quarta-feira, 31 de março de 2010

Sorrisos ao alto! A Higienista de Berlusconi foi eleita...

 
"Nicole Minetti, que tratou os dentes do primeiro-ministro, foi eleita para o conselho regional no escrutínio de 28 e 29"
 

O Orçamento da CML

Sobre o chumbo do OM2010 da CML, veja-se esta extraordinária notícia do PUBLICO em:

http://jornal.publico.pt/noticia/31-03-2010/orcamento-2010-de-antonio-costa-chumbado--pela-oposicao-19101846.htm


Estive lá e as coisas não se passaram assim!
Esta jornalista, Ana Henriques, continua absolutamente regular na sua habilidade em distorcer os factos, empolar o acessório e esquecer o essencial.
Até arrepia..

No essencial, resumem-se bem as virtudes do orçamento a uma intervenção no mínimo histórica de António Costa ontem, que conto que seja divulgada online e que aqui darei feed-back.

A CML tem agora um orçamento de 700 milhões de despesa em vez dos 600 milhões que ontem se propunha aprovar.
No tempo do PSD/CDS, eram 800 milhões!

segunda-feira, 29 de março de 2010

O asfaltador de passeios

 
Apesar de comungar da maioria das ideias de Manuel João Ramos (MJR) para o espaço público, na medida em que ele defende o peão e não o automóvel, não consigo deixar de reparar que está aqui uma pessoa quase imune à crítica.
Alguém que diz o que lhe vai na alma e quase nunca é criticado por isso!
Tem imunidade?
 
Depois da rápida passagem como vereador da CML e de algumas / muitas propostas em sequência, todas mais ou menos semelhantes, sobre ruas com muitos carros e passeios muito estreitos que ele gostaria de vêr (e eu também) como ruas com menos carros e passeios mais largos, tendo como ex-libris aquela história das "almofadas de Berlim" (na verdade nesse dia não descansei enquanto não comi uma bola de berlim, com creme!).
Depois foi-se embora e foi uma pena.
 
Há semanas MJR elegeu as ciclovias em Lisboa como uma das coisas mais negativas que estavam a ser feitas...
Agora resolveu preconizar a substituição das calçadas...por asfalto!:
 
 
O problema das calçadas, usadas de forma indiscriminada, é contraproducente.
Mas a sua substituição deve ser pensada com cautelas redobradas e nem é preciso explicar porquê!
 
MJR sugere asfalto nos passeios, porque desconhece como nasceu a calçada à portuguesa: é que o equilibrio entre a pedra branca e preta foi a forma intuitiva de adaptar um pavimento à luz e à temperatuda do nosso País, e de Lisboa em particular.
 
O asfalto sim, seria a catástrofe nos nossos Verões, resolvido o problema da superfície, estava criado um enorme problema térmico com consequências nefastas a vários níveis.
Não se resolvem problemas criando outros ainda maiores.

domingo, 28 de março de 2010

O Desempenho Energético mede-se com objectivos e não com adjectivos

Créditos da foto: vermelhofaial.blogspot.com/2007/03/contadores


Parabéns a esta proposta do Partido Socialista em monitorizar os gastos energéticos do Estado!

http://www.publico.pt/Economia/energia-socialistas-querem-tornar-transparente-consumo-do-estado_1429841

"O texto da proposta recomenda ao Governo que - em acordo com a Associação Nacional de Municípios e com os Governos Regionais dos Açores e da Madeira - aprove legislação que obrigue à divulgação na Internet, para além dos consumos, planos de poupança energética definidos por ministério, por região autónoma e por município.

Há quem ache que dizer que devemos poupar mais, racionalizar mais é, por si só, suficiente. Mas não é.
Por isso esta proposta é excelente!
Assino por baixo.


sexta-feira, 26 de março de 2010

Corrupção 5.000EUR - Ricardo Sá Fernandes 10.000EUR (Resultado Final)

Créditos da foto: www.magazine.com.pt/.../article.php?id=143

"O tribunal deu ainda provimento ao pedido de indemnização civil, condenando o réu a entregar 10 mil euros ao empresário
(...)

"Fui (Ricardo Sá Fernandes) condenado num valor que corresponde quase ao triplo do montante a que o senhor Névoa foi condenado pela prática do crime de corrupção. Tudo isto seria ridículo ou cómico não fosse revelar igualmente a degradação moral a que chegámos" (...)"

in http://jornal.publico.pt/noticia/26-03-2010/ricardo-sa-fernandes-condenado-por-difamacao-a-nevoa-19069573.htm
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Isto é surreal! Não dá mesmo para acreditar...

quinta-feira, 25 de março de 2010

Os Cidadãos e a Participação Pública

Créditos da foto: lisboacustozero.blogs.sapo.pt/10460.html

Tenho assistido em Lisboa com muito interesse ao aparecimento de alguns movimentos de cidadãos que, aqui e ali, contestam algumas intervenções, quase sempre no espaço público e nos espaços verdes.

Ao contrário de um passado ainda recente, em que Lisboa investia tudo em asfalto, túneis, betão e florezinhas coloridas na Avenida da Liberdade, temos agora, finalmente, a aposta na requalificação de variados espaços verdes da cidade. O actual orçamento municipal espelha isso nas muitas rúbricas dedicadas ao investimento numa quantidade notável de praças, miradouros e jardins de referência, até hoje decadentes ou em abandono crescente.

Algumas das obras já concluidas deixam patente a lógica escolhida: dar vida e dignidade a estes espaços, respeitando seu o carácter.

Eis que, e ao contrário do que acontecia no passado, a intervenção de requalificação de alguns jardins tem maior oposição agora de alguns do que teve toda a última década de abandono descarado destes espaços, fazendo-me perguntar onde estariam alguns destes movimentos nessa altura e o que os motiva agora.

Com uma energia nunca vista em casos semelhantes, onde ao contrário dos choupos meio-podres do Principe Real, se cortaram sim dezenas de árvores de grande porte e em perfeitas condições na R. Joaquim António de Aguiar para fazer-se um túnel, sem reposição das mesmas, alguns cidadãos listam agora uma quantidade enorme de queixas, que começa com a própria contestação ao acto de requalificação destes jardins (!) e termina com suspeições sobre a evolução técnica da pavimentação proposta, à lista de espécies, passando um atestado de incompetência aos técnicos responsáveis que considero revoltante e insuportável.

Ainda bem que não sou eu o técnico projectista destas intervenções e ter que assistir, dentro da hierarquia, a este espectáculo de suposições e atestados de incompetência!

Isto tudo para dizer que, da falta de participação pública que muito prejudicou o País, passou-se de imediato para uma escalada descontrolada, em que a cidadania activa ficou pelo caminho, dando lugar sim a cruzadas muitas vezes apenas político-partidárias, em que a legitimidade dos actos de políticos eleitos são contenstados perante as crenças e os anseios de algumas pessoas organizadas.

Continuo à espera que cidadãos venham exigir a plantação das árvores derrubadas pela construção da Radial de Benfica ou do Túnel do Marquês ou de tantas obras viárias inúteis que se fizeram em Lisboa.
Mas não. É um estranho caso este em que a revolta acontece sobre os choupos do Principe Real, primeiro "históricos", depois "classificados", seguidamente "centenários" e por fim apenas de "grande porte" e com 28 anos, foram derrubados sem o aviso prévio que, obviamente, mereciam e deveriam ter tido.

Há hoje cidadãos que consideram legítimas as opiniões que contestem as intervenções em curso em Lisboa, catalogando de "fretes" as que as apoiam, independemente do grau de qualificação de quem as emite.

Neste sentido, faltando sustentação na argumentação, há cidadãos que se limitam a dizer que "não querem assim", mas incapazes de dizer como queriam que se fizesse, catalogando de "oportunistas" e "coniventes com o poder" os que, ao contrário deles, assumem tomar posições pró-activas na gestão de dinheiros públicos em pról dos anseios das populações.

Pelo caminho dizem que ouviram, que viram, que alguém disse, alguém viu, alguém ouviu dizer, que esta decisão foi assim ou não foi assado porque o "político A" ou "B" impôs, deliberou, obrigou. E conseguem uma notável projecção mediática, saindo quase diariamente na imprensa, num tempo em que os jornais, rádios e a TV quase só publicam o que levante polémica e não a necessária clarificação e objectividade, mas que não trás consigo audiências.

O caminho da cidadania activa não é linear, porque a própria acção dos partidos se confunde localmente com movimentos de cidadãos. Há pois que gerar mais e melhores regras, que objectivem a participação, que legitimem os tempos e as formas de actuação e que definam os actores, distinguindo uns de outros.
Cidadania é responsabilidade e não irresponsabilidade.
Cidadania é actuar para melhorar e não gerir agendas mediáticas.
Cidadania é poder intervir no tempo devido e no campo de actuação determinado pela Lei, tendo informação e agindo com transparência, legitimidade e já agora capacidade técnica.

Esta definição de regras tem que passar necessariamente também por regulamentos municipais que definam claramente as regras de participação. É urgente.

Por fim, um desejo quase em forma de apelo, a que o acompanhamento dos processos passe a ser pautado pela focalização na Unidade. E a Unidade de análise do espaço público em Lisboa ou em qualquer outro local não é "a árvore", mas sim a Unidade ecológica e funcional no seu todo. É muito mais que árvores, uma a uma. É das unidades da Estrutura Ecológica que falo, as mesmas que podem contribuir, ou não, para o funcionamento ecológico da Cidade e para o seu desempenho energético e ambiental.

É a esse nível que os cidadãos informados devem focar a sua atenção. Assim o queiram, claro!

quarta-feira, 24 de março de 2010

Sócrates no WC

Créditos da foto: morganho.blogspot.com/2008_12_01_archive.html

Todos nós vamos ao WC!
Todos nós desapertamos cinto, o botão, ou os botões, o fecho se o houver, sentamo-nos na sanita e fazemos força. Força! Força! Força!
Pronto. Já sabemos o que terá vindo.
A seguir levantamos-nos e pegamos numa folha de papel higiénico.
Depois, é puxar o autocolismo.
Apertar botões, fechos, cinto, lavar mãos cuidadosamente com sabão e sair do WC.

Esta é uma história que todos sabemos que existe. Todos a conhecemos!
De qualquer forma é irrelevante para avaliarmos qualquer pessoa que conheçamos.
Ou não?

A verdade é que gravar a história que acima descrevi, desde que envolvendo Sócrates, daria a muitos dos nossos políticos, especialmente alguns que estão na comissão de inquérito ao negócio da PT/TVI, argumentos mais que suficientes para querem ouvir o som da bragilha, do cinto a cair no chão, dos sons do autocolismo, do lavar de mãos...

Vejam bem em:

http://networkedblogs.com/1CjWe


Tudo interessa a esta gente, ávida de vêr cá fora qualquer transcrição telefónica sobre qualquer assunto, esteja ou não relacionada com os factos que se querem apurar.

Sócrates no WC, apesar de poder ser um momento íntimo, é para alguns políticos e jornalistas um facto muito relevante e motivo para ser revelado integralmente e serem apuradas as devidas responsabilidades.

Eu, por mim, não quero saber nada sobre uma ida ao WC de quem quer que seja. Nem quero imaginar o que lá se passa, não me diz respeito, não é interessante e não é revelador de nada.
Querer tornar público tudo o que tenha a vêr com Sócrates, só por ter a vêr com ele, é sim revelador da "Política" em que estamos metidos.

E assim afastamo-nos do essencial, num momento em que se gastam milhões com barragens inúteis enquanto se pretende privatizar tudo o que dá lucro no Estado para equilibrar as contas.

Isto dá-me a volta à barriga, vou ao WC!
Com licença, se não se importam vou fechar a porta, não quero ser incomodado.

terça-feira, 23 de março de 2010

"Não. Não quero jogar nesse jogo"

 
Henry não quer jogar contra o Arsenal. É extraordinário!
 
É que no momento da transferência, não teve problemas em assinar, vestir outra camisola e ir descontar os cheques milionários!
 
 
 

segunda-feira, 22 de março de 2010

Segredos e Mentiras

Bartoon de 22/03/2010, in http://www.publico.pt/
 
Muito bem lembrado! Em Inglaterra decorre aliás o inquérito sobre esta matéria.
Aliás, não deixam de ser curiosas estas dualidades de critério: 
Só altos dirigentes do PS é que têm escutas telefónicas nos jornais, só altos dirigentes do PS vão a comissões de inquérito.
E o caso BPN, por exemplo, não tem umas escutas ao mais alto nível?
Já agora, podiamos todos lêr umas conversas telefónicas de Durão Barroso na altura das famosas armas de destruição maciça...
Há alguma agenda que todos desconheçamos?

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Duarte d´Araújo Mata

domingo, 21 de março de 2010

A armadilha das passadeiras de peões

Foto: Estreitamento de via com passadeira associada para acalmia de tráfego, em Lausanne, Suiça

"O número de atropelamentos registado em Lisboa no ano de 2009 corresponde a uma média de dois por dia.
 Houve 320 ocorrências nas passadeiras (mais 14 do que no ano anterior), o que corresponde a 43,48 por cento do total"

in http://jornal.publico.pt/noticia/21-03-2010/temas-19028895.htm

O problema é conhecido: a passadeira é uma obrigação legal, decide se o seguro paga ou não indemnização ao atropelado, mas quase nunca é garantia de segurança.
A PVP (Prevenção Rodoviária Portuguesa) passou anos a ensinar o peão a só passar quando não vem ninguém, olhando primeiro para um lado e depois para o outro.

O desenho de vias que temos, incitando à velocidade e acabando em passadeiras "seguras" é o grande problema que temos e o grande desafio a alterar nos próximos tempos em Portugal.

Acalmia de tráfego pelo desenho urbano (e não pela sinalização ou radares) é o caminho a seguir para reduzir atropelamentos.


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Duarte d´Araújo Mata

sábado, 20 de março de 2010

Aquele abraço!...

"Chamam-nos os taliban americanos, mas nós não somos terroristas. Só tocamos nas pessoas para as abraçar"

http://www.publico.pt/Mundo/reportagem-o-exercito-de-deus-quer-salvar-o-texas-e-depois-a-america_1428539

sexta-feira, 19 de março de 2010

O Instituto de Meteorologia, as previsões meteorológicas e o dinheiro dos contribuintes

Professor Delgado Domingos
Créditos da Foto: http://aeiou.expresso.pt

Já utilizo o site do IST em http://meteo.ist.utl.pt/mapa-portugal-frames.html para decidir se posso fazer trabalho de rua, ir de bicicleta ou escolher o destino do fim de semana. Nunca falha!
 
Mas agora, Delgado Domingos revela-nos como um Instituto Público, o Instituto de Meteorologia, com muitos milhões dos contribuintes, se escusa a prestar contas do trabalho que presta à comunidade em termos da eficácia dos seus modelos de previsão e como veda informação à investigação. 
 
Ao contrário deste pequeno (grande) centro de I&D universitário, cuja dimensão muito reduzida e com orçamento mínimo, baseado em dados gratuítos obtidos nos EUA, consegue resultados inversamente proporcionais à sua dimensão, em termos da sua eficácia, transparência e na qualidade do serviço público que presta.
 
O pior é que envolve a tragédia da Madeira!
 
A lêr em:
 

quinta-feira, 18 de março de 2010

CARNE E PREÇO OU MEGA CARNES?

Porco Alentejano em equilibrio com o montado, pasta em aparente liberdade
 
 
Mesmo ao lado do meu trabalho, antigamente uma frutaria, o ainda recente talho 'CARNIPREÇO' vai dar lugar ao novo 'MEGACARNES'.
 
Os preços são, em ambos os casos muito baixos (frango a menos de 1,00EUR/Kg...), como desde logo se percebe pelas designações, mas na versão MEGA o logotipo da loja é ... um coelho com óculos escuros (!!)...
 
Por mim, faço questão de não tornar obrigatório colocar junto da palavra CARNE a desigação de PREÇOS BAIXOS ou de MEGA:
 
A carne, grande responsável pela alteração e degradação do uso do solo em todo o mundo, obriga a uma opção racional consumindo-a em quantidades reduzidas, assentando a escolha em produções sustentáveis, ao ar livre em pastos geridos de forma ambientalmente responsável e optando por raças de origem local, uma vez que as mesmas estão frequentemente em equilibrio com os ecossistemas locais, fazendo parte deles.
 
Produções sustentáveis não estão naturalmente associadas a preços baixos, pelos custos ambientais e sociais dessa escolha.
Produções sustentáveis levam mais tempo a criar os animais.
Produções sustentáveis tratam os seus efluentes.
Produções sustentáveis transportam os animais em condições óptimas.
 
Cabe-nos a nós reduzir o consumo de carne e optar pela qualidade.
No fim, teremos gasto em absoluto o mesmo dinheiro mas poupado o Planeta e a nossa saúde.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Rock-in-Rio, a Ponte ciclo-pedonal da Bela-Vista e o fim do "Apartheid" de Chelas

O CDS votou contra a adjudicação desta passagem ciclo-pedonal entre as Olaias e o Parque da Bela-Vista.
 
 
Nada que me espante, diga-se.
 
 
Esta ponte é uma forma directa de ligação da "cidade" ao Parque da Bela-Vista.
 
Alegando "falta de segurança", o que o CDS não diz é que esta ponte é também uma ligação contra o isolamento e "ghetização" a que os bairros de Chelas foram sempre condenados.
 
Basta estudar alguns exemplos de Joanesburgo na África do Sul para percebermos logo como, de forma intencional, se isolaram literalmente certos bairros através da criação de barreiras, como auto-estradas ou linhas férreas.
Para o CDS, Chelas está bem assim, lá do outro lado. Mesmo aqui à frente mas longe, muito longe!
 
Por cá, foi a Natureza que talhou o Vale da Montanha, cabe AGORA aos Humanos lutarem contra o isolamento. Depois do Metropolitano e do anúncio de investimentos importantes como o Hospital de Todos-os-Santos e o IPO, esta ligação é um novo passo para a integração social.
 
Esta ponte é uma ligação directa entre o Areeiro e a zona oriental da Cidade, mas a pé e de bicicleta.
O IPO e o Hospital de Todos-os-Santos estarão logo ali.
O enorme Parque da Bela-Vista estará, finalmente a um passo.
De bicicleta, será possivel chegar-se aos Olivais a partir do Arreiro sem grandes declives, de forma imediata, directa e competitiva com outros meios de transporte.
 
Ao contrário do que se fazia no passado, os grandes eventos em Lisboa trazem contrapartidas para a Cidade.
Mais do que a imagem pouco conseguida de protecção do ambiente que este evento do Rock-in-Rio representa "in situ" (basta vêr o ruído extraordinário, o lixo que provoca, a carga sobre o Parque), esta ponte será sem dúvida a grande marca positiva destes eventos nesta área da Cidade. O Parque da Bela-Vista passou a ser conhecido e agora estará finalmente acessivel.
Porque hoje não o é.
 
Já agora, caro leitor, já alguma vez foi ao Parque da Bela-Vista passear?
E conseguiu lá chegar sem ser de carro?

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Duarte d´Araújo Mata

terça-feira, 16 de março de 2010

127.750EUR MENSAIS? DESCULPE, IMPORTA-SE DE REPETIR?

Para que não restem dúvidas: são 127.750EUR/mês!
É uma empresa privada, bem sabemos, mas estas remunerações num País de larga pobreza são para mim IMORAIS.
 
 
"Rui Pedro Soares, o antigo administrador da PT (...) recebeu em 2009, 1,533 milhões de euros de salários, dos quais 1,035 milhões são relativos a remuneração variável e prémios de gestão, anunciou a empresa."

http://economia.publico.pt/Noticia/rui-pedro-soares-recebeu-15-milhoes-de-euros-da-pt-em-2009_1427407

segunda-feira, 15 de março de 2010

Istambul, Pamuk, Bruno Reis e um magnífico "Câmara Clara" na RTP2



Este é o livro que estou a lêr. O de uma Cidade onde ainda nunca fui mas que parece que já interiorizei o que tem através das descrições e deambulações de Orhan Pamuk, o único turco distinguido com um Nobel, em Istambul - Memórias de uma Cidade.

Quem me ofereceu o livro esteve ontem no "Câmara Clara" da RTP, com Paula Moura Pinheiro.

video em http://camaraclara.rtp.pt/

Bruno Reis é, cada vez mais, uma fonte de informação impressionante, um investigador com curriculo já extenso, capaz de articular História, estratégia, cultura, literatura, geografia, juntando curiosidades e pequenos dados, numa contante de pertinência e sobriedade.
E vejo tantas vezes o comentário nos Media nestas áreas desperdiçar-se em teses e crenças carentes de lógica e de sustentação, fruto a meu vêr da importância que os Media dão ao "mediatismo" da figura que convidam para o comentário...

Tentei abstrair-me de ter um amigo no Programa, mas realmente a densidade das intervenções, às quais Alexandra Lucas Coelho muito contribuiu, bem como uma moderação que soube trazer as muitas variáveis que as relações Europa - Turquia podiam suscitar, tornou este Programa de ontem, para mim, uma peça de grande valor e qualidade. A rever!

Esta manchete não engana: não é no Irão!

Tanta expectativa com este Congresso e, no fim, a grande novidade é que haverá processo de expulsão de todos os que, daqui em diante, criticarem o Lider. Ahminedjad que ponha os olhos em nós!

sexta-feira, 12 de março de 2010

Duarte Mata no Ciclo de Tertúlias Urbanas - Os Espaços Verdes na Cidade de Lisboa

Estarei amanhã sábado pelas 18h na livraria Trama para um debate promovido pela Quercus sobre "Os Espaços Verdes na Cidade de Lisboa"!
 
Apareça!
 
 
 
Ciclo de Tertúlias Urbanas - Os Espaços Verdes na Cidade de Lisboa
13 de Março - Livraria Trama, Lisboa
O Núcleo Regional de Lisboa da Quercus, em parceria com a Livraria Trama, vai promover um Ciclo de Tertúlias Urbanas. A primeira tertúlia, com o tema "Os Espaços Verdes na Cidade de Lisboa" será já no dia 13 de Março, entre as 18h e as 19h30, no espaço da Livraria Trama em Lisboa (Rato). A entrada é gratuita, mediante inscrição. Participe!
Oradores:
Duarte Mata
António Prôa
 
Moderador: Carlos Moura
 
Local: Livraria Trama - Rua São Filipe Nery, nº 25 B (Rato) - Lisboa
 
Inscrição: o nome e o contacto deverá ser enviada para o e-mail
lisboa@quercus.pt


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Duarte d´Araújo Mata

A "SIESTA" DO COMÉRCIO DE RUA

Créditos da fotografia: arestasdevento.blogs.sapo.pt/arquivo/2009_03.html

Onde vivo ou onde trabalho, o problema é o mesmo: o Comércio Local, designado como "de rua", fecha inexplicavelmente à hora do almoço, entre as 13h e as 15h, exactamente na altura em que os seus potenciais clientes estão, nas ruas, disponiveis para comprar.

Depois espantam-se do sucesso dos Shoppings...

quinta-feira, 11 de março de 2010

Timor ajuda Madeira com 750 mil: Não queria acreditar...

http://aeiou.visao.pt/madeiramau-tempo-governo-timorense-envia-750-mil-dolares-para-apoio-as-vitimas=f549580

POUPAR ÁGUA!

video

Os tostões, o PEC e o Bloco de Esquerda

Está criada uma "onda" de cortes "a eito" nas despesas públicas para controlar o défice público.
 
Vale a pena, nestas alturas em que a onda é alta e tem força para nos arrastar, analisar algumas das medidas previstas pelo Governo e ouvir outras boas propostas de reflexão, designadamente o que é proposto pelo Bloco de Esquerda, num documento simples, sintético, objectivo e pro-activo:
 
Ressalta-me à vista, pelo apresentado, que os resultados no défice seriam melhores se aplicada a proposta do BE.
 
 
No entanto, há mais medidas de corte na despesa de que ninguém fala e que poderiam converter-se em investimento e emprego qualificado:
 
1) Veja-se o caso do Plano Nacional de Barragens poder ser substituído por um Plano de Eficiência Energética, gerador de milhares de pequenos empregos qualificados e dispersos pelo País, poupando a nossa Paisagem e os nossos riose todas as riquezas associadas.
 
2) Aproximar o preço da energia do valor real, substituindo o actual modelo de subsidio indiscriminado através do OE ao desperdício, por taxas sociais direccionadas a quem mais precisa, assentes em tabelas de consumo justas e realistas.
 
3) Orientar investimento da agricultura convencional para a agricultura biológica e para a protecção integrada. De imediato estariamos a gerar emprego de proximidade. E recentemente foi criado o subsídio estatal para a aquisição de água do Alqueva...
 
Há ainda medidas gerais, de aposta sistemática no ordenamento do território, que configurariam uma poupança incalculável em recursos!
 
Os cortes "a eito" siginificam por vezes tirar-se a "cana de pesca" ao pescador, enquanto continuamos a subsidiar obras e medidas de vulto que configuram, por vezes, um investimento de retorno líquido dúvidoso.

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Duarte d´Araújo Mata

terça-feira, 9 de março de 2010

Os Tostões do PEC

Créditos da Fotografia: http://static.publico.clix.pt/imagens.aspx/273743?tp=UH&db=IMAGENS&w=350


O meu pai tem formação na área da Economia, e contava-me sempre uma história que, apesar de já a saber de cor, fazia gosto em ouvi-la sempre mais uma vez.

Quando chega o PEC para discussão, lembro-me logo dela.

Conto-a numa versão actualizada e adaptada às circunstâncias:

Todos os dias, um Pai,vamos imaginar que para o caso se chama Teixeira dos Santos, dava ao seu filho 10 tostões e dizia-lhe:
"- Vai à mercearia e traz pão e vinho!".
O filho, no caminho, pensava:
"- mas quantos tostões de vinho trago? E de pão?"
No caminho, o filho exercitava:
"- trago 5 tostões de vinho e 5 tostões de pão"
Mais à frente rectificava, sabendo que o pai dele (desconheço se aplicável a Teixeira dos Santos) gostava muito de vinho:
"- 6 tostões de vinho e 4 tostões de pão"
À entrada da mercearia.... :
" 7 tostões de vinho e 3 tostões de pão"
Já lá dentro...:
" 8 tostões de vinho e 2 tostões de pão! Não se fala mais nisso!"

Chegando a casa, o pai pergunta-lhe:
"- Então, o que trouxeste?"
"- 9 tostões de vinho e 1 tostão de pão!" - diz o filho, receoso.
" - eh lá, para que é tanto pão???!!!" - atira-lhe o pai.

Ora bem, o resto da história é minha e ligada com a actualidade, com o PEC. O pai, Teixeira dos Santos, no dia seguinte, chama o filho e diz-lhe:
"- filho, os tempos estão duros. Hoje só levas 5 tostões para trazeres vinho e pão. Pensa bem como vais gerir esse orçamento!"

O filho tem 2 hipóteses:
Ou mantém a distribuição "normal" e traz 4,5 tostões de vinho e 0,5 tostões de pão ou, pelo contrário, e apesar do orçamento reduzido, consegue trazer 3 tostões de vinho e 2 tostões de pão.
Se o fizer, poupou-se no vinho, que em excesso faz mal e sempre trouxe mais pão que o habitual.
Pode ainda decidir trazer só 2 tostões de vinho e distribuir os 3 tostões que restam por pão, leite, ovos e vegetais. Uma alimentação bem mais equilibrada!

Orçamentos reduzidos, se bem geridos, podem ser uma oportunidade de mudar paradigmas.
Cancelar algumas estradas, adiar o TGV são boas medidas.

Mas há ainda muito "vinho" no cabaz de compras e muito poucos "vegetais"...

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Duarte d´Araújo Mata

segunda-feira, 8 de março de 2010

O Massacre!

Escrevo estas linhas depois de ter passado 5 horas e meia (!!!) num centro de saúde do SNS à espera de uma consulta de...10 minutos.

Vejamos: estou doente, uma amigdalite valente, febres intermitentes, enfim, "fruta da época" como se diz. Porque a auto-medicação convencional a anti-inflamatórios não vence o inimigo, parto para o centro de saúde a pedir reforços, de especialistas.

Não tenho médico de família. Não, não é em Freixo de Espada à Cinta nem na Ilha das Flores, pois lá toda a gente tem médico. É aqui na área de Lisboa. Por aqui, a maioria das pessoas não tem médico de família, nem nunca terá tão cedo. É uma fatalidade deste "interior" esquecido e injustiçado. Pois bem, sem médico de família o SNS faz-lhe o favor de o deixar ser visto por algum médico disponível e dentro das possibilidades. Partilhei portanto um médico com os seus doentes habituais e com todos os outros que, como eu, precisaram de ser vistos esporadicamente.

Após 5,5 horas de espera e depois de abrir a boca durante 10 segundos, o médico prescreveu o bendito remédio.

Mas não é o pagar impostos e não ter médico, a não ser que espere quase 6 horas, que me revolta.
É sim o facto de ter que suportar na sala de espera a programação da manhã da TVI...Manuel Luis Goucha e Cristina Ferreira massacram os telespectadores de Portugal (mais propriamente dos consultórios médicos que conheço...) com um Programa inacreditável, que dura 3 horas (!) e que constitui um caso exemplar do que é a nossa televisão durante o tempo em que estamos a trabalhar.

Posso ficar tratado da amigdalite mas quem me cura de 3 horas em que este duo, de sorriso 32 na cara (a Cristina Ferreira, "conhecida estrela" de revistas de TV e afins, dá gargalhadas ruidosas enquanto se contorce toda...), conduziu uma série de entrevistas sobre coisa nenhuma!
Como era o dia da mulher, tivemos que assistir a mulheres a mudarem pneus de carro ao vivo enquanto homens passavam camisas a ferro. Até uma fralda de um miúdo de ano e meio mudaram em palco, com o dito cujo aos berros de susto! Pudera!

Ainda tive o prazer de vêr o "Jornal da uma", que acaba quase às duas e meia, seguido da entrada fulgurante da Júlia Pinheiro para o seu show "As tardes de Júlia"...

O Sr. Dr. lá me chamou ao microfone, mas não conseguiu evitar que eu ainda visse uma excepcional entrevista de Júlia a uma mulher que namorou dois anos às escondidas dos pais!

Que tortura!
Querem acabar com o SNS?
Já percebi que sim, mas valerá mesmo tudo para afugentar os contribuintes para os seguros de saúde privados?


quarta-feira, 3 de março de 2010

Happy, but Stupid!

Todas as manhãs e fins de tarde tenho sido inundado no meu campo visual, mais precisamente violentado, e mais especificamente através da janela do comboio, por publicidade a esta espécie de revista.
 
A liberdade de imprensa é louvável, bem como a mesma liberdade de me insurgir sobre isto.
 
Com tão pouco tempo para lermos tudo o que gostariamos e precisariamos, como é que é possivel que haja quem compre e leia estes assuntos?
Já nem falo dos desgraçados que são obrigados a escrever sobre estas matérias!
 
Veja-se a capa, esta linda rapariga com ar de quem bebeu um litro de vinho antes de se maquilhar, tendo depois saído de casa aos trambolhões escada abaixo. A foto parece tirada quando ela se está a tentar levantar.!
Em seguida irá comprar a revista para tentar arranjar online um amante e tentar perceber como poderá ficar, imagine-se, mais feliz!

No mínimo, que enjôo!

O Inimigo Público de sempre!

"Portugal joga amanhã um encontro de preparação frente à China, cujo grande atractivo é o encontro entre o craque português Cristiano Ronaldo e o craque chinês Chang Rong, também avançado, conhecido no seu país como "CR9".
A selecção chinesa conta ainda com jogadores como Deko, Kaki, Rooni, Jo Teri, Meci, Zidune e o guarda-redes Cazilas. O seleccionador chinês, Karlo Keiró, é unanimemente considerado melhor treinador que Carlos Queiroz"

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terça-feira, 2 de março de 2010

Tudo são alterações climáticas

No mundo actual há uma tendência para ver todos os fenomenos extremos e todas as suas consequências como resultado das alterações climáticas.
Porque chove pouco ou porque chove muito, as causas são de imediato centradas não no conhecimento e interpretação do fenómeno em si mesmo mas sim na associação à dimensão os estragos e da destruição.

Uma chuvada cai numa bacia hidrográfica ordenada com poucas consequências visíveis? Não foi grave.
A mesma chuvada, a mesma quantidade de água provoca gravíssimos estragos numa bacia desordernada? Fenómeno "extremo", são as evidências das alterações climáticas!

As declarações de investigador António Baptista, descritas no artigo do Publico de ontem "Tempestade na Madeira é "mais um sinal de um mundo que está em mudança" em http://www.publico.clix.pt/Sociedade/tempestade-na-madeira-e-mais-um-sinal-de-um-mundo-que-esta-em-mudanca_1424912, é para mim mais um sinal de desnorte sobre o que realmente aconteceu.

Temos 2 lados desta questão:

1º os que acham que foi uma chuvada excepcional e que independemente do ordenamento do território os estragos seriam sempre garantidos:
2º os que acham que, apesar da excepcional ocorrência meteorológica, os erros urbanisticos gritantes é que tornam os resultados dramáticos.
Temos depois ainda esta outra opinião, que se junta ao 1º grupo, procurando nas alterações climáticas e no aquecimento global a confirmação para tudo o que acontece.

Os creacionistas acreditavam que se colocassemos sementes de trigo num sotão fechado, daí nasceriam ratos, por geração espontânea.

Este investigador, em vez de lêr as evidências e ponderar os factos, procura vincular a sua tese a partir de quaisquer acontecimentos que tenham a destruição como resultado visível.

O temporal de 1803 e de 1976 são também o resultado das alterações climáticas?

Nota: poderemos estudar e até chegar à conclusão que este evento foi mais extremo, mas os dados reais em cima da mesa mostram sim acção humana na alteração das condições físicas do território para lidar com estes fenómenos. E isso sim neste momento é que é gritante.

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Duarte d´Araújo Mata

segunda-feira, 1 de março de 2010

A resposta de Pedro Marques Lopes

Pedro Marques Lopes (PML) respondeu-me de imediato a

http://link2greenways.blogspot.com/2010/02/carta-pedro-marques-lopes.html

Uma resposta cordial e que desde já agradeço, bem como registo o fair-play pela crítica.

Fica a ideia expressa por PML de de ter havido alguma pressão no fecho do programa para tentar dizer numa frase toda uma série de considerações e ideias sobre este assunto. O resultado não expressa o que pensa sobre o assunto, querendo PML estudá-lo melhor e tentar ouvir as várias versões.

Ficamos à espera!


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Insisto que é muito importante que o comentário político em Portugal se comece a afastar das considerações estratégicas politico-partidárias, da crítica personalizada ou partidarizada sobre acontecimentos, e mais sobre política concreta.
Sendo um programa com algum grau de humor e sarcasmo, o "Eixo do Mal" coloca muitas vezes o dedo na(s) ferida(s), porque atalha algum tempo nas considerações. Talvez vá mais directo ao assunto.
A vantagem da ironia é, tantas vezes, isso mesmo.

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Duarte d´Araújo Mata
 
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