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sábado, 30 de julho de 2011

Freiburg, Germany: A model sustainable city


in http://www.grist.org/slideshow/2011-07-29-freiburg-a-model-city-in-germany/3

Se puder, visitarei este Cidade. Está marcada!
O último grande projecto em Freiburg é a reconversão da antiga Base Militar Francesa "Vauban" num Eco-Bairro. Vale a pena espreitar aqui.

sábado, 9 de julho de 2011

"Governo admite alargar competências das autarquias"

NOTÍCIA AQUI


"(...) Paulo Júlio considerou como “potenciais transferências” competências na saúde, no ambiente e no ordenamento do território, já que, defendeu, “se as políticas forem de maior proximidade, elas podem ser mais eficazes”. "


Não podia discordar mais desta medida!

O Ordenamento do Território deve caminhar no sentido inverso, ou seja, numa lógica multi-municipal e, até, Regional. Esta transferência de competências para os municípios só significa a desresponsabilização do Estado pelo bem de todos e sobretudo a (já esperada) incapacidade de um Governo Liberal entender que Ordenar o Território é uma ferramenta eficaz para redução de despesas e apenas tentar colocar as culpas sobre o funcionamento processual...

O mal maior é que esta medida nem sequer começou agora...

Deixar para a esfera das autarquias cada vez mais competências em matéria de ordenamento significa acentuar o conflito de interesses entre as receitas urbanísticas do curto-prazo e a protecção dos valores ambientais cujo valor é mais difuso e mais dificil de contabilizar.

A esmagadora maioria das autarquias decidirá sempre em favor daquilo que pensa ser "dinamismo económico", "oportunidades", "flexibilidade" e outros chavões na moda, podendo sempre argumentar em torno das receitas taxas urbanísticas...

O Ambiente, esse virá "embrulhado" em detalhados estudos de impacte ambiental, cuidadosas medidas minimizadoras recheadas de pormenores e detalhes e de avaliações ambientais estratégicas a reboque dos empreendimentos e do objectivo final!

Terrivelmente "genial" esta ideia de dar mais competências às autarquias em matéria de ordenamento do território...

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Quando a circulação automóvel fala mais alto, a cabeça é que paga!

IMAGEM AQUI

Vejo muita gente e muitos blogs "contra o automóvel" com discursos muito meritórios e empenhados na defesa do espaço pedonal.
Olham para uma qualquer rua e só vêm problemas e defeitos. Nada contra a crítica.
Mas pior, nunca há melhorias, mesmo quando existem...


Dizer mal em blogs é menos difícil do que corrigir comportamentos crónicos!

É que na prática temos que distinguir o bom do óptimo e saber procurar concensos, senão a crítica em "todas as direcções" não leva a nada. É pura perda de tempo e dinheiro!

O Blog "A nossa Terrinha" terá que descer literalmente " à terra" se não se quiser esgotar com críticas demolidoras inconsequentes. Solução não as avança, não diz quanto custam. Nem imaginam o que custa lutar contra o automóvel. Pensam que é simples?

Não acreditam? Ora vejam:
Só para terem uma noção, ponham os olhos nas reacções da Assembleia Municipal de Lisboa ao evento que devolveu a Avenida da Liberdade aos peões por 1 dia e que teve mais de meio milhão de pessoas a circular alegremente por onde, lembra-nos a história, foi o Passeio Público, e por onde se fazem inúmeras manifestações, que igualmente "cortam" o tráfego.

Vejam quem vota a favor do que aqui se diz...

O "Sr. Automóvel" é isto mesmo! Vejam as votações em sintonia para três moções diferentes, que une o PPM aos "Verdes", une o PSD ao BE.
Cada um tem os seus motivos para votar contra, mas o espaço automóvel livre para circular de carro é o motivo sempre presente!
Uns sugerem que fosse na Bela-Vista, outros lamentam que esta avenida "de passagem" fique interdita, outros lamentam que seja um supermercado a financiar a acção.
Mas, apesar de meio milhão de pessoas a pé, todos lamentam a tal "falta de mobilidade"!

Blog "A Nossa Terrinha": Sejam benvindos à "nossa" terrinha!

Se quiserem concentrar esforços e contribuir para a mudança a favor do peão, não mudem a essência dos vossos posts nem as críticas.
Mudem sim os objectivos porque o alvo não é, infelizmente, quem pensam...


(Nota: os negritos e sublinhados abaixo são da minha responsabilidade)



Moção do PPM: FECHO AVª DA LIBERDADE - MEGAPIQUENIQUE

A Avª da Liberdade é umas das artérias mais importantes da cidade de Lisboa, fundamental para a circulação de automóveis, transportes públicos e pessoas. Uma das Avenidas com mais turismo da cidade.

Considerando que:
1 - A realização do mega Piquenique Continente, nesta Avenida, foi autorizado pela Câmara Municipal de Lisboa.
2 – Desde dia 15 de Junho que só se circula pelas faixas laterais, causando enormes problemas de trânsito, prejudicando milhares de lisboetas.
3 - Foi vedado o corredor central aos Taxistas e só autorizado aos transportes da carris, causando um enorme transtorno a esta classe de trabalhadores.
4 – A realização deste evento na Avenida da Liberdade, por mais contrapartidas que ofereça não justifica os transtornos causados, pois Lisboa tem ao dispor outros locais mais apropriados para este tipo de acções.
5 – A Câmara Municipal de Lisboa, mais uma vez secundariza os interesses da cidade em prol de um impulso publicitário a uma marca.

Vem por isso o Grupo Municipal do PPM propor que a Assembleia Municipal, na sua reunião ordinária de 21 de Junho de 2011, delibere, criticar totalmente, junto do executivo camarário, o local onde foi realizado o Mega Piquenique Continente, prejudicando e desrespeitando, assim milhares de pessoas.


E a votação foi:

Moção nº 3 - Aprovada por Maioria na Sessão Ordinária da Assembleia Municipal de Lisboa
realizada em 21 de Junho de 2011, com a seguinte votação:

Votos a Favor: PSD / PCP / CDS-PP / BE/ PPM /PEV
Votos Contra: PS / 3 IND
Abstenções: MPT/ 3 IND




Moção do BE: Contra privatização do Espaço Público em Lisboa
com "Mega Pic Nic" do Continente




Considerando que:

1. A Câmara Municipal de Lisboa decidiu arbitrariamente cortar o trânsito na Avenida da Liberdade durante 4 dias para a realização de "Um Mega-Picnic", um evento comercial que transforma uma das principais artérias da cidade num centro comercial a céu aberto
do Grupo Continente.
2. Não é aceitável que, sob um pretexto que ainda está por provar de que este evento promoveria a produção nacional -, se venha agrilhoar qualquer espaço público da cidade em geral e muito menos uma das suas principais artérias, a Avenida da Liberdade,
limitando o acesso ao espaço em causa e dificultando a mobilidade
de milhares de cidadãos ao local e zonas limítrofes
.
3. Esta iniciativa de privatização do espaço público é um atentado ao
interesse público de livre usufruto de uma zona nobre da cidade de
Lisboa

4. Infelizmente, esta situação não constitui nenhum precedente porque
ela encadeia-se já numa prática política frequente do executivo
liderado por António Costa, tal como já sucedeu com o Jardim
da Estrela, a Praça das Flores, alem da Praça do Comércio e do
largo Rossio a serem também cedidos a outras marcas para fins
meramente comerciais.
5. A gestão da Câmara Municipal de Lisboa no que toca a ocupação
do espaço público por iniciativas privadas revela uma falta de
respeito para com os cidadãos que são o seu dono e principal
utente.
6. A ideia de que as instituições podem decidir a ocupação do espaço
público por operadores privados sem ter em conta as expectativas,
a opinião e os direitos dos cidadãos é um atropelo à gestão
democrática do espaço público.
7. O que esta iniciativa demonstra é que o presidente da CML, Dr.
António Costa tem negligenciado por completo o princípio da
auscultação e da participação dos cidadãos que devem ser o traço
principal da governação municipal moderna.
8.É imperativo que a autarquia inverta esta prática autoritária
de decisão, e promover o debate com todos, de modo a que a
realização de iniciativas com vantagens mútuas e justificadas na
base do interesse público e colectivo seja o princípio norteador da
governação da cidade.

O Grupo Municipal do Bloco de Esquerda propõe à Assembleia
Municipal de Lisboa, reunida no dia 21 de Junho de 2011,
delibere:

Repudiar a politica de privatização do espaço público, nomeadamente,
as suas zonas mais nobres e censurar a Câmara Municipal de Lisboa
pela reincidência nesta estratégia política.


E a votação foi:


Moção nº 7 - Aprovada por Maioria na Sessão Ordinária da Assembleia Municipal de
Lisboa realizada em 21 de Junho de 2011, com a seguinte votação:

Votos a Favor: PSD / PCP / CDS-PP / BE/ PPM / PEV/ 2 IND
Votos Contra: PS/ 3 IND
Abstenções: MPT/ 1 IND



MOÇÃO CDS/PP "Mega Piquenique na Avenida da Liberdade"

Realizou-se no passado Sábado, uma acção de marketing organizada pelos Hipermercados Continente (Grupo Sonae), Câmara Municipal de Lisboa e a Confederação de Agricultores de Portugal (CAP), intitulada "Mega Pic-Nic".
O evento consistiu numa mega-horta, com amostras de produtos hortícolas e de animais, todos eles portugueses, bem como espaços de lazer e um concerto.

A cedência da Avenida da Liberdade, uma das zonas mais nobres da Cidade, é um desrespeito do Município pela História e pela Cultura, fazendo de uma artéria que é espaço público uma cedência a privados para uma acção de marketing.
O trânsito esteve condicionado durante 5 dias, provocando o caos a todos aqueles que utilizam esta passagem.
Aos moradores, os lugares de estacionamento foram sonegados sem aviso e apresentação de alternativas; aos comerciantes tornou-se quase impossível efectuar receitas nestes dias dadas as dificuldades de acesso a muitos dos estabelecimentos.
O Município defende a importância do evento com as contrapartidas do Continente ao
Município, através do arranjo dos espaços verdes da Avenida da Liberdade, espaço esse já em manutenção através de concurso promovido pela Câmara Municipal, e da criação de uma horta comunitária em Campolide.
A opção mediática de ocupar a Avenida da Liberdade é irresponsável e inaceitável, ainda mais tendo em conta que o Município votou o Parque da Bela Vista a um espaço de espectáculos, fechado ao público e que já foi palco não só de eventos musicais mas também de um piquenique organizado pelo Modelo, também pertencente ao Grupo Sonae.
A acrescentar a este desrespeito pelo Património, a organização montou um mega-palco junto ao Monumento de Homenagem à Restauração da Independência Portuguesa, na Praça dos Restauradores, violando a legislação de protecção do património classificado.

Face ao exposto, a Assembleia Municipal de Lisboa, reunida a 21 de Junho de 2011,
delibera:
1. Protestar contra a iniciativa da Câmara Municipal, de utilização da Avenida
da Liberdade, área em vias de classificação pelo IGESPAR, para acções de
marketing que não dignificam o seu património cultural e histórico, que
procedem a constrangimentos graves na mobilidade e que desrespeitam
moradores e comerciantes desta zona de Lisboa;

2. Exigir que a Câmara Municipal de Lisboa informe esta Assembleia do valor real
das contrapartidas, em que moldes foram negociadas e a estimativa de valores
de receitas para o Município taxas e licenças, em particular as respeitantes à
ocupação de via pública, publicidade e de ruído.


E a votação foi:


Moção nº 9 - Aprovada por Maioria na Sessão Ordinária da Assembleia Municipal de
Lisboa realizada em 21 de Junho de 2011, com a seguinte votação:
Votos a Favor: PSD / PCP / CDS-PP / BE/ PPM / MPT / PEV / 2 IND
Votos Contra: PS / 3 IND
Abstenções: 1 IND


Pronto, e a vida é assim!...

quinta-feira, 31 de março de 2011

A satisfação de um projecto que funcionou!



Os tempos são para fazer projectos como este em S.João da Rebelva, Carcavelos, no Concelho de Cascais.
Lembro-me de ter avançado com esta ideia um pouco a medo... A aceitação das pessoas e dos políticos foi total, desde a 1ª hora.

Com este exemplo que a reportagem demonstra, fica o repto a todos os meus colegas arquitectos paisagistas: façam projectos que sirvam as pessoas, ecológicos, baratos e funcionais.
Não há outro caminho!
Chega de estereótipos, de projectos que só se lêem em planta. Chega de soluções dispendiosas na construção e de manutenções incomportáveis.
Os espaços verdes sustentáveis são uma saída para a crise!

domingo, 27 de março de 2011

Fui aprender a poupar, aqui mesmo ao lado







Regressado do Velo-City 2011, em Sevilha.

Uma cidade que. em 4 anos (!) construiu 120km de infra-estrutura ciclável e que passou de 0.2% de utilização para 6.8% quotidiana. Yes, they can!

Mais do que o exemplo de Sevilha, que apesar do aumento significativo de bicicletas mantém o seu carácter rodoviário e uma má qualidade genérica do espaço público extra bairro histórico, ficou na mente os vários exemplos partilhados por muitas cidades que puxam os seus Países para cima, fazendo poupanças extraordinárias...em estradas e espaços viários!

Mais espaço público e menos carros é mais rapidez e eficiência na mobilidade.
Mais espaço público em vez de só carros é mais gente a comprar local e a revitalizar as ruas.
Mais espaço público em vez de tantos carros é mais empresas e pessoas a voltarem aos centros, é mais eficiência no planeamento, é menos subúrbios sombrios, é mais eficiência no aproveitamento de redes de infra-estruturas existentes e menos dinheiro gasto a construir novos arruamentos, novas redes de águas e drenagem, é menos despesas de manutenção.

Yes, they can! Em Espanha mais de 11.000 pessoas já trabalha diariamente em sistemas de bicicletas de uso partilhado, esperando-se que o número alcance as 78.000 até 2020.

Não haja dúvidas: equilibrar o orçamento só se faz com Cidades equilibradas, não necessariamente em cortar um pouco em tudo para que tudo fique na mesma.
Senão, podem mudar de Governos as vezes que quiserem que isto não mudará.
Eu disso não tenho dúvidas...

domingo, 6 de março de 2011

Pão e água


"A Associação Portuguesa de Nutricionistas (APN) alerta que as frutas e legumes podem ser os primeiros excluídos da dieta dos portugueses."

NOTÍCIA AQUI

IMAGEM AQUI


A brincar, sobre este assunto:

Dirá o optimista:
- "a continuarem assim as coisas ficaremos a pão e água."
Responde o pessimista:
- "se os houver"


Agora num registo sério:
É fundamental que sejam implementadas as condições para que possamos cultivar a terra e produzir alimentos.
Nas Áreas Metropolitanas esse assunto ganha especial dimensão, dado que milhões de pessoas dependem de abastecimento por transporte do exterior.

Nota: Passei ainda hoje pela extensa área de solos agrícolas absolutamente excepcionais em matéria de fertilidade e que coroam a parte norte do Concelho de Oeiras e onde nascem edifícios de escritórios, estradas, candeeiros e campos de golfe, no que considero ser um dos exemplos mais escandalosos em Portugal da falta de visão estratégica, da ausência de planeamento e da falta de decência de um Estado inteiro, sempre apto a promover um discurso de sustentabilidade mas muito rápido a agir no sentido contrário.

FOTO AÉREA GOOGLE MAPS

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Uma explosão social mais do que anunciada

IMAGEM AQUI

A propósito da anunciada escalada do preço dos alimentos em Portugal:

"Algumas famílias com rendimentos agrícolas tenderão a beneficiar e é, assim, bastante provável que o emprego agrícola comece de novo a aumentar",
Álvaro Santos Pereira, Economista, in PÚBLICO


Numa altura em que tanto se diz (e com razão) que não há visão estratégica para o País (nem do Governo, mas nem da oposição, diga-se), sugiro desde logo que se foque a atenção numa solução ecológica que permite a adopção de algumas de políticas consequentes, que tirem o País da Crise. Chega de andar sem rumo! Chega de andar com "à tona de água" a tentar não morrer afogado, com os olhos no preço do petróleo, nos juros da dívida!

Ter visão estratégica para sair da crise passa por ter visão ecológica (digo eu...)
Não basta defender a aposta na "Inovação e nas indústrias criativas"! Sempre as indústrias criativas, a moda e o design...e que tal a agricultura, e que tal a agro-industria, e que tal a silvicultura sustentável, e as indústrias do mar?

Sair da crise implicará necessariamente, no contexto de crise global e de incerteza, apostar na produção de produtos nacionais, designadamente voltar a apostar na agricultura, na pesca e na agro-indústria e em muitas das nossas valências a que, com base na energia barata, nos demos ao luxo de desprezar.
Implica, portanto, a meu ver, um conjunto de políticas activas que definam ordenamento do território em pról da salvaguarda dos recursos naturais e do desenvolvimento sustentável.
Defender a agricultura, defender ter terra para produzir, é hoje uma necessidade!

Mas vemos o contrário em tempos de crise! Vemos aplicar, por exemplo, como medida de combate à crise os PIN+ para todos os projectos acima de 10 milhões de euros (qualquer projecto minimamente estruturado tem orçamento acima de 10 milhões...).
Já agora, onde estava a esquerda "ambiental" quando esta medida foi lançada? E a direita, tradicionalmente menos "ambiental" no discurso mas, se calhar na prática historicamente bem mais acertiva, onde estava?
Ninguém disse nada...um vazio total!!

Então, é mantendo o mesmo paradigma de passar por cima dos recursos naturais que vamos desenvolver o País? E depois comemos o quê?
Importa-se de fora? Os preços vão subir, e agora como é que vai ser? Comemos cimento porque não temos terrenos férteis para produzir?
Não teria sido melhor ter salvaguardado os poucos solos com elevada aptidão para cereais, uma boa parte deles no Concelho de Oeiras? Ainda sobram alguns, apesar de tudo o que foi feito, vamos deixar que o "mercado" decida?

E porque é que numa altura destas não há ideias ecológicas para relançar o País? Porque é que em todos os canais de TV, Rádio, Jornais, os comentadores comentam, mas comentam sempre do mesmo ponto de vista, baseados nas mesmas variáveis, nas mesmas ideologias? Não têm já uma ideia concreta para sair da crise, só se fala se o Governo cai ou não, até quando se aguenta os juros, se vem o FMI, que é preciso reformar o mercado laboral, reformar o tecido empresarial...

E é mesmo preciso reformar, mas em que sentido? Reformar é sinónimo de "simplificar" os procedimentos e a burocracia, ou seja, por outras palavras, acabar com o ordenamento do território activo e permitir o casuístico, conforme as "oportunidades", desperdiçando as mais-valias e hipotecando o futuro, em troca do investimento fácil e indiscriminado em qualquer lado?
Como é possivel que se faça um PROT da AML totalmente assente na expansão urbana concelho a concelho, a viver de vias-rápidas que ainda falta concluir e que nem sequer uma Estrutura Ecológica sem construção consegue na Planta de ordenamento (quando digo sem construção é mesmo sem construção, não é com índices elevadíssimos de edificabilidade!)

A aplicação de um conjunto de políticas ecológicas transversais, por estes dias, seria encontrar um verdadeiro rumo para o País.
E a agricultura, como diz Álvaro Santos Pereira, pode e deve ter mesmo um papel central. E espero que tenha depressa e sem termos que passar por convulsões sociais violentas.

A agricultura é um emprego com saída e pode receber desde já milhares de pessoas. Revitalizar a vida na aldeia, revitalizar as pequenas comunidades é um desígnio fascinante e uma oportunidade de ouro. Revitalizar com pés e cabeça, estruturando esta actividade, não se quer um regresso à pobreza e ao atraso.
Quer-se andar para a frente, para o futuro.
E já agora a agricultura urbana, para satisfazer a alimentação no imediato. esta é uma medida com um carácter urgente!

Portugal pode ter futuro, assim consiga libertar-se do betão e do alcatrão como falsos motores do "crescimento".

E que tal, para variar, um pouco de Visão Ecológica nesta altura como Estratégia para o País sair da crise?

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Fechar algumas linhas férreas não deixa de ser a coerência absoluta


IMAGEM AQUI


A propósito da notícia "Portugal perdeu 43 por cento dos passageiros de comboio em 20 anos" em:


Nada mais coerente!

Milhões para auto-estradas e zero para comboios nas últimas décadas.
Agora, ninguém anda nalgumas linhas férras. Pudera! Meia dúzia de comboios velhos e barulhentos por dia, a serpentear a 40km/h por traçados antigos e aldeias desertas.
Neste estado até eu defendo que se devem fechar!*

Mas devia ser o início de um novo ciclo de aposta numa rede ferroviária nacional moderna e competitiva que ligue cidades e capitais de distrito. Uma aposta numa nova ferrovia, moderna, útil e competitiva, que ligue directamente cidades e que permita chegar a todas as Capitais de Distrito. É um novo futuro que se exige.
Agora, não é fechar só porque dá prejuízo. Não é só fechar porque sim. Porque dar prejuízo até as as estradas que fazemos dão, e cujos custos indirectos nunca chegam a ser contabilizados.

*Lamento o tom diria "paternalista" de alguns (urbanos) ecologistas a defender a manutenção de certas linhas férreas que já ninguém usa, com traçados sinuosos, velocidades comerciais mínimas e horários pouco mais que escassos.
Defender a manutenção do que existe é defender o tradicional e o bucólico, mas para os outros.
Isso não. Haja coerência.

domingo, 5 de dezembro de 2010

TVI: Lisboa e a bicicleta "em alta" na Cidade




Em Lisboa muito se fez já desde os tempos em que a bicicleta na cidade era uma miragem "impossivel", coisa de utópicos sonhadores, numa cidade de "colinas" ao contrário das cidades planas como Amesterdão, onde "aí sim faz sentido".

A bicicleta entrou na Cidade. Entrou, deixando as pantufas à porta e calçando as botas de biqueira de aço.
Não porque tenha destruído algo, mas porque não perguntou aos automobilistas, mais uma vez, se eram "eles" ou "nós" na Cidade. Exigiu o seu espaço e consegui-o.
Em 2007 avisou que ia mesmo entrar. E entrou.

Apresentou a sua estratégia: fazer rapidamente uma Rede de Percursos que seja compreendida pelos Lisboetas como útil, confortável e apelativa, centrada em ligações nas zonas planas da Cidade e ligando os principais equipamentos colectivos e interfaces de transportes. Uma rede para terminar com a desconfiança e com o preconceito. O Mapa é claro: Fez-se parcialmente a rede. Uma parte ainda falta terminar.

Quase 6 MEuros de investimento, boa parte recorrendo a financiamentos europeus e contrapartidas de empresas e instituições.
No final desta fase haverá uma Rede de Percursos dedicada "verde",porque também eles ligam zonas verdes - Monsanto ao Parque da Bela-Vista, Corredor Verde Monsanto Parque Eduardo VII, a espinha do Parque Periférico com a Quinta da Granja, dos Parques dos Olivais ao Parque da Bela-Vista, dos Olivais ao Rio, do Estádio Universitário ao Campo Grande e do Campo Grande à Mata de Alvalade e daí ao Parque da Bela-Vista e ao Rio.

E é já notório o aumento dos ciclistas de uso quotidiano. Utilizadores que aproveitam esta rede "verde" para se deslocar para os empregos.

Mas sejamos claros: para que a bicicleta se afirme de forma duradoira, há outros trabalhos que precisam de ser feitos.
A porta, essa, está escancarada.
A bicicleta tem futuro, tem cidadania, tem gente! Há "Lobby" agora!
Há compreensão da opinião pública para a bicicleta.
A bicicleta é aceite pelos planeadores, pelos projectistas, pelas empresas, pelos transportadores e pela opinião pública.

O trabalho que falta fazer, e para o qual não há tempo a perder são as Zonas 30km/h nos Bairros, colocando a bicicleta a partilhar o espaço com os automóveis, são as faixas BUS+BIKE - espaços partilhados pelos ciclistas e o transporte público em espaços bem dimensionados para que caibam ambos - são as "Bike-Box" nos cruzamentos semaforizados para a bicicleta partir à frente dos carros, são as medidas de acalmia de tráfego um pouco por toda a Cidade e são todas as medidas que directa e directamente retirem tráfego da Cidade.

A bicicleta agradece as pistas de bicicleta para "sair da garagem" mas o futuro será sempre na estrada.
Muitos perdem o seu precioso tempo a criticar o que se fez em Lisboa pela bicicleta até agora, mas parecem esquecer o que ainda falta fazer e exigir que se faça ou, por vezes, quando até lhes cabe o papel de poder vestir o fato-de-macaco e pôr "mãos-à-obra", torná-lo efectivo!

Já aqui há muito tempo afirmei-me esperançado sobre o que falta fazer-se pela bicicleta realmente se faça.
Continuo esperançado, apesar de nada ter mudado desde aí.

sábado, 27 de novembro de 2010

Do projecto à realidade: Parque Hortícola inaugurado em Carcavelos

Hoje foi um grande dia para mim como arquitecto paisagista.
Pude assistir à inauguração do Parque Hortícola chamado de "Horta Comunitária do Bairro de S. João" na Rebelva, Carcavelos, concelho de Cascais.

Englobado na requalificação dos espaços exteriores daquele Bairro, cujo projecto que tive o privilegio de coordenar, surgiu a meio do processo a ideia de tornar uma parte da área em espaço agrícola. Impulsionado pela Junta de Freguesia de Carcavelos e mais tarde pela Agenda Local 21 de Cascais, o projecto arranca hoje com a totalidade dos talhões entregues aos "hortelãos" e com uma lista de espera de mais de 50 pessoas só naquele bairro.
A Agenda Local 21 vai dar formação às pessoas e destacou técnicos para acompanharem estes projectos.

Carlos Carreiras, Vice-Presidente da CM Cascais inaugurou a obra chamando a atenção no seu discurso para a importância destes espaços em meio urbano nos tempos que correm, lembrando justamente Ribeiro Telles e toda a sua vida de dedicação a esta (e outras causas) ecológicas. E tem toda a razão. Os espaços verdes têm que deixar de ser sumidouros de recursos financeiros, áreas tantas vezes inúteis, "regalos" para a vista de uns, uma dor de cabeça para quem os tem que manter ou pagar que seja mantido. E com falta de orçamento, teremos mesmo que nos virar para esta tipologia.

Mas não apenas as Hortas Urbanas tem defendido Ribeiro Telles. Se ouvíssemos tudo o que Ribeiro Telles defende e tem defendido para o território, naturalmente que hoje a nossa capacidade de choque perante a crise seria seguramente diferente.
Afastámo-nos da terra, vivemos de sonhos e a crédito, vivemos de sonhos artificiais, assentes numa sociedade esbanjadora de recursos e de energia.
Construímos demais, construimos mal, hipotecámo-nos a comprar casas caras e em cima de leitos de cheia e solos agrícolas, pagámos uma impressionante rede de estradas que faz funcionar tudo isto e hoje em crise voltamos a olhar para o nosso mundo, mas de outra maneira.
Talvez a crise tenha vindo para nos ajudar. Para nos ajudar a pensar e a gerir melhor o nosso dinheiro.

Ontem ouvi o Prof. Augusto Mateus alertar nesta conferência para estas questões, para a necessidade da saída da crise passar por exemplo para o regresso à rua como local de comércio, pelo que pude comentar informalmente com o Professor no final que, para mim, há economistas que cada vez mais me parecem ecologistas. Será assim? A economia hoje em dia, em tempos de crise, aproxima-se do pensamento ambiental, da poupança de recursos?
Na mesa da conferência as tradicionais garrafas de água foram substituídas por jarros de água da torneira...

Mas voltando ao tema: Hoje, em que um projecto sustentável acaba como projecto e uma nova vida deste espaço começa, resta-me ter confiança no futuro e deixar os parabéns aos técnicos e também aos políticos que permitiram que tudo isto acontecesse.
Sim, alguém fez uma coisa certa. Um político, seja de que partido for, fez e com notório orgulho, uma coisa certa.
É de apoiar e é de divulgar, para que amanhã haja mais e melhor.
Parabéns!

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Sustentabilidade dos Espaços Verdes Urbanos

Foto AQUI

Neste clima de restrições orçamentais em variadas áreas, bem como cortes nos salários e regalias laborais e sociais, alguém ainda admite que se projectem espaços verdes sem ter como um dos factores centrais na concepção, a preocupação por fazer uma obra pouco dispendiosa e com os menores custos de manutenção possivel?

Publiquei este ARTIGO sobre o tema, que continuará a ser um assunto que continuarei cada vez mais a aprofundar e desenvolver.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

"Ditadura do Automóvel" - ao vivo e a cores

Créditos da foto: http://acargadabrigadaligeira.blogspot.com/2009/11/lisboa-tem-muito-transito.html

Um Bom Post do Miguel Carvalho no "Blog Menos um Carro", lembrando e bem que estes dias de greve de transportes são um "case-study" para que possamos perceber como seria a vida sem transportes públicos. Um caos!

Sugeri até como comentário que se pudesse vir a criar um "Dia só com carros" em que, pessoas como eu, que andam de transportes públicos diariamente, teriamos que fazer um grande esforço (inverso ao da maioria dos automobilistas quando, coitados, têm que ir de transportes públicos por uma vez...), e levar o "carrito" a passo de caracol pelas ruas engarrafadas...

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Os comboios e os transportes públicos também não são de borla, pois não?

"Governo aprova portagens nas SCUT a partir de 1 de Julho"


Medida que me parece na generalidade correcta. Pode haver excepções.
Mas assim liberta-se verbas para investir noutras áreas.

Porque não em melhores comboios para muitas destas áreas abrangidas pelas SCUT?
Ou mesmo, em...comboios?

http://economia.publico.pt/Noticia/governo-aprova-portagens-nas-scut-a-partir-de-1-de-julho_1433501

quinta-feira, 25 de março de 2010

Os Cidadãos e a Participação Pública

Créditos da foto: lisboacustozero.blogs.sapo.pt/10460.html

Tenho assistido em Lisboa com muito interesse ao aparecimento de alguns movimentos de cidadãos que, aqui e ali, contestam algumas intervenções, quase sempre no espaço público e nos espaços verdes.

Ao contrário de um passado ainda recente, em que Lisboa investia tudo em asfalto, túneis, betão e florezinhas coloridas na Avenida da Liberdade, temos agora, finalmente, a aposta na requalificação de variados espaços verdes da cidade. O actual orçamento municipal espelha isso nas muitas rúbricas dedicadas ao investimento numa quantidade notável de praças, miradouros e jardins de referência, até hoje decadentes ou em abandono crescente.

Algumas das obras já concluidas deixam patente a lógica escolhida: dar vida e dignidade a estes espaços, respeitando seu o carácter.

Eis que, e ao contrário do que acontecia no passado, a intervenção de requalificação de alguns jardins tem maior oposição agora de alguns do que teve toda a última década de abandono descarado destes espaços, fazendo-me perguntar onde estariam alguns destes movimentos nessa altura e o que os motiva agora.

Com uma energia nunca vista em casos semelhantes, onde ao contrário dos choupos meio-podres do Principe Real, se cortaram sim dezenas de árvores de grande porte e em perfeitas condições na R. Joaquim António de Aguiar para fazer-se um túnel, sem reposição das mesmas, alguns cidadãos listam agora uma quantidade enorme de queixas, que começa com a própria contestação ao acto de requalificação destes jardins (!) e termina com suspeições sobre a evolução técnica da pavimentação proposta, à lista de espécies, passando um atestado de incompetência aos técnicos responsáveis que considero revoltante e insuportável.

Ainda bem que não sou eu o técnico projectista destas intervenções e ter que assistir, dentro da hierarquia, a este espectáculo de suposições e atestados de incompetência!

Isto tudo para dizer que, da falta de participação pública que muito prejudicou o País, passou-se de imediato para uma escalada descontrolada, em que a cidadania activa ficou pelo caminho, dando lugar sim a cruzadas muitas vezes apenas político-partidárias, em que a legitimidade dos actos de políticos eleitos são contenstados perante as crenças e os anseios de algumas pessoas organizadas.

Continuo à espera que cidadãos venham exigir a plantação das árvores derrubadas pela construção da Radial de Benfica ou do Túnel do Marquês ou de tantas obras viárias inúteis que se fizeram em Lisboa.
Mas não. É um estranho caso este em que a revolta acontece sobre os choupos do Principe Real, primeiro "históricos", depois "classificados", seguidamente "centenários" e por fim apenas de "grande porte" e com 28 anos, foram derrubados sem o aviso prévio que, obviamente, mereciam e deveriam ter tido.

Há hoje cidadãos que consideram legítimas as opiniões que contestem as intervenções em curso em Lisboa, catalogando de "fretes" as que as apoiam, independemente do grau de qualificação de quem as emite.

Neste sentido, faltando sustentação na argumentação, há cidadãos que se limitam a dizer que "não querem assim", mas incapazes de dizer como queriam que se fizesse, catalogando de "oportunistas" e "coniventes com o poder" os que, ao contrário deles, assumem tomar posições pró-activas na gestão de dinheiros públicos em pról dos anseios das populações.

Pelo caminho dizem que ouviram, que viram, que alguém disse, alguém viu, alguém ouviu dizer, que esta decisão foi assim ou não foi assado porque o "político A" ou "B" impôs, deliberou, obrigou. E conseguem uma notável projecção mediática, saindo quase diariamente na imprensa, num tempo em que os jornais, rádios e a TV quase só publicam o que levante polémica e não a necessária clarificação e objectividade, mas que não trás consigo audiências.

O caminho da cidadania activa não é linear, porque a própria acção dos partidos se confunde localmente com movimentos de cidadãos. Há pois que gerar mais e melhores regras, que objectivem a participação, que legitimem os tempos e as formas de actuação e que definam os actores, distinguindo uns de outros.
Cidadania é responsabilidade e não irresponsabilidade.
Cidadania é actuar para melhorar e não gerir agendas mediáticas.
Cidadania é poder intervir no tempo devido e no campo de actuação determinado pela Lei, tendo informação e agindo com transparência, legitimidade e já agora capacidade técnica.

Esta definição de regras tem que passar necessariamente também por regulamentos municipais que definam claramente as regras de participação. É urgente.

Por fim, um desejo quase em forma de apelo, a que o acompanhamento dos processos passe a ser pautado pela focalização na Unidade. E a Unidade de análise do espaço público em Lisboa ou em qualquer outro local não é "a árvore", mas sim a Unidade ecológica e funcional no seu todo. É muito mais que árvores, uma a uma. É das unidades da Estrutura Ecológica que falo, as mesmas que podem contribuir, ou não, para o funcionamento ecológico da Cidade e para o seu desempenho energético e ambiental.

É a esse nível que os cidadãos informados devem focar a sua atenção. Assim o queiram, claro!

terça-feira, 2 de março de 2010

Tudo são alterações climáticas

No mundo actual há uma tendência para ver todos os fenomenos extremos e todas as suas consequências como resultado das alterações climáticas.
Porque chove pouco ou porque chove muito, as causas são de imediato centradas não no conhecimento e interpretação do fenómeno em si mesmo mas sim na associação à dimensão os estragos e da destruição.

Uma chuvada cai numa bacia hidrográfica ordenada com poucas consequências visíveis? Não foi grave.
A mesma chuvada, a mesma quantidade de água provoca gravíssimos estragos numa bacia desordernada? Fenómeno "extremo", são as evidências das alterações climáticas!

As declarações de investigador António Baptista, descritas no artigo do Publico de ontem "Tempestade na Madeira é "mais um sinal de um mundo que está em mudança" em http://www.publico.clix.pt/Sociedade/tempestade-na-madeira-e-mais-um-sinal-de-um-mundo-que-esta-em-mudanca_1424912, é para mim mais um sinal de desnorte sobre o que realmente aconteceu.

Temos 2 lados desta questão:

1º os que acham que foi uma chuvada excepcional e que independemente do ordenamento do território os estragos seriam sempre garantidos:
2º os que acham que, apesar da excepcional ocorrência meteorológica, os erros urbanisticos gritantes é que tornam os resultados dramáticos.
Temos depois ainda esta outra opinião, que se junta ao 1º grupo, procurando nas alterações climáticas e no aquecimento global a confirmação para tudo o que acontece.

Os creacionistas acreditavam que se colocassemos sementes de trigo num sotão fechado, daí nasceriam ratos, por geração espontânea.

Este investigador, em vez de lêr as evidências e ponderar os factos, procura vincular a sua tese a partir de quaisquer acontecimentos que tenham a destruição como resultado visível.

O temporal de 1803 e de 1976 são também o resultado das alterações climáticas?

Nota: poderemos estudar e até chegar à conclusão que este evento foi mais extremo, mas os dados reais em cima da mesa mostram sim acção humana na alteração das condições físicas do território para lidar com estes fenómenos. E isso sim neste momento é que é gritante.

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Duarte d´Araújo Mata

segunda-feira, 1 de março de 2010

A resposta de Pedro Marques Lopes

Pedro Marques Lopes (PML) respondeu-me de imediato a

http://link2greenways.blogspot.com/2010/02/carta-pedro-marques-lopes.html

Uma resposta cordial e que desde já agradeço, bem como registo o fair-play pela crítica.

Fica a ideia expressa por PML de de ter havido alguma pressão no fecho do programa para tentar dizer numa frase toda uma série de considerações e ideias sobre este assunto. O resultado não expressa o que pensa sobre o assunto, querendo PML estudá-lo melhor e tentar ouvir as várias versões.

Ficamos à espera!


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Insisto que é muito importante que o comentário político em Portugal se comece a afastar das considerações estratégicas politico-partidárias, da crítica personalizada ou partidarizada sobre acontecimentos, e mais sobre política concreta.
Sendo um programa com algum grau de humor e sarcasmo, o "Eixo do Mal" coloca muitas vezes o dedo na(s) ferida(s), porque atalha algum tempo nas considerações. Talvez vá mais directo ao assunto.
A vantagem da ironia é, tantas vezes, isso mesmo.

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Duarte d´Araújo Mata

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

(Via âmbio): O Profeta e a Madeira

"(...)
O Presidente do Governo Regional, evidentemente nega qualquer responsabilidade, atribuindo toda a situação ás brincadeiras de deuses aborrecidos. Quem critica é obviamente «canalha» e «gente frustrada»: http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=163722

Via Arrastão, deixo uma parte de um texto escrito pelo Eng. Silvicultor Cecílio Gomes da Silva no "Diário de Notícias" da Madeira .

"Oxalá que nunca se diga que sou profeta. Mas as condições para a
concretização do pesadelo existem em grau mais do que suficiente.

Os grandes aluviões são cíclicos na Madeira. Basta lembrar o da Ribeira da Madalena e mais recentemente o da Ribeira de Machico. Aqui, porém, já não é uma ribeira, mas três, qualquer delas com bacias hidrográficas mais amplas e totalmente desarborizadas. Os canais de dejecção praticamente não existem nestas ribeiras e os cones de dejecção etão a níveis mais elevados do que a baixa da cidade. As margens estão obstruídas por vegetação e nalguns troços estão cobertas por arames e trepadeiras. Agradável à vista mas preocupante se as águas as atingirem. Estão criadas todas as condições, a montante e a jusante para uma tragédia de dimensões imprevisíveis (só em sonhos)."

13 DE JANEIRO DE 1985

texto completo:
http://arrastao.org/sem-categoria/oxala-que-nunca-se-diga-que-sou-profeta/
(...)"
 
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