terça-feira, 3 de maio de 2011
Esta então toda a gente vê!
Este Shopping nasceu literalmente no meio de nada!
Enquanto era construído, o dinheiro dos contribuintes financiava uma complexa rede viária para se poder aqui chegar. Dizem que é o maior da Europa.
É a ideia de um mundo próprio que levita sobre um território qualquer, não interessa qual, onde se chega só de carro, muito dificilmente de transporte público e nunca a pé.
Não sei bem onde fica, nunca lá fui e não pretendo ir.
Este tipo de estruturas nestes locais é, a meu ver, uma das causas da ruína das Cidades e do comércio de rua (tradicional ou moderno), é a negação do urbanismo e um enorme gerador de tráfego.
Assisti a uma conferência do Prof. Augusto Mateus em Lisboa em que afirmou não ver futuro neste tipo de estruturas e acreditar na renovação e na retoma das cidades e da rua.
Estes anúncios em estações de comboio já me soam a desespero...
domingo, 1 de maio de 2011
Bem observado! E explica muita coisa...
Este aparente "pormenor" é um "por maior", já que sabemos que os membros do Governo, regra gera,l não andam de transportes públicos, os Directores Gerais, Gestores públicos e privados idem. Enfim, serão certamente os "maiores" defensores do transporte público, claro está, o meio de transporte "mais eficaz", "amigo do ambiente", mas no fundo, no fundo...é-o para os outros!
À porta da administração do metropolitano, da Carris, da CP, parques de estacionamento privativo reservados para a "administração" revelam bem que nem as chefias destas mesmas empresas na realidade os usam...
Os nossos Media acusaram o País de deixar que os "Senhores do FMI", coitados, andassem quase 2km a pé entre o Hotel na Avenida da Liberdade e a Praça do Comércio! Coitados!...
Pergunto-me se isto não explicará muita coisa por cá...
quinta-feira, 28 de abril de 2011
A vida que temos e os prados "carbónicos"
Se aceitarmos a abstracção que constitui simplificar todos os processos de dinâmicas energéticas ao CO2, sabendo distinguir que reduzir CO2 num processo normalmente é também reduzir a ineficiência energética, mas que por vezes essa questão não é tão linear do ponto de vista da eficiência (ex: P: o que capta mais CO2, um eucaliptal ou um sobreiral? R: o eucaliptal. P: Mas e em termos de dinâmica global? R: ...), poderemos ver com bons olhos a maioria das acções que visam a redução carbónica.
Mas, por de trás do CO2 está, tantas vezes, o discurso das energias limpas, ou seja, energias que não emitam carbono, incluindo o "limpo" nuclear. Daí que o nuclear subverta, pela sua aparente "limpeza carbónica", o processo energético global, já que permite, sem emissões "na fonte" manter os processos energéticos ineficientes.
Já sem falar dos perigos do nuclear, por estes dias sobejamente conhecidos pelas piores razões, o caminho a seguir terá que ser eficiência energética e energias renováveis, mas tendo em conta que muito provavelmente o balanço (energias renováveis - gastos energéticos) não permite continuar a ter a vida que temos.
Perguntam-me: Para continuar a vida "que temos", prefere centrais nucleares ou centrais a carvão? Centrais a Carvão, certamente, mas começo a pensar que é quase inevitável não começarmos a questionar o estilo de vida que levamos, que conduz a uma reflexão mais vasta que passa, por exemplo, por analisar os modos como é contabilizada a nossa produção interna (PIB), ou seja, mais produção melhor desempenho.
Mas, o descrescimento sustentável teria muitas vantagens em ser colocado em cima da mesa, implicando até começar a analisar e avaliar o desempenho produtivo através de outras variáveis. Fazer uma estrada ou uma casa, por mais ineficiente que cada uma dessas estruturas represente, significam bem mais para o "crescimento / facturação" nacional do que, por exemplo, semear prados que captam muito CO2, não pelo CO2 em si mesmo, mas porque se trata apenas de acelerar o processo normal do ciclo carbónico de fazer crescer matéria orgânica, que no caso concreto acaba com pastos naturais para gados autóctones, a carne do futuro, não estabulada, saudável e que deve ser consumida em menores quantidades e menos vezes por semana.
Eis pois um processo em que a ideia do CO2 vem a calhar.
IMAGEM E PROJECTO EXTENSITY AQUI
ARTIGO AQUI
"Pastagens ajudam clima
27.04.2011
Ana Fernandes
Por estes dias, extensas áreas do Alentejo, Ribatejo e Beira Interior tingem-se de roxo. Mas para além das razões estéticas, estes campos prestam um enorme serviço ao país: retêm carbono da atmosfera, contribuindo para que Portugal cumpra o compromisso de Quioto. Hoje já abrangem o equivalente a três vezes a cidade de Lisboa e daqui a dois anos prometem ser o dobro.
O projecto Terra Prima – Fundo Português de Carbono nasceu em 2009 e assenta num novo conceito de pastagens, desenvolvido por David Crespo, que criou um sistema que mistura 20 espécies de sementes diferentes, que se complementam e maximizam. Com estas pastagens, os agricultores ganham em diversas frentes – além de serem altamente nutritivas para os animais, sequestram carbono, aumentam a matéria orgânica no solo evitando-se assim a desertificação que avança em várias regiões do país e ainda são uma arma contra os incêndios pois interrompem o contínuo dos matos e arbustos.
Mas é sobretudo o seu valor na luta contra as alterações climáticas que se revelou compensador. O seu êxito – consegue reter cinco toneladas de dióxido de carbono por hectare por ano – levou a que o projecto fosse financiado pelo Fundo Português de Carbono, que apoia investimentos que permitam reduzir as emissões. Os agricultores são assim recompensados pelo contributo que dão para que o país cumpra Quioto, recebendo 150 euros por hectare.
O projecto da empresa Terra Prima, que resultou de um spin-off do Instituto Superior Técnico, conta já com 500 agricultores e 27 mil hectares de implementação, prevendo-se que atinja o dobro da área nos próximos dois anos. Na próxima sexta-feira é apresentado oficialmente em Portalegre.
O Fundo Português de Carbono é um dos instrumentos que contribui para o esforço português para cumprir as metas de Quioto. Além deste, que financia projectos nacionais e internacionais que permitam reduzir as emissões nacionais, há ainda o Programa Nacional para as Alterações Climáticas - que estabelece as políticas sectoriais para reduzir as emissões - e o Plano Nacional de Atribuição de Licenças de Emissão - que estabelece o limite de emissões a que cada indústria tem de obedecer. "
terça-feira, 19 de abril de 2011
Era uma vez uma Avenida que perdeu 2 faixas de rodagem
Juntamente com a obra, entrou em funcionamento o sistema de tarifação do estacionamento à superfície, incluindo a criação de zonas de estacionamento só para residentes...

quinta-feira, 14 de abril de 2011
"Guerra ao automóvel!"
Naturalmente, assino por baixo e regozijo-me por haver cada vez mais gente que se centra no essencial: racionalizar, poupar, fazer as escolhas certas.
__________________________________Guerra ao automóvel!
por JORGE FIEL07 Abril 2011
Consta por aí que o clima de ciúme e rivalidade entre dois conhecidos directores de um não menos conhecido grupo português (que, nem que me torturem, direi que é de comunicação social) tem a sua singela origem no facto de um não se conformar com o facto de o outro ter um carro melhor. Sobre este episódio, faço meu o dizer dos italianos: si non è vero è ben trovato, pois a vaidade do português médio expressa-se em todo o seu esplendor no aparato do carro que conduz.
Impermeáveis à crise, em 2010, as vendas de automóveis de luxo dispararam no nosso país, com marcas como a Jaguar e a Porsche a registarem crescimentos recordes na ordem de 50%!
O facto de as contas da Carris estarem em pior estado do que o chapéu de um trolha não inibiu a administração de renovar a sua frota com BMW, Mercedes e Audi, de 45 mil euros cada.
Eu até compreendo o raciocínio. Não há comparação possível entre os largos milhares de pessoas que podem ver a marca do nosso carro e as escassas dezenas de amigos que convidamos para nossa casa e podem ler a assinatura dos quadros que decoram uma sala imensa apetrechada com um sistema state of heart de home entertainement.
O automóvel é tão sagrado para nós como a vaca para os indianos. De acordo com o Observatório Cetelem (grupo BNP/Paribas), 71% dos portugueses não imaginam como seria a vida sem automóvel - pior que nós, na Europa, só mesmo os belgas (87%).
Somos o país com maior percentagem de jovens que compram carros novos (20% contra a média europeia de 11%). Os nossos sub- -30 não só são aqueles que estão disponíveis para gastarem mais com o carro, como, ainda por cima, na sua esmagadora maioria (75% contra 57% no resto da Europa) declaram que só recorrem aos transportes públicos se não tiverem outra hipótese. E para o ano vamos ultrapassar os japoneses em número de carros por mil habitantes (583 contra 525).
Já toda a gente percebeu que não podemos manter a actual dependência do petróleo, mas a maioria dos nossos compatriotas não abdica voluntariamente do luxo do uso diário do carro, mesmo que isso implique queimar um ano das suas vidas a estacionar - e outro parado em engarrafamentos.
A solução é declarar guerra ao uso privado do automóvel. O próximo governo brilhará a grande altura se aumentar de forma drástica os impostos sobre os combustíveis, a venda e a circulação automóvel, imitar os espanhóis e baixar o limite de velocidade nas auto-estradas (que na prática é de 150 km/hora, pois ninguém é multado se não ultrapassar essa velocidade) e adoptar uma política severa de tolerância zero com os infractores - e investir o encaixe assim conseguido na reestruturação e melhoria da oferta do sector de transportes públicos.
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Acaba por vir "na linha" dos últimos 30 anos de políticas agrícolas da UE...
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Agricultura Urbana em Congresso, por estes dias
Com a crise em pano de fundo, percebe-se como importante é aplicar medidas de planeamento ambiental no território, que geram a chamada "RESILIÊNCIA" no território, constituíndo mecanismos de redução de despesa e capacitação das populações para reduzir gastos em deslocações, em energia e ainda custos financeiros associados.




