quinta-feira, 17 de março de 2011
terça-feira, 15 de março de 2011
Ferrel 1976 - 2011: 35 anos contra o Nuclear
Foto: Prof. Delgado Domingos, o rosto principal da luta em Ferrel AQUI
"Nuclear em Portugal? Não, mais do que nunca!
A propósito do acidente nuclear de Fukushima, no Japão
À enorme tragédia que já era o sismo e tsunami ocorrido há poucos dias no Japão, veio somar-se a perigosa situação desencadeada na central nuclear de Fukushima, ao norte de Tóquio (e, em menor escala, noutras centrais). Todos desejamos que os danos sejam o mais possível controlados e contidos. Infelizmente, a situação parece estar a agravar-se. Seja como for, este é já o acidente nuclear mais grave desde a explosão de 1986 em Chernobil (Ucrânia).
Nos últimos anos, é recorrente em Portugal, por parte de um lóbi bem organizado e com interesses ligados à poderosa indústria nuclear francesa, a tentativa de investir de uma pretensa respeitabilidade a produção de energia em centrais nucleares, tentando assim fazer passar por actual uma tecnologia já várias vezes rejeitada com clareza pelo País.
A Campo Aberto, inserindo-se na tradição inequívoca (que remonta aos anos 1970) do movimento ecológico universal e do movimento ecológico e ambiental português, tem desde a sua fundação em 2000 tomado posição clara ao lado do movimento antinuclear e a favor das energias verdadeiramente alternativas e de baixo impacto. Em 2006, a Campo Aberto teve mesmo um papel muito activo na comemoração dos 30 anos da recusa, pelo povo de Ferrel (Peniche), da suposta primeira central nuclear portuguesa. Que, felizmente, nunca saiu do papel – e que nunca de lá deverá sair.
Uma das falsidades que nos têm querido impingir é a suposta segurança das centrais nucleares. O acidente de Fukushima é apenas mais um indício, dos numerosos existentes, de que se trata tão só de uma falsidade. Se, em regiões sísmicas como as do Japão (ou o sul de Portugal?) é mais evidente a loucura de recorrer a centrais nucleares, elas comportaram desde sempre, e continuam a comportar, seja qual for a região onde se instalem, riscos intoleráveis das mais diversas ordens.
Embora haja diferenças, inclusive em matéria de segurança, entre as sucessivas gerações de reactores, trata-se de uma tecnologia, como todas, falível. Só que nenhuma outra, em caso de falha grave, sempre possível, comporta consequências de tal magnitude e escala. Sair do nuclear, reclama-se em voz bem alta em França, em Espanha e na Alemanha. Nem sequer entrar nele em Portugal, é a única atitude à altura do perigo em causa.
Em 26 de Abril próximo terão decorrido 25 anos sobre o acidente de Chernobil. Decorrem também este ano, a 15 de Março, 35 anos sobre a rejeição do nuclear pela aldeia portuguesa de Ferrel. Momento oportuno para repetir: Nuclear em Portugal? Não, mais do que nunca.
Campo Aberto – associação de defesa do ambiente"
Então, estavam aí caladinhos era?
"Projecto nuclear português pode ser reapresentado em futuro Governo"
in http://www.publico.pt/Mundo/projecto-nuclear-portugues-pode-ser-reapresentado_1484747#
"O projecto de construção de uma central nuclear em Portugal, apresentado pelo empresário Patrick Monteiro de Barros ao Governo de José Sócrates em 2005, poderá ser recolocado sobre a mesa num futuro próximo, apesar do acidente da central de Fukushima, no Japão."
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segunda-feira, 14 de março de 2011
Governo prepara redução do IVA para o golfe !
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sábado, 12 de março de 2011
Sim, o Nuclear não é mesmo uma solução energética viável II
Japão: acidente nuclear é o pior desde Chernobil
NOTÍCIA AQUIA explosão foi classificada pela Agência Segurança Nuclear e Industrial japonesa como um acidente nuclear de nível 4 – numa escala de 1 a 7. O acidente de Three Mile Island em 1979, nos Estados Unidos, teve nível 5 e a catástrofe de Chernobil, em 1986, na ex-URSS, chegou ao nível 7.
O Governo japonês afirma que a acidente está controlado.
O acidente deu-se às 15h36 (6h36, hora de Lisboa), fez quatro feridos leves e lançou o pânico de que um incidente parecido com o de Chernobil se repetisse no Japão.
Mas um porta-voz do Governo garantiu que as radiações estavam a baixar e que a explosão não tinha afectado o núcleo do reactor. “A segurança dos nossos concidadãos é a prioridade que guia as nossas acções”, declarou o primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, ao final da tarde.
A central fica na costa Leste do país, 250 quilómetros a nordeste de Tóquio. O sismo causou uma avaria no sistema de refrigeração na central e um corte de electricidade impediu a recuperação deste sistema, permitindo que os bastões de combustível continuassem a aquecer, aumentando a pressão interna no reactor.
A empresa japonesa Tokyo Electrical Power Co, que gere as instalações, tentou reduzir alguma desta pressão libertando vapor radioactivo. Mas não foi o suficiente para impedir a explosão que destruiu o tecto do edifício do reactor principal. A televisão japonesa NHK anunciava ontem que o nível da radioactividade fora da central era oito vezes superior ao normal.




