quinta-feira, 9 de junho de 2011
Pressinto que o tempo vai aquecer...
quarta-feira, 8 de junho de 2011
sábado, 4 de junho de 2011
Atirar o barro à parede?...
Desconfio que a CP resolveu experimentar suprimir uma família de comboios* das linhas de Cascais e Sintra, por falta de verbas e porque os comboios novos (300 milhões de investimento) já não vêm (o dinheiro foi para pagar aos concessionários das auto-estradas, como já tenho referido...), e porque a dívida da empresa é galopante e o financiamento está em risco, porque as reparações de alguns comboios que se avariam já não devem compensar os custos.
Em Cascais foram os denominados "S.Pedro".
*Trata-se de um conjunto acrescido de composições às que habitualmente circulam durante o dia e aos fins de semana, que efectuam horários específicos em dias úteis nas horas de ponta da manhã e da tarde, entre Cais do Sodré e S.Pedro do Estoril).
A redução desta oferta aumenta o tempo de viagem dos utentes, já que para várias estações a redução dessa família significa retirar 1 em cada 2 comboios: 50%!
O passe diminuiu na mesma proporção? Não, mantém-se!
O tempo de viagem é o mesmo? Não, aumentou!*
* Para mim aumentou 60 minutos por semana, só na viagem, sem contar com as esperas que aumentam dada a redução de oferta...
A aposta no transporte público é fundamental. Até agora víamos cortar nos comboios regionais em algumas linhas do interior. Agora já são os suburbanos.
Qual a ideia desta supressão?
- Não acredito que seja sugerir o carro como o melhor transporte...desistimos do transporte público?
- Será por causa da greve, como refere a CP, desmentido pelos Sindicatos em comunicado. Na verdade, o início da supressão foi a 1 de Junho, mas e o fim? A CP nada disse, a não ser referir que os horários eram até 2013 nos folhetos informativos...E a greve, bem vistas as coisas, não é todos os dias. Porque cancelar então os comboios todos os dias?
- Terá isto alguma coisa a ver com a Privatização? Ou seja, passar aos privados uma linha, mas com menos comboios, com menos horários?
Não perdi tempo, e no dia seguinte escrevi um e-mail à CP, indignado.
A troca de e-mails e a resposta da CP são, para mim, para guardar e,claro, para publicitar aqui!
Terá isto sido a técnica de "atirar o barro à parede"?
De: 3 CP_LISBOA <3CP_LISBOA@cp.pt>
Data: 2 de Junho de 2011 13:26
Assunto: RE: Reclamação : CP Lisboa : Linha de Cascais : Sobre a supressão de comboios da "familia S.Pedro" a partir de 1 de Junho.
Para: "DUARTEMATA@GMAIL.COM" <DUARTEMATA@gmail.com>
Ex.mo(a) Senhor(a),
Acusamos a recepção da comunicação de V. Ex.ª, merecedora da nossa melhor atenção.
Lamentamos, desde já, as perturbações ocorridas na circulação e esclarecemos que a supressão dos comboios da Família S. Pedro, ocorrerá no mês de Junho, como forma de minimizar os efeitos da greve em curso, que se estende até ao final do mês.
Deste modo, a referida família de comboios será reposta, a partir de Julho. (aumento, negrito e sublinhado por mim)
Reiterando as nossas desculpas pelos transtornos causados, apresentamos os melhores cumprimentos.
Núcleo Pós Venda
CP Lisboa
Para obter informações regulares sobre os serviços da CP Lisboa, poderá subscrever o serviço myCP, disponível em
http://www.cp.pt/cp/myCPRegisterStart.do
De: Duarte d´Araújo da Mata[SMTP:DUARTEMATA@GMAIL.COM]
Enviado: segunda-feira, 30 de Maio de 2011 22:31:42
Para: 3 Webmaster
Assunto: Sobre a supressão de comboios da "familia S.Pedro" a partir de 1 de Junho na Linha de Cascais
Exmos Srs,
Não percebo porque é que a supressão de comboios da familia "S.Pedro" na linha de Cascais acontece a partir de 1 de Junho, todos os dias.
Na rádio a porta-voz da CP dizia ter a ver com a greve...
Pergunto:
1. se tem a ver com a greve, porque são suprimidos todos os dias, mesmo nos dias em que não há greves?
2. é uma medida permanente? Com que fundamento? Se a greve for desconvocada, mantém-se?
Sinto-me, como cliente consciente que faz questão de usar o comboio, porque é mais rápido, melhor, mais descansativo e mais ecológico, como cliente que em função destes motivos paga o seu passe todos os meses, sinto-me totalmente revoltado com a oferta que me é retirada desta forma!
Agradeço os vossos esclarecimentos a estas questões,
Melhores Cumprimentos
--
Duarte d´Araújo Mata
quarta-feira, 1 de junho de 2011
01 Junho: Vamos ensinar as crianças a desperdiçar energia?
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Porque é que o PAN não é, pelo menos para já, um Partido Ecologista
IMAGEM Lameiros: AQUI
Já aqui dei conta de que "os Verdes" não são e não servem como bandeira da ecologia política. Considero até que, o facto de nunca terem ido a votos sozinhos, fizeram um mau serviço à Ecologia Política em Portugal: desacreditaram-na, tornaram-na pequena e sectária, numa espécie de "satélite" que congrega apenas as sensibilidades do Ambiente, exactamente o problema que a Ecologia Política nunca pode fazer, já que ela própria deve e pode constituir doutrina política.
Falei no post anterior porque é que o MPT, ao migrar em definitivo para a direita do espectro político, não pode representar a ecologia política.
Agora apareceu o PAN, o Partido dos Animais e da Natureza.
Inicialmente dos animais, e depois também da Natureza, o PAN escolheu como centro do seu Programa a protecção animal. E só depois as pessoas...
A provar isso mesmo basta ler o Programa Político e contar as medidas de bem-estar animal (36) e as medidas de protecção social: apenas...7!
Sou a favor da protecção animal, e concordo com muitas das medidas anúnciadas pelo PAN, e até acrescento a colocação em causa de boa parte do triste espectáculo que nos é oferecido pelos animais em jaulas nos Zoos das nossas Cidades...curiosamente o PAN, nas suas 36 medidas, nada disse sobre isso! Os Zoos, em plano Século XXI, permitem aprisionar todo o tipo de animais selvagens e torná-los figurantes, normalmente com ar triste e muito abatido, para os urbanos verem!
Numa época de internet, plasmas, 3D, i-phones e visitas virtuais, os Zoos, mesmo para os defensores dos animais são, pelos vistos, aceitáveis? Regista-se!
(nota intercalar, para o papel excelente dos Zoos na recuperação de animais doentes ou feridos ou para auxiliar a salvaguarda das espécies em perigo de extinção. Para mim, o único critério admissível para um Zoo moderno.)
Mas os partidos ecologistas devem apresentar-se, acima de tudo, com uma preocupação Humanista. A espécie humana não está ao mesmo nível dos animais e as Paisagens que temos e que queremos ecológicas e em equilíbrio ecológico, só o podem fazer se estiverem assentes numa lógica agro-pecuária. A humanização das Paisagens, entendida infelizmente como a degradação das mesmas pela urbanização, sobre-exploração ou contaminação, deve ser sim entendida como o equilíbrio entre o Homem e o Meio.
Como se mantêm os nossos lameiros se não existirem animais? Cresce o mato? Corta-se com maquinaria a gasóleo?
E os montados? Servem só para a cortiça? E as bolotas não podem servir para o gado que pasta ao ar livre, de forma sustentável e que mantém um ecossistema único?
E o papel das raças autóctones de gado no moldar e conservar de forma eficiente as nossas Paisagens?
E o papel da actividade cinegética, quando devidamente regulamentada e, infelizmente, diria no contexto actual, mais "domesticada", na regulação das cadeias alimentares e da Biodiversidade?
Temos um problema hoje de excesso de carne, de uma alimentação excessivamente proteica, desequilibrada, do "bife com batatas" dia sim, dia não, do colestrol e da gordura. Mas, assim como um dono de um animal de estimação não pode ser confundido com alguém que permite que o seu animal suje a via pública, comer carne não pode significar apoiar os aviários industriais, o transporte de animais sem respeito, os antibióticos e rações sintéticas, as descargas sem lei.
O respeito pelos animais deve fazer-se dentro do contexto do respeito pela Paisagem, como Unidade macro de equilíbrio ecológico.
Só defender os animais e acrescentar depois "e da Natureza" é um passo em falso, e a meu ver não responde às questões que a Ecologia Política pode dar perante os problemas do dia-a-dia dos cidadãos, do País e rumo a um futuro melhor.
E tenho pena de, num mesmo post, ter que referir e logo três partidos, ditos "verdes" e não conseguir concordar com nenhum deles!
Nota: Lendo o Programa do PAN, medida a medida, muitas são as concordâncias.
Quem sabe se esta sensibilidade, que pela primeira vez se apresenta a eleições, é compatível com desafios de compromisso num âmbito de um campo ideológico ecologista.
sábado, 21 de maio de 2011
"Acha que laranjas são fruta da época?"
IMAGEM 2 AQUI
"Acha que laranjas são fruta da época?"
Este slogan não é meu. É do MPT - Partido da Terra e serviu de cartaz às eleições legislativas de 2002, após demissão do Governo do PS de António Guterres.
Na altura, este cartaz fazia parte de uma trilogia que englobava o slogan "A esperança não é laranja nem rosa. É verde!" e um terceiro "Aceita rosas como pedido de desculpas?"
Estive no MPT entre 1998 e 2005, com muito orgulho, a lutar por um pequeno partido ecologista, independente, sem recursos, que procurava dar a cara pelas ideias da Ecologia Política num País de esquemas, demasiadas promiscuidades em torno do urbanismo e outros interesses, num País de muitos automóveis, muitas casas, muito alcatrão, e muito pouca visão.
O MPT, em 2002, aparecia envolvido numa difícil batalha eleitoral, onde a demissão de um Governo PS e a então mais que provável eleição de um Governo PSD levantava a bandeira de poder marcar o espaço ecologista em Portugal, deixando claro que havia um afastamento, desde o centro esquerda, até ao PS e, claro, ao PSD.
Nessa altura, a colagem destes cartazes fazia-se em grupos, deixando contar a história pela leitura dos três. Simples e claro!
Mas, eis que em 2011, depois de uma demissão outra vez de um Governo do PS, eis que o MPT retira do "baú" os cartazes de 2002, antes diria um dos cartazes de 2002, apenas o "Aceita rosas como pedido de desculpas?", colando-o em simultâneo com um novo cartaz que, se a memória não me trai, não constava da altura.
Faço a leitura da questão com uma pergunta: para além da mensagem da boa gestão e da racionalização dos recursos, da "reciclagem" dos cartazes a bem do Ambiente, onde param os outros 2 cartazes que faziam parte dessa trilogia?
Vejamos, agora as laranjas já são fruta da época e a esperança já pode ser...laranja?
Ou o MPT deslocou-se para a direita, de forma explícita, ficando nos antípodas de "os verdes", do outro lado do hemiciclo?
Estará hoje este MPT permanentemente a trabalhar na expectativa de poder ser convidado pela direita, para entrar em municípios com deputados ou assessorias, ou no Parlamento, fazendo por isso campanha atrás de campanha, numa táctica que diria cuidadosa, num ataque sempre à esquerda (que por vezes até impressiona pela "raiva" desmedida, e ao mesmo tempo num silêncio brutal quanto ao que de errado faz a direita...
Ou, terceira hipótese, menos provável (digo eu), de os outros 2 cartazes não estarem no "baú", que não sobrou nenhum para mostrar...só o das "rosas como pedido de desculpa"...
Não, o problema (se o quisermos chamar assim), começa em 2005, e eu fiz parte dele infelizmente, antes das eleições para o Parlamento em 2005, com aquela decisão...depois do fiasco da experiência, o resultado está à vista:
Não há na política portuguesa uma força política ecologista descomprometida, que faça uma 3ª via, que marque um rumo para sair da crise, para um mundo melhor, mais ecológico, mais humano, mais solidário. Há muitas ideias, muitos paradigmas que parecem mudar, muitas questões que agora aparecem por via das circunstâncias, mas não há (ponto final)
E esta colagem de cartazes fez-me lembrar tudo isso!
Nota 1: Considero Gonçalo Ribeiro Telles um visionário e sigo grande parte das suas ideias para o País, que considero de aplicação urgente. Sendo ele Presidente Honorário do MPT, é com grande satisfação que constato poder ter estado sempre com ele no apoio, por três vezes consecutivas, à eleição de José Sá Fernandes para a Câmara de Lisboa, cujo Gabinete colaboro e onde fica provado que é possível concretizar muitas das medidas ecológicas que se defendiam. Primeiro integrado no BE e depois do PS, o importante é saber manter-se inalteradas as propostas e as medidas, independentemente onde se esteja. Foi isso que quis ajudar a fazer em 2005 para o Parlamento com aquela decisão, mas são as actas das minhas propostas e votações que, julgo, assim o provam na AML de Lisboa 2005-2007 e em 2009-2010.
Nota 2: Saí do MPT porque assim o quis, quando entendi e ninguém a isso me pressionou. Não tenho ressentimentos e deixei amigos lá, ainda hoje. Deixei de me rever no partido, sobretudo no seu futuro e em algumas das pessoas que o conduziam politicamente. Sei que sou de esquerda no essencial, mas sempre achei que seria uma mais-valia para a política poder haver um partido que conjugasse o melhor de cada "lado", sobretudo tendo como foco a Ecologia Política como forma de aplicação da doutrina.
Nota 3: Nada tenho contra o PSD, e considero até que na área ambiental e a nível de Governo nada deve ao PS, deixando um curriculo de medidas válidas com pessoas como Carlos Pimenta, Macário Correia, Amilcar Theias ou Jorge Moreira da Silva, não tendo pactuado com a Co-Incineração, tendo investido sempre mais na Conservação da Natureza e no ICN (veja-se a qualidade de gestão de algumas áreas protegidas, como a Rua Formosa, em governos do PSD e do PS... ), bem como em algumas medidas válidas e algumas muito difíceis nas áreas do Ordenamento do Território, Urbanismo, Transportes e Energia.
Nota 4: Considero hoje que o liberalismo, algum muito feroz, conduziu o País para a crise e temo fortemente que o seja esse mesmo liberalismo a tirar-nos da crise. Até porque está por provar que o liberalismo e a Ecologia Humanista sejam compatíveis... Exemplo disso são as teorias da energia nuclear e da energia dita "barata" ou o modelo cada vez mais crítico que o PSD demonstra no seu Programa pelo Planeamento e pela existência de um Ordenamento do Território como forma de racionalizar a economia. Daí que me preocupe que nada se diga quanto à esperança afinal poder ser laranja...
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Parece mesmo, mas não é
Mas não é.
Na 2ª foto vê-se bem que é um "mupi" atrelado numa bicicleta, essa sim amarrada ao poste.








