quarta-feira, 21 de março de 2012

O peso da energia

Trago boas notícias!
 
www.cm-lisboa.pt) que prevê o aluguer de frota eléctrica para a CML foi aprovada na Assembleia Municipal de Lisboa.
A proposta prevê reduzir o número de veículos em 118, alugando apenas 45.
A mobilidade eléctrica para mim parece-me nesta altura uma muito boa solução sobretudo para frotas de empresa que mantêm os veículos em grande rotação e que dependem destes para o seu funcionamento e logística quotidianas. O facto dos veículos estarem em permanente utilização, aliada ao facto de poderem ser carregados na via pública, mas também em espaços particulares das próprias instituições, torna o investimento interessante a amortizável, já que os veículos menos dependentes dos combustíveis fósseis.
Aliás, a redução de frota, no caso da CML, é muito relevante: A Câmara Municipal de Lisboa já reduziu em mais de 50% a sua frota automóvel desde 2005.
 
 
"Lisboa: Câmara avança com aluguer de menos carros elétricos para reduzir custos"
 
 
 
E o assunto está mesmo na ordem do dia
 
"Preço dos combustíveis vai continuar a subir"
 
 
 
 
IMAGEM AQUI
 
 
 
 
 
 

segunda-feira, 12 de março de 2012

O festival dos AVACs, a propósito da renovação do Parque Escolar

Imagem de referência como conceito formal actual de arquitectura contemporânea, AQUI


Muito interessante e incisivo o artigo de Daniel Oliveira no Expresso denominado "A mentira de Nuno Crato sobre a auditoria à Parque Escolar".


Vou resumir o comentário político ao facto de ser a favor que se invista no Ensino Público, ao facto de que o Parque Escolar (propriamente dito, não a empresa) sofriam e ainda sofrem das consequências de um abandono de décadas e ao facto de lamentar que não tenham sido feitos os concursos públicos que, entre outras coisas, permitiam um acesso mais democrático à obra pública, mas também tinham como resultado maior concorrência e maior retorno financeiro resultado dessa mesma concorrência.

Vou-me focar num detalhe (ou talvez não) que o artigo revela:
Vejamos esta frase: "a mudança de legislação, por imposição comunitária, em matéria energética e ambiental, representaram um sobrecusto entre 15% a 25% no total das empreitadas. E a um esforço energético duas a três vezes superior ao anterior, o que é preocupante e, contra o qual, a Parque Escolar já terá feito várias propostas."

Vale a pena determo-nos nesta questão: as exigências energéticas obrigam a uma deturpação do devem ser os objectivos ambientais: primeiro apostar-se na inércia térmica, depois nas energias renováveis.
O que aconteceu nas escolas foi pura e simplesmente inverter a questão e apostar em potentes sistemas de ar condicionado, com subidas astronómicas de consumo energético.
Um "tiro no pé", pelos vistos até questionado (e ainda bem) pela própria Parque Escolar, mas não por muitos dos arquitectos que, podendo interpretar a lei, preteriram de apostar na inércia térmica e na eficiência energética, em nome de "obras de arte" de betão armado e vãos envidraçados altamente consumidores de energia.
A maioria dos edifícios que vi são "caixotes" brancos com envidraçados, sem telhado e sem mecanismos de

Gostava de ver uma auditoria a esta questão, que mais do que uma questão política, é um aspecto eminentemente técnico mas que espelha muito do que o nosso País tem sido em matéria urbanistica.
Esta auditoria é importante porque com a subida dos preços da energia, muitas escolas ponderam não ligar o ar condicionado no Verão, por falta de verba.
Ora, cabia ao arquitecto, mesmo que obrigado a munir o edifício dos fantásticos sistemas de ar condicionado, garantir a resiliência do edifício, ou seja, o seu funcionamento em caso de ausência de funcionamento do AVAC.
Esta auditoria devia identificar e responsabilizar quem podia e não propôs, ou quem propôs e não foi aceite e porquê e quanto custa estas decisões. E não vale dizer "desenhei aquilo porque assim como assim a legislação obrigava ao AVAC".
Não serve de desculpa, antes pelo contrário.

No meio de tanta legislação, uma coisa é certa: o arquitecto tem muita manobra para aumentar a resiliência do edificado.
E tem que a explorar ao limite. Não é deve, tem mesmo.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Uma tragédia nunca vem só

Depois de escolher-se muito mal o local da "nova ponte sobre o Tejo" em 1992, eis que a prova fatal de que a opção Cheças-Barreiro era a melhor de todos os pontos de vista menos o da especulação de terrenos.
Com o perigar da 3ª travessia, eis que se imaginam vias rápidas a rasgar o tejo na direcção da ponte...uma tragédia nunca vem só!

Lusoponte propõe nova ligação em ponte do Barreiro à Vasco da Gama - Local - PUBLICO.PT

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

"Flora On"

Tudo o que sempre quis saber sobre flora, agora online

http://www.flora-on.pt/


segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

O BdP recebe a Troika?

Sede do Banco de Portugal, Av. Almirante Reis, em Lisboa.
 
A Troika anda por aí por estes dias...
 
Será já "deles" esta nova maneira de pensar a mobilidade, barata em sim mesmo pela ausência de combustivel, barata porque promove territórios mais resilientes, apoiando-se em estruturas mais leves, mais ajustadas a um ambiente mais equilibrado e sustentável?
 
Ou será que a Troika é sobretudo cortar nos "direitos adquiridos" de carácter social, laboral e salarial, mas nas "gorduras" representadas por um território obeso e desfuncional ainda pouco ou nada se viu (à excepção da Lei do Arrendamento)?
 
Ou...esta será apenas a minha bicicleta?

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

"Motorista atira ciclista para fora da estrada com autocarro"

Este VÍDEO teve consequência esta NOTÍCIA.

O vídeo é no mínimo impressionante!
Mas mais ainda são os comentários no DN ao artigo por leitores:

"Parabéns ao motorista por ter feito o que muitos condutores já tiveram vontade de fazer. Os ciclistas são um perigo na estrada!! Não me venham com "AH, são veículos e tal." Eles não respeitam regras nenhumas. E por essa norma, deviamos aceitar Skates, Patins, Triciclos, e todo o tipo de bizarrices com rodas. ... É aquela mania das camisolas amarelas e outras paneleirices.."

"A Lei deveria ser alterada para permitir Autocarros/Camiões de passar por cima de TODOS OS CICLISTAS que não sabem onde devem andar na estrada/rua."

"Nunca chegaria a esse extremo e não vou generalizar, mas a verdade é que há inúmeros que merecem isso. Sinais vermelhos, não lhes interessa, rotundas, não lhes interessa, prioridades, não lhes interessa, passadeiras, não lhes interessa, sair da frente do trânsito, idem. Já perdi a conta às vezes que os vejo enfiar à parva para a estrada como se não houvesse mais ninguém lá. Já perdi as vezes ás apitadelas que mandei por atropelos ao código e recebi em troca um dedo ou uma tentativa de "patada" no espelho. Em anos de carta e condução só vi até hoje um único a parar num vermelho, e fiz questão de baixar o vidro e bater palmas ao senhor, parabenizando-o pela sua atitude! Regra geral, os ciclistas estão-se a borrifar para os outros condutores."

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Sei que há alguns ciclistas que gostam de desafiar os automobilistas, transformando a sua bicicleta numa arma de arremesso, num veículo de contestação, numa forma de afirmação dos "pobres" contra os "ricos" automobilistas. Nada mais patético, nada mais errado.
Como em tudo, são uma minoria dos cilistas e, mais ainda, uma mínuscula minoria no universo ciclista, incluindo-se aqui os ciclistas potenciais, ou seja, todos aqueles que desejam poder usar a bicicleta, e usá-la de forma pacífica, civilizada e respeitadora, tendo direito ao seu lugar na Estrada e, naturalmente, tendo o dever de se saber comportar nesse espaço com os outros veículos.

Vi e revi o Vídeo. O ciclista, pelas imagens, não desafia o autocarro. Por razões de segurança, não se coloca junto ao lancil, ainda por cima porque um veículo pesado tem que o ultrapassar sempre pela faixa ao lado (neste caso da direita). Terá sido também o entendimento do juíz que condenou o motorista a 17 meses de prisão efectiva.

Em Lisboa acho os motoristas da CARRIS muitíssimo respeitadores. E sinto os automobilistas cada vez mais respeitadores. Há 10 anos atrás a diferença era abismal.
Hoje ve-se cada vez mais ciclistas na rua. O facto é indesmentível e, espera-se, irreversível. Cabe à Sociedade saber enquadrá-los e recebe-los e mandar para a prisão todos os comportamentos e atitudes desviantes. Ciclistas provocadores e violentos, quando existem, devem igualmente seguir o mesmo caminho.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Curso Intensivo de Gestão de Tráfego. Duração: 1 minuto

Para muita gente, este minuto substitua muitas milhares de horas perdidas a aprender a não gerir sustentavelmente as Cidades.
 
 
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