sexta-feira, 11 de março de 2011

Sim, o Nuclear não é mesmo uma solução energética viável

Para quem insiste defender que as centrais nucleares "muito modernas" são muito seguras e muito limpas, esquece-se sempre que há momentos em que tudo pode mesmo não funcionar!
E esse 0,000001% de probabilidade pode custar o Planeta!
Estou farto desse lobby nuclearista até aos cabelos. Mais ainda quando estas coisas acontecem...
 
11 de Março de 2011
"O Japão decretou estado de emergência porque se avariou o sistema de refrigeração de uma central nuclear, a de Fukushima, devido ao sismo de 8,9 na escala de Richter e ordenou a retirada de 2800 residentes na área em torno da central."
 
 
IMAGEM DA CENTRAL DE CHERNOBYL AQUI
 
 

terça-feira, 8 de março de 2011

domingo, 6 de março de 2011

Pão e água


"A Associação Portuguesa de Nutricionistas (APN) alerta que as frutas e legumes podem ser os primeiros excluídos da dieta dos portugueses."

NOTÍCIA AQUI

IMAGEM AQUI


A brincar, sobre este assunto:

Dirá o optimista:
- "a continuarem assim as coisas ficaremos a pão e água."
Responde o pessimista:
- "se os houver"


Agora num registo sério:
É fundamental que sejam implementadas as condições para que possamos cultivar a terra e produzir alimentos.
Nas Áreas Metropolitanas esse assunto ganha especial dimensão, dado que milhões de pessoas dependem de abastecimento por transporte do exterior.

Nota: Passei ainda hoje pela extensa área de solos agrícolas absolutamente excepcionais em matéria de fertilidade e que coroam a parte norte do Concelho de Oeiras e onde nascem edifícios de escritórios, estradas, candeeiros e campos de golfe, no que considero ser um dos exemplos mais escandalosos em Portugal da falta de visão estratégica, da ausência de planeamento e da falta de decência de um Estado inteiro, sempre apto a promover um discurso de sustentabilidade mas muito rápido a agir no sentido contrário.

FOTO AÉREA GOOGLE MAPS

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Assassino atropela ciclistas!

Na Massa Crítica de Porto Alegre - Brasil, 25.02.2011

Um automobilista atropela intencionalmente um grupo de ciclistas!
Um horror!

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

A contra-moda das ciclovias

 
É este artigo que me levou a escrever as linhas seguintes.
Entrevista-se um autarca que se recusa a fazer ciclovias porque são perigosas. Isto passa-se em Aveiro, a Cidade das bicicletas, dizem. É a fama, mas na verdade o que vi em Aveiro foram carros. Vi mais Jipes que bicicletas. Não, não são as colinas, é mesmo o tráfego. Não há explicação, as pessoas ainda não preferem a bicicleta, apesar de satisfatórios aumentos de utilizadores (sente-se, mas não há dados concretos, ainda).
 
O problema é este: Não há 8 nem 80. Nem o problema das bicicletas se resolve com ciclovias, nem se resolve sem ciclovias.
As ciclovias têm lugar, desde que bem planeadas e integradas num esquema global de implementação dos modos suaves. E não é porque falhou este ou aquele aspecto que a ciclovia não presta. É discutir o acessório.
 
Apesar de ser muito fácil, quando se olha para ciclovias, apontar defeitos e falhas (exemplo da foto deste post), é essencial distinguir as ciclovias dispensáveis das outras.
Há algumas situações em que as ciclovias se tornam indispensáveis (se queremos mesmo ter bicicletas a circular):
 
1. Quando o tráfego é de velocidade elevada.
 
2. Quando o tráfego é de baixa velocidade, mas com elevada intensidade.
 
3. Quando o percurso é declivoso e a subida torna o ciclista mais frágil e lento perante a velocidade dos veículos.
 
4. Quando em corredor verde, marcando um percurso legível e contínuo.
 
 
Vários estudos continuam a demonstrar que a percepção do risco é cada vez mais um elemento decisivo nas escolhas comportamentais dos Humanos, designadamente a escolha do meio de transporte ou de um traçado (ou de um local para passar as férias).
A ciclovia, se associada a um percurso lógico e se bem integrada na secção da via, se bem desenhada, se integrada numa estrutura verde, pode ser um elemento eficaz de atracção de utilizadores de bicicleta.
Uma boa ciclovia pode ser determinante para ganhar confiança em ambientes demasiado motorizados.
 
Nota 1: Não tenho os dados compilados para poder, aqui hoje, apresentar alguns links e conclusões de estudos internacionais que demonstram, por exemplo, por classe etária ou por sexo, a escolha e a procura de percursos dedicados, mas ficará para o mais breve possivel um artigo sobre esse tema.
Fica pois prometido.
 
Nota 2: Dir-me-ão os que não gostam de ciclovias: "Bolas, és mesmo teimoso". Vocês também, estamos quites!
 
 

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Uma explosão social mais do que anunciada

IMAGEM AQUI

A propósito da anunciada escalada do preço dos alimentos em Portugal:

"Algumas famílias com rendimentos agrícolas tenderão a beneficiar e é, assim, bastante provável que o emprego agrícola comece de novo a aumentar",
Álvaro Santos Pereira, Economista, in PÚBLICO


Numa altura em que tanto se diz (e com razão) que não há visão estratégica para o País (nem do Governo, mas nem da oposição, diga-se), sugiro desde logo que se foque a atenção numa solução ecológica que permite a adopção de algumas de políticas consequentes, que tirem o País da Crise. Chega de andar sem rumo! Chega de andar com "à tona de água" a tentar não morrer afogado, com os olhos no preço do petróleo, nos juros da dívida!

Ter visão estratégica para sair da crise passa por ter visão ecológica (digo eu...)
Não basta defender a aposta na "Inovação e nas indústrias criativas"! Sempre as indústrias criativas, a moda e o design...e que tal a agricultura, e que tal a agro-industria, e que tal a silvicultura sustentável, e as indústrias do mar?

Sair da crise implicará necessariamente, no contexto de crise global e de incerteza, apostar na produção de produtos nacionais, designadamente voltar a apostar na agricultura, na pesca e na agro-indústria e em muitas das nossas valências a que, com base na energia barata, nos demos ao luxo de desprezar.
Implica, portanto, a meu ver, um conjunto de políticas activas que definam ordenamento do território em pról da salvaguarda dos recursos naturais e do desenvolvimento sustentável.
Defender a agricultura, defender ter terra para produzir, é hoje uma necessidade!

Mas vemos o contrário em tempos de crise! Vemos aplicar, por exemplo, como medida de combate à crise os PIN+ para todos os projectos acima de 10 milhões de euros (qualquer projecto minimamente estruturado tem orçamento acima de 10 milhões...).
Já agora, onde estava a esquerda "ambiental" quando esta medida foi lançada? E a direita, tradicionalmente menos "ambiental" no discurso mas, se calhar na prática historicamente bem mais acertiva, onde estava?
Ninguém disse nada...um vazio total!!

Então, é mantendo o mesmo paradigma de passar por cima dos recursos naturais que vamos desenvolver o País? E depois comemos o quê?
Importa-se de fora? Os preços vão subir, e agora como é que vai ser? Comemos cimento porque não temos terrenos férteis para produzir?
Não teria sido melhor ter salvaguardado os poucos solos com elevada aptidão para cereais, uma boa parte deles no Concelho de Oeiras? Ainda sobram alguns, apesar de tudo o que foi feito, vamos deixar que o "mercado" decida?

E porque é que numa altura destas não há ideias ecológicas para relançar o País? Porque é que em todos os canais de TV, Rádio, Jornais, os comentadores comentam, mas comentam sempre do mesmo ponto de vista, baseados nas mesmas variáveis, nas mesmas ideologias? Não têm já uma ideia concreta para sair da crise, só se fala se o Governo cai ou não, até quando se aguenta os juros, se vem o FMI, que é preciso reformar o mercado laboral, reformar o tecido empresarial...

E é mesmo preciso reformar, mas em que sentido? Reformar é sinónimo de "simplificar" os procedimentos e a burocracia, ou seja, por outras palavras, acabar com o ordenamento do território activo e permitir o casuístico, conforme as "oportunidades", desperdiçando as mais-valias e hipotecando o futuro, em troca do investimento fácil e indiscriminado em qualquer lado?
Como é possivel que se faça um PROT da AML totalmente assente na expansão urbana concelho a concelho, a viver de vias-rápidas que ainda falta concluir e que nem sequer uma Estrutura Ecológica sem construção consegue na Planta de ordenamento (quando digo sem construção é mesmo sem construção, não é com índices elevadíssimos de edificabilidade!)

A aplicação de um conjunto de políticas ecológicas transversais, por estes dias, seria encontrar um verdadeiro rumo para o País.
E a agricultura, como diz Álvaro Santos Pereira, pode e deve ter mesmo um papel central. E espero que tenha depressa e sem termos que passar por convulsões sociais violentas.

A agricultura é um emprego com saída e pode receber desde já milhares de pessoas. Revitalizar a vida na aldeia, revitalizar as pequenas comunidades é um desígnio fascinante e uma oportunidade de ouro. Revitalizar com pés e cabeça, estruturando esta actividade, não se quer um regresso à pobreza e ao atraso.
Quer-se andar para a frente, para o futuro.
E já agora a agricultura urbana, para satisfazer a alimentação no imediato. esta é uma medida com um carácter urgente!

Portugal pode ter futuro, assim consiga libertar-se do betão e do alcatrão como falsos motores do "crescimento".

E que tal, para variar, um pouco de Visão Ecológica nesta altura como Estratégia para o País sair da crise?

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Uma Reforma de coragem

Aqui o link do MAPA 
 
Muito nos queixamos de falta de reformas, de falta de coragem. 
Pois, o que se prepara para fazer em Lisboa contraria o habitual em Portugal, o de baixar os braços contra a adversidade e desistir, deixando tudo na mesma.
Neste caso mexem-se em limites administrativos - Freguesias. Lisboa com 53 Freguesias chega a ter Sedes de Juntas de Freguesia que distam 1 minuto a pé entre elas. Atravessa-se a rua em muda-se de freguesia. Para que serve isto?
Muito bem, outros mapas haveria possiveis, 9 freguesias, 12, as 24 propostas ou 26 ou ainda deixar tudo na mesma! Mas, pela análise do mapa, houve bom senso para não passar do 8 para o 80 e não criar mega-juntas de freguesia que rapidamente deixariam de representar a ligação cara-a-cara que, apesar de tudo, acaba por ser a grande mais-valia da existência de freguesias.
Não vinha mal ao mundo se fossem menos mas esta proposta permite uma transição perceptível e aceitável e os limites administrativos propostos são adequados, legíveis e reconheciveis.
Os partidos que propõem outras soluções estão no seu direito mas não haja dúvidas que, para se reformar há que avançar. Falar e discutir, só falar e só discutir nada se resolve e tudo acabaria em zero. Como sempre!
Aos poucos, aos poucos, impressiona o conjunto de alterações e reformas que António Costa tem produzido. Nem há 4 anos cá está e veja-se o conjunto de Rregulamentos essenciais ao funcionamento municipal, de Planos e Estratégias fundamentais, Re-organizações estruturais e funcionais e de Propostas que foram já executadas.
 
 
Estas duas forças políticas apostam num modelo com 24 freguesias, ao passo que CDS-PP e Bloco de Esquerda - os únicos partidos que até aqui apresentaram alternativas - propuseram respectivamente nove e 12 divisões administrativas (ver diferenças nas infografias). O vereador do PSD Santana Lopes defende, por seu turno, e contra a opinião da bancada municipal "laranja", um mapa com 26 freguesias.

(...)

A reforma administrativa permitirá o reforço de competências e dos orçamentos das juntas de freguesia, que passarão a poder construir, por exemplo, parques infantis públicos ou gerir equipamentos culturais e desportivos de âmbito local. O líder da bancada social-democrata, António Prôa, disse que este pode ser o primeiro passo para um acordo entre PS e PSD a nível nacional que permita levar a cabo "outras reformas de que o país carece", como a regionalização. Depois da discussão pública, o novo mapa irá à Assembleia da República, uma vez que a criação de freguesias é competência exclusiva deste órgão.



 
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