quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Isto é a política de promoção das Áreas Protegidas

Em Portugal a riqueza paisagistica e natural está totalmente desaproveitada, com prejuizos para as populações locais que assim vêem perder um potencial gerador de riqueza e fixador de empregos e enrmes prejuizos para o País que desperdiça uma área económica potencialmente muito interessante.
Alguém que já tenha ido a um parque natural e tenha visto um guarda da Natureza que levante o braço!
Os centros de apoio estão geralmente "invisiveis", parcos em informação e com horários frequentemente reduzidos ao vulgar "expediente" - das 09h às 17.30h. O turista de fim de semana apanha quase sempre o posto de informação fechado...
Mas o desinvestimento neste sector estratégico é de tal forma até os paineis de informação estão velhos, descolorados pelo sol ou simplesmente vandalizados.
Ao contrário de Espanha onde os parques e reservas naturais são em muitos casos verdadeiros motores da economia local, nunca soubemos "vender" ao turismo e as nossas áreas protegidas ao turismo de qualidade. Mesmo as mais conhecidas como a Serra da Estrela são-no pela neve e pelo esqui no Inverno e quase nada pela sua Natureza. Recordo-me até do triste episódio da pista de esqui artificial em Manteigas...
Está mesmo muito por fazer nesta área da conservação da natureza.





















quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

O que é o Corredor Verde Oriental?


Depois do Corredor Verde de Monsanto ter sido construído, acentuaram-se todos os esforços na construção de mais dois outros corredores de grande importância ecológica para a Cidade.
O primeiro é o Parque Periférico, onde após a construção do Parque da Quinta da Granja em Benfica, da Quinta do Bom-Nome em Carnide e da Quinta da Paz no Lumiar, se avançou recentemente com as obras no grande parque do Vale da Ameixoeira, em Santa Clara. 
O outro é o Corredor Verde Oriental, um grande corredor que liga o planalto do Areeiro ao Rio através do Parque da Bela-Vista. Com 2 passagens superiores existentes e uma terceira em estudo, este corredor verde conjugará 6 parques urbanos e será totalmente percorrivel a pé e de bicicleta.
Entre estes parques está por estruturar o do Casal Vistoso, o Vale da Montanha, a ligação entre o Parque do Vale de Chelas e a qualificação da área sul do Parque do Vale Fundão, incluindo a ligação à Quinta das Flores.
Com cerca de 109 hectares, este corredor será uma peça única da Estrutura Ecológica da Cidade, colocando em rede várias estruturas multifuncionais, conjugando vários parques hortícolas e ligando de forma contínua o planalto do Areeiro ao Rio.
Mãos à obra!








domingo, 15 de dezembro de 2013

Participação pública sobre a Revisão do PDM de Oeiras

Apesar da CMO ter anunciado publicamente adiadas todas as sessões de participação pública que, finalmente, havia decidido a organizar, informando que as razões de deviam a um novo parecer de acompanhamento recebido, resolvi não arriscar a deixar passar a data limite inicial de 17 de Dezembro de 2013 para a submissão da minha avaliação muito crítica este documento.
Aqui a exponho nos mesmos moldes com que enviarei para a CMO a 17/12 por e-mail.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Contra o céu





terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Carnívoro X Vegetariano?

Eu acho que a discussão em torno da alimentação ambientalmente sustentável não deve granitar em torno da assumpção de que uma alimentação vegetariana seria adequada, em contraponto com o consumo de carne, por si só insustentável.
Na verdade, se forem avaliados os ciclos de vida dos materiais num ecossistema, rapidamente se compreenderá que os benefícios da existência de animais de pasto é de grande importância. Sem eles o mato tomaria a maior parte dos prados e os incêndios seriam em seguida mais que certos. Entre outros. 
Um encabeçamento controlado e moderado permite a contínua transferência de matéria orgânica do sumidouro "vegetação" para o sumidouro "animal". É verdade que há impactes de transporte acrescído com os animais, mas está longe de ser claro quais os impactes globais nos ecossistemas se não houvesse alimentação à base de proteína animal. E claro, não vale introduzir a variante de ter os animais no sistema mas não os consumir...
É que este compromisso entre comer carne da forma descontrolada como é feita actualmente é algo bem diferente de sugerir reduzir o seu consumo, por exemplo em 50%, e basear o consumo de carne em espécies de pasto livre, de preferência de origem local. Comer menos e mesnos vezes, mas comer melhor. Ganhavamos todos com isso e a procura de espécies de pasto, locais, favorecia o emprego e a riqueza nacionais. Já nem falo da saúde!
Em Portugal, mas não só, os movimentos que defendem o vegetarianismo preferem não debater esta alternativa sustentável e, pior, dedicam a maior parte das suas energias em causas como as touradas, em vez de combaterem com a mesma determinação esta vergonhosa realidade de que o filme abaixo trata. Porque será isso?
Imagem AQUI e vídeo AQUI

sábado, 30 de novembro de 2013

Meu contributo para a clarificação técnica do valor da calçada

A propósito de um simpático convite do Luis Escudeiro da ACA-M, fiz um depoimento gravado a propósito do tema central deste curso livre - sobrevivência rodoviária e pedonal - mas abordei temas como o conforto pedonal no espaço público. 
E a esse propósito não fugi ao tema da calçada e deixei a minha opinião. O Plano de Acessibilidade Pedonal de Lisboa é um documento ainda totalmente aberto à discussão e vão pois a tempo todos os contributos em todas as áreas que aborda. Já o tinha AQUI falado há pouco tempo a propósito do contributo que submeti no período de discussão pública. 
Fica o excerto relativo a esta questão:

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

A estrutura ecológica de Oeiras e o PDM

IMAGEM e conteúdos documentais AQUI

Em matéria do que são mais opções em planeamento, fica uma imagem da proposta de plano, que fala por 1000 palavras.
Fui convidado como orador sobre esta revisão do PDM do Concelho de Oeiras. 
Veja-se este excerto de parte da Planta de Ordenamento no âmbito da proposta de revisão: É a prova de que vivemos num mundo em que os discursos e a prática são antagónicos. Considerando que as áreas a magenta riscado são, sem mais nem menos, novas áreas de expansão urbana previstas, sobre solos na maioria de grande qualidade e com grande potencial, e ainda para mais localizadas longe das principais interfaces de transportes, torna-se difícil de conceber que se insista no mesmo modelo que nos trouxe até aqui: Novas urbanizações, potenciação do uso do automóvel em detrimento de outros meios de deslocação, mais impermeabilização de solos e destruição para sempre de solos de elevada qualidade, ausência de continuidade ecológica e de corredores verdes, destruição dos cobertos naturais, desaproveitamento do sistema hidrológico, entre outras lacunas.
É de facto imprescindível discutir opções que terão nefastos custos para os cidadãos a prazo, caso venham a ser tomadas. Fica assim o convite, do qual destaco as seguintes frases retirados da convocatória:

"A revisão do PDM de Oeiras está em discussão pública até ao próximo dia 17 de Dezembro. Teve início em 31 de Julho de 2013, com uma única sessão pública promovida pela CMO. Até hoje, não foi realizada nenhuma outra sessão de esclarecimento para animar o debate público e aumentar o conhecimento das populações sobre as principais questões do PDM. 

A POSAM em colaboração com outras associações e movimentos cívicos de Oeiras promovem e convidam todos os munícipes interessados a participar num debate subordinado ao tema “A estrutura ecológica de Oeiras e o PDM”, a realizar no próximo dia 27 de Novembro, às 18h 30, no Centro Paroquial de Nova Oeiras."
 
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