sábado, 17 de janeiro de 2015
Tem talento, tem
Portugal tem talento.
Dia 18 inauguram os novos horários da Linha de Cascais, tratada como se de um ramal periférico se tratasse. O silêncio dos jornalistas, dos políticos de todos os quadrantes e dos cronistas é quase total. Porquê? Porque quem nos tem gerido só se preocupa com o carro, com as estradas e com as portagens. É assim que se deslocam, é neste contexto que decidem e é em função disso que comentam em conformidade.
É um País em queda livre. Mas se calhar merece-o.
domingo, 11 de janeiro de 2015
Cowspiracy, menos carne ou nenhuma carne?
Estive um tempo demasiado extenso sem escrever no blogue. Este post marca o retorno à rotina habitual antes da interrupção.
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(Foto: 2012, Serra da Freita. Raça Arouquesa, criação extensiva sustentável em equilibrio).
O documentário "Cowspiracy", que ainda não tive oportunidade de ver, parece pretender assumir-se como uma espécie de "Uma Verdade Inconveniente", parte II. Mas assim como de "Uma Verdade Inconveniente" andámos mais de 10 anos focados no CO2, e parte da sociedade conseguiu até defender o mesmo sistema (desde que "sem" CO2), convém perceber se o "Cowspiracy" pretende mostrar ao mundo que a solução é uma vida com menos carne ou se pretende investir num mundo sem carne.
O documentário "Cowspiracy", que ainda não tive oportunidade de ver, parece pretender assumir-se como uma espécie de "Uma Verdade Inconveniente", parte II. Mas assim como de "Uma Verdade Inconveniente" andámos mais de 10 anos focados no CO2, e parte da sociedade conseguiu até defender o mesmo sistema (desde que "sem" CO2), convém perceber se o "Cowspiracy" pretende mostrar ao mundo que a solução é uma vida com menos carne ou se pretende investir num mundo sem carne.
Recuso-me a discutir argumentos "especistas" na escolha alimentar. Há países e pessoas que comem por razões culturais umas coisas, outros outras coisas. Uns comem cães, gatos e cobras, outros baleias, outros insectos, outros ratos, outros bacalhaus, polvos, vacas e porcos. É aceitável que não se comam determinados alimentos por razões culturais ou éticas, por serem contra os nossos valores, crenças ou filosofias de vida, incluindo a saúde. Mas não se deve basear a argumentação científica nesse ponto. Neste caso, é evidente para todos que não há Planeta que resista a esta "intensidade carnívora".
Logo, a solução a aplicar ao Mundo terá que ser uma redução drástica do consumo global de produtos animais. Mas, defender um mundo sem carne será uma utopia tão pouco concretizável como a manutenção do actual status de insustentabilidade.
De facto, há que distinguir entre toda a pecuária intensiva, que depreda os recursos para rações e transporte, de todo um conjunto de mais valias proporcionadas pelos animais e pelos serviços agro-pastoricios de que os animais fazem parte, e que sem eles teremos a evolução para ecossistemas desregulados, no controlo dos matos e dos incêndios, na renovação da biodiversidade, na renovação da fertilidade dos solos. (ver aqui exemplo das pastagens biodiversas em Portugal)
A "carne", produto como o conhecemos, terá que vir a ser um produto muito mais raro, de base local, necessariamente muito mais caro e consumido por isso mesmo como uma coisa de requinte, em muito menores quantidades. A "carne" extensiva deverá ser promovida e gerida com fins ambientais e de sustentabilidade, permitindo a fixação de populações e um conjunto de serviços ambientais insubstituíveis.
Quem quiser ser vegan que seja, mas se imaginarem consensos e metas atingíveis com essa bandeira não vão ter resultados. Seria um novo processo motivacional tipo "CO2", que na verdade não chegou para motivar no bom caminho os Países e as Sociedades a mudarem realmente os seus processos. Sejam inteligentes a convencer urgentemente o Mundo a viver com muito menos carne, mesmo que por razões culturais prefiram não consumir nenhuma.
quarta-feira, 19 de novembro de 2014
Chuva "bem chovida"
19.11.2014: Cai em Lisboa há várias horas uma chuva ininterrupta. A que o povo chama de chuva "bem chovida", mas que ao contrário da que caiu a 22 de Setembro ou 13 de Outubro em Lisboa, não é com intensidade capaz de provocar inundações relevantes em meio urbano, já que o sistema de drenagem vai funcionando para esta pluviosidade.
Por outro lado, fora do ambiente urbano, este tipo de chuva vai provocar muito em breve a saturação completa dos solos, pelo que é provável que deslizamentos e derrocadas aconteçam! Os leitos vão transbordar. Serão as tradicionais cheias.
Estas cheias também não têm solução (como se sabe), mas também aqui o grau de afectação pode ser minimizado dependente do grau de ocupação dos leitos de cheia e pela maior salvaguarda de áreas de infiltração preferencial e recarga de aquíferos, pela maior ou menor capacidade de retenção de águas pelos solos, )para os quais contribui a qualidade física do solo - melhor estrutura do solo) bem como o grau de revestimento vegetal arbustivo ou arbóreo.
Foto AQUI
Foto AQUI
sexta-feira, 7 de novembro de 2014
"Cidade da Sonae" junto ao início do IC19
"Cidade da Sonae" junto ao início do IC19 em consulta pública até dia 12 de Dezembro"

Foto AQUI
Foi mesmo assim que chegámos onde estamos. Os anos 80 e 90 estão de volta, em força!
Mais do mesmo!
Localizar novos equipamentos longe dos transportes públicos, a depender do carro.
Para depois lamentarmo-nos que "no meu caso tenho que andar de carro". Para depois ser preciso alargar mais uma faixa, fazer mais uma estrada, para "descongestionar"...
Pois é, não aprendemos nada com a crise.
Depois de 2 megas urbanizações em Carcavelos a serem propostas no ano passado, agora mais esta "cidade" nova junto ao IC19.
http://www.tudosobresintra.com/2014/11/cidade-da-sonae-junto-ao-inicio-do-ic19.html

Foto AQUI
Foi mesmo assim que chegámos onde estamos. Os anos 80 e 90 estão de volta, em força!
Mais do mesmo!
Localizar novos equipamentos longe dos transportes públicos, a depender do carro.
Para depois lamentarmo-nos que "no meu caso tenho que andar de carro". Para depois ser preciso alargar mais uma faixa, fazer mais uma estrada, para "descongestionar"...
Pois é, não aprendemos nada com a crise.
Depois de 2 megas urbanizações em Carcavelos a serem propostas no ano passado, agora mais esta "cidade" nova junto ao IC19.
http://www.tudosobresintra.com/2014/11/cidade-da-sonae-junto-ao-inicio-do-ic19.html
domingo, 2 de novembro de 2014
Comprar terrenos para conservação da Natureza
A Associação "Montis" está a promover um crowdfunding para a compra de terrenos orientando a sua acção para a conservação da natureza.
http://ppl.com.pt/pt/prj/sermos-donos-disto-tudo
As imagens do terreno são no mínimo extraordinárias.
Refere-se no site que:
"Com este projeto pode garantir-se que os recursos disponibilizados serão diretamente aplicados na compra de terrenos, fugindo à lógica de rentabilização mais imediata.
Passa a haver a possibilidade de visitar estas áreas, geridas prioritariamente para a conservação, o que as torna diferentes da envolvente, facilitando o contacto direto com paisagens, plantas e animais que raramente se encontram noutro contexto."
"Com este projeto pode garantir-se que os recursos disponibilizados serão diretamente aplicados na compra de terrenos, fugindo à lógica de rentabilização mais imediata.
Passa a haver a possibilidade de visitar estas áreas, geridas prioritariamente para a conservação, o que as torna diferentes da envolvente, facilitando o contacto direto com paisagens, plantas e animais que raramente se encontram noutro contexto."
Mais informações em:
http://ppl.com.pt/pt/prj/sermos-donos-disto-tudo
quarta-feira, 15 de outubro de 2014
Barreiras de protecção das cheias | LISBOA |
Para os arautos do "nunca se viu uma coisa destas em Lisboa", juntam-se 4 exemplos de barreiras contra cheias na Baixa de Lisboa, mas que existem aos milhares por todas as áreas mais sensíveis.
Há-as em madeira, mais velhinhas, mas também em metal, as mais antigas e até as mais modernas em inox, curiosamente também a mais baixa de todas as de metal.
Estão aí, sempre estiveram, e fique-se a saber que...sempre estarão, para os eventos como o de ontem, porque as cheias não se resolvem, previnem-se e depois minimizam-se.
segunda-feira, 13 de outubro de 2014
FREIBURG: Planeamento ao serviço da prevenção de cheias
Há uns tempos, fui nas minhas férias propositadamente a Freiburg. Belíssima Cidade do Sudoeste da Alemanha, mesmo às portas da conhecida Floresta Negra.
Um centro histórico totalmente sem carros, com transportes públicos, cheio de gente, de comércio e de serviços. E depois este Bairro novo, "Vauban", antiga base militar Francesa. Um compêndio de desenho ecológico a vários níveis. Ficam alguns apontamentos respeitantes à prevenção activa de cheias urbanas.
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