quarta-feira, 30 de março de 2011
Nós, o lixo
domingo, 27 de março de 2011
Fui aprender a poupar, aqui mesmo ao lado

Regressado do Velo-City 2011, em Sevilha.
Uma cidade que. em 4 anos (!) construiu 120km de infra-estrutura ciclável e que passou de 0.2% de utilização para 6.8% quotidiana. Yes, they can!
Mais do que o exemplo de Sevilha, que apesar do aumento significativo de bicicletas mantém o seu carácter rodoviário e uma má qualidade genérica do espaço público extra bairro histórico, ficou na mente os vários exemplos partilhados por muitas cidades que puxam os seus Países para cima, fazendo poupanças extraordinárias...em estradas e espaços viários!
Mais espaço público e menos carros é mais rapidez e eficiência na mobilidade.
Mais espaço público em vez de só carros é mais gente a comprar local e a revitalizar as ruas.
Mais espaço público em vez de tantos carros é mais empresas e pessoas a voltarem aos centros, é mais eficiência no planeamento, é menos subúrbios sombrios, é mais eficiência no aproveitamento de redes de infra-estruturas existentes e menos dinheiro gasto a construir novos arruamentos, novas redes de águas e drenagem, é menos despesas de manutenção.
Yes, they can! Em Espanha mais de 11.000 pessoas já trabalha diariamente em sistemas de bicicletas de uso partilhado, esperando-se que o número alcance as 78.000 até 2020.
Não haja dúvidas: equilibrar o orçamento só se faz com Cidades equilibradas, não necessariamente em cortar um pouco em tudo para que tudo fique na mesma.
Senão, podem mudar de Governos as vezes que quiserem que isto não mudará.
Eu disso não tenho dúvidas...
terça-feira, 22 de março de 2011
Não cortar as 2 pernas, nem tirar as 2 rodas, senão...
"Estudo do Economista Álvaro Santos Pereira,
Professor da Simon Fraser University, no Canadá. *
Portugal tem hoje 349 Institutos Públicos, dos quais 111 não pertencem ao sector da Educação. Se descontarmos também os sectores da Saúde e da Segurança Social, restam ainda 45 Institutos com as mais diversas funções. Há ainda a contabilizar perto de 600 organismos públicos, incluindo Direcções Gerais e Regionais, Observatórios, Fundos diversos, Governos Civis, etc.) cujas despesas podiam e deviam ser reduzidas, ou em alternativa – que parece ser mais sensato – os mesmos serem pura e simplesmente extintos. Para se ter uma noção do despesismo do Estado, atentemos apenas nos supra-citados Institutos, com funções diversas, muitos dos quais nem se percebe bem para o que servem. Veja-se então as transferências feitas em 2010 pelo governo socialista de Sócrates para estes organismos:
- Se se reduzissem em 20% as despesas com este – e apenas estes – organismos, as poupanças rondariam os 1000 milhões de €, e, evitava-se a subida do IVA. - Se fossem feitas fusões, extinções ou reduções mais drásticas a poupança seria da ordem dos 4000 milhões de €, e não seriam necessários cortes nos salários. - Se para além disso mais em outros tantos Institutos se procedesse de igual forma, o PEC 3 não teria sequer razão de existir." - - - - - - - - - - - - - - - - Não posso deixar de criticar o "menu" de cortes que aqui são propostos! É o perigo de deixar os economisrtas gerir o País (sózinhos): Corta-se a direito! 20% aqui, funde-se ali e já está, poupa-se logo "xx" milhões! Está resolvido, que simples! O problema está em que há sitios em que se deve cortar 20%, outros deve-se extinguir mas há outros em que é inevitável aumentar. Ninguém tem dúvidas que há "gorduras" no Estado. Mas não podemos deixar que o contexto de dificuldades permita uma "agenda" de cortes cegos. Faz lembrar o poster do BE em que, muito bem, se percebe que se cortarmos 20% de uma bicicleta, no caso as 2 rodas, os 80% que restam pura e simplesmente não funcionam. Será que é isso que alguns pretendem? | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
domingo, 20 de março de 2011
Playtimes - Jacques Tati, em Lisboa

Quando vejo o que fizeram na Avenida Fontes Pereira de Melo, entre o Marquês de Pombal e o Saldanha, como este edifício o demonstra (será em Lisboa? Será noutro sítio qualquer?), para não chorar de tristeza lembro-me sempre de Playtimes - Jacques Tati (1967) onde uma feroz e hilariante crítica ao Modernismo saiu de um dos melhores filmes que alguma vez vi.
Quando os Engenheiros se tornam criativos?
(Quinta do Lambert - Lisboa)
quinta-feira, 17 de março de 2011
terça-feira, 15 de março de 2011
Ferrel 1976 - 2011: 35 anos contra o Nuclear
Foto: Prof. Delgado Domingos, o rosto principal da luta em Ferrel AQUI
"Nuclear em Portugal? Não, mais do que nunca!
A propósito do acidente nuclear de Fukushima, no Japão
À enorme tragédia que já era o sismo e tsunami ocorrido há poucos dias no Japão, veio somar-se a perigosa situação desencadeada na central nuclear de Fukushima, ao norte de Tóquio (e, em menor escala, noutras centrais). Todos desejamos que os danos sejam o mais possível controlados e contidos. Infelizmente, a situação parece estar a agravar-se. Seja como for, este é já o acidente nuclear mais grave desde a explosão de 1986 em Chernobil (Ucrânia).
Nos últimos anos, é recorrente em Portugal, por parte de um lóbi bem organizado e com interesses ligados à poderosa indústria nuclear francesa, a tentativa de investir de uma pretensa respeitabilidade a produção de energia em centrais nucleares, tentando assim fazer passar por actual uma tecnologia já várias vezes rejeitada com clareza pelo País.
A Campo Aberto, inserindo-se na tradição inequívoca (que remonta aos anos 1970) do movimento ecológico universal e do movimento ecológico e ambiental português, tem desde a sua fundação em 2000 tomado posição clara ao lado do movimento antinuclear e a favor das energias verdadeiramente alternativas e de baixo impacto. Em 2006, a Campo Aberto teve mesmo um papel muito activo na comemoração dos 30 anos da recusa, pelo povo de Ferrel (Peniche), da suposta primeira central nuclear portuguesa. Que, felizmente, nunca saiu do papel – e que nunca de lá deverá sair.
Uma das falsidades que nos têm querido impingir é a suposta segurança das centrais nucleares. O acidente de Fukushima é apenas mais um indício, dos numerosos existentes, de que se trata tão só de uma falsidade. Se, em regiões sísmicas como as do Japão (ou o sul de Portugal?) é mais evidente a loucura de recorrer a centrais nucleares, elas comportaram desde sempre, e continuam a comportar, seja qual for a região onde se instalem, riscos intoleráveis das mais diversas ordens.
Embora haja diferenças, inclusive em matéria de segurança, entre as sucessivas gerações de reactores, trata-se de uma tecnologia, como todas, falível. Só que nenhuma outra, em caso de falha grave, sempre possível, comporta consequências de tal magnitude e escala. Sair do nuclear, reclama-se em voz bem alta em França, em Espanha e na Alemanha. Nem sequer entrar nele em Portugal, é a única atitude à altura do perigo em causa.
Em 26 de Abril próximo terão decorrido 25 anos sobre o acidente de Chernobil. Decorrem também este ano, a 15 de Março, 35 anos sobre a rejeição do nuclear pela aldeia portuguesa de Ferrel. Momento oportuno para repetir: Nuclear em Portugal? Não, mais do que nunca.
Campo Aberto – associação de defesa do ambiente"



