Créditos da Foto: AQUI
Várias no cravo:
O início do ano na CP começou com greve total.
Dia 01 de Janeiro, feriado, não houve comboios e não se cumpriram, uma vez mais, os serviços alternativos decretados pelo Tribunal Arbitral.
A greve dos maquinistas sà horas extraordinárias e ao trabalho em dias feriados é, para mim, totalmente justa, já que o que se oferece como remuneração em dias feriados é absoltuamente imoral. De facto, mais vale ficar em casa.
Já o incumprimento das deliberações do Tribunal Arbitral me parece mais grave. É sistemátiva, aconteceu por 4 vezes em Dezembro e não teve, pelo menos que se saiba, consequências.
Acontece porém que as greves na CP não têm dias específicos. São permanentes.
O site da CP informa, com naturalidade, que há greves previstas durante o período de 02 de janeiro a 31 de janeiro, ou seja, o mês ineiro! A grave como norma e não como excepção.
A supressão de comboios que assim permite o habitual "ping-pong" entre a Administração e os Sindicatos. Por um lado a Adminstração justifica-os com a greve dos maquinistas. Os Sindicatos falam de material obsoleto, permanentemente avariado.
O mais grave é que ambos têm razão.
O Presidente da CP ainda há pouco tempo assumiu que o material circulante não está em condições e está permanentemente avariado.
Aliás, o PEC1 anulou logo o orçamento de 300 Milhões de Euros previstos para a necessária revisão do material circulante na Linha de Cascais. Apesar das espantosas subidas de preços da bilhética e de passes, o serviço degrada-se diariamente e as expectativas começam a virar-se para a Privatização ou Concessão da Linha...
E apenas uma na ferradura:
O novo tarifário da CP na área urbana de Lisboa parece-me muito positivo.
Haja notícias boas. A tarifação por zonas permite a utilização de várias linhas dentro da mesma zona.
Por exemplo, isto permite circular nos comboios dentro da Cidade de Lisboa. A Rede Ferroviária dentro de Lisboa é muito razoável e tem estado sub-valorizada como solução de mobilidade pelos utentes, sobretudo devido ao preço dos bilhetes.
Acrescente-se que esta solução permite o transporte de bicicletas a quaqluer hora, situação que não acontece no metropolitano. Boas notícias também para os ciclistas que pretendam usar a bicicleta em articulação com um transporte pesado.
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
terça-feira, 1 de janeiro de 2013
2013 e a Ecologia Política
Comecei a colaborar desde 01 de Janeiro de 2013 no Blog "Risco Contínuo", aceitando o simpático convite que me fez o Pedro Quartin Graça.
Esta minha colaboração serve-me como incentivo a contribuir, com as minhas ideias na área ambiental, para um público mais vasto.
Manterei inalterada a minha actividade neste blog, até porque neste âmbito permite-me expressar outras ideias para além das que trata o "Risco Contínuo".
Cada Post que publicar no "Risco Contínuo" terá aqui a respectiva referência e link directo, para quem quiser seguir.
O primeiro post é "A Caixa de Pandora de Leal da Costa" , tentando mostrar que os apelos à prevenção das doenças não podem estar afastadas das políticas consequentes...
Os meus votos de um bom 2013.
sábado, 29 de dezembro de 2012
Por um novo Mundo Rural
No meio desta crise, começa a ser novamente debatido o regresso às actividades produtivas.
Boa parte das nossas potencialidades passa, necessariamente, pelo "regresso" ao mundo rural.
O conceito de mundo rural foi nas últimas décadas desconsiderado. É fundamental que se perceba que boa parte das nossas potencialidades produtivas estão associadas à Agro-Indústria e à Silvo-Pastorícia. É na agricultura de qualidade, na produção silvícola, na pecuária DOP e depois nas actividades relacionadas (agro-industrias associadas - vinhos, sumos, conservas, etc) e ainda o Eco-Turismo, que nos é possivel reconstruir uma sociedade produtiva e equilibrada.
Com a internet e com as novas infra-estruturas, a própria ruralidade está hoje muito mais ajustada a ser um bom investimento, gerador de emprego e de riqueza.
Há que apostar na qualificação, na definição de objectivos tangíveis em matéria de qualidade e de exigência e legislar para permitir voltar às aldeias.
As aldeias portuguesas, hoje ainda semi-abandonadas, são claramente o sinal de que ainda não começámos a retoma. A retoma passa inevitavelmente por esse regresso, sustentável, a um novo mundo rural.
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
Este corredor já cá canta!
E assim foi este dia 14 de Dezembro de 2012. O dia de inauguração do Corredor Verde de Monsanto.
Uma obra de muitos anos e de muita gente. A ideia é sem dúvida do Prof. Gonçalo Ribeiro Telles mas a obra, como também o disse o próprio na inauguração, é dos Lisboetas.
Muitos técnicos, muita gente trabalhou para que este corredor estivesse concluido. Desde o próprio Gonçalo Ribeiro Telles que projectou dois parques no corredor, mas muita gente mais entre técnicos camários, empresas, parceiros.
Uma palavra para José Sá Fernandes e António Costa:
O Primeiro porque não descansou enquanto não resolveu os inúmeros obstáculos que havia pela frente para que este corredor se concretizasse e pudesse cumprir a sua promessa. Neste dia 14 de Dezembro muitos sais de fruto devem ter sido tomados por muita gente...e conhecendo os projectos e obras em curso, prepare-se desde já os sais de fruto, já que a este, outros se seguirão.
O Segundo porque abraçou esta ideia de braços abertos, criando ao mais alto nível as condições políticas para que se pudesse trabalhar com este objectivo.
Muita gente está de parabéns mas estes três Homens da foto em particular ficam para a História da Cidade de Lisboa.
O Segundo porque abraçou esta ideia de braços abertos, criando ao mais alto nível as condições políticas para que se pudesse trabalhar com este objectivo.
Muita gente está de parabéns mas estes três Homens da foto em particular ficam para a História da Cidade de Lisboa.
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
Vamos fingir que...ou retrato da nossa Bolha Imobiliária (por Pedro Bingre do Amaral)
Por Pedro Bingre do Amaral, retirado do "facebook"
AQUI
Bruxelas estima que os apartamentos em Espanha devem embaratecer em 75 % antes de serem adquiridos pelo "banco mau" — a entidade semi-pública encarregada de assumir os prejuízos da bolha imobiliária. Esta conclusão faz recordar um estudo do Banco Internacional de Compensações (Bank for International Settlements), publicado em 2010, que anunciava uma desvalorização em 85 % dos preços do imobiliário português…
Mas enfim, continuemos a fingir que o problema português resulta das despesas na Saúde e Educação públicas sob o encargo do Estado.
Continuemos a fingir que o problema de Portugal são os salários supostamente elevados dos portugueses, e a rigidez dos direitos laborais de uma população cuja maioria dos trabalhadores com menos de 40 sofre a precariedade do regime de recibos verdes.
Continuemos a fingir que a dívida privada portuguesa respeitante ao imobiliário e construção soma mais de 190 mil milhões de euros, e se encontra em condições de "
AQUI
Mas enfim, continuemos a fingir que o problema português resulta das despesas na Saúde e Educação públicas sob o encargo do Estado.
Continuemos a fingir que o problema de Portugal são os salários supostamente elevados dos portugueses, e a rigidez dos direitos laborais de uma população cuja maioria dos trabalhadores com menos de 40 sofre a precariedade do regime de recibos verdes.
Continuemos a fingir que a dívida privada portuguesa respeitante ao imobiliário e construção soma mais de 190 mil milhões de euros, e se encontra em condições de "
negative equity". Continuemos a fingir que a maioria das hipotecas contraídas em Portugal nos últimos 20 anos não são perfeitos exemplos de "subprime". Continuemos a fingir que neste país onde 1,8 dos 5,6 milhões de habitações estão vazias, há uma família a ser despejada a cada 40 minutos.
Continuemos a fingir que não construímos, entre 1985 e 2010, uma casa nova a cada seis minutos, 24 horas por dia, 365 dias por anos. Que entre 1990 e 2009 a dívida hipotecária não cresceu 2300 %. E que dois terços dessa dívida não se destinaram a cobrir custos de construção, mas pura e simplesmente a pagar o preço especulativo do solo.
Continuemos a fingir que o resgate da tróica não é, afinal de contas, a factura de uma bolha imobiliária cujos principais beneficiários estiveram e continuam estando isentos de impostos graças aos privilégios fiscais dos Fundos de Investimento Imobiliário e das sociedades sediadas em Zonas Francas.
Continuemos a fingir que não construímos, entre 1985 e 2010, uma casa nova a cada seis minutos, 24 horas por dia, 365 dias por anos. Que entre 1990 e 2009 a dívida hipotecária não cresceu 2300 %. E que dois terços dessa dívida não se destinaram a cobrir custos de construção, mas pura e simplesmente a pagar o preço especulativo do solo.
Continuemos a fingir que o resgate da tróica não é, afinal de contas, a factura de uma bolha imobiliária cujos principais beneficiários estiveram e continuam estando isentos de impostos graças aos privilégios fiscais dos Fundos de Investimento Imobiliário e das sociedades sediadas em Zonas Francas.
sábado, 8 de dezembro de 2012
Visitantes em jardim de 4m2
O meu "jardim" de 4m2 na minha varanda é uma brincadeira.
Uma dezena de vasos, outra tanta variedade de espécies, algumas cultivares, entre elas trepadeiras.
E quem tem aparecido nos últimos dias neste espaço? Quem diria?
E quem tem aparecido nos últimos dias neste espaço? Quem diria?
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