quarta-feira, 28 de março de 2012

"detido e acusado de ser mau pai por levar as filhas à escola de bicicleta"

Este artigo é pungente.
"Espanha: detido e acusado de ser mau pai por levar as filhas à escola de bicicleta"

São várias as soluções para levar os míudos à escola.
Uma delas, muito popular, são estes "triciclos" que circulam em vários formatos e adaptações pelas ruas da Cidade.

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Em Copenhaga até visitei recentemente esta oficina da Nihola Bikes.

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sexta-feira, 23 de março de 2012

Previsão de tráfego superada

Esta ponte pedonal e ciclável em Copenhaga, inaugurada em 2006, previa 5.000 ciclistas por dia.
 
O número em 2011 é de...15.000 ciclistas por dia. 3 vezes mais!
 
Temo-nos habituado a assistir em Portugal ao investimento em infra-estruturas rodoviárias sobredimensionadas, assentes em cálculos de tráfego rodoviário sobrestimado, que depois não chega a acontecer. Um desperdício de recursos financeiros e com grandes impactes ambientais.
 
Em Portugal construir-se infra-estruturas dedicadas para peões e bicicletas é visto sempre no campo do "lazer", depois de satisfeitas as outras necessidades...
 
Este exemplo de Copenhaga, com 36% de viagens em bicicleta todos os dias mostra que para se obterem resultados é preciso investir. A Cidade é a mesma há décadas, mas o número de viagens não pára de aumentar.


 

quarta-feira, 21 de março de 2012

O peso da energia

Trago boas notícias!
 
www.cm-lisboa.pt) que prevê o aluguer de frota eléctrica para a CML foi aprovada na Assembleia Municipal de Lisboa.
A proposta prevê reduzir o número de veículos em 118, alugando apenas 45.
A mobilidade eléctrica para mim parece-me nesta altura uma muito boa solução sobretudo para frotas de empresa que mantêm os veículos em grande rotação e que dependem destes para o seu funcionamento e logística quotidianas. O facto dos veículos estarem em permanente utilização, aliada ao facto de poderem ser carregados na via pública, mas também em espaços particulares das próprias instituições, torna o investimento interessante a amortizável, já que os veículos menos dependentes dos combustíveis fósseis.
Aliás, a redução de frota, no caso da CML, é muito relevante: A Câmara Municipal de Lisboa já reduziu em mais de 50% a sua frota automóvel desde 2005.
 
 
"Lisboa: Câmara avança com aluguer de menos carros elétricos para reduzir custos"
 
 
 
E o assunto está mesmo na ordem do dia
 
"Preço dos combustíveis vai continuar a subir"
 
 
 
 
IMAGEM AQUI
 
 
 
 
 
 

segunda-feira, 12 de março de 2012

O festival dos AVACs, a propósito da renovação do Parque Escolar

Imagem de referência como conceito formal actual de arquitectura contemporânea, AQUI


Muito interessante e incisivo o artigo de Daniel Oliveira no Expresso denominado "A mentira de Nuno Crato sobre a auditoria à Parque Escolar".


Vou resumir o comentário político ao facto de ser a favor que se invista no Ensino Público, ao facto de que o Parque Escolar (propriamente dito, não a empresa) sofriam e ainda sofrem das consequências de um abandono de décadas e ao facto de lamentar que não tenham sido feitos os concursos públicos que, entre outras coisas, permitiam um acesso mais democrático à obra pública, mas também tinham como resultado maior concorrência e maior retorno financeiro resultado dessa mesma concorrência.

Vou-me focar num detalhe (ou talvez não) que o artigo revela:
Vejamos esta frase: "a mudança de legislação, por imposição comunitária, em matéria energética e ambiental, representaram um sobrecusto entre 15% a 25% no total das empreitadas. E a um esforço energético duas a três vezes superior ao anterior, o que é preocupante e, contra o qual, a Parque Escolar já terá feito várias propostas."

Vale a pena determo-nos nesta questão: as exigências energéticas obrigam a uma deturpação do devem ser os objectivos ambientais: primeiro apostar-se na inércia térmica, depois nas energias renováveis.
O que aconteceu nas escolas foi pura e simplesmente inverter a questão e apostar em potentes sistemas de ar condicionado, com subidas astronómicas de consumo energético.
Um "tiro no pé", pelos vistos até questionado (e ainda bem) pela própria Parque Escolar, mas não por muitos dos arquitectos que, podendo interpretar a lei, preteriram de apostar na inércia térmica e na eficiência energética, em nome de "obras de arte" de betão armado e vãos envidraçados altamente consumidores de energia.
A maioria dos edifícios que vi são "caixotes" brancos com envidraçados, sem telhado e sem mecanismos de

Gostava de ver uma auditoria a esta questão, que mais do que uma questão política, é um aspecto eminentemente técnico mas que espelha muito do que o nosso País tem sido em matéria urbanistica.
Esta auditoria é importante porque com a subida dos preços da energia, muitas escolas ponderam não ligar o ar condicionado no Verão, por falta de verba.
Ora, cabia ao arquitecto, mesmo que obrigado a munir o edifício dos fantásticos sistemas de ar condicionado, garantir a resiliência do edifício, ou seja, o seu funcionamento em caso de ausência de funcionamento do AVAC.
Esta auditoria devia identificar e responsabilizar quem podia e não propôs, ou quem propôs e não foi aceite e porquê e quanto custa estas decisões. E não vale dizer "desenhei aquilo porque assim como assim a legislação obrigava ao AVAC".
Não serve de desculpa, antes pelo contrário.

No meio de tanta legislação, uma coisa é certa: o arquitecto tem muita manobra para aumentar a resiliência do edificado.
E tem que a explorar ao limite. Não é deve, tem mesmo.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Uma tragédia nunca vem só

Depois de escolher-se muito mal o local da "nova ponte sobre o Tejo" em 1992, eis que a prova fatal de que a opção Cheças-Barreiro era a melhor de todos os pontos de vista menos o da especulação de terrenos.
Com o perigar da 3ª travessia, eis que se imaginam vias rápidas a rasgar o tejo na direcção da ponte...uma tragédia nunca vem só!

Lusoponte propõe nova ligação em ponte do Barreiro à Vasco da Gama - Local - PUBLICO.PT
 
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