sábado, 29 de setembro de 2012

A bicicleta em Portugal - entrevista à Polskie Radio - Program 1


Fui entrevistado há dias pela correspondente Polaca em Portugal da Polskie Radio - Program 1, a propósito do aumento da utilização da bicicleta em Portugal, e particularmente em Lisboa.

Em breve colocarei um link para a dita entrevista.


domingo, 23 de setembro de 2012

Sem carros, mas por 3 horas, no Concelho dos carros

in CMO online em 

"A "Marginal Sem Carros" realiza-se no próximo domingo, dia 23 de Setembro, das 10H00 às 13H00, entre Caxias e a Praia da Torre, em Oeiras. Durante três horas, a Câmara Municipal de Oeiras encerra a Av. Marginal ao trânsito automóvel para pleno usufruto dos muitos milhares de pessoas que aderem anualmente a esta iniciativa.

Como é habitual, o Município de Oeiras proporciona um conjunto de atividades diversificadas ao longo do percurso – saúde, atividade física, ambiente e mobilidade –, com o objectivo principal de sensibilizar os munícipes para a utilização de formas alternativas de mobilidade e transporte, como a utilização da bicicleta, de transportes públicos – comboio e autocarro – ou fazendo percursos a pé, inibindo a utilização automóvel e a respectiva poluição."


É assim em Oeiras: 
A "Marginal sem carros" é uma manhã bem passada...
Corta-se o trânsito e podemos desfrutar de espaços magníficos...mas só durante um período restrito de tempo.

E depois? Que acontece com esta "medida" da Semana Europeia da Mobilidade? 
Nada.
Tudo fica igual num dos Concelhos do País onde mais é mais dificil fugir ao carro. 
Os espaços pedonais são espaços específicos para "se ir andar a pé". 
Não há nenhuma rede ciclável, os equipamentos e a urbanização foram cuidadosamente colocados fora do alcance dos transportes públicos e a rede viária é proibitiva das bicicletas.

Tudo conjugado dá que a grande medida da Semana Europeia da Mobilidade de Oeiras é cortar 3 horas a marginal aos carros.
Às 13h tudo voltou ao normal...

Não há medidas em prol da mobilidade sustentável em Oeiras.
Ninguém se lembra já da última que tenha sido tomada...

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Ou muito me engano, ou está no papo!

FOTO AQUI:

É sempre assim:

Algumas noticias das medidas de restrição automóvel no Marques de Pombal no dia (ou nos dias) a seguir:

"Automobilistas enfurecidos com trânsito na rotunda do Marquês " in JNegócios 

"Caos no trânsito em Lisboa no primeiro dia do novo Marquês" in Publico

"Nova circulação complica trânsito em hora de ponta no Marquês" in "i"


Algumas noticias das medidas de restrição automóvel no Marques de Pombal uns dias depois:

"Coração de Lisboa regressa à normalidade. Trânsito a fluir" in "RR"

"Trânsito normal de regresso à rotunda do Marquês in "Expresso"

A normalidade regressou esta manhã à rotunda do Marquês de Pombal" in "Público"



Conclusões: 

1) Menos espaço viário gera complicações nos dias seguintes. Alterações de hábitos são sempre tudo menos pacíficas.

2) Menos espaço viário e restrições de tráfego podem não ser medidas resultantes de modelos de tráfego apoiados em fluidez mas é sem dúvida uma indução que, contrariando os modelos de escoamento baseados no tráfego actual, podem resultar em reduções de tráfego consideráveis e até no aumento da fluidez.

3) As cidades, e nomeadamente Lisboa, precisam urgentemente de reduzir tráfego e aumentar o espaço pedonal. O espaço pedonal que se pode ganhar no Marquês é muito relevante.

4) Quando o Marquês de Pombal voltar a ser uma "Praça" e não uma "Rotunda", a obra estará, por fim, concluída.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Gestão de Tráfego é cada vez mais tarefa multi-disciplinar

Cada vez mais o tráfego e a gestão do tráfego são matérias pluridiscilplinares e abertas às mais variadas especialidades.
Passamos do tempo em que o modelo matemático da gestão de tráfego é agora substituido por indução, criatividade e, porque não dizê-lo, eficácia.

Admitamos que o formalismo e o desenho podem e devem induzir a gestão de tráfego.

Não deixemos apenas na engenharia uma matéria tão vasta como o desenho ligado com o automóvel. Aliás, essa experiência deu os resultados que temos em termos de desiquilibrio dos espaços em favor do automóvel, sinistralidade rodoviária e congestionamento.


Artigo AQUI
  
"Para estimular as pessoas a andarem mais a pé em Xangai, na China, criou-se uma inusitada experiência de arte na rua – e uma forma de conscientização ecológica. 
São colocadas enormes esponjas com tintas verdes nas calçadas. Quando as pessoas cruzam a rua, formam-se folhas numa árvore desenhada no chão. 
Confira as imagens:




quinta-feira, 6 de setembro de 2012

coisas de Mayors

Fonte NY: AQUI

Fonte Paris: AQUI


sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Serra da Arada, da Freita e do Caramulo



Bétulas no "Retiro da Fraguinha"


Serra da Arada


Fisga da Mizarela, Serra da Freita


Do topo da Serra da Arada


Vale agricultado (milho) na Serra da Arada


Do alto do Caramulo

Tive oportunidade de conhecer e desfrutar de 3 espaços de grande qualidade. 
Posso dizer que a Serra do Caramulo foi uma visita "de passagem", mas quanto às 2 primeiras ficaram, diria razoavelmente, geograficamente compreendidas.

Na Serra da Arada fiquei, e recomendo, o Parque de Campismo Rural "Retiro da Fraguinha". Não há rede de telemóveis nem televisão. É o "retiro" no seu verdadeiro significado. 
Muito acolhedor, cheio de requinte, alia o enquadramento natural com o saber receber. Um senão: as eólicas da envolvente, de noite, produzem um ruído de fundo que me surpreendeu pela negativa. 

E quanto a turismo, podemos dizer que estas serras, praticamente não estão exploradas. É muito dificil encontrar um restaurante e muito mais um espaço para pernoitar. Até uma mercearia é difícil. Há aldeias perdidas, quase desertas, algumas com cabras no lugar de gente, onde as estradas nem saída têm. 
Os campos de milho em leiras de altitude, por vezes aparentemente em lugar nenhum, denunciam uma povoação, por vezes infima, nas proximidades.

A Serra da Arada e da Freita localizam-se entre S. Pedro do Sul e Arouca e são espantosamente ricas. Ricas geologicamente (vide Geopark de Arouca), com grandes planaltos de altitude, fragas e escarpas que talvez não se esperasse em montanhas com tão pouca altura (cerca de 1100m). Tive a sensação de estar na alta montanha quando circulava nas zonas mais altas. 
Culturalmente temos as pastagens de cabras da serra e da raça Arouquense, que depois dão dois pratos de excepção: cabrito assado e vitela assada à Lafões. Mas há mais iguarias. E comer esta carne e os seus derivados é, para mim, estar a desenvolver esta região e a dar futuro a estas gentes. Que não haja dúvida: a agro-pecurária, se bem gerida, é uma ferramenta insubstituível no moldar das Paisagens culturais e ecologicamente equilibradas.
Por fim, os prados de montanha apresentam uma ruiqueza florística invejável, dando aliás lugar a uma extensa área de Rede Natural 2000.

Outro senão, para além do ruído das eólicas: O eucalipto que em algumas áreas reveste, em excesso, estes bonitos relevos.

Quanto ao Caramulo, trata-se de uma belíssima serra de onde se alcança, dos seus cumes, desde a Serra da Estrela até ao mar, muito arborizada e com poucas mas razoavelmente bem conservadas aldeias.
 
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