quarta-feira, 4 de junho de 2014

Quantos milhões?









No dia em que soube que vão ser investidos mais 1,2 milhões de dinheiro público na contenção das Torres de Ofir, para tentar salvá-las de uma localização completamente errada, é o mesmo dia em que a Tom-Tom divulga os seus dados do congestionamento anual em Lisboa e Porto. Em Lisboa perdem-se 3 dias parados no trânsito e no Porto é quase igual. A isto somem-se os muitos milhões em rodovias!
Estes dados são importantes para contrabalançar a ideia de que ordenamento territorial bem feito, com restrições à edificação de acordo com critérios de sustentabilidade ecológica, que não gerem tráfego automóvel, ocupação de bons solos e de solos sensíveis, em suma, que não provoquem desequilíbrios no território, só servem para consumir tempo e recursos ao Estado e às Empresas.
Aqueles que defendem um planeamento "flexível" e "ajustado às oportunidades" (quem não quer isto? Eu também quero) pensem que a balizar tudo isto têm que estar sempre os critérios de sustentabilidade.
Porque não os ter é que custa dinheiro. Muito dinheiro! E para o resto da vida.

(fonte: http://cdn.controlinveste.pt/Storage/JN/2014/big/ng3026486.jpg e http://www.destak.pt/edicao-dia)

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Os ZOOs do Séc XIX

















Faz 130 anos. Se dúvidas houvesse, é do Séc XIX.
E faz sentido. Remete ao tempo em que os "Julios Vernes" descobriam o mundo científico e onde a sua divulgação correspondia a uma necessidade, compreensível, das populações das metrópoles da época.
Capturar um leão e trazer para Londres ou Nova Iorque fazia tanto sentido como hoje vermos excelentes fotos de leões em revistas de divulgação ou assistirmos no conforto dos nossos sofás a um programa da "National Geographic".
Em suma, não faz hoje sentido ir ver um leão enjaulado numa jaula quando temos tecnologia que nos permite vê-lo em liberdade e com muito maior qualidade para nós espectadores.
Hoje há tecnologias 3D e 4D, hoje há WebCams, hoje existe um gama de tecnologias digitais que deviam ser o futuro dos ZOOs. Verdadeiros espaços de divulgação científica. E para os ZOOs seria uma poupança de recursos considerável e creio que um aumento de receita.
Para mim, animais nos ZOOs seriam restringidos apenas a animais em perigo de extinção ou em programas de salvaguarda de fauna autóctone. As receitas deste novo espaço permitiriam inclusivé a sustentabilidade de diversos programas.
A ideia de que o ZOO é um espaço "amigo dos animais" porque lá podemos "ver animais" é a meu ver um conceito completamente desactualizado. Enquanto não mudarem, os ZOOs vão continuar sempre à procura de financiamento para se manterem, com as dificuldades que se conhecem, e vão adoptar para sobreviver cada vez mais a forma de um qualquer parque de diversões. Os ZOOs podem vir a ser um excelente espaço de divulgação científica, de protecção ambiental e sensibilização para a protecção animal. Hoje, peço desculpa, não o são.

sábado, 24 de maio de 2014

Marginal! Isto vai ter que mudar!






















FOTO PARA REFLECTIR! 
Paço d´Arcos, 24.05.2014, às 12:30h.
Uma mãe, de bicicleta com o seu filho, tentam sobreviver num micro-passeio de 1.00m de largura com todo o tipo de sinais, armários e avisos à mistura, enquanto todo o espaço da marginal é usado por carros que só com um radar cumprem os 70km/h.
Isto está errado e vai ter que mudar!
VOTE PROPOSTA 7 DO OP OEIRAS ATÉ AMANHÃ DIA 25.
VOTE 3 vezes: http://orcamentoparticipativo.cm-oeiras.pt/registo.aspx

terça-feira, 20 de maio de 2014

Para que serve afinal tanto Alqueva
















Há muitos que se dizem verdes e ficam vermelhos de raiva contra o TUA mas estiveram silenciosos contra o Alqueva. Uma barragem sobre-dimensionada que custou milhões e milhões em betão, desmatações, expropriações, deslocações, reconstruções, e cuja vocação começa a ser cada vez mais aquilo que se temia: Aldeamentos, Campos de Golfe e mais recentemente a ideia de irrigar eucaliptos numa bizarra solução de "regadio social".

Refere hoje o "Público" que "o presidente o conselho de administração da EDIA, José Pedro da Costa Salema, é favorável à plantação de eucaliptos em Alqueva, alegando que desta forma será possível garantir a sustentabilidade das pequenas explorações agrícolas, o chamado "regadio social". (sublinhado meu).

É claro que poderíamos ter tido um Alqueva equilibrado economicamente, bem como ambientalmente.
Nem a medida de minimização de só encher à cota 139m em vez da cota 152m foi na altura acatada. Temos hoje a maior albufeira artificial da Europa. E vamos acabar a regar campos de golfe e eucaliptos.
Foto AQUI

segunda-feira, 21 de abril de 2014

O imposto do açúcar e do sal


















Fala-se de poder vir a taxar produtos que comprovadamente contenham "... altos teores de açúcar, de sal, e alimentos vulgarmente considerados como “comida de plástico”, que podem provocar aumentos excessivos de peso", conforme é anunciado AQUI.

Parece-me bem que se equacione este imposto, da mesma forma como o tabaco é também altamente taxado, e pelos mesmos motivos: saúde.
A única questão é que esse imposto deveria reverter inteiramente para o Ministério da Saúde e nunca para o Orçamento do Estado. Sugiro que o mesmo seja utilizado em medidas de prevenção da obesidade, desde campanhas a rastreios.
Sugiro ainda que seja obrigatório todos os produtos que simplesmente contenham adição de açucar ou sal num valor a definir obrigem à identificação nos rótulos desse facto.

Mas, na mesma linha, começam a surgir evidências sobre o aspartame, ou os OGMs, que muito nos deviam preocupar. A rotulação deveria evoluir para simplesmente informar o consumidor de que contém estes produtos e, caso se venha a justificar, taxá-los igualmente.

Em todo o caso ninguém fica impedido de os comprar, pagando um imposto acrescido sobre os mesmos e contendo a informação necessária para uma decisão consciente.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Ciclovias surreais

Era dificil fazer pior! Exemplos de Londres. Mais AQUIUma da ideias que fica é que faixas cicláveis sem separação física são inúteis. Se no Reino Unido é assim, por cá nem vale a pena tentar...

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Com esta "interface" me enganas


















A CP diz que sim nos seus mapas, mas eu tenho muitas dúvidas.
O percurso entre a Estação de Alcântara-Mar e Alcântara-Terra, assim descrita, faz pensar numa articulação simples entre as 2 estações, para que um passageiro sinta que é uma transição simples. Já descrevi AQUI o que é na realidade passar de uma estação para outra, nada digno de uma interface.
Mas os problemas estão logo desde logo nas duas estações: 
A somar a uma Estação de Alcântara-Mar semi-abandonada, com água pelo chão, escadas escorregadias, escadas rolantes há muito avariadas, ausência de elevadores para mobilidade reduzida, plataformas desabrigadas e sem informação de alterações da circulação e quase sem iluminação, junta-se a Estação de Alcântara-Terra onde se escolheu estacionar os comboios na mais pequena plataforma possível, havendo várias linhas disponíveis. Os passageiros correm literalmente risco de queda tal é a aglomeração de pessoas. E o ritmo é completamente desajustado para quem tem pressa!
Assim, o movimento observado de passageiros e a importância destas linhas justificam uma muito melhor articulação. 
Até lá, por favor, moderação nas designações. É que não é qualquer uma que se chama de interface.

















 
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