sexta-feira, 5 de junho de 2015

Green Week em Bruxelas





























Estive um dia em Bruxelas no âmbito de uma apresentação que fiz na reunião do EUROCITIES, que aconteceu em simultâneo com o evento "Green Week" onde estive posteriormente da parte da tarde.
Sempre no âmbito do valor dos serviços dos ecossistemas, fiquei surpreendido pela positiva por se estar, finalmente, a abandonar a excessiva "paranóia" do carbono e a substitui-la pela quantificação dos indicadores de desempenho dos ecossistemas e do valor da biodiversidade.
A adaptação climática como resultado da qualidade dos ecossistemas e não como sub-produto de medidas de mitigação. Não chega mas é uma mudança apreciável!


sexta-feira, 29 de maio de 2015

Mobilidade sustentável, um assunto das finanças de um Estado



(num jantar de familia):

Eu - Não ias de metro para o trabalho?
Ele - Sim, mas agora deram-me lugar na empresa, sabes como é...

Um assunto que um Governo, em nome dos custos públicos que isto significa, devia eleger como prioridade no âmbito de uma política global de mobilidade.

Imagem AQUI e AQUI



terça-feira, 26 de maio de 2015

PDM de Oeiras: resposta-tipo


Sempre achei que Municípios que fazem grandes apresentações públicas das suas Estruturas Ecológicas é para desconfiar, já que sempre soube que não são vincultativas:

"No que respeita à estrutura ecológica regista-se que esta não constitui, nos termos da lei, uma categoria autónoma e que a capacidade de edificação na estrutura ecológica complementar é reduzida e está sempre dependente de compensação."

Excerto da (curta) resposta da C.M. Oeiras à participação pública que fiz há mais de ano e meio a propósito da revisão do PDM em curso, e onde demonstrei que o modelo territorial era profundamente desajustado da realidade e das boas práticas em matéria de sustentabilidade.
Não deixa de ser importante deixar claro que o espírito da Estrutura Ecológica nos IGTs, por força da Lei, é uma carta indicativa. Não constitui uma categoria autónoma. O que interessa é a Planta de Qualificação do Espaço Urbano. Ou é classe "Espaços verdes" ou não é. 

Ver a minha participação pública:
http://pt.scribd.com/doc/191707781/Participacao-Duarte-Mata#scribd

Sobre a resposta integral da CM Oeiras à minha participação pública:

"A CMO respeitou integralmente os pareceres das entid
ades em sede de acompanhamento do Plano. É manifesta a aposta na requalificação urbanas e a ausência de significativas novas frentes urbanas, como se refere na participação, embora sem concretizar.

O zonamento multifuncional é uma aposta deste PDM, garantindo-se que, em todas as categorias e subcategorias há sempre usos complementares e compatíveis com o uso dominante.

A capacidade edificatória do solo rural é muito reduzida, proibindo-se as novas construções e instituindo-se regras muito rigorosas para as ampliações.

No que respeita à estrutura ecológica regista-se que esta não constitui, nos termos da lei, uma categoria autónoma e que a capacidade de edificação na estrutura ecológica complementar é reduzida e está sempre dependente de compensação."

sexta-feira, 17 de abril de 2015

O futuro é reduzir os raios de curvatura















É isto que tem que ser feito na cidade toda!
Reduzir raios de curvatura. Aumenta os passeios, diminui o comprimento das passadeiras, aumenta a visibilidade, reduz a sinistralidade.
Se há medida cujo baixo investimento traz retorno imediato é esta. 
(Foto Lisboa, Rua D.Luis I)











Veja-se por exemplo este cruzamento, a título de exemplo, na Av. da Igreja, Alvalade.
O ganho de espaço e segurança pode ser enorme. Há inúmeros cruzamentos onde o ganho permite instalar mobiliário, por vezes pequenas estadias e e até esplanadas.
São só vantagens e o custo é baixo face ao retorno.

quinta-feira, 26 de março de 2015

Erros fatais















O trabalho do Secretário de Estado Sérgio Monteiro é implacável: "O Conselho de Ministros aprovou esta quinta-feira os processos de privatização da CP Carga e da EMEF - Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário. A possibilidade de alienação de até 100% das duas empresas está prevista nos diplomas." 
(in Jornal "i" de 26.03.2015. AQUI )

Não consigo compreender mesmo a razão da privatização de infraestruturas fundamentais, ainda por cima monopólios... Sérgio Monteiro conseguiu privatizar a ANA Aeroportos, os CTT, prepara a concessão de partes da CP. Isto é tão grave como incompreensível do ponto de vista estratégico. Já é convidado para falar da sua "obra": As privatizações, claro. Nada de transportes ou mobilidade, que isso parece que não importa nada. (foto AQUI)


sábado, 28 de fevereiro de 2015

Costa vs Passos

















A minha opinião interessará a poucos. Mas aqui a expresso!

No dia em que Passos Coelho, depois do que foi feito, afirma que já só pensa na vitória e na maioria absoluta, assumo que o que se conhece até ao momento do projecto do PS não me tem entusiasmado por ali além, como muita gente vem progressivamente demonstrando. Também é verdade que é sabido que o contexto vai condicionar fortemente a acção, pelo que tem havido cautela nas promessas. Mas há certamente que transmitir as coisas de outra forma.
A grande diferença para mim está efectivamente em António Costa. Já se percebeu que ao contrário de Passos Coelho, António Costa é alguém que sabe que o desenvolvimento só se faz deixando tempo para as pessoas, que sabe que a cultura é uma área fundamental da governação, que o Ambiente e as energias limpas podem e devem ser um pilar para o crescimento e para a diferenciação, que o transporte público não é um incómodo mas antes um factor de sustentabilidade e poupança colectiva, que a Educação, a Qualificação e a Formação são apostas estratégicas, que a Saúde e a Segurança social não são um "fardo" onde se deve cortar de qualquer forma para transferir, e a um custo mais elevado, as competências para privados. Em suma, cada um avalia o que quer, como quer.
A minha opinião que, insisto, vale o que vale, é que se entre o PS e o PSD muitas vezes não se distinguem no essencial as políticas, não há contudo comparação possivel entre Costa e Passos.

(foto AQUI)

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

O jogo da imitação

"O jogo da imitação" é um filme indispensável!


Interesso-me pelos acontecimentos em torno da II Guerra Mundial, já conhecia o prodígio que foi desvendar o código da Enigma e que permitiu um poder estratégico aos Ingleses decisivo, face à manifesta superioridade Alemã até ao momento.
Mas o que é extraordinário nesta história é o papel decisivo que determinadas personagens assumem, nomeadamente acreditando no papel da investigação científica mesmo quando o diagnóstico e os caminhos previstos pareciam ser nebulosos e incertos. Financiar a investigação implica muitas vezes permitir estudar "no vazio".
Passos e Crato deviam mesmo ver este filme! É que a ideia da investigação científica na dependência de orientações de empresas e objectivos definidos ainda na fase preliminar dos problemas teriam invalidado o caminho visionário de Alan Tourning quando pediu, com sucesso,  financiamento estatal de 100.000 libras para algo que só ele acreditava. 
O papel visionário das cúpulas britânicas à época é impressionante,  passando por cima dos poderes intermédios que, como sabemos, tantas vezes definem e decidem o curso dos acontecimentos por cima de critérios de meritocracia.
 
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