O "Parque dos Poetas" em Oeiras está praticamente às moscas. O que é muito grave, já que só a última fase custou 7,0 milhões de euros...
Há variadas questões que levantam as maiores perplexidades, já para não questionar o conceito geral do parque, a escolha de materiais altamente dispendiosos e um conjunto de soluções construtivas de elevado custo:
- Como é possivel não ter sido sequer garantida, em várias das entradas, o acesso a cidadãos com mobilidade condicionada - cadeiras de rodas ou carrinhos e bebé?
- Como se explica um parque infantil vazio, sem equipamentos para além de meia dúzia de "molas" para 2 anos de idade, numa área de 7 milhões de euros?
- Como se justifica que haja uma fonte cibernética cuja localização adjacente ao limite sul significa que em funcionamento, normalmente projecta água para fora do parque, levada pelo vento, deixando a via e os passeios perigosamente escorregadios?
- Há alguma razão para ter sido construido um enorme edifício em betão armado adjacente para norte à área em funcionamento, travando a continuidade do parque, edificio esse que, caso seja inaugurado, serve para estacionamento.
- Como é possivel o parque ter sempre os seus portões fechados, à excepção do portão norte e do portão sul? Ninguém percebeu que, para os peões, trata-se de um desvio considerável, em tempo? Como é possivel negligenciar o potencial de atravessamento de um parque na direcção nascente-poente, como fomentador de viagens a pé, a ligar por exemplo às várias escolas e à estação da CP de Paço d´Arcos?
Isto é um parque ou uma intervenção artística? Para que serve tão cara obra e depois estar praticamente inacessivel?
Segue-se uma descrição breve de algumas das questões a que fiz referência:
![]() |
A próxima fase do Parque dos Poetas começará com um bunker em betão para estacionamento, previsivelmente nem sequer activo. Um Parque precisa de um parque de estacionamento coberto? |
![]() |
7,0 Milhões de Euros custou só esta fase. Um monstro abandonado ou embargado, tira a maior das qualidades deste parque: A vista de rio |
![]() |
Completamente desproporcionado, este edíficio abandonado tira a vista do Parque. E tira-lhe a escala. Haja esperança na sua demolição. |
![]() |
O Parque Infantil é isto: uma mancha de borracha sem equipamentos... porquê? |
![]() |
Portões sempre fechados. A circulação pedonal de acesso e atravessamento do parque é uma impossibilidade. |