sexta-feira, 29 de maio de 2015

Mobilidade sustentável, um assunto das finanças de um Estado



(num jantar de familia):

Eu - Não ias de metro para o trabalho?
Ele - Sim, mas agora deram-me lugar na empresa, sabes como é...

Um assunto que um Governo, em nome dos custos públicos que isto significa, devia eleger como prioridade no âmbito de uma política global de mobilidade.

Imagem AQUI e AQUI



terça-feira, 26 de maio de 2015

PDM de Oeiras: resposta-tipo


Sempre achei que Municípios que fazem grandes apresentações públicas das suas Estruturas Ecológicas é para desconfiar, já que sempre soube que não são vincultativas:

"No que respeita à estrutura ecológica regista-se que esta não constitui, nos termos da lei, uma categoria autónoma e que a capacidade de edificação na estrutura ecológica complementar é reduzida e está sempre dependente de compensação."

Excerto da (curta) resposta da C.M. Oeiras à participação pública que fiz há mais de ano e meio a propósito da revisão do PDM em curso, e onde demonstrei que o modelo territorial era profundamente desajustado da realidade e das boas práticas em matéria de sustentabilidade.
Não deixa de ser importante deixar claro que o espírito da Estrutura Ecológica nos IGTs, por força da Lei, é uma carta indicativa. Não constitui uma categoria autónoma. O que interessa é a Planta de Qualificação do Espaço Urbano. Ou é classe "Espaços verdes" ou não é. 

Ver a minha participação pública:
http://pt.scribd.com/doc/191707781/Participacao-Duarte-Mata#scribd

Sobre a resposta integral da CM Oeiras à minha participação pública:

"A CMO respeitou integralmente os pareceres das entid
ades em sede de acompanhamento do Plano. É manifesta a aposta na requalificação urbanas e a ausência de significativas novas frentes urbanas, como se refere na participação, embora sem concretizar.

O zonamento multifuncional é uma aposta deste PDM, garantindo-se que, em todas as categorias e subcategorias há sempre usos complementares e compatíveis com o uso dominante.

A capacidade edificatória do solo rural é muito reduzida, proibindo-se as novas construções e instituindo-se regras muito rigorosas para as ampliações.

No que respeita à estrutura ecológica regista-se que esta não constitui, nos termos da lei, uma categoria autónoma e que a capacidade de edificação na estrutura ecológica complementar é reduzida e está sempre dependente de compensação."

sexta-feira, 17 de abril de 2015

O futuro é reduzir os raios de curvatura















É isto que tem que ser feito na cidade toda!
Reduzir raios de curvatura. Aumenta os passeios, diminui o comprimento das passadeiras, aumenta a visibilidade, reduz a sinistralidade.
Se há medida cujo baixo investimento traz retorno imediato é esta. 
(Foto Lisboa, Rua D.Luis I)











Veja-se por exemplo este cruzamento, a título de exemplo, na Av. da Igreja, Alvalade.
O ganho de espaço e segurança pode ser enorme. Há inúmeros cruzamentos onde o ganho permite instalar mobiliário, por vezes pequenas estadias e e até esplanadas.
São só vantagens e o custo é baixo face ao retorno.

quinta-feira, 26 de março de 2015

Erros fatais















O trabalho do Secretário de Estado Sérgio Monteiro é implacável: "O Conselho de Ministros aprovou esta quinta-feira os processos de privatização da CP Carga e da EMEF - Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário. A possibilidade de alienação de até 100% das duas empresas está prevista nos diplomas." 
(in Jornal "i" de 26.03.2015. AQUI )

Não consigo compreender mesmo a razão da privatização de infraestruturas fundamentais, ainda por cima monopólios... Sérgio Monteiro conseguiu privatizar a ANA Aeroportos, os CTT, prepara a concessão de partes da CP. Isto é tão grave como incompreensível do ponto de vista estratégico. Já é convidado para falar da sua "obra": As privatizações, claro. Nada de transportes ou mobilidade, que isso parece que não importa nada. (foto AQUI)


sábado, 28 de fevereiro de 2015

Costa vs Passos

















A minha opinião interessará a poucos. Mas aqui a expresso!

No dia em que Passos Coelho, depois do que foi feito, afirma que já só pensa na vitória e na maioria absoluta, assumo que o que se conhece até ao momento do projecto do PS não me tem entusiasmado por ali além, como muita gente vem progressivamente demonstrando. Também é verdade que é sabido que o contexto vai condicionar fortemente a acção, pelo que tem havido cautela nas promessas. Mas há certamente que transmitir as coisas de outra forma.
A grande diferença para mim está efectivamente em António Costa. Já se percebeu que ao contrário de Passos Coelho, António Costa é alguém que sabe que o desenvolvimento só se faz deixando tempo para as pessoas, que sabe que a cultura é uma área fundamental da governação, que o Ambiente e as energias limpas podem e devem ser um pilar para o crescimento e para a diferenciação, que o transporte público não é um incómodo mas antes um factor de sustentabilidade e poupança colectiva, que a Educação, a Qualificação e a Formação são apostas estratégicas, que a Saúde e a Segurança social não são um "fardo" onde se deve cortar de qualquer forma para transferir, e a um custo mais elevado, as competências para privados. Em suma, cada um avalia o que quer, como quer.
A minha opinião que, insisto, vale o que vale, é que se entre o PS e o PSD muitas vezes não se distinguem no essencial as políticas, não há contudo comparação possivel entre Costa e Passos.

(foto AQUI)

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

O jogo da imitação

"O jogo da imitação" é um filme indispensável!


Interesso-me pelos acontecimentos em torno da II Guerra Mundial, já conhecia o prodígio que foi desvendar o código da Enigma e que permitiu um poder estratégico aos Ingleses decisivo, face à manifesta superioridade Alemã até ao momento.
Mas o que é extraordinário nesta história é o papel decisivo que determinadas personagens assumem, nomeadamente acreditando no papel da investigação científica mesmo quando o diagnóstico e os caminhos previstos pareciam ser nebulosos e incertos. Financiar a investigação implica muitas vezes permitir estudar "no vazio".
Passos e Crato deviam mesmo ver este filme! É que a ideia da investigação científica na dependência de orientações de empresas e objectivos definidos ainda na fase preliminar dos problemas teriam invalidado o caminho visionário de Alan Tourning quando pediu, com sucesso,  financiamento estatal de 100.000 libras para algo que só ele acreditava. 
O papel visionário das cúpulas britânicas à época é impressionante,  passando por cima dos poderes intermédios que, como sabemos, tantas vezes definem e decidem o curso dos acontecimentos por cima de critérios de meritocracia.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

A neve na Serra

























Paulo Teixeira de Morais (fonte AQUI), por quem tenho simpatia pelo trabalho de denúncia que tem feito em favor de uma maior transparência, tem-se estendido no comentário da actividade quotidiana a vários niveis. 
Um deles, naturalmente uma tentação: criticar porque é que quando neva na Serra da Estrela, as estradas ficam intransitáveis. É um facto... mas é por horas, já que o dispositivo de manutenção até é bastante eficaz. O problema da Serra da Estrela é de fundo: faz sentido haver uma estrada nacional que suba a 2.000m de altura durante o Inverno e querê-la aberta independentemente das condições atmosféricas? Tenho dúvidas, a ver pela generalidade das estradas que atravessam montanhas por essa Europa fora. Não é comum subir-se tão alto e querer as estradas abertas. Quais as alternativas? 
Bem, em Países ricos o atravessamento da Serra seria parcialmente em túnel, sob o maciço central, a bem da poupança de combustivel, aumento da segurança rodoviária, eficácia do traçado e até protecção ambiental e da Paisagem, com forte redução do efeito barreira com impactes na fauna. Mas não temos dinheiro, todos sabemos. Como fazer?
O actual dispositivo de manutenção utiliza toneladas de sal, algo que afecta as condições locais e terá naturalmente impacter relevantes a prazo nos aquiferos. 
Uma proposta que seria de equacionar poderia, pelo menos entre 01 de Novembro e 15 de Abril, passar por restrições na subida à Serra da Estrela, até por torná-la quem sabe unicamente com recurso a transporte colectivo especificamente dimensionado para as condições locais. Veiculos pesados de grande capacidade e resistência que dispensariam limpezas exaustivas de neve e que estariam abrangidos na aquisição de um bilhete que envolvia um serviço de informação e sensibilização ambiental. Em ambos os lados da serra (Sabugueiro e Penhas da Saúde), estacionamentos de grande capacidade estariam suportados num edifício de interpretação e recepção de visitantes, com exposições, auditório, loja, cafetaria. No caso das Penhas da Saúde o local está definido, junto ao abandonado edifício do teleférico inacabado (outra solução a re-avaliar). Na Torre, os locais de paragem teriam edificios de apoio e resguardo, já que actualmente as pessoas utilizam os seus veículos para o efeito.
O preço a pagar pela viagem teria variadas vantagens, tornando possivel o acesso em quaisquer condições climatéricas e compensando o risco rodoviário da viagem em veiculos e condutores na generalidade pouco preparados a circular em montanha, a diminuição da intensidade da carga de manutenção, pelo aumento da qualidade e conteúdos das visitas e pela geração de empregos qualificados na promoção deste destino, incluindo a compensação financeira para suportar uma política de conservação da natureza em toda esta área do maciço central.
Bom seria um esquema deste tipo ser para o ano todo, até para reforçar o retorno do investimento. Mas já sabemos como o "direito adquirido" à utilização do automóvel funciona em Portugal contra quaisquer medidas restritivas. E quem tudo quer tudo perde.
 
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