quarta-feira, 10 de abril de 2013

O Parque Periférico e o Vale da Ameixoeira de Ribeiro Telles


Atrás deste muro está para muitos o ainda desconhecido "Vale da Ameixoeira", parte integrante do Parque Periférico idealizado por Gonçalo Ribeiro Telles, que hoje venceu o Prémio "Nobel" da Arquitectura Paisagista. Parabéns Prof. Gonçalo Ribeiro Telles!
O Parque Periférico é uma das componentes mais extraordinárias da Estrutura Ecológica de Lisboa e do Plano Verde, ligando Monsanto às encostas do Vale do Trancão, em Odivelas/Loures. (album de fotos do Parque Periférico AQUI)
Com projecto aprovado, há um parque para todo este Vale. O projecto da CML recupera uma ribeira a céu aberto, restaura a galeria ripícola e incorpora um percurso naturalizado com hortas e planta árvores e arbustos autóctones.
Está tudo a postos para o início das obras. Resta-nos fazer figas. 
Nota: Também publicado no Blog Risco Contínuo

quinta-feira, 4 de abril de 2013

O binómio comboio+bicicleta em Lisboa

Linha da Azambuja - Estação Alcântara-Terra
Linha de Sintra - Estação Benfica

Usei e abusei hoje da possibilidade de transporte de bicicletas no comboio.
Com 3 viagens de bicicleta e 2 viagens de comboio resolvi com simplicidade e toda a eficiência chegar onde tinha que ir. 
Alcântara-Terra - Sete-Rios (6 min) e Benfica-Rossio (7 min). Prático, confortável, útil.
A CP tem feito grandes melhorias nesta área do transporte de bicicletas e em Lisboa permite grandes atravessamentos, ultrapassando áreas de colinas e permitindo que a bicicleta circule até só em áreas planas, com todo o conforto.
A recente recomendação da Assembleia da República sugere a extensão aos serviços intercidades. Tenho esperança de que a CP agarre mais esta oportunidade.

terça-feira, 2 de abril de 2013

As renováveis abastecem Portugal

Fonte: AQUI
Até parece provocação. José Sócrates dá uma entrevista na 4ª feira à RTP e nos dias seguintes o País tem "superavit" de electricidade assente nas renováveis. Ouvi falar na exportação de 50 milhões de euros de energia nestes 5 dias.
E esta, ein?

quarta-feira, 27 de março de 2013

O "progresso" da Ponte Vasco da Gama


Imagem "Google Maps" no Concelho do Montijo
A minha opinião é de o verdadeiro objectivo foi sempre o de urbanizar Alcochete e o Montijo, gerando assim novo tráfego rodoviário. A Presidente da Câmara do Montijo ao "i" "admitiu que o desenvolvimento e progresso trouxeram também aspetos negativos, como o trânsito, "que aumentou significativamente, o ruído e alguma poluição"...
O processo não podia ser mais simples, próprio do paradigma e da equação milagrosa que nos tem governado: 
NOVA URBANIZAÇÃO = TERRENO RURAL + NOVA RODOVIA
Compraram-se terrenos agrícolas e nasceu em 10 anos um enorme subúrbio, hoje parcialmente deserto, dado o excesso de oferta de casas novas aliada à quebra do mercado imobiliário.
Com franqueza: Mas alguém alguma vez acreditou nos objectivos ambientais de uma nova ponte de 15km de tabuleiro, com 6 faixas de rodagem, que atravessou uma zona de protecção especial e aterrou em áreas agrícolas?

terça-feira, 26 de março de 2013

O astrólogo Marcelo


Foto AQUI
O aumento do número de ciclistas em Lisboa nos últimos anos, em linha com a generalidade das Cidades Europeias, com as pessoas a deslocarem-se para o trabalho e muitas empresas da Cidade já a criarem condições para se ir de bicicleta, lembra-me sempre os comentários semanais do Prof. Marcelo Rebelo de Sousa. Em Junho de 2007 (em campanha autárquica), numa das suas análises "objectivas" sobre os mais diversos assuntos da actualidade, referiu-se a propósito da participação de António Costa num passeio de bicicleta em Lisboa que "se há cidade onde não faz sentido defender a bicicleta com as sete colinas é Lisboa. (...) Andar de bicicleta em Lisboa, teoricamente é impossível (...)".
Numa cidade em que mais de metade é um enorme planalto para norte do Saldanha e onde a zona ribeirinha tem só cerca de 15km, certezas destas lembram-me o pior da astrologia. A foto acima trata de uma concentração de bicicletas em 1911 na Praça do Comércio. A bicicleta era um veículo comum na Cidade de Lisboa para o dia a dia. As pessoas estão vestidas normalmente, não são desportistas. Alguma coisa mudou na Cidade para que a bicicleta tenha diminuido drasticamente. E não foram as 7 colinas. Foi outra coisa. E enquanto estas certezas vigoraram em Lisboa, essa "coisa" de que falo teve caminho aberto para prosperar, destruindo-se com isso o espaço público e consumindo-se muitos milhões em recursos financeiros que hoje nos fazem tanta falta em áreas básicas.
O carro tem importância no nosso quotidiano. A bicicleta sózinha nunca responderá a todas as necessidades. Mas se queremos falar de eficiência urbana e bom uso dos dinheiros públicos, mais espaço pedonal, mais bicicletas e melhores transportes públicos têm que estar, os três, no centro da nova agenda. Isto por mais que custe às certezas de alguns astrólogos. 

quarta-feira, 20 de março de 2013

A Justiça é cega e provavelmente a prazo também diabética

"Tribunal trava lei sobre tamanho das bebidas açucaradas em Nova Iorque"
Esta notícia é na verdade pouco doce. O Mayor Bloomberg de Nova Iorque tentava que não se conseguisse vender bebidas açucaradas superiores a meio litro...e perdeu. O tribunal considera a proposta arbitrária.
No fundo, na América temos a liberdade de comer e beber o que quisermos, quanto quisermos. É a liberdade! 50cl de bebida é escandaloso, mas acima disso é acima de tudo um pesadelo e faz muito mal à saúde. 
Não era impossível pedir duas bebidas de 25cl, mas mesmo assim o tribunal não aceitou esta proposta.
E vamos engordando e rindo, pelo menos por enquanto.
Cá por mim, refrigerantes quase nunca. Se beber 5 vezes por ano já é muito. 

terça-feira, 12 de março de 2013

Falência do Mercado de Carbono

Foto AQUI

O artigo do Ricardo Garcia no Público sobre a estrondosa quebra do CO2 nos mercados "bolsistas" e consequentes falências das empresas do sector devido "à crise" é bem revelador de que as crenças têm mesmo muita força.
Entre "Climategates" e outros "gates", começa a ser claro de que as Alterações Climáticas nada têm a ver com o dito "Aquecimento Global", e que este não tem necessariamente uma ligação directa com as emissões de CO2.
Estes dados não nos libertam de assumirmos as nossas responsabilidades em agir em nome da conservação e da preservação do Planeta, antes pelo contrário! Estes dados, o que revelam, é que não se pode abstrair a realidade a uma variável só (Carbono) e depois querer fazer dela moeda bolsista. 
Se o CO2 fosse, como foi sempre sugerido, a causa de todos os males, o mercado não caía, e muito menos com a crise. Em Economia, as verdades científicas e o consenso em matérias de milhões é importante, porque senão afecta a sua credibilidade. 
O que acontece é que a vontade de criar uma unidade transacionável foi mais forte do que o resolver o problema e colocar as Economias a trabalhar noutros pressupostos. Assim, quem queria poluir tinha duas formas: deslocalizava as fontes de emissão para os Países emergentes ou comprava emissões no mercado. Poluir, poluía na mesma, logo o problema de fundo não estava resolvido. 
Muitas vezes a não emissão de CO2 é benéfica, porque como significava a abstração de um fenómeno, a sua redução implicava e afectava proporcionalmente todo o processo. Assim, tantas vezes os mecanismos de poupança de CO2 e as atitudes "Carbon Free" são benéficos para o Ambiente, mas indirectamente. 

Tal qual a ideia expressa no filme "Elephant" de que a realidade é vista de muitas formas, parcialmente mas nunca de forma integral, também no que respeita ao Ambiente, o "Eco-Account" e as implicações e impactes territoriais devem sobrepor-se à simplificação a um composto químico. Sim, a realidade é muito complexa, não dá jeito nenhum compreendê-la.
 
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