sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Até os gatos optam pelo transporte público

Vem como "insólito" no JN um gato escolher andar de transporte público.
Sabe onde passa, como se apanha. Tem sorte, não paga bilhete.
 
Talvez valesse a pena ter como insólito o facto de tantas pessoas, podendo escolher o transporte público, ao contrário do gato, não o façam. Perdem elas e perdemos todos.
 


 

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

De Monsanto à Serra de Sintra?

De Monsanto à Serra de Sintra, o caminho é por aqui, em frente, pela Serra da Carnaxide.
 
Ao contrário dos "antigos" que tinham a Serra de Monsanto despida e árida como a Serra de Carnaxide, e dela fizeram um Parque Florestal impressionante de beleza e diversidade, os "modernos" têm grandes planos para a Serra de Carnaxide, como é possivel observar pelo PROT-AML em revisão: Urbanizar.
 
O corredor verde ainda possivel é cada vez mais estreito. Basta ir vêr no terreno as estradas desertas na área que podia observar a partir do "Media Markt" de Alfragide, ainda sem uso mas já com candeeiros de poste que iluminam ninguém à noite, para perceber o que nos espera. Ou pelo menos o que queriam que nos esperasse, a crise o dirá.
 
A visão dos "modernos" é sempre de um território ágil (sempre pronto a ajustar mais edificações), dinâmico (capaz de se ajustar a qualquer projecto) e sustentável (que seja gerível, ou seja, loteado e assente numa rede viária para transporte individual).
 
Os "antigos", esses atrasados...

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Andar, pela nossa saúde (VÍDEO)

Andar a pé, andar de bicicleta.
Mexermo-nos mais! Fundamental para a nossa Saúde.

Um excelente vídeo que conheci via Prof. Joel Crawford, autor das publicações "Car Free Cities"


quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

"Desculpe Gonçalo"

in "Expresso" de 10/12/2011
 
Texto lido na Homenagem a Gonçalo Ribeiro Telles no dia 06/11/2011 no Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian em Lisboa

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Crataegus monogyna, "vestido" para o Natal

O Pilriteiro.

Uma dádiva para a passarada urbana,

Um arbusto de referência em Portugal.




quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Agarrada à vida!

No Cabo Espichel

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Homenagem a Gonçalo Ribeiro Telles (1ª parte)

Watch live streaming video from fcglive at livestream.com

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Uma tareia muito bem dada!

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Student Rush Hour - Cambridge, UK - 8h58am

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Receitas para o sucesso

Foto 1, 2, 3: São Mamede, Batalha, uma (única) aldeia recuperada nesta área adjacente ao Parque Natural da Serra de Aires e Candeeiros, atrai logo milhares de visitantes.
Não há "mamarrachos", antes casas de pedra e um bosque de carvalhos em redor. Os carros ficam lá fora. Escapou à harmonia os candeeiros tipo "alfinete"...
Está aqui uma possível receita para o sucesso.

Foto 4, 5, 6: Minde, Parque Natural da Serra de Aires e Candeeiros
Uma vila na era "pós-industrial". Cresceu, veio gente de todo o lado para fazer camisolas nas suas fábricas. As pessoas viveram melhor que dantes, os níveis de vida médios eram francamente melhores.
A Vila cresceu, muitas casas de grande dimensão, com seus relvados e alameda de palmeiras, nasceram em redor do centro.
Um dia, até uma avenida com muitos semáforos tiveram, como os outros.
Que dizer?
Fomos assim não soubemos aproveitar o momento, quando tivemos repartimos mal, esbanjámos, não cuidámos, não evoluimos.

E as fábricas lá foram morrendo, uma após outra, quem sabe voaram para a China.
Hoje já quase não se fazem camisolas em Minde, a vila está semi-deserta, grandes edifícios fabris silenciosos repousam no fundo do "Polge"!

É o momento para a cultura vir salvar o futuro.
O Museu e Centro de Artes e Ofícios Roque Gameiro (CAORG) carrega às costas muito do que de bom tem aparecido de novo em Minde. Uma casa restaurada virou museu da aguarela, pequeno ainda para merecer grandes viagens de visita, mas rico em qualidade. O CAORG recupera agora as mantas de  Minde tradicionais, dando formação e até vendendo pelo "Facebook"!
Já aparecem Turismos de Habitação.
O Programa central por aqui bem pode ser agora os saltos de parapente, a espeleologia, as caminhadas a pé pelos fantásticos muros e pias em pedra.

Depois de praguejar contra o Parque Natural, Minde bem pode preparar-se para lhe estender uma carpete vermelha. Já agora, uma manta de Minde.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

A Alegoria dos Jardineiros e dos Lenhadores



FOTO AQUI



Esta poderia ser a Alegoria da Caverna, mas não é.

Podia ser numa qualquer caverna! Mas não é.
Mas pode ser numa qualquer Cidade aí ao virar da esquina.



Esta é uma história de jardineiros, lenhadores e árvores.
De um lado, jardineiros. Do outro, lenhadores.
A tarefa: plantar árvores, ter mais árvores, numa terra despovoada e desertificada.

Nessa cidade, os jardineiros esperaram anos e anos para ver os lenhadores plantar árvores.
Mas os lenhadores não as plantavam e a Paisagem cada vez ficava mais deserta. Apenas as cortavam os lenhadores!
Nos seus discursos longos e empolgantes, nos seus estudos repletos de alto conhecimento, nas Universidades onde também lecionavam, os lenhadores nunca perdiam muito tempo a falar de florestas nem de árvores, apenas discutiam quais os melhores métodos para as cortarem.

E até publicavam muitas teses com isso!

Mas na Paisagem, cada vez menos árvores existiam...


Os jardineiros, ao fim de muito tempo, resolvem um dia assumir essa tarefa, até porque os jardineiros, de outra perspectiva, estudaram muito e já sabiam umas coisas sobre o assunto. Para além dos seus jardins e das suas flores, decidem então, com determinação e muita imaginação, começar a plantar árvores e a plantar florestas. Árvore após árvore, muitas vezes enfrentando difíceis contextos, as populações já viam e reconheciam o esforço do seu trabalho.

Finalmente, a Paisagem tinha mais árvores e não havia dúvida que o ar estava mais fresco, mais limpo.

Claro que para haver mais árvores, havia menos espaço para a terra aberta e os que estavam habituados a isso protestavam! "Gosto de árvores", diziam, "mas aqui?" Outros diziam "Árvores? Sim, claro, mas não da maneira como está a ser feito!"

Os lenhadores, um dia perceberam que havia outros que resolveram fazer o trabalho que a eles cabia.
Ficaram furiosos!
Ao princípio barafustaram muito e puseram-se ao lado dos que criticavam as "árvores aqui" ou dos que se lamentavam sobre a forma como as árvores estavam a ser plantadas.
Que desespero, que agressividade, os lenhadores saíram depois para o terreno apressados, esses grandes especialistas em árvores, e logo agora os jardineiros as plantavam e, que desgraça, a floresta ganhava vida e já havia uma vida imensa associada à nova floresta, arbustos cresciam vigorosos por debaixo e animais nunca vistos circulavam alegremente por entre os troncos. Bem ou mal, a floresta lá estava, já se via, já se viam os resultados. E toda a gente só falava dos jardineiros, não podia ser.

Então, os lenhadores um dia resolveram anunciar que, naturalmente, iam assumir responsabilidades na criação de florestas. Sim, florestas é com os lenhadores!
Mas os dias passaram e continuavam a ser os jardineiros a plantar árvores e toda a gente ia perguntar aos jardineiros pelas árvores e pelo resultado das plantações e dos novos animais da floresta. E aos lenhadores ninguém perguntava nada! E os lenhadores que logo sabiam tanto de árvores! Nunca mais os lenhadores plantavam árvores e tanto tempo perdiam a criticar o trabalho dos jardineiros, a comentar, a explicar como fariam se fossem eles os lenhadores a plantar árvores.

Um dia, naquela caverna, naquela terra, saiu uma lei que dizia, mais ou menos isto, embora de forma genérica e sem especificar ao certo onde, nem como: cabia aos lenhadores plantar as árvores!


E então, logo os lenhadores anunciaram, com pompa e circunstância, que iam mesmo plantar as árvores por que sempre se esperou, mas que afinal todo o trabalho de plantação de árvores pelos jardineiros era meritório e logo descansaram toda a gente sobre o futuro desse trabalho: "está garantido", diziam, "vamos terminá-lo", "já estamos a pensar nisso", no fundo esse trabalho vistas bem as coisas sempre foi deles, dos lenhadores, nós sempre o soubemos, toda a gente o sabe, aliás eles é que sabem muito de árvores, até já tinhamos contado essa parte aqui na história, os lenhadores é que sabem de árvores, mesmo que até nunca as tenham plantado, eles é que sabem e toda a gente tem que perceber que são os lenhadores que percebem mesmo de árvores!
Ainda há dúvidas?

Não, já não há.

Claro está, que os jardineiros, que já tinham esperado tanto pelas árvores e pelas florestas, mesmo quando já se esperava que os lenhadores tratassem delas, que decidiram desde logo continuar com o seu trabalho, deixando claro que os lenhadores pudessem aplicar as medidas que tanto diziam saber fazer, até porque os lenhadores tinham algumas ferramentas imponentes que lhes permitiam fazer o trabalho em boas condições, e até tinham vontade, e diziam que queriam mesmo...

Os jardineiros dedicaram-se então à árdua tarefa de consolidar alguns dos trabalhos já executados nas suas florestas e, dentro dos seus jardins plantar também as árvores necessárias, até porque, claro está, todas juntas podem até fazer uma floresta e ligar às outras florestas, as que existem e as que os lenhadores seguramente vão plantar, porque eles dizem que sabem melhor que ninguém como se plantam...


E foi com descontracção, mas com a mesma determinação de sempre, que os jardineiros voltaram a sair à rua plantar mais árvores.
E, pelo menos à hora que saíram, e o sol já ia bem alto, os lenhadores, pelo menos aparentemente, ainda dormiam...


domingo, 20 de novembro de 2011

A escassez de recursos talvez seja mesmo a nossa nova guerra

Quando vi estes cartazes na exposição "ARTE DA GUERRA" no CCB (Colecção Berardo) sobre os cartazes de propaganda da II Guerra Mundial, não esperava encontrar este "tema da ecologia" tratado.

Há uma secção relacionada com o racionamento em tempo de guerra que apela à poupança.

Não há dúvida que a escassez de recursos obriga a mudanças comportamentais, seja porque devemos poupar gasolina para alimentar "a frente de guerra", seja porque a frente de guerra está hoje alastrada ao mundo. A escassez de recursos leva a gerar poupança.

O choque de encontrar campanhas "ecológicas" há 70 anos atrás, tão actuais, tão fortes e tão dramáticas, não passa despercebida a ninguém que visite esta excelente exposição.

PS: Duvido que o cartaz do Hitler não merecesse ser re-publicado outra vez numa campanha publicitária. Tal e qual. O "choque" que causaria seria o sucesso de hoje desta campanha.


quarta-feira, 16 de novembro de 2011

As máfias e os lobbies não são, definitivamente, verdes!

Um artigo do "Jornal i" chamado "Ambiente. Negócios de milhões nas mãos da máfia verde", um artigo de propaganda de quem defende que as potencialidades ambientais geradas pela existência no território de áreas "non-aedificandii" devem ser aplicadas de "burocracias", ou como dito tantas vezes, "constragimerntos".

Repugnante o título, revoltante o encadeamento de pensamentos que apenas demonstram que as máfias não são definitivamente verdes.
 
Como resposta, nada melhor do que transcrever o excelente post de Henrique Pereira dos Santos no blog AMBIO. A lêr!
 

Carta Aberta para Isabel Tavares

"Minha Senhora,
Comprei hoje o Jornal I estritamente por causa da sua manchete principal: "Ambiente. Negócios de milhões nas mãos da máfia verde".
Nas suas páginas 2 e 3, em grande destaque está uma coisa escrita por si que li, cada vez com mais estupefacção.
O que gostaria de lhe perguntar com esta carta é se dorme bem de noite. Se quando se olha ao espelho não cora de vergonha. Se consegue olhar as pessoas comuns olhos nos olhos depois de escrever, o que é o menos, e publicar, o que é extraordinário,
coisas como isto que o I tem hoje nas suas páginas 2 e 3.
Eu sei, a vida está difícil para todos e talvez eu deva ter alguma moderação no juízo moral sobre o que li e, sobretudo, sobre a pessoa que o escreveu.
Peço desculpa, pois, desta primeira parte desta carta e sigo directamente para o que escreveu, lembrando-me de como as voltas da vida podem levar qualquer um a fazer coisas que em circunstâncias normais nunca achariam eticamente aceitáveis.
É verdade, todos temos fraquezas inexplicáveis e deveria ter-me lembrado disso antes de escrever o que escrevi sobre si.
Vamos então ao que escreveu.
O texto principal vem acompanhado de duas pérolas: uma espécie de entrevista ao Secretário de Estado do Ambiente (que o jornal destaca positivamente na sua última página exactamente por querer mexer no pântano que se pretende descrever no texto principal) em que anuncia o fim da Reserva Ecológica Nacional e outras minudências que dão cabo da economia, e quatro bolinhas seguidas de texto sobre casos concretos que demonstram o que está escrito no texto principal.
Transcrevo a primeira dessas bolinhas: "Um projecto de 20 milhões esteve parado seis meses porque o ICNB garantia a existência de um aquífero. Afinal, o aquífero era, na fotocópia, a marca da dobra do mapa original". Posso fazer-lhe algumas perguntas de algibeira? Quem lhe disse isso? O que disse o ICNB sobre o assunto? Que projecto era esse? Que razões levam um promotor a aguardar pacientemente seis meses sem verificar a causa da paragem? Consultou o processo?
O resto das coisas andam pelo mesmo rigor jornalístico e as perguntas poderiam multiplicar-se.
No texto principal apenas três pessoas são citadas (diz-se que porque os outros têm medo). Quem são as pessoas? O mesmo Secretário de Estado, um dos maiores e mais eficazes lobistas nacionais, Ângelo Correia (um reconhecido especialista nestas matérias já que presidiu à Comissão Parlamentar do Ambiente. Já agora, em que anos?) e Margarida Cancela de Abreu, atacada de forma baixa, anónima e sem direito a defender-se.
De resto existe um promotor estrangeiro (quem?), um promotor nacional que diz que pagou 200 mil euros por um EIA e 100 mil de taxas à APA (verificou a informação? Quem é o promotor? Qual é o projecto? A que dizem respeito as taxas? E são desse montante?) e coisas assim.
Bocas, nada mais que bocas que atingem terceiros que a Senhora achou dispensável ouvir. O ICNB (e seus funcionários), a QUERCUS, a LPN, Margarida Cancela de Abreu e por aí fora.
O melhor a Senhora guardou-o para o fim "Para Ângelo Correia, parte da solução passaria por uma separação clara entre o que são entidades como a Quercus ou Liga para a Protecção da Natureza e o Estado. Por outro lado, seria fundamental criar padrões standard sobre o que se pode ou não tolerar e deixar isso escrito e objectivado para que todos possam conhecer as regras".
Como? Terei lido bem? O poderoso, o fantástico, o conhecedor Ângelo Correia não consegue distinguir o Estado da QUERCUS e da LPN? E a Senhora compra isto? Porquê? Porque foi verificar situações de promiscuidade? Porque viu decisões tomadas com base nas opiniões destas ONGs (ou outras)? Porque foi estudar como se tomam as decisões? Porque foi avaliar quer as regras, quer a prática de decisão nesta matéria? Comparou, por exemplo, a promiscuidade de interesses nos processos PIN com outros processos? Foi verificar se nas decisões é mais fácil os promotores se fazerem ouvir ou o movimento ambientalista?
Francamente, acha normal o que escreveu?
Que existe tráfico de influências não tenho a menor dúvida (e muito menos terá Ângelo Correia).
Mas jornalismo não é isto, não é passar bocas idiotas de lobistas.
O Governo quer continuar a magníficia obra dos Governos Sócrates no desmantelamento da regulamentação de protecção de bens difusos, quer acabar com a REN na sequência da morte da RAN decretada por Sócrates e Jaime Silva?
Nada contra, há dezenas de alterações que eu próprio tenho em carteira para propôr, mas isso fará parte do processo normal e transparente do debate político.
O que lhe pergunto é o que tem a Senhora com essa agenda? A sua opinião dê-a onde entender e quando entender, livremente, mas não tente passar agendas de terceiros como se fossem notícias de jornal.
É que quando os transitórios donos do poder já de lá tiverem saído, a Senhora ainda terá de escrever para jornais. Jornais esses que as pessoas compram à procura de notícias.
Para propaganda, mais a mais rasca, como esta, bastam, para as pessoas comuns, os tempos de antena e coisas que tal.
Já agora, se quiser passar por este blog verá dezenas de textos meus criticando o movimento ambientalista, o tráfico de influências em matéria ambiental e a confusão entre associações e empresas de serviços. Aproveite que tem muita matéria para escrever sobre o assunto, com dados concretos que lhe permitem verificar a informação e assim deixa de depender de lobistas como Ângelo Correia, cuja miopia na matéria (directamente relacionada com os seus conhecidos interesses próprios) a conduzem a parvoíces como as que escreveu que, infelizmente para si, só a prejudicam.
As pessoas comuns não são autómatos estúpidos que engolem qualquer coisa só porque está escrita num jornal.
E quem lhe paga o ordenado, espero eu, são os seus leitores, não são os lobistas.
henrique pereira dos santos"

sábado, 5 de novembro de 2011

As gorduras do Estado são afinal...os Transportes Públicos!?

FOTO AQUI

"Supressão das ligações marítimas de Lisboa à Trafaria/Porto Brandão e ao Seixal, redução do horário de funcionamento do Metropolitano de Lisboa, supressão de 22 carreiras de autocarros da Carris e de uma de eléctricos e redução do número de lugares nos comboios da CP nos períodos de menor procura. Estas são algumas das medidas previstas pelo grupo de trabalho nomeado pelo Governo para estudar a reformulação da rede de transportes da Área Metropolitana de Lisboa."

retirado do PUBLICO AQUI

Se me disserem o Transporte Público tem que ser melhor gerido, eu concordo.
Se me disserem que o Transporte Público tem que ser financeiramente auto-suficiente, e que ser auto-suficiente é que é ser bem gerido, eu discordo. Há actividades do Estado que não dão lucro, nem podem dar se pretenderem cumprir o seu papel, de serviço...público! A Saúde, a Educação, os Transportes Públicos são algumas delas.
A Defesa dá lucro? As Forças Policiais dão lucro? A Justiça dá lucro?
A Saúde serve para nos tratar para podermos trabalhar e ser activos. A Educação para nos dar a formação para podermos trabalhar eficientemente.
O Transporte Público serve para nos podermos deslocar de forma ambientalmente sustentável e financeiramente optimizável do ponto de vista da mobilidade colectiva. O Transporte Público cumpre um serviço à Sociedade como um todo, desanuvia o trânsito e permite que todas as pessoas se desloquem. Permite às empresas que os seus trabalhadores possam chegar a tempo e não fiquem horas no congestionamento. Permite ao Estado poupar muito dinheiro em novas vias de comunicação, na sua construção e futura manutenção.A ideia de que o Transporte Público tem que dar lucro, ou que não pode dar prejuízo é, por isso, uma falácia ideológica, de quem tem uma ideia destrocida do papel de uma Sociedade no seu conjunto.

Não querendo personalizar, mas há neste Governo uma ideia de que tudo o que o Estado gasta é desperdício, e andar de transportes públicos é uma delas. Para muitos destes governantes e decisores, a solução é o carro, e o transporte público (que nunca se utilizou ou se pensa vir a utilizar), é mais um gasto difícil de compreender...
Contra todos os documentos internacionais, vamos em Portugal destruir o sistema de transportes públicos, em vez que aproveitar a situação para os modernizar, valorizar e rentabilizar.
Não há lógica nisto e é um erro de uma gravidade incalculável, inadmissível e que não pode vir a ser implementado, custe o que custar!
 
PS1: se vier a ser inevitável reduzir algum serviço, cortar no metro, no comboio ou no barco, como transportes colectivos pesados é, à partida, um erro. É preciso captar mais pessoas para o transporte público e, descanse-se, haverá seguramente mais gente para o transporte público nesta altura de crise. Cortar por exemplo no Barco para o Seixal ou para a Trafaria, é o resultado de se ter continuamente diminuido a sua frequência ou, no caso da Trafaria, do cais da margem norte não estar articulado com a interface de Algés e estar, imagine-se, em Belém e ligado apenas ao comboio. Alguém que venha da Linha de Cascais para a Costa da Caparica passa a ir ao Cais do Sodré, apanhar um Barco para Cacilhas e depois um autocarro para a Trafaria ou para a Costa da Caparica. Um acréscimo de custos inadmissível e incomportável. O facto de haver barcos obsoletos na ligação da Trafaria ou dos horários terminarem às 23h explicará o resto. Há poucas pessoas nesta carreira e poderia haver muitas. A solução é acabar? 
 
PS2: Os autocarros da Carris, pela quantidade de carreiras em parte sobrepostas que existem, parece ser a única solução para uma optimização que não piore o serviço como um todo. Trata-se até de uma oportunidade de criar trajectos inteligíveis, simples, directos, reconhecíveis pelas pessoas, capazes de atrair os utilizadores, libertos de carros, em faixas BUS estanques e respeitadas.
Se calhar haverá lugar a mudar de carreira para fazer o percurso, mas faça-se em nome de um sistema de transportes público eficaz.


quarta-feira, 2 de novembro de 2011

"Trains are a rich man's toy"

Depois de tudo privatizado ou concessionado no Reino Unido, chegam afinal à conclusão de que:
 
"Trains are a rich man's toy, says transport secretary"

"People who use the railway on average have significantly higher incomes than the population as a whole - simple fact", Philip Hammond, UK´s Transport Secretary
 
Como resposta:
 
"Far from being simply 'a rich man's toy' trains are also vital for many of those on more moderate incomes who need to get to work"
End Quote Stephen Joseph Campaign for Better Transport
 
Vivemos tempos em que se perderam as referências do que é Serviço Público, quem ganha com a prestação de serviços públicos e quanto custam.
Tudo tem que dar lucro, mesmo aquilo que contribui para a riqueza geral.
O transporte público contribui para o funcionamento de uma sociedade, não tem que dar lucro. Tem que ser bem gerido e ser sustentável, mas não dará lucro enquanto estiver num modelo de cumprir o serviço público.
 



 

domingo, 30 de outubro de 2011

1º Parque Hortícola da Lisboa já foi inaugurado

Dia 29/10 foi assim na Quinta da Granja, Benfica.
E outros virão.
A agricultura urbana tem caminho aberto em Lisboa.


terça-feira, 25 de outubro de 2011

Nuclear / Almaraz: Se calhar, valia a pena pensar nisto!...

Central nuclear espanhola está parada por causa de sobreaquecimento

Ana Ganhão (25-10-2011)
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A central nuclear espanhola de Almaraz II, localizada a cem quilómetros da fronteira portuguesa, na província de Cáceres, registou ontem uma avaria numa bomba de refrigeração.

Esta central informou o Conselho de Segurança Nuclear (CNS) espanhol que decidiu parar a produção de energia eléctrica de um dos reactores, perante as "altas temperaturas" registadas. Uma explosão na central obrigaria à retirada das populações dos distritos de Castelo Branco e Portalegre.

A paragem, informou a central, "não coloca em risco nem as pessoas nem o meio ambiente", e classifica-se, de "forma preliminar", como nível zero, na Escala Internacional de Ocorrências Nucleares (INES). A INES é uma escala com sete níveis definida pela Agência Internacional de Energia Atómica e pela OCDE, utilizada para divulgar à sociedade a gravidade de um evento nuclear. O acidente da central nuclear de Fukushima (Japão), em Março, foi classificado como nível 7 nesta escala, assim como a catástrofe de Tchernobil (Ucrânia), em Abril de 1986.

in NATURLINK, link AQUI

Não é avançada uma data para a reactivação do reactor. A paragem é uma medida preventiva, "e antes que se alcance um valor que pare automaticamente o reactor", decidiu-se "efectuar uma paragem programada da produção da electricidade", segundo informou o CNS.

O funcionamento da central nuclear de Almaraz, que está activa desde os anos 80 junto ao rio Tejo, tem sido muito contestado, pois o seu tempo de vida terminou em Junho de 2010, mas o Governo espanhol decidiu mantê-la a funcionar mais dez anos. Há dois meses, várias centenas de pessoas manifestaram-se em Almaraz, entre eles membros da Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza. Esta associação ambientalista alerta para os perigos de contaminação, em Portugal, no caso de um eventual acidente nuclear desta central.

Nuno Sequeira, presidente da Quercus, recorda que esta central tem tido muitos incidentes, tal como em Maio de 2008, um acidente na central obrigou à retirada de trabalhadores e provocou a libertação de 30 mil litros de água radioactiva (depois de tratada) no rio Tejo. O ambientalista acrescenta que a central nuclear espanhola representa um risco muito elevado para Portugal e explica que, uma eventual explosão, contaminaria Portugal por via atmosférica e também por contaminação do Rio Tejo.

Em Espanha existem seis centrais nucleares em funcionamento, num total de oito reactores (as centrais de Almaraz e Ascó têm dois reactores cada), segundo o CNS. As restantes são Santa Maria de Garoña, Trillo, Cofrentes e Vandellós II. Uma central, José Cabrera, já foi definitivamente encerrada. Estas centrais produzem cerca de 20% da electricidade consumida no país.

Fonte: http://www.csn.es/ e http://www.quercus.pt




domingo, 23 de outubro de 2011

O último pôr-do-sol deste Verão

22/10/2011
Cruz Quebrada, Oeiras

E pronto, a chuva chegou. Ainda bem, claro está. Sem água, não há vida e muita gente se queixava já deste Verão tardio.
Venha ela.

A chuva vem aí…

A chuva vem aí…

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

isto explica muita coisa

Portugal ultrapassa os EUA no número de carros por 1000 habitantes!

Nem é preciso comentar mais nada, é?
 
 
INFORMAÇÃO AQUI

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

"Óleo de Argão - o ouro líquido de Marrocos"

Ao contrário das riquezas de África na maior parte dos Países, com os seus processos e cadeias de interesses, desumanas e chocantes, este é um negócio exemplar que faz viver aldeias inteiras, que promove a mulher na sociedade e que retira proveito do que a Natureza dá.

ARTIGO AQUI

O ouro líquido de Marrocos

13.10.2011 Por Nídia Faria

Produzido há milhares de anos por mulheres berberes, o óleo de argão está na moda, quer para uso culinário quer estético. O aroma e o sabor fazem dele um tempero exótico muito apreciados por chefs e a fama dos seus resultados na pele e cabelos já conquistou a indústria da cosmética.

Começou a ser utilizado como óleo de cozinha e está entre os principais ingredientes da gastronomia marroquina, que já conquistou chefs por todo o mundo. Mas o óleo de argão tornou-se num super-herói para a indústria da cosmética porque, para além das suas propriedades hidratantes e nutritivas, é também um ingrediente potente no combate ao envelhecimento.

O óleo de argão é extraído do fruto da argânia, uma árvore disponível apenas no território da reserva de biosfera, no sul de Marrocos, numa área florestal de 25.900 quilómetros quadrados, considerada Reserva da Biosfera pela UNESCO. Esta árvore é sagrada em vários aldeamentos berberes, como acontece em Bouzamma, na cidade de Essaouira, no sul de Marrocos. Aí, as mulheres trabalham numa cooperativa dedicada exclusivamente à colheita e à produção do óleo, que depois é vendido a laboratórios de cosmética marroquinos, e daí para fora do país.

É o caso dos laboratórios Azbane que compram o produto às cooperativas femininas berberes e o exportam para 39 países, sendo que os seus principais clientes são spas, hotéis, institutos de beleza e a indústria da cosmética. Saïd Azbane, director técnico destes laboratórios, refere que o óleo de argão está na moda e que os seus milagres têm interessado cada vez mais a classe média, enquanto consumidor, e várias empresas, que buscam um negócio lucrativo. "Toda a gente quer usar, comprar, vender. Mas para se tirar qualquer partido deste óleo, tão caro e raro, primeiro é essencial que seja autêntico, puro."

O director técnico coloca três regras de ouro para o bom aproveitamento do produto: "em primeiro lugar, há que ter a certeza da sua autenticidade. Segunda regra, ter a certeza de que se paga bem o serviço das mulheres que perdem oito e nove horas para conseguir um litro de óleo, de forma a ajudar essas famílias e, no fundo, a comunidade. Terceira regra, colocar a quantidade suficiente de óleo de argão nas fórmulas dos produtos."

A colheita do argão faz-se de Julho a Setembro e o fruto seca ao sol durante um mês. A seguir, é descascado usando utensílios rudimentares, batendo-se ao de leve na casca com uma pedra. O miolo é cozinhado a lume brando numa panela de barro e depois moído. Passa da água fervida para a fria para arrefecer e depois o miolo é peneirado e decantado. Finalmente, este é filtrado através de papéis ou tecidos, sendo o óleo engarrafado e rotulado.

Segundo o gestor da Coopérative Feminine Bouzamm (CFB), Ayoub Biballa, a primeira cooperativa em Marrocos surgiu em 1997, e aquela que gere tem seis anos. Muitas delas são suportadas por laboratórios de produtos cosméticos nacionais, e aqui os laboratórios Azbane são um dos bons exemplos, uma vez que apoiam 170 destas cooperativas. A produção de óleo de argão acaba por ser, neste caso, o principal ganha-pão de 400 mil famílias, sendo a colheita do argão e a produção do óleo feito por quatro mil mulheres.


quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Estranhas formas de arte

O vandalismo crescente nos comboios de Cascais e a indiferença da CP face ao problema, parecem adquirir contornos de Mark Rothko.
Vistos de dentro, com a luz a penetrar já com dificuldade no interior das carruagens, começam a assumir um carácter inovador, quiçá locais para substituir colecções de Arte Contemporânea que já não caibam em algumas garagens?
 
O grafiti a vulso, os "tags", são para mim meras formas de vandalismo. Não arte.
Desadequadas, descontextualizadas, não devem ser autorizadas, devem ser perseguidas e punidas.
Já organizadas, em locais definidos, podem ter muito interesse e há bons exemplos disso por cá.
 

sábado, 8 de outubro de 2011

Cargo Bikes

Ou muito me engano, ou ainda vamos ouvir falar muito disto nos próximos tempos!

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

3 boas notícias e de uma só vez!

Como circular de bicicleta na Cidade?
3 Vídeos com dicas simples e certeiras. Vale a pena! Parceria CML e FPCUB.
 
"O MEU PRIMEIRO LIVRO DE BICICLETAS"
Uma verdadeira enciclopédia de bicicletas, para pequenos e graúdos. Já nas bancas. Edição da CMA.
 
 
 
Concurso de talhões hortícolas em Lisboa, Benfica (Quinta da Granja) e Campolide (Jardins de Campolide / Corredor Verde).
A não perder! Iniciativa CML.
 
 
 

terça-feira, 27 de setembro de 2011

"Acho que as empresas já passaram a fase do debate"

Que tristeza!!! Nem Fuckushima!...??
Pode ser que a Srª Merkl venha dizer a este Sr. que o nuclear não é o caminho...
Os Portugueses já perceberam que o nuclear é ineficiente, perigoso e só vive de subsídios estatais!
É notável como a resposta dada a todos os perigos é: "Acho que as empresas já passaram a fase do debate"
Elas é que sabem, elas é que mandam?

Caro Ministro, se julga que isto vai ser fácil, está enganado!
Cá estaremos, será o início do seu fim político

http://economia.publico.pt/noticia/ministro-da-economia-admite-que-energia-nuclear-e-uma-possibilidade-para-portugal-1513834#


segunda-feira, 26 de setembro de 2011

"Ambientalistas questionam ministra sobre nova política de conservação da Natureza"

Seguramente que a Conservação da Natureza devia manter um Instituto dedicado a esta função.

Apesar das fragilidades, como bem acentua a LPN, o ICN teve e tem um papel activo na defesa da Conservação da Natureza e da Biodiversidade.

O que este Governo ainda não viu, e no anterior talvez mesmo só o Secretário de Estado da tutela tenha tido consciência mas não passou aos actos, é o potencial de geração de emprego e oportunidades que a conservação da natureza e as áreas protegidas significam.

Não falo de "desenvolver" o potencial turístico da forma a que nos habituaram (excepcionar, permitir mais, urbanizar, ...) mas sim tirar partido da "marca" conservação da natureza e das diferentes "marcas" das diferentes áreas protegidas, permitindo valorizar o regresso ao "campo" mas agora numa óptica de geração de emprego ambiental, de turismo ambiental e de criação de mais-valias económicas assentes no produto local.

As apostas na geração de emprego na conservação da natureza, nas aldeias e nas áreas protegidas, é uma aposta "não-deslocalizável".

O Parque Natural não se deslocaliza. É uma aposta de futuro.

Ponham os olhos em Espanha e na Alemanha e vejam quantos empregos não cria uma conservação da natureza activa e séria.

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"Ambientalistas questionam ministra sobre nova política de conservação da Natureza
26.09.2011
PÚBLICO

A mais antiga organização ambientalista do país, a LPN, está preocupada com a reestruturação da esfera governativa e a nova política de conservação da Natureza. Hoje enviou uma carta à ministra Assunção Cristas.

A Liga para a Protecção da Natureza (LPN), fundada em 1948, diz-se preocupada com a extinção do Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB) e com a divisão de competências pela Direcção-Geral da Conservação da Natureza e Florestas, Agência Portuguesa para o Ambiente, a Água e a Acção Climática e as Direcções Regionais de Agricultura e Pescas. A associação "receia que a descentralização das competências na área da Conservação da Natureza levará à incapacidade da implementação de uma estratégia a nível nacional, assim como ao incumprimento de estratégias, directivas e convenções internacionais, para não referir a própria gestão e fiscalização das áreas protegidas", escreve em comunicado.

Agora, a LPN pergunta a Assunção Cristas quem fará a gestão e fiscalização das áreas protegidas e quem será responsável pela implementação da Estratégia Nacional de Conservação da Natureza e Biodiversidade. A associação pergunta ainda que papel entende o actual Governo que o Estado deve desempenhar na Conservação da Natureza e Biodiversidade.

"A sociedade civil encontra-se agora numa encruzilhada em que necessita de repensar a utilização e o consumo dos recursos naturais, e portanto é com pesar que a LPN vê desaparecer do ministério do ambiente um instituto que apesar das suas fragilidades, tinha uma papel importante na coesão de uma política de Conservação da Natureza", conclui."




quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Já podia ser a Holanda?

Foi assim que me deparei hoje na Escola Secundária Virgílio Ferreira, em Carnide, ex-Secundária de Carnide, onde ainda por cima andei até 1994.
Hoje, com uma ciclovia à porta e um parque de estacionamento para bicicletas dentro da escola, é assim o cenário.
Dizem que é assim todos os dias e cada vez mais a crescer.
As imagens falam por si e deixam muito espaço para reflexão. Porque será?


sexta-feira, 16 de setembro de 2011

"De Bicicleta para o Trabalho", em Lisboa

Este ano 2011, à condição de experiência só para os trabalhadores da CML.
Quem sabe se para o ano não haverá muitas empresas, organismos públicos e outros actores a "agarrar" a ideia?
 
Por todo o mundo, a decisão de usar a bicicleta é tantas vezes uma questão de...impulso.
As campanhas de marketing e de sensibilização tornam-se, neste âmbito, decisivas.
 
O "Bike-to-Work", o "Bike-to-School" e o "Bike-to-Shop" são campanhas já testadas por esse mundo fora.
O objectivo é o mesmo, os meios diferenciados, o público-alvo distinto caso a caso.
 
Continuo a achar, como sempre achei, que andar de bicicleta não é simplesmente dizer "ande de bicicleta!".
Para além das condições físicas de cada um, do à vontade em circular e da distância, Lisboa tem áreas da Cidade que não são planas e muitas em que o tráfego é avassalador. Há que respeitar quem não se sinta capaz nem disposto a fazer sacrifícios.
O que digo é que, por outro lado, há muitas áreas da Cidade que a topografia é adequada, em que a bicicleta circula em segurança porque o tráfego é reduzido ou porque há ciclovias. 
Para estes casos, aplicáveis já em extensas áreas da Cidade, estas campanhas fazem muito sentido, porque as condições estão reunidas.
 
Detalhes da iniciativa AQUI

domingo, 11 de setembro de 2011

Rua Vida

A Rua Garrett é o centro da cidade de Lisboa. É o centro do comércio renovado que se verifica no Chiado.
O Miguel Barroso no seu FB divulgou esta imagem que mostra bem o potencial de pedonalização permanente que esta rua apresenta.
A propósito de um evento que abriu o comércio de rua até mais tarde, ficou (mais uma vez ) bem patente que é urgente renovar o comércio renovando o conceito de rua.
E nesta rua, o espaço público agradecia menos carros. E mais pessoas, também.


quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Gerar mais economia e mais emprego no País? Torne-se eficiente energeticamente!

Esta imagem vale decerto por mil palavras!

http://www.energysavvy.com/blog/2011/07/13/ticking-atomic-clock-nuclear-power-vs-efficient-homes/

Entre construir uma nova central nuclear e reabilitar os edifícios necessários para compensar, da mesma forma, os gastos de energia, geram custos de metade, 220.000 empregos contra 2.400 da 1ª opção.
E empregos locais, não deslocalizáveis.

João de Deus Pinheiro, o mais recente nuclearista na Era Pós-Fuckushima, devia ler isto.
E Vitor Gaspar e Álvaro Santos Pereira também, já agora.


quarta-feira, 31 de agosto de 2011

À 3ª foi de vez. O ditado não engana...

1º tentaram acabar com os comboios de S.Pedro por causa das greves. As greves acabaram mas os comboios não voltaram até, por via de muita pressão e uma semana depois. Chamei-lhe "Atirar o Barro à parede".
Sempre com atrasos, veio a 2ª tentativa: Acabaram com metade dos comboios de S.Pedro.
À 3ª é de vez. Como já se temia, os comboios que se avariam não têm reparação. Foi preciso puxar pela cabeça para tornar esta má notícia, a da supressão de uma boa parte dos comboios da Linha de Cascais, numa "boa notícia", sustentada por uma cara feliz que segura um relógio.
 
Há muito que se deviam ter substituido os comboios. Custava 300 Milhões de Euros e o PEC 1 acabou logo com este "gasto". 2.400 milhões para o BPN, desde esta altura, um número para ir lembrando.
 
Mas isso não coíbe que se subam os passes e se diminuam as ligações em simultâneo.
Hoje a Linha de Cascais, antes conhecida por permitir acertar os relógios com o passar dos comboios, é hoje célebre pelos atrasos, supressões, alterações e excepções.
Os comboios são velhos, as estações quase todas decrépitas, os horários reduzidos e os preços altos. E a privatização vem aí, já com horários reduzidos e preços mais altos.
 
E assim reza esta triste história.

---------- Mensagem encaminhada ----------
De: <newscp@cp.pt>
Data: 31 de Agosto de 2011 15:29
Assunto: (2160) Linha de Cascais - a partir de 18 de setembro
Para:

Linha de Cascais

 

 




sábado, 27 de agosto de 2011

Aquela cumplicidade...numa esquina em Basileia




quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Zonas 30 e Zonas 30: o desenho é que marca a diferença

Desenhar "Zonas 30" não é um assunto de nenhuma especialidade técnica em particular.
Tenho visto alguns Engenheiros queixarem-se de que "agora" os Arquitectos Paisagistas agora desenham ruas...
Ainda bem, bons tempos esses em que os Engenheiros de Tráfego, tão qualificados que eram, nos desenharam sozinhos as ruas que hoje temos!

É pois importante saber trabalhar em equipa e, mais do que querer chamar a si o "foco luminoso", saber enquadrar as diferentes sensibilidades no desenho urbano.
O desenho urbano é hoje uma poderosa arma de eficácia.
Nas zonas 30 não o é, portanto, menos.

Veja-se esta diferença entre o mesmo conceito, na Suíça (1ª foto) e na Alemanha (2ª foto).
Na 1ª foto, há uma preponderância de elementos viários na concretização do objectivo de acalmar o tráfego, enviesa-se o eixo axial e falta continuidade e homogeneidade de símbolos e materiais.
No 2º caso, o contrário. Maior equilíbrio do desenho, regularidade no eixo viário, ausência de sinalética viária.

O que define a qualidade do desenho urbano é a clareza, ponderação e o equilíbrio entre os diferentes elementos que compõem as várias funcionalidades do espaço urbano.
Os requisitos viários, calibragens e dimensionamentos são fundamentais para serem integrados num desenho. Não para serem eles mesmos desenho!

Vamos trabalhar em equipa?

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Interdit aux chiens!

Agrada-me o conceito!
 
E explica muita coisa...
 
Se disser isto alto dizem-me logo que desprezo os animais.
Os jardins em Portugal pertencem-lhes?

terça-feira, 9 de agosto de 2011

AAA

Obama ainda não fez nenhuma guerra, ainda não invadiu nenhum País.
Tem reduzido custos de armamento e criou apoios sociais, designadamente na criação de um Sistema Nacional de Saúde,
As Agências de Rating, "seres" de outro planeta, sem outro fins que não a "justiça" e a "objectividade", deram-lhe a resposta. Os Repúblicanos não terão nada a ver com isto.
É como na Comunicação Social Americana, livre e democrática.
Sim, sim abelha...

in "PUBLICO de 09/08/2011"




sábado, 30 de julho de 2011

Para a Caparica, de Bicla (na TV)

Freiburg, Germany: A model sustainable city


in http://www.grist.org/slideshow/2011-07-29-freiburg-a-model-city-in-germany/3

Se puder, visitarei este Cidade. Está marcada!
O último grande projecto em Freiburg é a reconversão da antiga Base Militar Francesa "Vauban" num Eco-Bairro. Vale a pena espreitar aqui.

terça-feira, 26 de julho de 2011

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Um "Relvado" low-cost

video
Sem gastar uma gota de água de rega, este espaço em Lisboa assistiu hoje à ceifa, que marca o fim do ciclo dos cereais de Outono-Inverno.
 
Para quem planeia e projecta a Cidade, as tipologias agrícolas são matéria-prima essencial para quem quer desenhar espaços sustentáveis, muito baratos e com inúmeras utilidades e funções.
 
"Game Over" para quem pense que espaços verdes são só jardins de relvados e flores, projectando a seu belo-prazr formalismos dispendiosos de instalar e insustentáveis de manter. "game Over" não sou eu que digo, é a crise que exigirá que os projectos se orientem doravante por critérios de desempenho energético-ambiental e de sustentabilidade.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

The end of Suburbia (in Portugal)

Segundo um Inquérito do INE, talvez tenha começado oficialmente por cá:

"Portugueses já gastam mais energia com os carros do que com a casa" em 20.07.2011 - 13:01 Por Ana Rita Faria

ARTIGO AQUI
 
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Informações do filme aqui:
 
 
 

 

terça-feira, 19 de julho de 2011

Cenouras do Montijo, Pêras carapinheiras de Alcobaça, ...

No "meu" Mercado é assim: A origem dos produtos não é "Portugal", "Espanha", "Argentina", etc.
 
Os produtos são praticamente todos Portugueses, logo na banca lê-se "Montijo" para as cenouras e betatas, "Alcobaça" para as pêras-pérola e pêras-carapinheira, "Algarve" para as melâncias, "Fundão" para as cerejas e para os Pêssegos e por aí fora.
Comprei pequenas maçãs disformes? "De Setúbal, só há por estes 15 dias, depois acabam"?
"- olhe lá, as melâncias são uma maravilha como as de semana passada?"
"- não, hoje nem por isso, leve-as a partir de 5ª feira".
 
Os Mercados podem ser isto. Produtos de cá, produtos melhores, produtos mais baratos, produtos mais frescos e mais ecológicos.
 
Há de tudo nos Mercados, e no meu Mercado não é excepção. Mas nesta banca é assim: vale a pena.
 
Os produtos que compro vão directamente para o carrinho-de-compras, com rodas. Vou a pé e regresso a pé. Os Mercados podem ser equipamentos para uma nova vida de bairro, porque foram projectados no seu centro.
Com outras valências e com novas abordagens, os Mercados têm futuro. Um futuro sustentável.


 



 

sábado, 16 de julho de 2011

Cá não dá, porque é tudo aos altos e baixos e tal, na Suíça é que é...

Recuperei um slide que tirei da Estratégia Ciclável para a Suíça apresentada pelo representante do Ministério dos Transportes Suíço, no Velo-City2007 em Munique.

Sim, Ministério dos Transportes.

Sim, Suíça...



sábado, 9 de julho de 2011

"Governo admite alargar competências das autarquias"

NOTÍCIA AQUI


"(...) Paulo Júlio considerou como “potenciais transferências” competências na saúde, no ambiente e no ordenamento do território, já que, defendeu, “se as políticas forem de maior proximidade, elas podem ser mais eficazes”. "


Não podia discordar mais desta medida!

O Ordenamento do Território deve caminhar no sentido inverso, ou seja, numa lógica multi-municipal e, até, Regional. Esta transferência de competências para os municípios só significa a desresponsabilização do Estado pelo bem de todos e sobretudo a (já esperada) incapacidade de um Governo Liberal entender que Ordenar o Território é uma ferramenta eficaz para redução de despesas e apenas tentar colocar as culpas sobre o funcionamento processual...

O mal maior é que esta medida nem sequer começou agora...

Deixar para a esfera das autarquias cada vez mais competências em matéria de ordenamento significa acentuar o conflito de interesses entre as receitas urbanísticas do curto-prazo e a protecção dos valores ambientais cujo valor é mais difuso e mais dificil de contabilizar.

A esmagadora maioria das autarquias decidirá sempre em favor daquilo que pensa ser "dinamismo económico", "oportunidades", "flexibilidade" e outros chavões na moda, podendo sempre argumentar em torno das receitas taxas urbanísticas...

O Ambiente, esse virá "embrulhado" em detalhados estudos de impacte ambiental, cuidadosas medidas minimizadoras recheadas de pormenores e detalhes e de avaliações ambientais estratégicas a reboque dos empreendimentos e do objectivo final!

Terrivelmente "genial" esta ideia de dar mais competências às autarquias em matéria de ordenamento do território...

quarta-feira, 6 de julho de 2011

"Estacionamento em Lisboa: o pau e a cenoura"





Daniel Oliveira: Antes pelo contrário


05/07/2011 in EXPRESSO




O aumento das tarifas de estacionamento em Lisboa gerou grande indignação. Compreendo mas discordo. Porque este aumento foi feito exactamente como tem de ser: mais caro no centro, mais barato na periferia. Mais barato onde há mais espaço, mais residentes e menos transportes públicos; mais caro onde o trânsito é maior, onde há mais gente a trabalhar e mais transportes públicos. A mobilidade é um direito. Mas andar de carro no centro das cidades e estacionar nas artérias principais é um luxo. E basta conhecer várias cidades europeias para o saber.
Circulam em Lisboa cerca de 700 mil carros por dia. Não há espaço para todos estacionarem. Tão simples como isto. E a verdade é que os carros estacionados por todo o lado estão a destruir a qualidade de vida dos cidadãos. A cidade não pode continuar a ser colonizada por carros, usurpando todo o espaço público que deveria estar reservado a jardins, passeios, esplanadas.
Os cidadãos têm direito a bons transportes públicos, a preços económicos, confortáveis e pontuais. Não têm direito a ir de casa ao trabalho e do trabalho a casa no seu próprio carro e a ocupar os centros das cidades com o seu automóvel. Isso é um luxo. E os luxos pagam-se. E pagam-se caro. Na verdade, acho que o estacionamento no centro de Lisboa, para não moradores, continua a ser demasiado barato (e a fiscalização devia ser bem mais severa). Vão de carro pelas grandes artérias das principais cidades europeias. Tentem estacionar por lá e verão que vos passa logo a vontade.
Dito isto, esperava duas coisas da mesma autarquia que tomou esta decisão: que se tivesse manifestado ruidosamente contra o anúncio da privatização de rotas da Carris, Metropolitano de Lisboa e CP e contra o aumento previsto para as tarifas dos transportes públicos; e que se comprometesse destinar os rendimentos do estacionamento para o financiamento dos transportes coletivos, como acontece em algumas cidades europeias. Para exigir civismo é preciso dar alternativas. E para mudar comportamentos não basta punir ou cobrar. É preciso dar incentivos. A Câmara de Lisboa mostrou o pau. Falta mostrar a cenoura. A reação de quem viveu a anos a ocupar de borla um espaço que é de todos com o que apenas a si pertence criou esta ideia de que o estacionamento gratuito é um direito. Não é. E ainda virá o dia em que, como acontece em Londres, se paga para trazer um carro para a cidade e que esse dinheiro serve para financiar o transporte coletivo. Talvez aí se perceba que o transporte público, esse sim, é que é que é para todos. E talvez então o aumento das suas tarifas cause a revolta que merecia.




quarta-feira, 29 de junho de 2011

Manuel Falcão, benvindo à sua Cidade que se orgulha de começar a ser ciclável!

Foto: Lisboa, Entrecampos, em pleno Planalto (fonte Bing Maps)
 
O Dr. Manuel Falcão escolhe dedicar a sua crónica no "Metro" a demolir a aposta da bicicleta em Lisboa.
 
Lisboa não será nunca Amesterdão mas começa a mostrar capacidade de ser Edimburgo, Lausanne ou San Sebastian, e lutar por 7-10% de viagens em bicicleta, a par destas cidades com áreas declivosas razoáveis mas onde a bicicleta tem o seu lugar.
 
O QREN 2008, que deu luz verde à Rede Ciclável de Lisboa, exigia metas: 5% de todas as viagens em 2013. Cerca de 12.500 utilizadores a fazerem 2 viagens por dia.
Em Edimburgo estavam nos 5% e tentam chegar aos 10% por esta altura. Lausanne nos 7%.
 
A bicicleta foi apresentada aqui como um complemento do transporte público, para retirar pessoas do automóvel e trazê-las para a utilização do transporte público, funcionando como componente de ligação.
 
As ciclovias, não sendo o fim em si mesmo da bicicleta, são um forte impulso à sua utilização, designadamente em vias com enorme fluxo viário ou em situações declivosas pontuais, como é o caso específico da Rua Marquês da Fronteira, permitindo ao ciclista efectuar velocidades muito mais lentas do que os veículos em segurança e resguardo.
 
Mas a bicicleta nas curtas distâncias é muito competitiva (até 3km) e pode ser um meio de transporte único, viável, rápido e eficaz.
E tantos percursos se podem fazer nestas distâncias em Lisboa e nas zonas planas...
 
Sim, porque há mais do que 7 colinas em Lisboa...não sabia isso pois não Sr. Dr.?
 
 
 
Notas sobre a Aptidão Ciclável:
 

A Aptidão Ciclável representa a avaliação da rede rodoviária e de caminhos existentes ou propostos, no que respeita ao seu declive longitudinal, de modo a seleccionar todos os percursos que oferecem condições de declive para serem cicláveis sob o ponto de vista do conforto.

 

A elaboração da denominada "Aptidão Ciclável" é fundamental num processo de síntese de uma Rede Ciclável, entendida sob o ponto de vista do conforto para todos os utilizadores. A lógica interna de funcionamento de uma rede ciclável passa primeiramente pelo facto do seu declive ser adequado à circulação de bicicleta. Os declives mais frequentemente utilizados para circulação em bicicleta estão incluídos nas seguintes classes:

 

0-3% - terreno considerado plano, com aptidão completa para a circulação em bicicleta;

3%-5% - terreno pouco declivoso, considerado ainda satisfatório para  circular de bicicleta até médias distâncias;

5-8% -terreno declivoso, impróprio à partida para circulação de bicicletas a longa-média distância podendo, no entanto, funcionar como troços cicláveis de ligação (até 150m) (Pedestrian and Bicycle Information Center em http://www.apbp.org);

8%-10% - terreno muito declivoso, não adequado à circulação de bicicletas, excepto para troços muito pequenos de ligação (até 45m) (Pedestrian and Bicycle Information Center em http://www.apbp.org).

 

O Guia AASHTO dos Estados Unidos para as boas normas de planeamento e construção de redes cicláveis refere que:

 

· Troços com 5-6% são aceitáveis até 240m;

· Troços com 7% são aceitáveis até 120m;

· Troços com 8% são aceitáveis até 90m;

· Troços com 9% são aceitáveis até 60m;

· Troços acima de 10% são aceitáveis até 30m;

· Troços acima de 11% aceitam-se até a um máximo de 15m

 

O cumprimento dos requisitos de declive longitudinal é um aspecto necessário para a sua utilização por todas as classes etárias. Considera-se que até 5% de declive se aplica uma grande abrangência de utilizadores sendo que, no entanto, entre 3% e 5%, os percursos cicláveis não deverão apresentar distâncias demasiado extensas sem interrupções ou paragens, podendo esta classe de declives ser já considerada exigente para situações de comprimento extenso.

 

A própria atractibilidade de uma rede está também, a par com outros aspectos, intimamente ligada com o declive longitudinal dos percursos.

 
 
 
 
 

segunda-feira, 27 de junho de 2011

A rapariguinha do Shopping

IMAGEM AQUI
 
Excerto da entrevista do PÚBLICO. Integral AQUI
 
"As pessoas que entrevistou preferem trabalhar num centro comercial em vez de no comércio de rua?

Claramente. Para a minha amostra, é mais prestigiante estar num centro comercial do que numa loja de rua. Estou a fazer um trabalho sobre outros grupos profissionais dentro dos centros comerciais - como a limpeza e a segurança - e uma empregada de limpeza dizia-me que preferia trabalhar num centro comercial porque havia pessoas bonitas, uma decoração agradável e ela, que já tinha trabalhado em hospitais, sentia-se melhor."
 
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Para mim seria ao contrário! Ou então talvez não!!
Se a pergunta fosse "Prefere trabalhar na Av. Duque de Loulé com 4 faixas de rodagem para veículos apressados e passeio de metro e meio, ou num Shopping onde as ruas das lojas não têm carros?", a minha resposta seria: "O Shopping".
 
A rua está desqualificada e os Shoppings tiram partido disso.
Requalifiquemos sim a rua!

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Quando a circulação automóvel fala mais alto, a cabeça é que paga!

IMAGEM AQUI

Vejo muita gente e muitos blogs "contra o automóvel" com discursos muito meritórios e empenhados na defesa do espaço pedonal.
Olham para uma qualquer rua e só vêm problemas e defeitos. Nada contra a crítica.
Mas pior, nunca há melhorias, mesmo quando existem...


Dizer mal em blogs é menos difícil do que corrigir comportamentos crónicos!

É que na prática temos que distinguir o bom do óptimo e saber procurar concensos, senão a crítica em "todas as direcções" não leva a nada. É pura perda de tempo e dinheiro!

O Blog "A nossa Terrinha" terá que descer literalmente " à terra" se não se quiser esgotar com críticas demolidoras inconsequentes. Solução não as avança, não diz quanto custam. Nem imaginam o que custa lutar contra o automóvel. Pensam que é simples?

Não acreditam? Ora vejam:
Só para terem uma noção, ponham os olhos nas reacções da Assembleia Municipal de Lisboa ao evento que devolveu a Avenida da Liberdade aos peões por 1 dia e que teve mais de meio milhão de pessoas a circular alegremente por onde, lembra-nos a história, foi o Passeio Público, e por onde se fazem inúmeras manifestações, que igualmente "cortam" o tráfego.

Vejam quem vota a favor do que aqui se diz...

O "Sr. Automóvel" é isto mesmo! Vejam as votações em sintonia para três moções diferentes, que une o PPM aos "Verdes", une o PSD ao BE.
Cada um tem os seus motivos para votar contra, mas o espaço automóvel livre para circular de carro é o motivo sempre presente!
Uns sugerem que fosse na Bela-Vista, outros lamentam que esta avenida "de passagem" fique interdita, outros lamentam que seja um supermercado a financiar a acção.
Mas, apesar de meio milhão de pessoas a pé, todos lamentam a tal "falta de mobilidade"!

Blog "A Nossa Terrinha": Sejam benvindos à "nossa" terrinha!

Se quiserem concentrar esforços e contribuir para a mudança a favor do peão, não mudem a essência dos vossos posts nem as críticas.
Mudem sim os objectivos porque o alvo não é, infelizmente, quem pensam...


(Nota: os negritos e sublinhados abaixo são da minha responsabilidade)



Moção do PPM: FECHO AVª DA LIBERDADE - MEGAPIQUENIQUE

A Avª da Liberdade é umas das artérias mais importantes da cidade de Lisboa, fundamental para a circulação de automóveis, transportes públicos e pessoas. Uma das Avenidas com mais turismo da cidade.

Considerando que:
1 - A realização do mega Piquenique Continente, nesta Avenida, foi autorizado pela Câmara Municipal de Lisboa.
2 – Desde dia 15 de Junho que só se circula pelas faixas laterais, causando enormes problemas de trânsito, prejudicando milhares de lisboetas.
3 - Foi vedado o corredor central aos Taxistas e só autorizado aos transportes da carris, causando um enorme transtorno a esta classe de trabalhadores.
4 – A realização deste evento na Avenida da Liberdade, por mais contrapartidas que ofereça não justifica os transtornos causados, pois Lisboa tem ao dispor outros locais mais apropriados para este tipo de acções.
5 – A Câmara Municipal de Lisboa, mais uma vez secundariza os interesses da cidade em prol de um impulso publicitário a uma marca.

Vem por isso o Grupo Municipal do PPM propor que a Assembleia Municipal, na sua reunião ordinária de 21 de Junho de 2011, delibere, criticar totalmente, junto do executivo camarário, o local onde foi realizado o Mega Piquenique Continente, prejudicando e desrespeitando, assim milhares de pessoas.


E a votação foi:

Moção nº 3 - Aprovada por Maioria na Sessão Ordinária da Assembleia Municipal de Lisboa
realizada em 21 de Junho de 2011, com a seguinte votação:

Votos a Favor: PSD / PCP / CDS-PP / BE/ PPM /PEV
Votos Contra: PS / 3 IND
Abstenções: MPT/ 3 IND




Moção do BE: Contra privatização do Espaço Público em Lisboa
com "Mega Pic Nic" do Continente




Considerando que:

1. A Câmara Municipal de Lisboa decidiu arbitrariamente cortar o trânsito na Avenida da Liberdade durante 4 dias para a realização de "Um Mega-Picnic", um evento comercial que transforma uma das principais artérias da cidade num centro comercial a céu aberto
do Grupo Continente.
2. Não é aceitável que, sob um pretexto que ainda está por provar de que este evento promoveria a produção nacional -, se venha agrilhoar qualquer espaço público da cidade em geral e muito menos uma das suas principais artérias, a Avenida da Liberdade,
limitando o acesso ao espaço em causa e dificultando a mobilidade
de milhares de cidadãos ao local e zonas limítrofes
.
3. Esta iniciativa de privatização do espaço público é um atentado ao
interesse público de livre usufruto de uma zona nobre da cidade de
Lisboa

4. Infelizmente, esta situação não constitui nenhum precedente porque
ela encadeia-se já numa prática política frequente do executivo
liderado por António Costa, tal como já sucedeu com o Jardim
da Estrela, a Praça das Flores, alem da Praça do Comércio e do
largo Rossio a serem também cedidos a outras marcas para fins
meramente comerciais.
5. A gestão da Câmara Municipal de Lisboa no que toca a ocupação
do espaço público por iniciativas privadas revela uma falta de
respeito para com os cidadãos que são o seu dono e principal
utente.
6. A ideia de que as instituições podem decidir a ocupação do espaço
público por operadores privados sem ter em conta as expectativas,
a opinião e os direitos dos cidadãos é um atropelo à gestão
democrática do espaço público.
7. O que esta iniciativa demonstra é que o presidente da CML, Dr.
António Costa tem negligenciado por completo o princípio da
auscultação e da participação dos cidadãos que devem ser o traço
principal da governação municipal moderna.
8.É imperativo que a autarquia inverta esta prática autoritária
de decisão, e promover o debate com todos, de modo a que a
realização de iniciativas com vantagens mútuas e justificadas na
base do interesse público e colectivo seja o princípio norteador da
governação da cidade.

O Grupo Municipal do Bloco de Esquerda propõe à Assembleia
Municipal de Lisboa, reunida no dia 21 de Junho de 2011,
delibere:

Repudiar a politica de privatização do espaço público, nomeadamente,
as suas zonas mais nobres e censurar a Câmara Municipal de Lisboa
pela reincidência nesta estratégia política.


E a votação foi:


Moção nº 7 - Aprovada por Maioria na Sessão Ordinária da Assembleia Municipal de
Lisboa realizada em 21 de Junho de 2011, com a seguinte votação:

Votos a Favor: PSD / PCP / CDS-PP / BE/ PPM / PEV/ 2 IND
Votos Contra: PS/ 3 IND
Abstenções: MPT/ 1 IND



MOÇÃO CDS/PP "Mega Piquenique na Avenida da Liberdade"

Realizou-se no passado Sábado, uma acção de marketing organizada pelos Hipermercados Continente (Grupo Sonae), Câmara Municipal de Lisboa e a Confederação de Agricultores de Portugal (CAP), intitulada "Mega Pic-Nic".
O evento consistiu numa mega-horta, com amostras de produtos hortícolas e de animais, todos eles portugueses, bem como espaços de lazer e um concerto.

A cedência da Avenida da Liberdade, uma das zonas mais nobres da Cidade, é um desrespeito do Município pela História e pela Cultura, fazendo de uma artéria que é espaço público uma cedência a privados para uma acção de marketing.
O trânsito esteve condicionado durante 5 dias, provocando o caos a todos aqueles que utilizam esta passagem.
Aos moradores, os lugares de estacionamento foram sonegados sem aviso e apresentação de alternativas; aos comerciantes tornou-se quase impossível efectuar receitas nestes dias dadas as dificuldades de acesso a muitos dos estabelecimentos.
O Município defende a importância do evento com as contrapartidas do Continente ao
Município, através do arranjo dos espaços verdes da Avenida da Liberdade, espaço esse já em manutenção através de concurso promovido pela Câmara Municipal, e da criação de uma horta comunitária em Campolide.
A opção mediática de ocupar a Avenida da Liberdade é irresponsável e inaceitável, ainda mais tendo em conta que o Município votou o Parque da Bela Vista a um espaço de espectáculos, fechado ao público e que já foi palco não só de eventos musicais mas também de um piquenique organizado pelo Modelo, também pertencente ao Grupo Sonae.
A acrescentar a este desrespeito pelo Património, a organização montou um mega-palco junto ao Monumento de Homenagem à Restauração da Independência Portuguesa, na Praça dos Restauradores, violando a legislação de protecção do património classificado.

Face ao exposto, a Assembleia Municipal de Lisboa, reunida a 21 de Junho de 2011,
delibera:
1. Protestar contra a iniciativa da Câmara Municipal, de utilização da Avenida
da Liberdade, área em vias de classificação pelo IGESPAR, para acções de
marketing que não dignificam o seu património cultural e histórico, que
procedem a constrangimentos graves na mobilidade e que desrespeitam
moradores e comerciantes desta zona de Lisboa;

2. Exigir que a Câmara Municipal de Lisboa informe esta Assembleia do valor real
das contrapartidas, em que moldes foram negociadas e a estimativa de valores
de receitas para o Município taxas e licenças, em particular as respeitantes à
ocupação de via pública, publicidade e de ruído.


E a votação foi:


Moção nº 9 - Aprovada por Maioria na Sessão Ordinária da Assembleia Municipal de
Lisboa realizada em 21 de Junho de 2011, com a seguinte votação:
Votos a Favor: PSD / PCP / CDS-PP / BE/ PPM / MPT / PEV / 2 IND
Votos Contra: PS / 3 IND
Abstenções: 1 IND


Pronto, e a vida é assim!...
 
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