segunda-feira, 11 de abril de 2011
Acaba por vir "na linha" dos últimos 30 anos de políticas agrícolas da UE...
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Agricultura Urbana em Congresso, por estes dias
Com a crise em pano de fundo, percebe-se como importante é aplicar medidas de planeamento ambiental no território, que geram a chamada "RESILIÊNCIA" no território, constituíndo mecanismos de redução de despesa e capacitação das populações para reduzir gastos em deslocações, em energia e ainda custos financeiros associados.
terça-feira, 5 de abril de 2011
Apontamentos em tempos de austeridade
Foto do Projecto da Quinta do Zé Pinto (no Facebook)
Em Campolide (Lisboa), 3 hectares de zona verde são uma resposta barata, eficaz, funcional e...até divertida para a crise financeira. Apesar de ridicularizados pela opinião pública quando, no Verão, de cereais de Verão se tratava (no caso girassóis), no Outono / Inverno é sempre mais fácil achar-se que se está verde...
Fazer do conceito de espaços verdes jardins floridos e relvados é, actualmente, impossivel. Impossível porque não há verba para essa construção, uma vez que estará cativa a problemas mais urgentes e mais prementes. Impossível porque cada metro quadrado de novo espaço verde significa um custo permanente desde o momento da inauguração.
Ainda há quem goze o Prof. Ribeiro Telles pelas Hortas Urbanas em vez de jardins e pelos rebanhos de ovelhas em vez de corta-relvas?
Transportes públicos e a revisão do défice de 2010"
"É preciso chegar à Refer, CP ou Metro do Porto e ver o serviço que prestam e qual é serviço público, porque nem todo o é. Depois, é necessário ver quanto custa e se estamos dispostos a pagar o preço [que pedem], porque podemos não estar", avançou no Clube dos Pensadores, em Gaia. AQUI
O transporte público cumpre um papel fundamental nas sociedades modernas. Não podemos ficar espantados se em termos contabilisticos der prejuízo.
Isto porque as vantagens (o equivalente a parte da receita) está nas poupanças que os cidadãos fazem ao utilizá-los.
Vejamos algumas "receitas" directas e indirectas para o Estado pela utilização de transportes públicos:
1. Menor endividamento das famílias por compra de carro próprio, gasolinas, oficinas, portagens, seguros, acidentes, etc, libertando investimento para outras áreas.
2. Menor carga viária, logo menor investimento do Estado em vias, logo menos despesa.
3. Menos custos com acidentes viários, congestionamentos, logo poupança na saúde e na segurança social para o Estado. Poupanças de todos por chegarmos a horas ao trabalho. (nota: em dia de greve do metro de LIsboa, bem se percebe as vantagens do transporte público!...)
4. Menos poluição atmosférica, logo poupanças na saúde e no restauro de património.
5. Libertação de espaço público para outros investimentos, com influência na requalificação urbana e no comércio de proximidade.
Estamos a entrar em tempos perigosíssimos para os cortes contabilisticos. O ordenamento do território, o ambiente, o transporte público, no fundo a sustentabilidade ambiental, contabilisticamente, estarão por estes dias muito expostos a cortes por via do facto de representarem despesas. Há que perceber que há poupanças a vários níveis que em muito compensam os gastos.
E não ver isso será, isso sim, gravíssimo. As crises podem servir para mudarmos de rumo, não para acentuar os erros.
quinta-feira, 31 de março de 2011
A satisfação de um projecto que funcionou!
Os tempos são para fazer projectos como este em S.João da Rebelva, Carcavelos, no Concelho de Cascais.
Lembro-me de ter avançado com esta ideia um pouco a medo... A aceitação das pessoas e dos políticos foi total, desde a 1ª hora.
Com este exemplo que a reportagem demonstra, fica o repto a todos os meus colegas arquitectos paisagistas: façam projectos que sirvam as pessoas, ecológicos, baratos e funcionais.
Não há outro caminho!
Chega de estereótipos, de projectos que só se lêem em planta. Chega de soluções dispendiosas na construção e de manutenções incomportáveis.
Os espaços verdes sustentáveis são uma saída para a crise!
quarta-feira, 30 de março de 2011
Nós, o lixo
domingo, 27 de março de 2011
Fui aprender a poupar, aqui mesmo ao lado

Regressado do Velo-City 2011, em Sevilha.
Uma cidade que. em 4 anos (!) construiu 120km de infra-estrutura ciclável e que passou de 0.2% de utilização para 6.8% quotidiana. Yes, they can!
Mais do que o exemplo de Sevilha, que apesar do aumento significativo de bicicletas mantém o seu carácter rodoviário e uma má qualidade genérica do espaço público extra bairro histórico, ficou na mente os vários exemplos partilhados por muitas cidades que puxam os seus Países para cima, fazendo poupanças extraordinárias...em estradas e espaços viários!
Mais espaço público e menos carros é mais rapidez e eficiência na mobilidade.
Mais espaço público em vez de só carros é mais gente a comprar local e a revitalizar as ruas.
Mais espaço público em vez de tantos carros é mais empresas e pessoas a voltarem aos centros, é mais eficiência no planeamento, é menos subúrbios sombrios, é mais eficiência no aproveitamento de redes de infra-estruturas existentes e menos dinheiro gasto a construir novos arruamentos, novas redes de águas e drenagem, é menos despesas de manutenção.
Yes, they can! Em Espanha mais de 11.000 pessoas já trabalha diariamente em sistemas de bicicletas de uso partilhado, esperando-se que o número alcance as 78.000 até 2020.
Não haja dúvidas: equilibrar o orçamento só se faz com Cidades equilibradas, não necessariamente em cortar um pouco em tudo para que tudo fique na mesma.
Senão, podem mudar de Governos as vezes que quiserem que isto não mudará.
Eu disso não tenho dúvidas...
terça-feira, 22 de março de 2011
Não cortar as 2 pernas, nem tirar as 2 rodas, senão...
"Estudo do Economista Álvaro Santos Pereira,
Professor da Simon Fraser University, no Canadá. *
Portugal tem hoje 349 Institutos Públicos, dos quais 111 não pertencem ao sector da Educação. Se descontarmos também os sectores da Saúde e da Segurança Social, restam ainda 45 Institutos com as mais diversas funções. Há ainda a contabilizar perto de 600 organismos públicos, incluindo Direcções Gerais e Regionais, Observatórios, Fundos diversos, Governos Civis, etc.) cujas despesas podiam e deviam ser reduzidas, ou em alternativa – que parece ser mais sensato – os mesmos serem pura e simplesmente extintos. Para se ter uma noção do despesismo do Estado, atentemos apenas nos supra-citados Institutos, com funções diversas, muitos dos quais nem se percebe bem para o que servem. Veja-se então as transferências feitas em 2010 pelo governo socialista de Sócrates para estes organismos:
- Se se reduzissem em 20% as despesas com este – e apenas estes – organismos, as poupanças rondariam os 1000 milhões de €, e, evitava-se a subida do IVA. - Se fossem feitas fusões, extinções ou reduções mais drásticas a poupança seria da ordem dos 4000 milhões de €, e não seriam necessários cortes nos salários. - Se para além disso mais em outros tantos Institutos se procedesse de igual forma, o PEC 3 não teria sequer razão de existir." - - - - - - - - - - - - - - - - Não posso deixar de criticar o "menu" de cortes que aqui são propostos! É o perigo de deixar os economisrtas gerir o País (sózinhos): Corta-se a direito! 20% aqui, funde-se ali e já está, poupa-se logo "xx" milhões! Está resolvido, que simples! O problema está em que há sitios em que se deve cortar 20%, outros deve-se extinguir mas há outros em que é inevitável aumentar. Ninguém tem dúvidas que há "gorduras" no Estado. Mas não podemos deixar que o contexto de dificuldades permita uma "agenda" de cortes cegos. Faz lembrar o poster do BE em que, muito bem, se percebe que se cortarmos 20% de uma bicicleta, no caso as 2 rodas, os 80% que restam pura e simplesmente não funcionam. Será que é isso que alguns pretendem? | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||



