sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Mercado Global de CO2 cai 38% em 2013














Fonte e artigo "Global carbon markets' value dropped 38% in 2013" do "The Guardian" AQUI
Quanto mais reduzirmos a realidade a uma só substância, mais é o risco de nos dispersarmos no que realmente tem que ser feito.
A Ecologia não tem que ter como "variável" de impactes e das Alterações Climáticas o CO2, até porque há inúmeras acções que não emitem CO2 e que são altamente devastadoras e altamente poluentes.
As alterações de uso do solo, a degradação dos solos com a agricultura intensiva, com a urbanização, a desflorestação, as monoculturas, as alterações profundas de habitats, e a perda de biodiversidade o aumento do consumo energético com base em energia nuclear (livre de CO2), são de facto inúmeras as acções humanas com fortes implicações no equilíbrio ecológico. 
E esta opção que foi feita gera cada vez mais dúvidas na opinião pública. E não vale a pena tentar dividir a Sociedade em crentes ou cépticos climáticos, tentando ligar cada um destes supostos grupos a "ecologistas" de um lado e o "lobby poluente" do outro, porque mais uma vez não há nada mais perigoso e falso do que simplificar demasiado os assuntos.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Isto é a política de promoção das Áreas Protegidas

Em Portugal a riqueza paisagistica e natural está totalmente desaproveitada, com prejuizos para as populações locais que assim vêem perder um potencial gerador de riqueza e fixador de empregos e enrmes prejuizos para o País que desperdiça uma área económica potencialmente muito interessante.
Alguém que já tenha ido a um parque natural e tenha visto um guarda da Natureza que levante o braço!
Os centros de apoio estão geralmente "invisiveis", parcos em informação e com horários frequentemente reduzidos ao vulgar "expediente" - das 09h às 17.30h. O turista de fim de semana apanha quase sempre o posto de informação fechado...
Mas o desinvestimento neste sector estratégico é de tal forma até os paineis de informação estão velhos, descolorados pelo sol ou simplesmente vandalizados.
Ao contrário de Espanha onde os parques e reservas naturais são em muitos casos verdadeiros motores da economia local, nunca soubemos "vender" ao turismo e as nossas áreas protegidas ao turismo de qualidade. Mesmo as mais conhecidas como a Serra da Estrela são-no pela neve e pelo esqui no Inverno e quase nada pela sua Natureza. Recordo-me até do triste episódio da pista de esqui artificial em Manteigas...
Está mesmo muito por fazer nesta área da conservação da natureza.





















quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

O que é o Corredor Verde Oriental?


Depois do Corredor Verde de Monsanto ter sido construído, acentuaram-se todos os esforços na construção de mais dois outros corredores de grande importância ecológica para a Cidade.
O primeiro é o Parque Periférico, onde após a construção do Parque da Quinta da Granja em Benfica, da Quinta do Bom-Nome em Carnide e da Quinta da Paz no Lumiar, se avançou recentemente com as obras no grande parque do Vale da Ameixoeira, em Santa Clara. 
O outro é o Corredor Verde Oriental, um grande corredor que liga o planalto do Areeiro ao Rio através do Parque da Bela-Vista. Com 2 passagens superiores existentes e uma terceira em estudo, este corredor verde conjugará 6 parques urbanos e será totalmente percorrivel a pé e de bicicleta.
Entre estes parques está por estruturar o do Casal Vistoso, o Vale da Montanha, a ligação entre o Parque do Vale de Chelas e a qualificação da área sul do Parque do Vale Fundão, incluindo a ligação à Quinta das Flores.
Com cerca de 109 hectares, este corredor será uma peça única da Estrutura Ecológica da Cidade, colocando em rede várias estruturas multifuncionais, conjugando vários parques hortícolas e ligando de forma contínua o planalto do Areeiro ao Rio.
Mãos à obra!








domingo, 15 de dezembro de 2013

Participação pública sobre a Revisão do PDM de Oeiras

Apesar da CMO ter anunciado publicamente adiadas todas as sessões de participação pública que, finalmente, havia decidido a organizar, informando que as razões de deviam a um novo parecer de acompanhamento recebido, resolvi não arriscar a deixar passar a data limite inicial de 17 de Dezembro de 2013 para a submissão da minha avaliação muito crítica este documento.
Aqui a exponho nos mesmos moldes com que enviarei para a CMO a 17/12 por e-mail.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Contra o céu





terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Carnívoro X Vegetariano?

Eu acho que a discussão em torno da alimentação ambientalmente sustentável não deve granitar em torno da assumpção de que uma alimentação vegetariana seria adequada, em contraponto com o consumo de carne, por si só insustentável.
Na verdade, se forem avaliados os ciclos de vida dos materiais num ecossistema, rapidamente se compreenderá que os benefícios da existência de animais de pasto é de grande importância. Sem eles o mato tomaria a maior parte dos prados e os incêndios seriam em seguida mais que certos. Entre outros. 
Um encabeçamento controlado e moderado permite a contínua transferência de matéria orgânica do sumidouro "vegetação" para o sumidouro "animal". É verdade que há impactes de transporte acrescído com os animais, mas está longe de ser claro quais os impactes globais nos ecossistemas se não houvesse alimentação à base de proteína animal. E claro, não vale introduzir a variante de ter os animais no sistema mas não os consumir...
É que este compromisso entre comer carne da forma descontrolada como é feita actualmente é algo bem diferente de sugerir reduzir o seu consumo, por exemplo em 50%, e basear o consumo de carne em espécies de pasto livre, de preferência de origem local. Comer menos e mesnos vezes, mas comer melhor. Ganhavamos todos com isso e a procura de espécies de pasto, locais, favorecia o emprego e a riqueza nacionais. Já nem falo da saúde!
Em Portugal, mas não só, os movimentos que defendem o vegetarianismo preferem não debater esta alternativa sustentável e, pior, dedicam a maior parte das suas energias em causas como as touradas, em vez de combaterem com a mesma determinação esta vergonhosa realidade de que o filme abaixo trata. Porque será isso?
Imagem AQUI e vídeo AQUI

sábado, 30 de novembro de 2013

Meu contributo para a clarificação técnica do valor da calçada

A propósito de um simpático convite do Luis Escudeiro da ACA-M, fiz um depoimento gravado a propósito do tema central deste curso livre - sobrevivência rodoviária e pedonal - mas abordei temas como o conforto pedonal no espaço público. 
E a esse propósito não fugi ao tema da calçada e deixei a minha opinião. O Plano de Acessibilidade Pedonal de Lisboa é um documento ainda totalmente aberto à discussão e vão pois a tempo todos os contributos em todas as áreas que aborda. Já o tinha AQUI falado há pouco tempo a propósito do contributo que submeti no período de discussão pública. 
Fica o excerto relativo a esta questão:

 
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