domingo, 8 de julho de 2012
domingo, 1 de julho de 2012
"Proibido cães...e dejetos"!
Achei graça a esta placa, porque ela pode ser totalmente redundante. Ou não.
São proibido cães...e os seus dejetos.
Ora, o problema dos cães, a meu ver um dos grandes problemas ambientais e cívicos de Portugal, onde a generalidade dos "donos" dos cães (há excepções, claro) impõem as suas regras à restante Sociedade. O cão é rei e senhor dos nossos passeios e dos nossos jardins. Relvas, regadas, adubadas e cortadas para, supostamente, nos deitarmos ou corrermos por lá, são espaços (ainda mais) decorativos.
Dejetos de cão vemos por todo o lado. Nos passeios, jardins, mobiliário. Todo o lado.
Mas também se vêm cães a correr pelas áreas sub-arbustivas, a urinarem em todo o lado, a esgravatarem intensamente as plantas até danificar sistemas de rega e arrancarem as plantas.
Boa parte dos danos no espaço público hoje são causados por falta de higiene (lixo e dejectos de cão), degradação (falta de manutenção, grafitis e vandalismo, este último incluindo o gerado pelos cães).
Confunde-se muito criticar o excesso de liberdade dos animais de estimação com falta de amor para com os animais. Eu gosto muito de animais mas eles têm que gostar de mim e para isso têm que passar a respeitar o espaço público. O meu e de todos.
E isto passa por uma mudança de atitudes da Sociedade para com os donos dos cães, já que com conselhos e educação não se consegue.
Vai custar mas julgo que não deve haver outro caminho.
segunda-feira, 25 de junho de 2012
Rua Costa Pinto: a oportunidade de poder desenvolver uma rua de excelência
O corte da Rua Costa Pinto em Paço d´Arcos, neste fim de semana, para uma mostra gastronómica, deixou bem à vista o potencial que esta tem para ser um espaço de eleição para o comércio e um cartão de visita de Paço d´Arcos, em frente ao seu palácio ex-libris.
Basta cortar 100m de rua e reverter 10 lugares de estacionamento em área pedonal e de esplanadas e tudo passaria a funcionar melhor, garantindo os acessos a todos os locais, conforme mostro AQUI NESTE MAPA
domingo, 24 de junho de 2012
Regar as relvas em tempo de seca extrema
"Mais de 80% de Portugal está em seca severa e extrema"
23.06.2012
Helena Geraldes (PUBLICO)
FOTO: Parque dos Poetas, Oeiras
Fazemos alguma coisa para resolver este problema?
Nos espaços verdes, a relva enche-nos de alegria enquanto nos esvazia as barragens.
Lavam-se carros com água potável...
Nos gabinetes ministeriais prepara-se um decreto-lei quer permite "eucaliptar" o País sem restrições.
Em áreas até 5ha nem comunicação prévia é exigida.
De que é que estamos à espera, para além de nos lamentarmos?
quinta-feira, 21 de junho de 2012
Os Koalas, parece que têm futuro
Foto retirada de AQUI
"Ações de arborização e rearborização" é o título de uma proposta de alteração legislativa que está em consulta pública até ao próximo dia 25 de Junho.
CONSULTA DO DOCUMENTO .PDF AQUI
Algumas das propostas mostram que continuamos a insistir na incongruências entre a protecção da biodiversidade que vemos nos discursos de retórica e esta prática que permite, por exemplo isentar de parecer do ICNF. I.P. de quaisquer arborizações cuja área seja menor que 5 hectares ou rearborizações com espécie diferente em áreas inferiores a 10 hectares.
Ficam dispensadas de autorização ou comunicação prévia quaisquer ações de arborização ou rearborização com espécies florestais integrados em projectos florestais aprovados no âmbito de programas de apoio financeiro com fundos públicos ou da União Europeia.
Esta proposta propõe a alteração de diversos regimes, um deles a REN. Deixa de haver aplicação do regime da REN às acções autorizadas no âmbito do novo regime.
Dependendo da figura de protecção incluida na REN, fica a certeza que as "florestas" continuam ser perceber para que serve realmente este regime de protecção...
Há alterações importantes a considerar no regime de protecção ao sobreiro e à azinheira, bem como ao regime aplicado à arborização e rearborização de áreas percorridas por incêndios florestais.
A ideia da biodiversidade como resultado do funcionamento dos ecossistemas está claramente a transformar-se (se não terá sido sempre assim...) num conceito de biodiversidade como "diversidade". O banco genético, a continuidade, a regeneração natural, a resiliência dos habitats, tudo parece caminhar para o livre arbítrio dos "investidores".
Os "investidores" querem mais eucaliptos? Então assim será.
Ou afinal, algum "investidor" tem com preocupações ecológicas e pretende apostar na valorização da nossa flora e em habitats agro-florestais sustentáveis? Sorte para nós.
Dependerá "do mercado", porque nós nada fazemos por nos protegermos.
Portugal com inundações no Inverno e incêndios florestais no Verão será, desta forma, cada vez mais um cenário televisivo de "diretos", garantindo reportagens dramáticas sobre a "má sorte" e o "desleixo" do nosso País e nunca a responsabilidade dos nossos Governantes.
Governantes esses que parece que mudam as Leis, não ao serviço dos interesses de todos, mas apenas de uma parte.
Bom futuro para os Koalas, ao que parece.
terça-feira, 19 de junho de 2012
Verão a chegar: 1º corte do prado biodiverso
Fotos da evolução: SEMENTEIRA, FLORAÇÃO, FRUTIFICAÇÃO
Estou a acompanhar de perto a evolução deste prado biodiverso no corredor verde Monsanto - Parque Eduardo VII.
Já aqui o tinha descrito:
As espécies, antes floridas, frutificaram e o material herbáceo começou a secar.
Estava na altura de cortar, já que as sementes estão no solo e o aspecto ressequido do coberto não traz vantagens.
No corte, o primeiro desde que o prado foi instalado, deixa-se o material sobrante no solo.
Até agora não houve gastos de água. Não foi gasto qualquer metro cúbico de água de rega.
Agora, aguardemos palas primeiras chuvas de outono para observar a regeneração natural a partir do banco de sementes que se encontra no solo.
Se tudo correr bem, fecha-se o ciclo de uma experiência sustentável de espaços verdes em meio urbano.
quarta-feira, 13 de junho de 2012
"Cinco é muito"
Muito bom, infelizmente.
Só falta dizer que desses cinco, provavelmente não se cumpre a pena de nenhum, por se protelar até à exaustão os prazos...
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