisboa está dentro da cidade.
Da mesma forma, é aceitável prevêr que as pessoas se desloquem para o aeroporto de bicicleta, obviamente quando não transportem demasiadas cargas, por exemplo nos referidos "short-brakes".
 
Vários aeroportos mundiais adoptam hoje esta política de participação cívica em pról das suas comunidades, para mais numa altura de dificuldades a ANA retirou 26,4 milhões de euros de lucros até Setembro de 2010 (conferir aqui), pelo que facilita a sua possibilidade de investimento.
 
Mais uma vez, a ANA está de parabéns.

sábado, 27 de novembro de 2010

Do projecto à realidade: Parque Hortícola inaugurado em Carcavelos

Hoje foi um grande dia para mim como arquitecto paisagista.
Pude assistir à inauguração do Parque Hortícola chamado de "Horta Comunitária do Bairro de S. João" na Rebelva, Carcavelos, concelho de Cascais.

Englobado na requalificação dos espaços exteriores daquele Bairro, cujo projecto que tive o privilegio de coordenar, surgiu a meio do processo a ideia de tornar uma parte da área em espaço agrícola. Impulsionado pela Junta de Freguesia de Carcavelos e mais tarde pela Agenda Local 21 de Cascais, o projecto arranca hoje com a totalidade dos talhões entregues aos "hortelãos" e com uma lista de espera de mais de 50 pessoas só naquele bairro.
A Agenda Local 21 vai dar formação às pessoas e destacou técnicos para acompanharem estes projectos.

Carlos Carreiras, Vice-Presidente da CM Cascais inaugurou a obra chamando a atenção no seu discurso para a importância destes espaços em meio urbano nos tempos que correm, lembrando justamente Ribeiro Telles e toda a sua vida de dedicação a esta (e outras causas) ecológicas. E tem toda a razão. Os espaços verdes têm que deixar de ser sumidouros de recursos financeiros, áreas tantas vezes inúteis, "regalos" para a vista de uns, uma dor de cabeça para quem os tem que manter ou pagar que seja mantido. E com falta de orçamento, teremos mesmo que nos virar para esta tipologia.

Mas não apenas as Hortas Urbanas tem defendido Ribeiro Telles. Se ouvíssemos tudo o que Ribeiro Telles defende e tem defendido para o território, naturalmente que hoje a nossa capacidade de choque perante a crise seria seguramente diferente.
Afastámo-nos da terra, vivemos de sonhos e a crédito, vivemos de sonhos artificiais, assentes numa sociedade esbanjadora de recursos e de energia.
Construímos demais, construimos mal, hipotecámo-nos a comprar casas caras e em cima de leitos de cheia e solos agrícolas, pagámos uma impressionante rede de estradas que faz funcionar tudo isto e hoje em crise voltamos a olhar para o nosso mundo, mas de outra maneira.
Talvez a crise tenha vindo para nos ajudar. Para nos ajudar a pensar e a gerir melhor o nosso dinheiro.

Ontem ouvi o Prof. Augusto Mateus alertar nesta conferência para estas questões, para a necessidade da saída da crise passar por exemplo para o regresso à rua como local de comércio, pelo que pude comentar informalmente com o Professor no final que, para mim, há economistas que cada vez mais me parecem ecologistas. Será assim? A economia hoje em dia, em tempos de crise, aproxima-se do pensamento ambiental, da poupança de recursos?
Na mesa da conferência as tradicionais garrafas de água foram substituídas por jarros de água da torneira...

Mas voltando ao tema: Hoje, em que um projecto sustentável acaba como projecto e uma nova vida deste espaço começa, resta-me ter confiança no futuro e deixar os parabéns aos técnicos e também aos políticos que permitiram que tudo isto acontecesse.
Sim, alguém fez uma coisa certa. Um político, seja de que partido for, fez e com notório orgulho, uma coisa certa.
É de apoiar e é de divulgar, para que amanhã haja mais e melhor.
Parabéns!

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Um erro colossal numa manchete e um pedido de desculpas online

Esta era a Manchete do Público, lida por toda a gente.
Todos o que compram e não compram o jornal.
Por quem passa na rua. A manchete é...a manchete! É o que fica, é o que conta.

Mas, eis que a Direcção do PUBLICO assume, no próprio dia o seu erro, da seguinte forma - no seu site online:

"(...) Lemos mal os documentos oficiais. Na verdade, a Câmara Municipal de Lisboa prevê baixar em 353 milhões o passivo em 2011."

"(...)Não gostamos de falhar e de dar a informação errada aos leitores. E também não gostamos de não assumir os erros. Pedimos por isso desculpa ao Presidente da Câmara de Lisboa e aos nossos leitores."


Todos podem errar, claro. Uns 353 milhões para baixo ou 275 milhões para cima, no fundo uma pessoa até fica desnorteada. E toca de fazer logo uma "bombástica" manchete!
É um impulso incontrolável deste jornal!
E têm sido várias as notícias confusas, algumas muito confusas.
E por mais desmentidos que saiam...

No mínimo a manchete de amanhã deveria ser o desmentido e a notícia correcta. E mesmo assim não compensaria o erro.
O poder dos Media é enorme e a sua influência na opinião pública é decisiva nos dias de hoje.
Erros destes não se admitem!





domingo, 21 de novembro de 2010

Pelas ECOPISTAS de Portugal

Já vamos tendo as nossas Ecopistas!
O Património ferroviário desactivado é absolutamente valioso e com um potencial imenso do ponto de vista turistico.

Tendo participado nos Estudos das ligações Chaves - Vila Real (70km) e Sever do Vouga - Vouzela, rapidamente compreendi que os traçados ferroviários em presença não correspondem (na sua maioria das vezes), nem de perto nem de longe, às exigências de funcionamento que uma ligação em comboio exige nos dias de hoje.
É que os percursos sinuosos e os múltiplos apeadeiros, na maioria em ex-aldeias (hoje lugares semi-desertos de gente), constituiria motivos para a sua não utilização.
É pois mais que certo a sua transformação em Ecopistas, caminhos culturais para circulação de bicicleta ou a pé, com potencialidades turisticas enormes!
A infra-estrutura está lá e a atracção que pode proporcionar nos dias de hoje significa grandes oportunidades ao mundo rural para gerar actividade económica e emprego.

O grande erro foi acabar com as ligações de comboio a cidades como Viseu, Chaves ou Bragança, sem se ter proporcionado a alternativa ferroviária ajustada aos dias de hoje.
De Chaves a Vila Real, passando por Vidago, Pedras Salgadas e Vila Pouca de Aguiar o comboio foi-se (e bem!), mas outra linha deveria ter vindo. Mas não veio.
Veio sim a A24. Esse é que o erro. Um grande erro! Ter vindo a Auto-Estrada mas não o comboio. Porquê?

Conheci parte da Ecopista de Évora, ramal de Mora, entre Évora e Arraiolos (21km)
Poucos utilizadores. Muito poucos.
A infra-estrutura é razoável, nada de especial.
Não o teria projectado, assim tão minimalista, nem deixaria de reforçar o pavimento nalguns troços em que, pura e simplesmente, não se precaveu a transformação da estrutura de balastro permeável num pavimento mais impermeável. Em saibro, o pavimento por vezes a degradar-se não esconde com problemas de drenagem e crescimento de arbustos que extravasam os taludes para o espaço canal.
Estações e apeadeiros abandonados, a cair, com graffitis e sujos. Não estão aproveitados!
Paineis de informação escassos e no Concelho de Arraiolos, nem mapa têm!
Não há uma única torneira para se beber água.
Mas faz-se, sem interrupções. E isso é o que mais importa nestas coisas. As melhorias que venham depois!

Faltará garantias que as dezenas de caçadores armados não nos confundam com coelhos. Impressionante, a cada quilómetro um agrupamento pronto a disparar, é um risco para o viajante ciclista em época de caça. Este é o País em que se pode caçar em todo o lado, como se sabe.

Faltará sem dúvida dinamizar-se o aproveitamento turistico das estações e outro património ferroviário, se possivel para equipamentos de dormida e comida.
Há um vasto património para ser aproveitado. A REFER já fez a sua parte na reactivação de algumas destas linhas e o projecto, a nível nacional, não envergonha ninguém, mesmo comparando com Espanha.
Resta agora mais informação e mais envolvimento no aproveitamento destas estruturas pelas autarquias e agentes económicos locais.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

TGV para Madrid? Rapidamente e em força

A propósito da "simpática" e quase certa "descomprometida" disponibilidade da Siemens para "financiar" o TGV

"Siemens disponível para financiar o Governo português na construção do TGV"



A minha opinião quanto ao TGV, independemente destes financiamentos propostos, é esta:

1) Para Madrid, o TGV deveria ser já, rapidamente e em força, para reduzir o tráfego aéreo Lisboa-Madrid que gera dezenas de vôos diários e 4 milhões de passageiros por ano, acabando por ser uma fatia considerável dos o próprio aeroporto de Lisboa. Aproveitando-se os 80% a fundo perdido da União Europeia ao abrigo das Redes Transeuropeias (RTE) na qual o eixo Lisboa-Madrid fazem parte, seria quase escandalosos não os aproveitar. As alternativas ferroviárias são 10h de comboio a custos nunca inferiores a 80EUR ida e volta. Para mim TGV Lisboa-Madrid, ainda para mais em tempos de crises, deveria ser um projecto incontornável.
Para Bagão Félix a questão é mais simples: TGV não, porque é mais barato ir de Low Cost...É mais barato enquanto o tráfego aéreo não pagar o real preço do seu impacte ambiental. Pagando o verdadeiro preço e sendo o Jet-Fuel um recurso mais raro, a questão mudará de figura.
O TGV pode, por isso, ser um investimento muito rentável no médio-prazo, para cenários realistas dos custos do tráfego aéreo.
O investimento previsto, incluindo a 3ª travessia é estimado em 2.400 Milhões de euros.

2) TGV para o Porto parece-me, por outro lado, totalmente dispensável para já. Habitual "fã" do Alfa-Pendular, que dura pouco mais de 3,5h de distância e pratica em vários troços 220km/h, para quê gastar 3.800 Milhões de euros!? Para poupar uns minutos?
E o TGV vai parar entre Lisboa e o Porto ou vai directo? Se parar terá eficiência temporal? E se não parar terá eficiência financeira?


Se por causa da crise se corta em todas as despesas, mesmo aquelas que possam ter cabimento e poder gerar mais-valias (neste caso económicas, sociais e ainda ambientais, já que é comboio em vez de avião), então não haverá saída para a crise!

IMAGEM AQUI

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

E o candidato Presidencial de "Os Verdes" é?...

Numa democracia participativa, há partidos que vão a votos e outros que nunca o foram, pelo menos sozinhos.
Na teoria "os verdes" vão sempre a votos, ou seja, o seu símbolo aparece sempre nos boletins de voto. Mas todos o sabemos, inclusive eles próprios, de que representatividade falamos...

Mal vai uma democracia que permite esta situação, durante anos e anos. Parece-me até que se fosse o CDS-PP a ir coligado com um partido qualquer minoritário, criado para colmatar a defesa de uma qualquer questão menos "pacífica" que a "verde" (da maneira como apresentada pelos "os verdes"), e o problema seria outro.
Já estou a ver até alguma esquerda: "Ai Jesus, a criarem partidos para irem para o Parlamento defenderem "essas coisas", sem irem a votos, é um golpe de estado, é a ditadura, só mesmo "escondidos" atrás dos outros, uma vergonha!"

Pois bem, sendo a esquerda a fazer isso, para além de umas críticas muito ténues aqui e ali, a verdade é que os Portugueses acabaram por se habituar a isto.
Resta-nos um dia os militantes do PCP quererem eles mesmos com esta questão, a bem da transparência e da verdade da democracia e da sua própria consciência. A bem da verdade.

Pois, bem sei que não fazem mal a ninguém, deixai-os estar, até são bem simpáticos, são só dois e mais um gabinete de apoio e de assessoria, há coisas bem mais graves no País. E há. Mas convém irmos tratando de resolver tudo, até para não criar excepções que poderão um dia vir a ser regra.

E, mais uma vez, "Os Verdes" reuniram o seu congresso nacional para escolherem qual seria o seu candidato Presidencial.
E o candidato será?...clique no VÍDEO...

Política - Partido Ecologista "Os Verdes" reuniu no Porto o Conselho Nacional - RTP Noticias, Vídeo


A última visita

EXPOSIÇÃO "PLANO VERDE DE LISBOA"
MERCADO DE STª CLARA
12/11/2010

VÍDEO



 
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